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quinta-feira, 12 de junho de 2014
Info ESQUERDA.NET | Jornalistas Protestam Contra Despedimentos no JN, DN, TSF e O Jogo
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M. João Baptista da Silva
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
DN | Fernando Tordo Responde ao Filho: "Não Entristeças, João" || Carta ao filho João Tordo | Facebook
Carta ao meu filho João. Magoaram-te. Não a mim, cinquenta anos de tudo e mais alguma coisa. Magoaram-te porque achas estranho que se diga de um tipo, que para mais conheces bem, o que algumas pessoas disseram e continuarão a dizer. Perante a tua carta que a Eugénia e teu irmão Francisco Maria me encaminharam, o que é fica? Tentação de devolver os insultos com o vernáculo que bem me conheces e és admirador? Não. O que fica, meu querido filho, é a tua carta.
Tenho tanto que fazer, aqui. Por todos vocês. ( grande fotografia que a tua irmã Joana me mandou ) ela e os meus netos, aqueles sorrisos.
Não entristeças, João. Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua. Beijo do teu pai fernando.
Tenho tanto que fazer, aqui. Por todos vocês. ( grande fotografia que a tua irmã Joana me mandou ) ela e os meus netos, aqueles sorrisos.
Não entristeças, João. Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua. Beijo do teu pai fernando.
Maria João Baptista Silva Querido Fernando Tordo,
Não tenho o dom da escrita. Mas tenho o da indignação. E ontem fiquei profundamente indignada com a maioria dos portugueses.
Por isso, escrevi na minha página e no meu Blog isto, que dá uma ideia daquilo que eu penso sobre todo este assunto.
Com admiração e o desejo de muitas felicidades,
JOÃO
Continua
Não tenho o dom da escrita. Mas tenho o da indignação. E ontem fiquei profundamente indignada com a maioria dos portugueses.
Por isso, escrevi na minha página e no meu Blog isto, que dá uma ideia daquilo que eu penso sobre todo este assunto.
Com admiração e o desejo de muitas felicidades,
JOÃO
Continua
Para leres, clica AQUI!
_____________________
Queridos amigos,
Nos últimos dias tenho recebido centenas de mensagens e e-mails com votos de felicidades, que muito me comovem. Peço que percebam que estou em fase de adaptação e a começar a trabalhar, portanto responderei às vossas mensagens assim que fizer uma pausa.
Estarei em Portugal no fim de Abril para estar com a família e amigos e para as comemorações do 25 de Abril, mas mantenho-vos informados da minha vida profissional aqui no Brasil através desta página.
Deixo-vos uma fotografia da vista do meu quarto aqui no Recife, onde estão neste momento 30ºC e o Carnaval se começa a preparar.
Até breve,
Fernando Tordo
EMIGRAÇÃO
Fernando Tordo responde ao filho:
"Não entristeças, João"
por Sofia FonsecaOntem
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Fotografia © Gerardo Santos/Global Imagens
O compositor respondeu no Facebook à carta que o filho, João Tordo, lhe escreveu, em que manifestava tristeza por alguns comentários que lera sobre o facto de o pai ter decidido emigrar.
"Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros", escreveu João Tordo no seu blogue. "E perguntaram o que iria fazer: limpar WC e cozinhas? Usufruir da reforma dourada?", acrescentou, lembrando que o pai, um homem com 65 anos de vida e 50 de carreira, teria uma reforma de duzentos e poucos euros, "mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores".
No Recife, para onde emigrou na terça-feira, Fernando Tordo leu a carta. E hoje respondeu ao filho. "Não entristeças, João", disse-lhe através do Facebook. "Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua", acrescentou.
"Magoaram-te. Não a mim, cinquenta anos de tudo e mais alguma coisa. Magoaram-te porque achas estranho que se diga de um tipo, que para mais conheces bem, o que algumas pessoas disseram e continuarão a dizer", constatou.
"Tentação de devolver os insultos com o vernáculo que bem me conheces e és admirador? Não. O que fica, meu querido filho, é a tua carta", garantiu.
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M. João Baptista da Silva
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
DN - Opinião: "Referendar o Horror" | Esquerda.Net: “Direitos Fundamentais Não Se Referendam”
"Os deputados do PSD decidiram na quarta-feira, em reunião, por maioria, votar a favor da proposta de referendo sobre coadoção e adoção de crianças por homossexuais e aplicar disciplina de voto sobre esta matéria."
