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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Info ESQUERDA.NET | BES: "Governo Está a Enganar os Portugueses", Afirma Ex Conselheiro de Durão Barroso | Outros...
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M. João Baptista da Silva
à(s)
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Vídeo | O Triste do Meu País | Compra de Medicamentos em Espanha
Toma atenção. Em Portugal não vendem o
PRAMIPEXOL CINFA Comp. 0,7 mg
Mas em Espanha já há!... Pois há!!!
Falta de vergonha e, pior, falta de humanismo!
Por favor, partilha-o!
O triste do nosso país! Queremos o nosso país de volta!
JOÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Rir Por Encomenda | A Mania dos Remédios Caseiros! ...
Um médico, depois de ver a história clínica do paciente, pergunta:
- Fuma?
- Pouco.
- Faz bem. Quanto menos melhor.
- Bebe?
- Pouco.
- Ainda bem.
- Pratica desporto?
- Não posso. Tenho lesões antigas.
- Pois, é pena.
- E sexo, pratica com frequência?
- Muito pouco.
- Isso é que não pode ser. Se não pratica desporto, deve compensar fazendo muito sexo. Vá para casa e pense bem nisso...
Ele foi para casa, contou à mulher o que o médico lhe tinha dito e, de seguida foi tomar um banho.
A mulher, esperançosa, enfeita-se, perfuma-se, põe o seu melhor baby-doll e fica à espera dele, numa pose toda provocante.
Ele sai do chuveiro, perfuma-se cuidadosamente, começa a vestir-se, e a mulher, surpreendida, pergunta:
- Aonde é que vais?
- Não ouviste o que o médico me disse?
- Sim, por isso mesmo estou aqui, já prontinha para... tu sabes...
Então ele responde:
domingo, 26 de janeiro de 2014
Gripe | Como Prevenir Surto de Gripe
Segundo a comunicação social, vamos ter um surto de gripe lá para meados de Fevereiro. Assim sendo, para que todos saibam como prevenir o contágio pelo vírus da gripe, divulgo esta recomendação que recebi recentemente.
Estarás a dar uma grande contribuição se fizeres chegar esta mensagem – e partilhares estas informações com quem não tem e-mail –, ao maior número de pessoas possível.
Prestarás, assim, um serviço de grande utilidade pública, ajudando no combate desta gripe que já dizimou tantas pessoas.
Eu própria posso testemunhar o caso do meu marido que esteve mais de 10 dias muito mal, mesmo em risco de vida. E não tem sido nada fácil ele voltar à sua boa forma anterior a esta gripe. Felizmente eu estava vacinada. Mas, mesmo assim, estive mal, com bronquite.
JOÃO
Gripe
«Prevenção natural da gripe
O Dr. Vinay Goyal, urgentista reconhecido mundialmente, diretor de um departamento de medicina nuclear, tiroídica e cardíaca pede para você divulgar a mensagem abaixo para o maior número de pessoas possível, a fim de contribuir para minimizar o número de casos da Gripe A, causada pelo vírus H1N1.
"As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca e a garganta. Em relação a esta epidemia tão vastamente propagada, apesar de todas as precauções, é praticamente impossível não estar em contato com portadores do vírus que a promove.
Contudo, alerto para o seguinte:
O problema real não é tanto o contato com o vírus, mas a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias.
Infelizmente, estas precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente na maior parte das comunicações oficiais. (porque será? Por ser barato demais e não haver lucros ?).
Eis algumas precauções:
1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos frequentemente.
2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.
3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contacto com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha.
Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada.
Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.
4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com uma cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus.
O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da Índia.
5. Reforce o seu sistema imune comendo alimentos ricos em vitamina C.
Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos, assegure-se de que contem Zinco, a fim de acelerar a absorção da vitamina C.
6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.).
As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação."»
«Prevenção natural da gripe
O Dr. Vinay Goyal, urgentista reconhecido mundialmente, diretor de um departamento de medicina nuclear, tiroídica e cardíaca pede para você divulgar a mensagem abaixo para o maior número de pessoas possível, a fim de contribuir para minimizar o número de casos da Gripe A, causada pelo vírus H1N1.
