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segunda-feira, 26 de julho de 2010

José Saramago PAGOU SEMPRE OS IMPOSTOS EM PORTUGAL!!! | Pilar del Río Requereu Nacionalidade Portuguesa

Falando de José Saramago, e de certas atitudes do povo português, tenho referido que penso que a maioria dos portugueses são pessoas de mentalidade provinciana - no pior sentido da palavra! -, pessoas mesquinhas e de uma pequenez e de uma inveja atroz!...

Li muitas vezes criticarem o único e ilustre Prémio Nobel de Literatura português por não pagar impostos em Portugal. E, também, por não querer ser português.

Pois Saramago, não só nunca deixou de querer ser português, como se sentia unicamente português e pagava os seus impostos em Portugal, como português que era. Tinha residência em Lisboa - Portugal e residência em Lanzarote - Espanha.

Se leres o artigo do Público, vais ver como a Espanha reclama o pagamento de impostos por parte de Saramago, a pesar desta nunca ter tido a nacionalidade Espanhola e ter mantido residência em Portugal.

Quanto ao requerimento de Pilar del Río para a nacionalidade portuguesa, gostaria que ela lhe fosse garantida e muito rapidamente.

JOÃO

Ausência de Cavaco no funeral não merece críticas
Pilar del Río requereu nacionalidade portuguesa
Publico.pt | 26.07.2010 - 17:25 Por Nuno Sá Lourenço
Pilar del Rio na leitura de homenagem a
Saramago a 25 de Junho (Raquel Esperança)

A viúva do único Nobel de Literatura português, a espanhola Pilar del Río, solicitou a nacionalidade portuguesa. Pilar del Rio confirmou ao PÚBLICO a sua iniciativa e explicou porquê. “Fi-lo para continuar o meu marido, porque o meu corpo mo pedia”, disse. A espanhola anunciou ontem em entrevista ao jornal “O Globo” a sua intenção, poucos dias antes de uma homenagem ao escritor português na Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), a 7 de Agosto.

Pilar del Rio garantiu que não pediu a nacionalidade portuguesa por causa da Fundação José Saramago. “Poderia continuar com a fundação mesmo sendo espanhola”, disse ao PÚBLICO. Ao jornal “O Globo”, a jornalista justificara o pedido com a intenção de “pertencer ao país que produziu um homem tão bom, tão sábio, tão simples, tão exemplar”.

A viúva e tradutora dos romances de Saramago aceitou também comentar a ausência do Presidente Cavaco Silva durante as cerimónias fúnebres do escritor. A espanhola considerou que tudo foi feito como devia”, devido ao relacionamento distante entre ambos. Considerou que a presença do chefe de Estado seria pior. “O embaixador português esteve em nossa casa, a presidência esteve representada [no funeral]. Foi tudo feito como devia”, rematou. Na entrevista ao jornal brasileiro, a espanhola esclareceu que “mais do que isso teria sido uma farsa indigna do momento”.

A decisão de Pilar del Río, que já encetou o processo burocrático do pedido de cidadania, é conhecida poucos dias depois de ter sido tornada pública uma alegada dívida de José Saramago ao fisco espanhol. Em de Abril, um tribunal condenou o escritor a pagar os seus impostos em Espanha e não em Portugal, por entender que a sua residência fiscal se encontrava naquele país. Em causa está o pagamento de 717.651 euros ao fisco espanhol, referentes aos anos de 1997, 1998, 1999 e 2000, em que o escritor pagou os seus impostos em Portugal. Em 2008, o Tribunal Económico Administrativo Central espanhol entendeu que o escritor vivia permanentemente em Espanha (em Tías, Lanzarote) e que aí devia responder perante o fisco. É desde então que se arrasta este processo.

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Observação:

Eu estou a fazer uma página dedicada a José Saramago que será a minha singela homenagem. Mas essa página ainda não está acabada. Pelo menos, o meu texto ainda está a meio... Mas hei-de acabar!
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sábado, 24 de julho de 2010

O Nome de José Saramago Foi Chumbado para Nome de Rua do Porto!!!

Eu estou em estado de choque! Fica a matéria que saiu hoje no Público.pt e que me deixa completamente envergonhada de pertencer a um povo cujas pessoas, na sua maioria, não só são provincianas - no pior sentido da palavra! -, como, também, são mesquinhas e de uma pequenez e de uma inveja atroz!...