Eu acho muito bem, em nome do superior interesse da criança.
Também vão arranjar emprego para todos os pais e mães, em nome do superior interesse da criança.
Vão aumentar o salário dos pais e mães, e reduzir o horário de trabalho, em nome do superior interesse da criança.
Criar condições para que todas tenham direito a cuidados de saúde de forma rápida e eficaz, em nome do superior interesse da criança.
Reduzir o numero de alunos por turma, em nome do superior interesse da criança.
Equipar as escolas com meios e técnicos especializados e suficientes, em nome do superior interesse da criança.
E também vão todos para o grande raio que os parta, em nome do superior interesse da criança.
Os deputados do PSD (e, por que não dizê-lo?, os do CDS) acabaram de prestar mais um péssimo serviço à Democracia e à imagem que as e os portugueses têm da Assembleia da República.
Um nojo.
Eu digo: Um nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo... (até o infinito)!
Em cima, dois "posts" no Facebook, a propósito da proposta e aprovação, por parte do PSD, de um referendo sobre co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo.
Na Esquerda.Net está um artigo, que não posso deixar de referir, sobre esta temática, que tem por título, “Direitos fundamentais não se referendam”, e que podes ler clicando AQUI.
Fica, também o artigo de Fernanda Câncio, no DN - OPINIÃO, que eu considero muito bom e importante para reflexão e partilha...
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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18:20
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terça-feira, 29 de maio de 2012
Exposição de Espantalhos dos Alunos do Agrupamento de Escolas de Castro Daire | Presidente da Câmara Municipal Proibiu Exposição do Espantalho de Passos Coelho
Cartaz da Esposição de Espantalhos
Imagem do Espantalho Passos Coelho
que espantou o Presidente da
Câmara Municipal de Castro Daire
que espantou o Presidente da
Câmara Municipal de Castro Daire
Estamos a caminhar para a censura? Estamos a perder a liberdade de expressão verbal e criativa?
Não podemos permitir que tal aconteça.
Por isso, e para que o espantalho de Passos Coelho com a corda ao pescoço e a lista das dívidas do país não fique esquecido, eu coloco aqui a imagem do dito espantalho.
Temos que saber apreciar o trabalho criativo individual e colectivo, seja ele de crianças ou de adultos. E, sobretudo, devemos aprender a rirmos das caricaturas, dos cartoons, das anedotas, das graças e gracinhas sobre a política e os políticos, sem que a sociedade ou eles se melindrem, pois só assim viveremos numa democracia plena.
E sabermos brincar com factos bem tristes e preocupantes é muito saudável. Rir o melhor remédio e é melhor rirmos daquilo que nos pode fazer chorar.
JOÃO
Castro Daire
Câmara proibe espantalho com a imagem de Passos
por Lusa 25 Maio
2012
Um espantalho, representando o primeiro-ministro com uma corda ao pescoço, que fazia parte de um trabalho escolar, foi retirado de uma exposição pública por imposição da Câmara Municipal de Castro Daire, disse à Lusa fonte da escola promotora.
O presidente da direção do agrupamento de escola de Castro Daire, António
Ferreira, explicou à Lusa que o espantalho a representar Pedro Passos Coelho com
uma corda ao pescoço e uma lista com as dívidas do país colada fazia parte de
uma exposição pública de vários bonecos criados pelos alunos da EB 2,3.
Esta figura, criada por um dos alunos, permitia ainda a fácil ligação ao primeiro-ministro por ter no bolso um "bilhete de identidade".
Mostrando-se desagradado com a "imposição pela autarquia" da retirada do espantalho que satirizava Passos Coelho, que, com outros estava exposto no jardim do centro da vila, exposição essa que ainda continua, o diretor do agrupamento escolar admitiu à Lusa que a direção "pode optar pelo envio de uma nota de protesto" à autarquia.
Isto, porque, quando o presidente da câmara, Fernando Carneiro (PS), "contactou a escola, fê-lo em tom ameaçador", relatou António Ferreira à Lusa, complementando: "Aludindo à emissão de um comunicado sobre o espantalho" que não chegou a ser emitido após a retirada do objeto.