"As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca e a garganta. Em relação a esta epidemia tão vastamente propagada, apesar de todas as precauções, é praticamente impossível não estar em contato com portadores do vírus que a promove.
Contudo, alerto para o seguinte:
O problema real não é tanto o contato com o vírus, mas a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias.
Infelizmente, estas precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente na maior parte das comunicações oficiais. (porque será? Por ser barato demais e não haver lucros ?).
Eis algumas precauções:
1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos frequentemente.
2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.
3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contacto com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha.
Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada.
Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.
4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com uma cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus.
O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da Índia.
5. Reforce o seu sistema imune comendo alimentos ricos em vitamina C.
Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos, assegure-se de que contem Zinco, a fim de acelerar a absorção da vitamina C.
6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.).
As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação."»
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Bloco de Almada: EM DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE | Esquerda.Net: Utente Morre no Hospital Amadora Sintra
Hospital Garcia de Orta
Almada
A propósito das mais de 10 horas de espera no Hospital da minha zona de residência - Hospital Garcia da Orta, em Almada -, deixo uma matéria do Bloco de Almada.
Fica, também, o artigo do Esquerda.Net sobre a morte de uma utente no Hospital Amadora Sintra, vítima de enfarte, depois de longas horas de espera na urgência.
Acrescento, ainda, a certeza de já ter salvo a minha vida, mais do que uma vez, ao não ir para o HGO ao ter episódios de enfarte do miocárdio.Tenho 66 anos e sou doente cardíaca, assistida, em consultas e exames regulares, no Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada.
Fica, também, o artigo do Esquerda.Net sobre a morte de uma utente no Hospital Amadora Sintra, vítima de enfarte, depois de longas horas de espera na urgência.
Acrescento, ainda, a certeza de já ter salvo a minha vida, mais do que uma vez, ao não ir para o HGO ao ter episódios de enfarte do miocárdio.Tenho 66 anos e sou doente cardíaca, assistida, em consultas e exames regulares, no Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada.
Eu, obviamente, com problemas cardíacos graves, já tive enfartes e tratei-me, sozinha, em casa, entregando a minha alma ao criador e esperando que ele me deixe estar mais uns meses neste mundo, para poder voltar a abraçar, uma vez mais, o meu filho. Francamente, prefiro morrer em casa, medicada, Claro que, em risco de vida, a ter um enfarte, eu não posso ir para o Hospital Garcia de Orta, onde corro o risco de morrer no Hospital com falta de assistência. Sinto que tenho mais chances em casa, onde tenho a medicação toda e sei os procedimentos...
Mas vivo como que numa redoma de vidro sem poder fazer parte da vida lá fora.Antes, ainda arriscava e, se estava mal, fora de casa, ia de ambulância para o Hospital.
Agora, eu só arrisco a ir para a rua quando tem mesmo que ser. Normalmente para ir aos médicos. Reuniões do partido, nem vê-las. Outros eventos onde eu possa ficar mais ansiosa, nem por sombras pensar em ir.
JAMAIS!
(E este "jamais" lê-se com a pronúncia francesa!)
Mas isto não é viver! É vegetar, em casa!
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
à(s)
01:09
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Síndrome de Pânico | Aprendendo a Viver Com Ataques de Pânico... | Maria João A. B. Silva
Vou tentar retomar, pouco a pouco, as minhas actividades no computador.
Mas deixo uma nota que escrevi, no passado dia 6 de Fev, no Facebook, , relatando um dos ataques de pânico que tive recentemente, e tentando chamar a atenção para que esta doença, o síndrome de pânico, que se torna incapacitante, por vezes, por períodos de tempo alargados e constantes, tenha o reconhecimento público que merece.
Saudações da
JOÃO

Aprendendo a Viver com Ataques de Pânico...
por Maria João Baptista Silva a Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013 às 21:45
Como estás, Maria João? Inquiriu-me o Facebook.