Como é possível o PSD e o CDS chumbarem o nome de um Prémio Nobel da Literatura, o único que Portugal alguma vez teve -, o escritor de craveira mundial, reconhecido e apreciado em todo o Mundo, que levou a literatura Portuguesa por caminhos nunca antes levados, traduzido na maior parte das línguas faladas e escritas na terra...
Muito adoraria eu morar numa rua com o nome deste grande escritor e português.
Pinto da Costa deve soar melhor para nome de rua?!!
JOÃO
Proposta da CDU
PS considera “provinciana” maioria PSD/CDS por chumbar nome de Saramago em rua do Porto
24.07.2010 - 15:46

O líder da concelhia do PS/Porto, Manuel Pizarro, classificou hoje de “provinciana” a atitude da maioria PSD-CDS da Câmara do Porto que chumbou a atribuição do nome de José Saramago a uma rua da cidade.

“Considero uma atitude provinciana, que desrespeita as tradições liberais e tolerantes da cidade”, afirmou Manuel Pizarro, que esta tarde apresentou uma declaração política sobre o assunto no Clube Literário do Porto.

“Quer a maioria queira quer não queira, José Saramago é uma das importantes figuras da vida cultural e literária da história de Portugal e um dos dois portugueses que recebeu um prémio Nobel”.

Pizarro considerou “estranho” que uma pessoa como José Saramago, “reconhecida nacional e internacionalmente, não sirva para impressionar uma parte da vereação da Câmara do Porto”.

A proposta que recomendava à Comissão de Toponímia a atribuição do nome do escritor a uma rua da cidade, apresentada pelo vereador da CDU, foi chumbada com os sete votos contra da maioria PSD/CDS na reunião do passado dia 13.

O líder do PS/Porto apelou ao presidente da Câmara do Porto para que reveja a situação, considerando que Rui Rio deve perceber que “este é um assunto que não deixa a cidade do Porto bem”.

Manuel Pizarro lembrou que a Assembleia Municipal (AM) do Porto “aprovou, sem votos contra, uma proposta do PS” que visa a atribuição do nome de Saramago a uma rua ou um edifício emblemático da cidade.

“A proposta teve 42 votos a favor e oito abstenções”, precisou, acrescentando que apela também ao presidente da AM, Valente de Oliveira, para “que faça intervir o peso deste órgão para que possa ser corrigida a atitude” do executivo camarário.

Manuel Pizarro fez ainda um terceiro apelo, desta vez à Comissão de Toponímia, para que “possa proceder por forma a que a proposta se venha a concretizar”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010) | Cinzas vão ficar no Jardim Frente à Casa dos Bicos | Fundação José Saramago

Estou muito feliz com esta solução encontrada pela família de José Saramago, quanto ao destino dos restos mortais do Prémio Nobel da Literatura 1998.
Ao lermos atentamente a notícia que veio no Público, vemos que tudo o que o escritor universal estará contemplado com a passagem das suas cinzas para o jardim junto à Casa dos Bicos, onde decorrem há anos as obras para instalação definitiva da Fundação José Saramago, fundação que era o orgulho de Saramago, e a Casa dos Bicos um sonho a tornar-se em realidade, que ele não pode ver completamente concretizado, mas que acompanhou com muita euforia e entusiasmo.
Ainda bem que tudo acaba como Saramago desejava! Todos nós poderemos, assim, ir colocar uma flor, de vez em quando, junto à oliveira centenária que virá da Azinhaga do Ribatejo, onde Saramago nasceu, e junto a uma pedra de Pêro Pinheiro, como ele tinha imaginado.
JOÃO

Anúncio de António Costa
Cinzas de José Saramago vão ficar no jardim frente à Casa dos Bicos
25.06.2010 - 12:54 Por Isabel Coutinho
As cinzas de José Saramago, que morreu há uma semana aos 87 anos, vão ficar no jardim em frente à Casa dos Bicos, em Lisboa, anunciou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, na Casa Fernando Pessoa.

O desejo de José Saramago de que os seus restos mortais ficassem num jardim lisboeta é assim cumprido. De acordo com a informação avançada pela Câmara de Lisboa numa intervenção à margem da leitura de "O Ano da Morte de Ricardo Reis" na Casa Fernando Pessoa em homenagem a Saramago, as cinzas do escritor e Prémio Nobel da Literatura vão repousar junto a uma oliveira centenária e a uma pedra em que estará gravada uma frase de "Memorial do Convento".