"Mas este tipo de trabalho não tinha, nem poderia ter, qualquer objetivo de crítica, apenas pretendia, tal como foi planeado pelos professores que o coordenaram, recuperar uma tradição, deixando a execução à imaginação, à criatividade, dos alunos", disse, acrescentando que "só uma falta de sensibilidade clara é que permite fazer a extrapolação para a crítica de teor político".
Segundo António Ferreira, o boneco retratava apenas uma situação percecionada
pelo aluno que o executou, que é o país estar, "como se costuma dizer, enforcado
em dívidas", e o primeiro-ministro "foi a figura escolhida para significar
Portugal. Apenas isso".
A Lusa tentou sem sucesso obter uma reação do presidente da câmara de Castro Daire.
Os trabalhos foram realizados pelos alunos dos 7º e 8º anos das turmas de Artes Tradicionais e as turmas de EVT do 5º e 6º ano da Escola E B 2,3 de Castro Daire, em colaboração com a disciplina de Educação Tecnológica, sob o tema, "Espantalhos, Uma Arte Popular".
Esta figura, criada por um dos alunos, permitia ainda a fácil ligação ao primeiro-ministro por ter no bolso um "bilhete de identidade".
Mostrando-se desagradado com a "imposição pela autarquia" da retirada do espantalho que satirizava Passos Coelho, que, com outros estava exposto no jardim do centro da vila, exposição essa que ainda continua, o diretor do agrupamento escolar admitiu à Lusa que a direção "pode optar pelo envio de uma nota de protesto" à autarquia.
Isto, porque, quando o presidente da câmara, Fernando Carneiro (PS), "contactou a escola, fê-lo em tom ameaçador", relatou António Ferreira à Lusa, complementando: "Aludindo à emissão de um comunicado sobre o espantalho" que não chegou a ser emitido após a retirada do objeto.
"Mas este tipo de trabalho não tinha, nem poderia ter, qualquer objetivo de crítica, apenas pretendia, tal como foi planeado pelos professores que o coordenaram, recuperar uma tradição, deixando a execução à imaginação, à criatividade, dos alunos", disse, acrescentando que "só uma falta de sensibilidade clara é que permite fazer a extrapolação para a crítica de teor político".
Segundo António Ferreira, o boneco retratava apenas uma situação percecionada
pelo aluno que o executou, que é o país estar, "como se costuma dizer, enforcado
em dívidas", e o primeiro-ministro "foi a figura escolhida para significar
Portugal. Apenas isso".A Lusa tentou sem sucesso obter uma reação do presidente da câmara de Castro Daire.
Os trabalhos foram realizados pelos alunos dos 7º e 8º anos das turmas de Artes Tradicionais e as turmas de EVT do 5º e 6º ano da Escola E B 2,3 de Castro Daire, em colaboração com a disciplina de Educação Tecnológica, sob o tema, "Espantalhos, Uma Arte Popular".
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira 2011 | Plano de Resgate Abriu Primeiro Debate Eleitoral | Vídeo
As Eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira estão marcadas para 9 de Outubro de 2011.
Por isso, vou continuando a colocar aqui algumas acções da Campanha do Bloco de Esquerda - Região da Madeira.
Hoje deixo a hiperligação para o Primeiro Debate Eleitoral "Plano de Resgate", com a presença dos representantes de todos os partidos candidatos à eleições na Madeira, com excepção do PSD, que se julga acima da democracia... senão participaria, também.
Vão ser 10 debates, promovidos pelo DN e TSF. Podem ser acompanhados on-line, em direto ou quando tu quiseres, e na rádio.
Eu ouvi o debate e gostei. E não te esaqueças, Madeirense:
"NÃO METAS ÁGUA!"
VOTA BLOCO DE ESQUERDA
Senão..."Depois não há volta a dar... grite quem gritar!"
A Madeira precisa de uma oposição forte!
Se votas na Madeira, volta Bloco de Esquerda!
JOÃO
BE Madeira
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M. João Baptista da Silva
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Artigo de Baptista Bastos: «A Indecência Como Factor Político»
Sempre gostei muito de Baptista-Bastos e da sua escrita, em livros e em artigos de opinião, das suas intervenções na televisão e na rádio...Fica um desses artigos de opinião, do Diário de Notícias, em que Baptista Bastos escreve sobre o PSD e sem "papas" nos dedos/língua...