Que pergunta, Facebook! Há dias escrevi que estava com uma depressão grave... Episódios de subida de tensão arterial ao ponto de uma “descarga eléctrica”... E outros de descida ao ponto de quase morrer como um passarinho...
Muitas angústias. Imensos ataques de pânico! Se sair da minha zona de conforto, que é a minha cas(c)a, então há crise na certa.
Ontem foi demais! O médico, na última urgência, aumentou-me o tratamento para a depressão e ansiedade e disse-me que tomasse sempre o meu SOS comprimido assim que sentisse que poderia estar a começar um ataque de pânico.
Ontem não fiz isso. Tomei a medicação ao pequeno almoço e saí para Lisboa. Quando saí de casa já não conseguia ouvir a conversa que o meu marido estava a ter comigo. Não aguentava a música. Um sinal de SOS imediatamente! esqueci! esqueci mesmo! E ele nem me lembrou quando eu disse que estava mal... Que não conseguia ouvir nada... Tudo me incomodava. Que me desculpasse.
Ontem, tive dos piores episódios de pânico que me lembre. E estava só, numa loja. Saí e fui para outra, pensado que a distracção me ajudasse. Esqueci o mais importante! estava em pânico! Já não encontrava o cartão MB que estava dentro da carteira, no local do costume, mas fora da ordem, carteira atada à mala, como sempre, com chaves e tudo o que não posso perder...
Não achava o telemóvel para pedir ajuda ao marido que estava a almoçar e me tinha deixado só porque lhe pedi e prometi ir ter com ele... Logo o TM que anda numa bolsinha própria, à tiracolo, para não perder, também...! A bolsa estava lá, claro. Mas onde estava o TM?!
Depois de pedir muitas desculpas à senhora da segunda loja, lá encontrei o telemóvel dentro da minha mala, num lugar que não era o dele. Consegui falar para o meu marido para saber se nas minhas coisas que lhe dei para guardar estava o meu cartão MB. Foi uma conversa difícil, complicada, com o homem à beira de uma ataque de nervos, revoltando tudo o que tinha meu, inclusive uma pasta cheia de bolsos e documentos... Eu já conseguia chorar – haja Deus! – porque se eu chorar vou ficando melhor, sem nunca me lembrar do meu SOS que nunca devia esquecer... O pânico a apoderar-se! A sensação de loucura, de desnorte, de morte imediata... Ao TM com o meu marido, saio de uma loja deixando lá coisas da minha mala e vou para a loja onde tinha estado. Lembro-me de estar aflita com medo que a loja tivesse fechado às 13:00 horas. Entrei e perguntei pelo meu cartão MB. Chorava, falava ao telefone. Não aguentava as dores na minha perna esquerda, aquela que me impede de ir às manifestações...
Sentaram-me! Uma das senhoras que me tinha atendido falou comigo com afecto, cuidado e pediu permissão para mexer na minha mala e puxou a corrente de onde saem várias correntes com chaves, carteira e outros... Mexeu na minha carteira e procurou, como eu tinha feito, e achou o meu cartão de multibanco... Eu sei que no meio de tudo aquilo pedi desculpa, expliquei que estava aflita, em pânico e ela falou em medicamento. Lá estava o que eu tinha esquecido: o comprimido SOS para eu mastigar. Solucei e, com a ajuda dela, consegui encontrar a carteira dos medicamentos para o pânico e para o coração. Mastiguei um e chorei...chorei... pedi desculpa vezes sem conta. Lá fui melhorando e, quando ia a sair, ao olhar a senhora nos olhos para lhe agradecer, vi a senhora a chorar de aflição por me ver assim. Lembro-me de ela me dizer: uma senhora com uma cara tão bonita a chorar dessa maneira. Tem que tentar controlar-se. Controlar-me!? Fiquei assim desde que o meu pai faleceu. Não sabia o que era. Tinha ataques que me impediam de ter dias normais, sem crises. Mas desconhecia a doença. E, só muito mais tarde, em tratamento com um psicóloga, é que me foi diagnosticada como Síndrome de Pânico.Voltei para a outra loja e apareceu o meu marido. Entretanto eu tinha-lhe dito que tinham-me achado o cartão. E ele veio à minha procura, loja por loja, até dar comigo.