António Costa intercalou entre a leitura que decorre na Casa Fernando Pessoa as últimas duas linhas de “Memorial de Convento” : “Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia”. E disse perante Pilar del Río e a família e amigos do escritor que também ali estavam: “Por José Saramago pertencer também à terra, queria aqui dizer que, como foi acordado pela família, as suas cinzas repousarão junto à Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, no quadro do arranjo do espaço exterior do Campo das Cebolas, em Lisboa, e será acompanhado por uma oliveira centenária da terra onde o Prémio Nobel nasceu, a Azinhaga, e com uma pedra de Pêro Pinheiro, tão utilizada na construção de ‘Memorial de Convento’ e onde ficará registada precisamente esta citação: “Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia”.

Em termos legais, esta solução é possível desde que esteja salvaguardada a inviolabilidade do local. No Decreto-Lei n.º 411, de 1998, lê-se que "as cinzas resultantes da cremação podem (...) ser entregues dentro de recipiente apropriado a quem tiver requerido a cremação, sendo livre o seu destino final". Ângelo Mesquita, director municipal do Ambiente Urbano, disse ao PÚBLICO no início desta semana que, "se as cinzas forem depositadas no espaço público, a Câmara Municipal de Lisboa tem de aprovar esse acto". Esse passo já foi dado e não é conhecida ainda a data para a concretização da passagem dos restos mortais do autor de "Caim" para o jardim junto à Casa dos Bicos.
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Observação:
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terça-feira, 22 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010) | Palavras de Manuel Alegre no dia em que o Amigo Saramago Morreu

Sobre o escritor e amigo José Saramago, Manuel Alegre escreveu um texto, que te deixo.

JOÃO

José Saramago
18-06-2010 Manuel Alegre

Morreu José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, cidadão e homem da mais rara dignidade. Éramos amigos. Dele recordo, tanto como os livros inesquecíveis, os momentos partilhados, tudo quanto nos aproximou sempre para lá das diferenças.

Saramago foi e será uma referência universal da grandeza e do desassombro, estimulando o espírito critico, a bondade e a decência, a insubordinação cívica, o humanismo e a força transformadora da liberdade, mesmo nas circunstâncias mais rudes, quando parece dar-se um eclipse da própria esperança.

A sua vasta obra, com títulos imperecíveis, de Levantado do Chão ou Memorial do Convento a Ensaio sobre a Cegueira ou A Viajem do Elefante , não ocultando nenhum dos restantes, é uma doação ao futuro a que pertence desde há muito. Os portugueses, a quem deu alegrias, interrogações, raízes para a vida, sentem o luto profundo da sua perda, ainda que cientes, como os leitores de todas as partidas onde a sua luz mora, de que uma personalidade assim, em rigor, nunca morre.

Participo por inteiro da consternação e dor do país. E do mundo, uma outra casa sua. A minha candidatura, que se associará às homenagens que o Estado democrático lhe deve, exprime as suas condolências a quantos amaram, foram próximos e integram a vasta comunidade de leitores de José Saramago, em particular a Pilar del Rio, sua mulher, e Violante Saramago de Matos, sua filha. E assegura que assumirá sem reservas o essencial do seu legado à língua e à cultura portuguesas.

Manuel Alegre

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010) | A Despedida | Obrigados Saramago!

Esta manhã, na despedida a José Saramago, gostei dos vários discursos que acompanhei atentamente, mas destaco o discurso de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a minha cidade e a cidade onde Saramago viveu desde os 2 anos de idade até 1992 - ano em que passou a dividir residência entre Espanha e Portugal -, quando foi viver, também, para Lanzarote. Lisboa foi matéria para muitos dos seus livros, com a dimensão de um personagem principal, e a cidade que ele amou como sua, capital do seu país, que foi o único que ele considerou como sua pátria, visto ter recusado a uma segunda cidadania, a  Espanhola, fazendo questão de assim demonstrar que a sua pátria era o país onde nasceu, cresceu, se formou como homem e ser de uma dimensão ética inquestionável, a terra da língua em que escrevia e que nunca autorizou, sequer, que fosse adaptada para o português do Brasil.