JOÃO
Grande Baptista-Bastos!
Uma leitura a não perder!JOÃO
Um vistoso grupo de militantes graduados do PSD tem desancado, sincronizadamente, os aumentos de impostos. De repente, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa e quejandos, movidos por irresistível estremecimento de bondade, fizeram-se paladinos dos desfavorecidos. E as frases utilizadas, para se demarcarem das decisões de Passos Coelho, poderiam, acaso, ser subscritas pelos mais tenazes antagonistas de Esquerda.
Mas as razões destas acerbas críticas não são tão ocultas quanto isso. Aqueles, e outros mais, detestam o presidente do PSD, desde o dia em que venceu as eleições internas, e estremeceram de horror quando derrotou o PS e se tornou primeiro-ministro. O ajuste de contas dos ressentidos pertence aos domínios da arqueologia do ódio, e ódio velho não cansa. O pretexto para estas sarrafadas nos lombos de Passos Coelho é a política fiscal. Podia ser outro, mas é este porque corre ao lado da antipatia popular. Nem um dos críticos sente um pingo de emoção pelas angústias e pesares da plebe. O oportunismo leva-os a esta falta de pudor.
Imediatamente a seguir, Passos Coelho, que é nhurro e senhor do seu nariz, informou que vêm aí mais impostos. Foi no encerramento da Universidade de Verão do PSD, e fê-lo com desconcertante frieza, como se a afirmação resultasse de uma inevitabilidade. Não é. Nem as decisões do Governo sobre fiscalidade constituem a única via para a solução dos problemas gerais.
Somos o pião das nicas nestas jogadas indecentes. A teimosia de uns e as pequenas vinganças pessoais de outros, desregradas e vãs, não constituem sinais de grandeza, mas sim anúncios de martírio. E este Governo, com o vício imaginativo segundo o qual a maioria permite tudo, está a cavar a própria sepultura, arrastando-nos consigo.
As quezílias deles, são entre eles. Porém, somos atingidos com uma violência inaudita. O cerco a Passos Coelho, feito pelos seus "companheiros" com verdete, não atenua as nossas desgraças. Ferreira Leite, Mendes, Marcelo e assemelhados, quando estiveram no poder, fizeram o mesmo ou pior. Possuo uma lista inesquecível das malandrices então praticadas. Está-lhes na massa do sangue, na ideologia e na prática política. Nenhum é melhor do que o outro, porque todos nasceram de idênticas malformações. Perdeu-se o sentido de Estado, no que a expressão significa de missão e de entrega. Os laços sociais, estrutura fundamental da sociedade, dissolveram-se, talvez irremediavelmente. Considera-se o ser humano não como participante, mas como o oposto, o antagonista, o inimigo. A nossa cultura induz-nos a caminhar para o que está condenado, ignorando a imanência das verdades e a necessidade de se descobrir outro paradigma. Esta gente não está cá para ajudar ninguém. Como se tem visto.
Mas as razões destas acerbas críticas não são tão ocultas quanto isso. Aqueles, e outros mais, detestam o presidente do PSD, desde o dia em que venceu as eleições internas, e estremeceram de horror quando derrotou o PS e se tornou primeiro-ministro. O ajuste de contas dos ressentidos pertence aos domínios da arqueologia do ódio, e ódio velho não cansa. O pretexto para estas sarrafadas nos lombos de Passos Coelho é a política fiscal. Podia ser outro, mas é este porque corre ao lado da antipatia popular. Nem um dos críticos sente um pingo de emoção pelas angústias e pesares da plebe. O oportunismo leva-os a esta falta de pudor.
Imediatamente a seguir, Passos Coelho, que é nhurro e senhor do seu nariz, informou que vêm aí mais impostos. Foi no encerramento da Universidade de Verão do PSD, e fê-lo com desconcertante frieza, como se a afirmação resultasse de uma inevitabilidade. Não é. Nem as decisões do Governo sobre fiscalidade constituem a única via para a solução dos problemas gerais.