Quando olhei para a cara daquele homem de 72 anos, tão aflito por minha causa, pedi-lhe desculpa vezes e vezes sem conta.
Ele pagou o que eu tinha comprado e arrumou tudo, pegou nas coisas e agradecemos à senhora da loja que chorava, também.
Nunca tal tinha acontecido antes!!! E há anos que tenho isto. As pessoas perdem a paciência, gritam comigo, tratam-me mal, às vezes, a ponto de eu ter que ir para o hospital.
Ontem não. Ou o síndrome de pânico já é reconhecido, já está mais divulgada, ou as pessoas estão são mais simpáticas em Lisboa, nas lojas pequenas. Nunca vi ninguém chorar ao me verem em ataque de pânico. Nem a família! A maioria dos familiares nem respeita ou não entende. E já sofri muito por isso. Muito mesmo. E os familiares que mais mal me fazem são os mais instruídos, alguns mesmo com mestrados e doutoramentos...A minha mãe, que tem 85 anos, não tem percebido muito bem. Mas vai estando mais consciente de que eu tenho um problema que não se cura. Que é recorrente. Ao contar-lhe o que me aconteceu, pelo Skype, ela disse: ainda bem que não tenho essa doença!
Foi bom sentir que a minha mãe já vai entendendo aquilo por que eu vou passando e as razões de eu não participar em certos eventos...Espero que esta descrição, pobre na escrita, mas verdadeira, sirva para sensibilizar as pessoas às mazelas da mente, que podem ser sufocantes, quase mutiladoras, pois podem impedir que uma pessoa viva sem sobressaltos. O pânico vem sem avisar e sem causa aparente!
Espero não me esquecer que ele vem e, ao mínimo sinal, tomar o meu SOS.
JOÃO
Que pergunta, Facebook! Há dias escrevi que estava com uma depressão grave... Episódios de subida de tensão arterial ao ponto de uma “descarga eléctrica”... E outros de descida ao ponto de quase morrer como um passarinho...
Muitas angústias. Imensos ataques de pânico! Se sair da minha zona de conforto, que é a minha cas(c)a, então há crise na certa.
Ontem foi demais! O médico, na última urgência, aumentou-me o tratamento para a depressão e ansiedade e disse-me que tomasse sempre o meu SOS comprimido assim que sentisse que poderia estar a começar um ataque de pânico.
Ontem não fiz isso. Tomei a medicação ao pequeno almoço e saí para Lisboa. Quando saí de casa já não conseguia ouvir a conversa que o meu marido estava a ter comigo. Não aguentava a música. Um sinal de SOS imediatamente! esqueci! esqueci mesmo! E ele nem me lembrou quando eu disse que estava mal... Que não conseguia ouvir nada... Tudo me incomodava. Que me desculpasse.
Ontem, tive dos piores episódios de pânico que me lembre. E estava só, numa loja. Saí e fui para outra, pensado que a distracção me ajudasse. Esqueci o mais importante! estava em pânico! Já não encontrava o cartão MB que estava dentro da carteira, no local do costume, mas fora da ordem, carteira atada à mala, como sempre, com chaves e tudo o que não posso perder...
Não achava o telemóvel para pedir ajuda ao marido que estava a almoçar e me tinha deixado só porque lhe pedi e prometi ir ter com ele... Logo o TM que anda numa bolsinha própria, à tiracolo, para não perder, também...! A bolsa estava lá, claro. Mas onde estava o TM?!