Mas, o meu discurso preferido foi feito pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que usou a obra de Saramago, títulos e frases, como parte integrante desse discurso, fazendo ver a dimensão genial do escritor de todas as polémicas, não provocadas por ele, porque um criador tem que ter direito a toda a sua liberdade criativa. É, por isso, e porque as grandes personalidades estão sempre ligadas a grandes controvérsias, que as polémicas existiram, existem e vão existir à cerca de Saramago, pela incapacidade da pessoa comum, na sua pequenez, não atingir a genialidade criativa do CRIADOR/Artista que está acima de tudo, sobretudo acima dos dirigentes partidários, dos dirigentes das igrejas, de dogmas, etc..

Eu estou a fazer uma página dedicada a José Saramago que será a minha singela homenagem, à minha pequena dimensão humana, mas que será feita a partir do que Saramago significava para mim e o que eu achava dele como criador e como pessoa humana. Era, sobretudo, um homem de altos valores, de uma imensa generosidade e sensibilidade e de grande dimensão universal.

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Entretanto, deixo um artigo do Esquerda.Net. E faço minhas as palavras de Francisco Louçã, tanto no artigo que vos deixo, como as que foram ouvidas na comunicação social, ao ser questionado sobre Saramago e sobre as polémicas.

Obrigada, Saramago!
JOÃO
Obrigado Saramago
Centenas de pessoas bateram palmas e gritaram “Obrigado Saramago”, quando o corpo saiu da Câmara de Lisboa para o cemitério do Alto de São João, onde foi cremado. Cavaco Silva não respondeu ao apelo de Francisco Louçã para esquecer “mesquinhez do passado”. Jornal do Vaticano definiu Saramago como “populista e extremista”.
Artigo | 20 Junho, 2010 - 20:53

Cerca de 20.000 pessoas passaram no Sábado pela Câmara Municipal de Lisboa, onde o corpo do escritor esteve em câmara ardente - Foto da Lusa Cerca de 20.000 pessoas passaram no Sábado pela Câmara Municipal de Lisboa, onde o corpo do escritor esteve em câmara ardente. O funeral realizou-se neste Domingo, da Câmara de Lisboa para o cemitério do Alto de São João, onde o corpo de José Saramago (1922-2010) foi cremado.

Na cerimónia realizada na Câmara de Lisboa, discursaram António Costa, presidente da Câmara, Carlos Reis, em representação da Fundação Saramago, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, a vice-presidente do Governo de Espanha e a Ministra da Cultura de Portugal. Depois dos discursos, a violoncelista Irene Lima interpretou as peças Sarabanda - o cantos dos pássaros de Bach.

Antes da cremação do corpo no cemitério do Alto de São João e na presença apenas de familiares e amigos mais próximos, a mulher do Prémio Nobel da Literatura 1988, Pilar del Rio, fez um pequeno discurso lembrando o seu companheiro.

O Presidente da República, Cavaco Silva, não esteve presente nas cerimónias fúnebres de José Saramago, tendo incumbido os chefes das suas casa civil e militar de apresentar as condolências à família.

Cavaco Silva justificou a sua não presença, dizendo que “o que um chefe de Estado deve fazer é diferente daquilo que deve ser feito pelos amigos ou deve ser feito pelos conhecidos”, acrescentou ainda que “nunca tive o privilégio na minha vida, se me recordo, de alguma vez conhecer ou encontrar José Saramago” e que, como chefe do Estado, emitiu uma "uma nota oficial prestando homenagem à obra literária de José Saramago e ao seu contributo para a projecção da cultura portuguesa no Mundo", enviou uma coroa de flores e promulgou o decreto de declaração de dois dias de luto nacional.

Cavaco pretendeu assim responder a Francisco Louçã que apelara ao Presidente da República a que estivesse no funeral esquecendo a “mesquinhez política” e “a perseguição política” de um governo seu contra o escritor.

Francisco Louçã fez essas declarações num jantar em Portimão, realizado no passado Sábado, e no qual considerou que Saramago “foi um homem de convicções e de literatura”, que fez dele uma referência cultural “universal”. Francisco Louçã disse ainda: “É preciso generosidade e o reconhecimento de que José Saramago, por cima de todas as diferenças, é uma figura para a cultura nacional, europeia e universal e por isso deve ser respeitado e homenageado no dia do seu enterro”.