Somos o pião das nicas nestas jogadas indecentes. A teimosia de uns e as pequenas vinganças pessoais de outros, desregradas e vãs, não constituem sinais de grandeza, mas sim anúncios de martírio. E este Governo, com o vício imaginativo segundo o qual a maioria permite tudo, está a cavar a própria sepultura, arrastando-nos consigo.
As quezílias deles, são entre eles. Porém, somos atingidos com uma violência inaudita. O cerco a Passos Coelho, feito pelos seus "companheiros" com verdete, não atenua as nossas desgraças. Ferreira Leite, Mendes, Marcelo e assemelhados, quando estiveram no poder, fizeram o mesmo ou pior. Possuo uma lista inesquecível das malandrices então praticadas. Está-lhes na massa do sangue, na ideologia e na prática política. Nenhum é melhor do que o outro, porque todos nasceram de idênticas malformações. Perdeu-se o sentido de Estado, no que a expressão significa de missão e de entrega. Os laços sociais, estrutura fundamental da sociedade, dissolveram-se, talvez irremediavelmente. Considera-se o ser humano não como participante, mas como o oposto, o antagonista, o inimigo. A nossa cultura induz-nos a caminhar para o que está condenado, ignorando a imanência das verdades e a necessidade de se descobrir outro paradigma. Esta gente não está cá para ajudar ninguém. Como se tem visto.
sábado, 23 de julho de 2011
DN OPINIÃO | José Manuel Pureza: A Política Despolitizada
Penso que esta coluna foi a primeira e terá continuidade.
O artigo está extraordinário e merece ser lido por ti.
JOÃO
A estes tempos de proclamadas inevitabilidades, a sabedoria de Mia Couto contrapõe o princípio da política: "contra factos, só há argumentos". E este é um tempo em que os arautos do "there is no alternative", de Margaret Thatcher, alérgico à argumentação plural e à disputa de políticas, guiam a governação europeia e a governação nacional. A crise é a sua política, é ela que lhes serve de ensejo para dizer que os bens comuns são atavismos - e privatizá-los ao preço da uva mijona - e que os direitos sociais são obstáculos ao progresso - e trocá-los por uma combinação perversa entre exploração (sim, exploração!) e apologia da distribuição das sobras dos restaurantes ou das farmácias. E não, claro, não é nunca por opção política - é assim porque tem de ser assim. Este nojo da política, olhada e dita como mera feira de vaidades e de abotoamentos pessoais, é o caldo de cultura em que germina o elogio da governação como mera tecnicidade onde não se joga outra coisa que não seja a optimização de uma gestão supostamente neutra dos recursos orçamentais.
Veja-se o afã da máquina de comunicação do actual Governo português em dar centralidade mediática aos "independentes" que alinham no elenco de Passos Coelho e, em especial, ao ministro das Finanças. Por ali paira a fezada de que a "independência" do responsável pelas finanças públicas é garantia sine qua non de resistência contra o desbaratar de recursos que "os políticos" inevitavelmente impõem a seu favor. Aqui está, em todo o seu esplendor, a ideologia disfarçada de neutralidade. Vítor Gaspar não tem um programa? Quando decide que o imposto extraordinário incidirá sobre os rendimentos do trabalho, ficando os dividendos isentos, não fez a mais política e ideológica das escolhas? E o mesmo vale para a governação da Europa. O Banco Central Europeu é independente de quê? Quando Trichet bane do horizonte qualquer reestruturação da dívida grega em nome de uma ortodoxia que arrasta a União Europeia para a desconstrução e perpetua uma receita de austeridade sem outro horizonte que não seja o empobrecimento dos países periféricos do euro, que dizer da sua isenção política?
É em nome dessa exterioridade à política que os programas de austeridade e privatizações vêm sendo apresentados como cura técnica para a crise e não como escolha política para embaratecer o trabalho. A lógica é, de há muito, fundada numa fezada: "para podermos recuperar, temos de nos afundar primeiro". É a versão apocalypse now da promessa de acalmia dos mercados que iria ser trazida por cada PEC. É a fezada num fogo redentor que queimará os preguiçosos, os ineficientes, os corruptos, e nos deixará, no fim, uma sociedade pura, feita de gente empreendedora, poupada e responsável. Mas nem contada às criancinhas esta história cândida convence. No fim do fogo purificador restarão apenas cinzas. Porque é de cinzas frias que se trata quando o que se quer realmente obter é uma perda irreversível de pressão dignificadora dos salários, uma privatização em massa dos bens comuns e um abate estratégico de direitos universais. Não restarão mais que cinzas frias depois do empobrecimento e do desperdício de recursos que a recessão assim alimentada provocará. E não restarão mais que cinzas frias depois da desconstrução europeia que este plano necessariamente comporta, como se tem visto.