Depois de pedir muitas desculpas à senhora da segunda loja, lá encontrei o telemóvel dentro da minha mala, num lugar que não era o dele. Consegui falar para o meu marido para saber se nas minhas coisas que lhe dei para guardar estava o meu cartão MB. Foi uma conversa difícil, complicada, com o homem à beira de uma ataque de nervos, revoltando tudo o que tinha meu, inclusive uma pasta cheia de bolsos e documentos... Eu já conseguia chorar – haja Deus! – porque se eu chorar vou ficando melhor, sem nunca me lembrar do meu SOS que nunca devia esquecer... O pânico a apoderar-se! A sensação de loucura, de desnorte, de morte imediata... Ao TM com o meu marido, saio de uma loja deixando lá coisas da minha mala e vou para a loja onde tinha estado. Lembro-me de estar aflita com medo que a loja tivesse fechado às 13:00 horas. Entrei e perguntei pelo meu cartão MB. Chorava, falava ao telefone. Não aguentava as dores na minha perna esquerda, aquela que me impede de ir às manifestações...
Sentaram-me! Uma das senhoras que me tinha atendido falou comigo com afecto, cuidado e pediu permissão para mexer na minha mala e puxou a corrente de onde saem várias correntes com chaves, carteira e outros... Mexeu na minha carteira e procurou, como eu tinha feito, e achou o meu cartão de multibanco... Eu sei que no meio de tudo aquilo pedi desculpa, expliquei que estava aflita, em pânico e ela falou em medicamento. Lá estava o que eu tinha esquecido: o comprimido SOS para eu mastigar. Solucei e, com a ajuda dela, consegui encontrar a carteira dos medicamentos para o pânico e para o coração. Mastiguei um e chorei...chorei... pedi desculpa vezes sem conta. Lá fui melhorando e, quando ia a sair, ao olhar a senhora nos olhos para lhe agradecer, vi a senhora a chorar de aflição por me ver assim. Lembro-me de ela me dizer: uma senhora com uma cara tão bonita a chorar dessa maneira. Tem que tentar controlar-se. Controlar-me!? Fiquei assim desde que o meu pai faleceu. Não sabia o que era. Tinha ataques que me impediam de ter dias normais, sem crises. Mas desconhecia a doença. E, só muito mais tarde, em tratamento com um psicóloga, é que me foi diagnosticada como Síndrome de Pânico.Voltei para a outra loja e apareceu o meu marido. Entretanto eu tinha-lhe dito que tinham-me achado o cartão. E ele veio à minha procura, loja por loja, até dar comigo.
Quando olhei para a cara daquele homem de 72 anos, tão aflito por minha causa, pedi-lhe desculpa vezes e vezes sem conta.
Ele pagou o que eu tinha comprado e arrumou tudo, pegou nas coisas e agradecemos à senhora da loja que chorava, também.
Nunca tal tinha acontecido antes!!! E há anos que tenho isto. As pessoas perdem a paciência, gritam comigo, tratam-me mal, às vezes, a ponto de eu ter que ir para o hospital.
Ontem não. Ou o síndrome de pânico já é reconhecido, já está mais divulgada, ou as pessoas estão são mais simpáticas em Lisboa, nas lojas pequenas. Nunca vi ninguém chorar ao me verem em ataque de pânico. Nem a família! A maioria dos familiares nem respeita ou não entende. E já sofri muito por isso. Muito mesmo. E os familiares que mais mal me fazem são os mais instruídos, alguns mesmo com mestrados e doutoramentos...A minha mãe, que tem 85 anos, não tem percebido muito bem. Mas vai estando mais consciente de que eu tenho um problema que não se cura. Que é recorrente. Ao contar-lhe o que me aconteceu, pelo Skype, ela disse: ainda bem que não tenho essa doença!
Foi bom sentir que a minha mãe já vai entendendo aquilo por que eu vou passando e as razões de eu não participar em certos eventos...Espero que esta descrição, pobre na escrita, mas verdadeira, sirva para sensibilizar as pessoas às mazelas da mente, que podem ser sufocantes, quase mutiladoras, pois podem impedir que uma pessoa viva sem sobressaltos. O pânico vem sem avisar e sem causa aparente!