No momento da sua morte, José Saramago voltou a ser atacado pelo jornal do Vaticano “L' Osservatore Romano”, que publicou no Sábado um artigo onde definiu Saramago como “populista e extremista”. O artigo diz que José Saramago “foi um homem e um intelectual de nenhuma admissão metafísica, ancorado até ao final numa confiança arbitrária no materialismo histórico, aliás marxismo” e acrescenta, num insulto baseado na mentira: “um populista extremista como ele, que tomou a seu cargo o porquê do mal do mundo, deveria ter abordado em primeiro lugar o problema das erróneas estruturas humanas, das histórico-políticas às socio-económicas, em vez de saltar para o plano metafísico”.

Para leres o artigo completo do Esquerda.Net
clica AQUI.

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010) | Adeus José Saramago | Saramago e a Actividade Política | Saramago "Ser Único"


Eu sou filha de um artista plástico, já falecido, que assinava como Reinaldo, mas de seu nome Reinaldo António Baptista da Silva, que nasceu em 19 de Dezembro de 1923 e faleceu no dia 30 de Dezembro de 1994, com 71 anos de idade.
Foi militante do PCP desde 1945, tendo desenvolvido a sua actividade política na Célula dos Artistas Plásticos.
Quando eu segui a minha actividade de militante política na UDP, o meu pai, com quem eu tinha a melhor relação do mundo, nem sequer me criticou e compreendeu que eu nunca seguiria o caminho do PCP. Em 1974, embora entendesse a importância do PCP na resistência ao fascismo/salazarismo e na revolução de Abril, já era muito crítica em relação à política praticada nos países comunistas e optei por uma frente política que se estava a formar, com a certeza que ela não seguiria os dogmas do PCP e seria crítica em relação a esses países e à sua política de ditadura comunista.
Questionei, então, o meu pai sobre a razão porque ele, também desgostado das práticas do PCP após o 25 de Abril e dos países comunistas, sobre a razão porque ele se mantinha militante, se tinha divergências grandes.
O meu pai respondeu-me que, estando lá dentro, ele e os seus camaradas intelectuais, seriam muito mais necessários ao partido, pois, a pouco e pouco, o partido se renovaria e abandonaria a linha ortodoxa que seguia cegamente...
Enfim, isto para chegar ao que eu sei, senti e ouvi de Saramago. José Saramago era militante do PCP, mas desgostado e crítico dos países comunistas, tal como o meu pai, mas que viveu, tal como o meu pai, lutando sempre contra a injustiça social.
Quando o meu pai faleceu, a minha vida desmoronou e eu fiquei muito doente durante muitos anos. Tive que fazer consultas de psicoterapia comportamental durante muitos anos. Ninguém era como o meu pai. O meu pai era o meu Ser Único!
Uns anos depois, já o Saramago tinha recebido o Prémio Nobel, e eu já o lia e adorava o seu trabalho e as suas intervenções públicas, eu assisti a uma conferência dele, muito debilitada ainda, e no meio de uma multidão imensa, permaneci em pé, sem sequer o poder avistar, a ouvir a sua voz e a sua maneira doce de se expressar e crítica de comentar o próprio PCP, em plena Festa do Avante.
Ele estava muito cansado, Tinha tido uma sessão de autógrafos lá, num recinto da Festa do Avante e, quando a conferência acabou, a maioria das pessoas não queriam arredar pé. Eu não conseguia mexer-me. Estava completamente emocionada pois, ao ouvir Saramago, estive como que a "ouvir" o meu pai.
As pessoas queriam falar com Saramago, mas ele estava, obviamente, muito cansado. E a Pilar não deixava, juntamente com outras personalidades do PCP, que se aproximassem dele.
No entanto, ao pousar os olhos em mim, Saramago, na sua infinita bondade e intuição, permitiu que eu me aproximasse, autorizado-o e fazendo-me sinal para o efeito.
Eu não vou dizer o que conversámos, até porque não consigo, mas só sei que lhe abri o coração e ele abraçou-me, beijou-me e acarinhou-me. Ficou muito emocionado comigo, assim como a mulher dele, a Pilar Del Rio, e agradeceu-me profundamente as palavras que lhe dirigi.
Quando saí perto deles, eu chorei como chorei com a morte dele. Eu tinha estado com um Ser Humano genial, tal como o meu pai o tinha sido, que falava e pensava como o meu pai.
Se eu já admirava José Saramago, passei a adorá-lo e ele transformou-se num dos meus "Seres Únicos".
Quando ouço dizer que ele é arrogante, entre outras coisas, só a mesquinhez de quem profere essas opiniões as pode justificar. Os portugueses, infelizmente, são, na sua maioria, um povo mesquinho, de uma pequenez confrangedora, que não sabe apreciar e entender as pessoas grandes como Saramago, que foi um ser generoso, insubmisso, inteiro e íntegro. Um homem livre e superior!
Vou deixar o resto do artigo "Adeus Saramago" que saiu no Esquerda.Net.
JOÃO
Adeus Saramago
O escritor e Prémio Nobel da Literatura em 1998, José Saramago, morreu esta sexta-feira aos 87 anos em Lanzarote.