"Até que ponto devemos continuar a experimentar as ideias que falharam?" - pergunta o insuspeito Stiglitz. E assim denuncia que esta política feita de aversão à política é a mais política das políticas. Deixemos então tudo claro: não há senão argumentos em disputa e escolhas a fazer. Contra os factos que nos desumanizam. Ou a favor deles.
sábado, 4 de junho de 2011
Mário Tomé: A Elite que Levanta a Bandeira da Troika | Todos Farinha do Mesmo Saco....
Não deixes de ler e meditar nele!
Escolhe Escolher
E vota em consciência!
JOÃO

por Mário Tomé a Sexta-feira, 3 de Junho de 2011 às 16:19
Todos farinha do mesmo saco...
OS MORALISTAS
e que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:
Diário de Notícias - 16.04.2010
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
António Nogueira Leite
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
José Pedro Aguiar-Branco
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
António Lobo Xavier
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Vítor Gonçalves
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.




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por Mário Tomé a Sexta-feira, 3 de Junho de 2011 às 16:19
Todos farinha do mesmo saco...
OS MORALISTAS
e que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:
Diário de Notícias - 16.04.2010
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
António Nogueira Leite
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
José Pedro Aguiar-Branco
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
António Lobo Xavier
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Vítor Gonçalves
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.

Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado

Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado

Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado

Eles comem tudo e ralham contigo por não seres poupado

Eles comem tudo e ralham contigo por não seres poupado
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Manuel Alegre | Marisa Matias Apoia Manuel Alegre | Entrevista ao DN - "Gente Que Conta" | Vídeos
"Que cada um faça desta campanha
um sinal de mudança e de renovação"
"Vamos vencer este combate.
Não é por mim, é pela democracia e é por Portugal."
Tenho um profundo respeito e uma profunda admiração pelo trabalho, no Parlamento Europeu, da Eurodeputada Marisa Matias, eleita pelo Bloco de Esquerda.É com muito prazer que coloco aqui o vídeo em que Marisa Matias explica o seu apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre, também ele o meu candidato presidencial.
Aproveito para deixar a hiperligação para um vídeo de uma entrevista pelo jornalista João Marcelino na rubrica "Gente que Conta", do Diário de Notícias on-line, a Manuel Alegre.
Aproveito para deixar a hiperligação para um vídeo de uma entrevista pelo jornalista João Marcelino na rubrica "Gente que Conta", do Diário de Notícias on-line, a Manuel Alegre.
Para veres e ouvires a entrevista «Gente Que Conta - Manuel Alegre - "O menor dos males será a votação do Orçamento" - 24 Outubro 2010», clica AQUI.
Vamos eleger Manuel Alegre como Presidente de todos os portugueses!
JOÃO
Marisa Matias apoia Manuel Alegre
manuelalegre2011 | 27 de Outubro de 2010
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M. João Baptista da Silva
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01:37
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Mário Bettencourt Resendes (1952-2010) | Manuel Alegre Fala de um Homem com 'Forte Formação Democrática'
Mário Bettencourt Resendes
Manuel Alegre fala de um homem com 'forte formação democrática'
por Lusa | Ontem
O candidato presidencial lamentou hoje a morte de Mário Bettencourt Resendes, descrevendo o jornalista como uma 'figura de referência'
Mário Bettencourt Resendes 'foi uma figura de referência no jornalismo português e um cidadão de sólida formação democrática. A sua carreira profissional foi um exemplo de contribuição relevante para a formação de uma imprensa livre, crítica e isenta no nosso país, depois da instauração da democracia. Apresento as minhas condolências à família enlutada', disse Manuel Alegre numa declaração à agência Lusa.
Publicada por
M. João Baptista da Silva
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00:57
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