Espero não me esquecer que ele vem e, ao mínimo sinal, tomar o meu SOS.
JOÃO

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: «Está-me a doer a cabeça» | DÓI-NOS O CORPO E A ALMA!!!
WEHAVEKAOSINTHEGARDEN
Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão
Do fabulástico Blog "WEHAVEKAOSINTHEGARDEN", copiei este "post".
Está demais! A imagem é genial, como sempre são as imagens deste Blog.
A mensagem não podia vir mais de encontro ao que sinto, ao que os que me estão próximos se estão a sentir e à desilusão que paira no ar, mesmo em tempos de festividades.
Ao autor do Blog: como eu o entendo!
Clica sobre a imagem para a ampliares!
JOÃO
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Segunda-feira, Dezembro 12, 2011
Está a doer-me a cabeça
O país está doente e insiste em tomar a medicação que lhe é imposta por uma Europa Merkleana que, em vez de ser uma cura, só agrava a doença. Digo isto porque também eu não escapei a uma constipação que me deixa rabugento e mal disposto. Mal já eu ando com o que se passa neste país e agora mais as dores de cabeça, no corpo. Não me apetece ouvir notícias nem estar para aqui a fazer o sacrifício de escrever sabendo que tudo fica na mesma. Vou fazendo os bonecos que pelo menos estou distraído.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Estudantes Premiados Por Portal Sobre Doença de Alzheimer
Plataforma online dedicada a familiares e cuidadores de doentes de Alzheimer, onde pode encontrar informação actualizada e em português, sobre a patologia e, particularmente, sobre o quotidiano de um doente de Alzheimer.
Para entrares, clica AQUI!
Estudantes premiados por portal sobre doença de Alzheimer
Cinco estudantes da Universidade de Aveiro desenvolvem site para ajudar familiares e cuidadores de doentes com Alzheimer e recebem prémio da farmacêutica Angelini
Texto de Maria Eduarda Moreira • 14/11/2011 - 10:00
Edgar Coelho, Filipa Martins, Joana Oliveira, Joana Rocha e João Terrível constituem o grupo de amigos que deram início ao projecto Portal de Familiares e Cuidadores de Doentes de Alzheimer quando estavam a realizar a tese de mestrado em Biomedicina Molecular na Universidade de Aveiro. “Surgiu um pouco de conversas de café. Alguns amigos referiam que pessoas que conheciam se sentiam um pouco sozinhas e que não sabiam muito bem como lidar com a doença”, afirma Joana Oliveira.
Outro motivo foi “a proximidade profissional com a doença”, na sequência do trabalho do grupo na "investigação no laboratório”. O objectivo do projecto é construir uma ferramenta de apoio aos familiares e cuidadores de Alzheimer e, com a interactividade entre utilizadores, mostrar a quem está nesta situação que não está sozinho.
Resultados positivos
O desenvolvimento do Portal de Familiares e Cuidadores de Doentes de Alzheimer surgiu, em simultâneo, com a possibilidade de participação na segunda edição do Angelini University Award.
Joana Rocha realça a qualidade dos projectos concorrentes: “Tínhamos muita confiança no nosso trabalho, mas eram 30 projectos a concorrer connosco”. O trabalho de investigação, que incluiu um contacto próximo com familiares de doentes, trouxe ao grupo o primeiro prémio de 6000 euros, entregue no mês no passado.
Com a divulgação e o prémio recebidos, o grupo pretende continuar a apostar no site. “Temos que arranjar parceiros que nos permitam desenvolver o trabalho, mas foi logo uma ideia que tivemos mal acabamos a criação do portal”, afirma Joana Oliveira.
“O feedback que nos chega dos cuidadores é tão caloroso que nós ficamos admirados com a necessidade que estas pessoas têm de falar e com a sensibilidade a que estas pessoas estão sujeitas”, confessa Joana Rocha. “Mesmo que não tivéssemos ganho o prémio, já teria feito o projecto valer por si”.
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