Artigo | 18 Junho, 2010 - 14:01
(Continuação)

A polémica com a Igreja Católica e o veto do PSD

Saramago encontrou sempre fortes críticas e oposição na Igreja Católica, ainda que o escritor tenha sempre agido usufruindo, como referia, dos seus direitos de liberdade religiosa e de liberdade de expressão. A relação de tensão com a Igreja Católica agravou-se devido à origem portuguesa de Saramago, país onde o catolicismo ainda é muito forte e discuti-lo ainda é um tabu.

Devido à sua origem portuguesa e toda a influência cultural exercida pelo catolicismo em tal contexto, Saramago sentiu a necessidade de abordar a Bíblia no seu trabalho de escritor, uma vez que este texto faz parte do seu património cultural, ao contrário, por exemplo, do Alcorão, que Saramago entendeu não ser sua tarefa abordá-lo.

Saramago interpreta a Bíblia como um "manual de maus costumes", referindo-se a ela como "um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana". Disse mesmo que para uma pessoa comum a decifrar, esta precisaria de ter "um teólogo ao lado".

O lançamento do livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", em 1991, foi bastante polémico. O longo processo de recepção da obra, do ponto de vista político-religioso, culminou com a sua saída definitiva de Portugal, para Espanha.

Em 1991, Sousa Lara, o Sub-Secretário de Estado adjunto social-democrata da Cultura, vetou o livro do escritor, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, de uma lista de romances portugueses candidatos ao Prémio Literário Europeu. Saramago entendeu o acto como “censório”. Na altura, devido a estes acontecimentos desproporcionados, Saramago chegou até mesmo a propor dois novos direitos à Declaração Universal dos Direitos Humanos: o direito à dissidência e à heresia.

O lançamento de “Caim” em 2009, mesmo em pleno século XXI, despertou polémicas antigas e agravou consideravelmente a sua (não)relação com a Igreja Católica. O eurodeputado do PSD Mário David, por exemplo, falando em nome pessoal e assumindo-se católico não-praticante, disse ter vergonha de ser compatriota do escritor, escrevendo isso no seu blogue e repetindo depois nos meios de comunicação, que “Saramago devia renunciar à nacionalidade portuguesa” - tudo a propósito de “Caim” (apesar de tais declarações, o escritor esclareceu que jamais pensou em abandonar a cidadania portuguesa).

A actividade política

A militância no Partido Comunista Português, iniciada em 1969, é uma marca significativa da actuação política de José Saramago, com desempenho particularmente visível e crítico no período de 1974-1975. No entanto, muito antes da adesão ao PCP, o escritor manifestara já oposição à ditadura de Salazar, tendo sofrido represálias do regime fascista.

Nos anos de 1948-49, Saramago associa-se à candidatura do general Norton de Matos a Presidente da República, em oposição ao candidato do regime, o também general Óscar Carmona. O corajoso acto custou-lhe o emprego na Caixa de Abono de Família da Indústria da Cerâmica.

Já depois da Revolução de Abril e aquando do golpe militar do 25 de Novembro, derradeiro no processo de contra-revolução que ia crescendo, José Saramago foi afastado do jornal Diário de Notícias, e sentiu-se ostracizado, inclusivamente pelo PCP, conforme disse em entrevista ao Público (2006): “Claro que o meu partido não teve a gentileza de me convidar para ir para a redacção de O Diário, como fez a todos os que saíram do Diário de Notícias. Na altura não gostei nada. Hoje continuo a não gostar, mas agradeço”.

Ao ficar desempregado novamente após o 25 de Novembro, decide não procurar outro trabalho e dedicar-se exclusivamente à escrita e à tradução.

Os seus únicos rendimentos provinham das traduções, tendo intensifiado esta actividade a partir deste ano, vertendo para português, entre 1976 e 1979, cerca de vinte e sete obras, muitas delas de carácter político: Frémontier, Jivkov, Moskovichov, Pramov, Grisnoni, Poulantzas, Bayer, Hegel, Romain, etc.

No final da década de 80, antes do XII Congresso do PCP, entre outros escritores e intelectuais como Urbano Tavares Rodrigues, Baptista-Bastos ou Mário de Carvalho, Saramago subscreveu o documento que ficou conhecido como “Terceira Via”, no qual se alertava para a necessidade de mudanças. O documento foi subscrito por um grupo heterogéneo, alguns reclamavam por mais democracia interna e abertura, outros por transformações ideológicas estruturantes.

Durante o ano de 1990, José Saramago foi presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), quando Jorge Sampaio foi presidente da Câmara de Lisboa, numa coligação entre PCP e PS. O mandato durou pouco mais do que um mês, tendo-se demitido em Março daquele ano.

João Marques Lopes, escreve em “José Saramago- Biografia” (2010), que após a experiência na AML, o escritor “conservar-se-ia como um militante que deixa utilizar o seu enorme prestígio simbólico como capital político do PCP em acções pontuais”. Acrescenta ainda, “sempre se manifestou (…) contra qualquer fragmentação do PCP”. “Portanto, em toda a sua trajectória de militante do PCP transpareceu a marca da unidade e da diferença, da continuidade e da mudança, da aversão aos trânsfugas de direita e da indisponibilidade para os fenómenos de recomposição anti-capitalista à esquerda dos antigos partidos comunistas”.

Em 2003, Saramago fez declarações (num artigo no El País) desaprovando inequivocamente o fuzilamento de três dissidentes cubanos, que o levaram a assumir uma postura mais distanciada em relação ao regime castrista - “Cuba não ganhou nenhuma heróica batalha ao fuzilar estes três homens, perdeu sim a minha confiança, destruiu as minhas esperanças(...)”.

Também era conhecido o seu apoio solidário à causa Palestiniana e repúdio explícito pela acção política-militar de Israel.

Bloco recorda José Saramago

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, lembrou José Saramago como “um escritor sempre insubmisso” no estilo e nas causas, “um homem das letras que, através dessa ferramenta, serviu combates pela justiça e pela decência”.

Manifestando o voto de pesar pelo falecimento de Saramago, Pureza comentou assim o percurso do escritor: “Levantado do chão, José Saramago combateu a cegueira, a cegueira social, que é o terreno da injustiça em Portugal”.

José Saramago (1922-2010) | Corpo de Saramago já está na Câmara de Lisboa

O caixão com o corpo de José Saramago, coberto com a bandeira portuguesa, viajou no avião militar português, da Ilha de Lanzarote - onde Saramago residia com a sua mulher -, até Lisboa, ao aeroporto de Figo Maduro, onde aterrou cerca das 13:30, acompanhado da sua mulher, Pilar del Rio, e a filha de Saramago, Violante Saramago Matos, juntamente com a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e alguns amigos e familiares.

Estavam à espera os seus netos, muitos outros familiares e várias individualidades da política e da cultura.

Uma hora depois o caixão, coberto pela Bandeira de Portugal, com o corpo de Saramago, e toda a comitiva que o acompanhava, chegaram aos Paços do Concelho e foram recebidos por António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

No Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa decorrerá o velório, onde o corpo permanecerá em câmara ardente até às 12 horas de Domingo, dia 20 de Junho, de onde sairá para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado. Da meia-noie às 9h00 de amanhã, Domingo, as portas da C.M.L. serão encerradas.

Ficam dois trechos do Publico.PT

JOÃO
Velório decorre até à meia-noite no Salão Nobre
Corpo de Saramago já está na Câmara de Lisboa
19.06.2010 - 14:33 Por Isabel Coutinho

O caixão com o corpo de José Saramago acaba de chegar à Câmara de Lisboa. Pilar del Rio foi recebida pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, por António Costa, presidente da autarquia, e pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.


Homenagem e despedida amanhã

(...) ao Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa onde fica em câmara ardente até amanhã, Domingo, por volta das 12h, e onde se realiza uma sessão solene de homenagem e despedida do escritor, que seguirá depois para o Cemitério do Alto de São João onde será cremado.

Nessa cerimónia de despedida, estarão o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o professor Carlos Reis, em nome da Fundação. A vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, chefia a delegação espanhola na cerimónia. Em representação do Governo português poderá estar a ministra da Cultura ou o primeiro-ministro, José Sócrates, que ainda hoje passará no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, onde o corpo estará em câmara ardente.

Para veres algumas matérias no Público.pt,
clica nas links:

Entrevista: "Como portugueses estamos cansados de viver. Se calhar, a nossa missão histórica acabou"

Lista de obras essenciais de José Saramago

"O ser humano inventou Deus e depois escravizou-se a ele"

Reacções do mundo da cultura à morte de Saramago

Cronologia: As polémicas de José Saramago

Fotogaleria: imagens da vida do escritor

O escritor que revolucionou com a sua escrita

Depoimentos ao PÚBLICO sobre Saramago

O dia do Nobel: E Saramago chorou

Em Estocolmo: O nó na garganta do aprendiz

Discurso perante a Real Academia Sueca

Fotogaleria: José Saramago e a despedida

Desapareceu "o mais firme herdeiro de uma grande tradição: o iberismo"

Cinzas de Saramago vão ficar em Lisboa


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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu José Saramago Aos 87 Anos (1922-2010) | Adeus José Saramago | Até Sempre!

Desde que deu a notícia da morte de José Saramago, que eu não consegui parar de chorar. Por isso, esta é a minha forma de te dizer o quanto estou consternada e enlutada.

Ainda ontem eu tinha destinado para hoje fazer uma página dedicada ao Prémio Nobel da Literatura, não por ter sido Prémio Nobel, mas por ser um dos meus "SERES ÚNICOS", distinção que eu dou àqueles que foram, são e serão, para mim, pessoas únicas na sua área.

Não vou dizer mais nada hoje, pois não consigo. Quero deixar esta simples mensagem em forma de homenagem, com a promessa que farei, então depois, quando me sentir melhor, a tal página dedicada ao meu querido José Saramago.

À família, especialmente à mulher de José Saramago, que eu conheci pessoalmente, deixo as minhas mais sentidas condolências.

Entretanto, deixo um Sapo Vídeo e um artigo que saiu no Esquerda.Net.

JOÃO
Vida e Obra de José Saramago


O escritor e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago morreu hoje aos 87 anos em Lanzarote.
Artigo | 18 Junho, 2010 - 14:01
Foto da Fundação José Saramago
“Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18”, assim começa a sua biografia inscrita no site da Fundação que tem o seu nome. Os pais do futuro Prémio Nobel emigraram para Lisboa antes que ele fizesse dois anos.

Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. Publicou o seu primeiro livro, um romance, “Terra do Pecado”, em 1947. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino.

Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Em Fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha).

Três décadas depois de publicado Terra do Pecado, Saramago regressou ao mundo da prosa ficcional com “Manual de Pintura e Caligrafia”. Publicaria depois “Levantado do Chão” (1980), no qual retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.

Dois anos depois surgiu “Memorial do Convento”, livro que conquistou definitivamente a atenção de leitores e críticos.

De 1980 a 1991, o autor publicou mais quatro romances “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1984), “A Jangada de Pedra” (1986), “História do Cerco de Lisboa” (1989), e “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991).

Nos anos seguintes, publicou mais seis romances: “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995); “Todos os Nomes” (1997); “A Caverna” (2001); “O Homem Duplicado” (2002); “Ensaio Sobre a Lucidez” (2004); e “As Intermitências da Morte” (2005).

Os últimos romances publicados foram “A Viagem do Elefante”, 2008, “Caim”, 2009.

Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Era casado com Pilar del Río.

Em 1990, estreou no Teatro Alla Scalla de Milão a ópera Blimunda, com libreto do músico italiano Azio Corghi, baseado no romance “Memorial do Convento”.
(continua)
José Saramago - Falsa Democracia
NataCari0ca — 7 de abril de 2008
"A democracia em que vivemos é uma democracia
sequestrada, condicionada, amputada..."
José Saramago | Entrevista Esquerda.net
lleiria — 27 de maio de 2008
O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, defende em depoimento exclusivo ao Esquerda.net, que é preciso alaragar a base social da solidariedade para com a causa do povo palestiniano.

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