Baptista Bastos sobre Cavaco Silva
«O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.
O discurso, além de tolo, era um arrazoado de banalidades, redigido num idioma de eguariço. São conhecidas as amargas dificuldades que aquele senhor demonstra em expressar-se com exactidão. Mas, desta vez, o assunto atingiu as raias da nossa indignação. Segundo ele de si próprio diz, tem sido um estadista exemplar, repleto de êxitos políticos e de realizações ímpares. E acrescentou que, moralmente, é inatacável.
O passado dele não o recomenda. Infelizmente. Foi um dos piores primeiros-ministros, depois do 25 de Abril. Recebeu, de Bruxelas, oceanos de dinheiro e esbanjou-os nas futilidades de regime que, habitualmente, são para "encher o olho" e cuja utilidade é duvidosa.
Preferiu o betão ao desenvolvimento harmonioso do nosso estrato educacional; desprezou a memória colectiva como projecto ideológico, nisso associando-se ao ideário da senhora Tatcher e do senhor Regan; incentivou, desbragadamente, o culto da juventude pela juventude, característica das doutrinas fascistas; crispou a sociedade portuguesa com uma cultura de espeque e atrabiliária e, não o esqueçamos nunca, recusou a pensão de sangue à viúva de Salgueiro Maia, um dos mais abnegados heróis de Abril, atribuindo outras a agentes da PIDE, "por serviços relevantes à pátria." A lista de anomalias é medonha.
Como Presidente é um homem indeciso, cheio de fragilidades e de ressentimentos, com a ausência de grandeza exigida pela função. O caso, sinistro, das "escutas a Belém" é um dos episódios mais vis da história da II República. Sobre o caso escrevi, no Negócios, o que tinha de escrever. Mas não esqueço o manobrismo nem a desvergonha, minimizados por uma Imprensa minada por simpatizantes de jornalismos e por estipendiados inquietantes. Em qualquer país do mundo, seriamente democrático, o dr. Cavaco teria sido corrido a sete pés.
O lastro de opróbrio, de fiasco e de humilhação que tem deixado atrás de si, chega para acreditar que as forças que o sustentam, a manipulação a que os cidadãos têm sido sujeitos, é da ordem da mancha histórica. E os panegíricos que lhe tecem são ultrajantes para aqueles que o antecederam em Belém e ferem a nossa elementar decência.
É este homem de poucas qualidades que, no Centro Cultural de Belém, teve o descoco de se apresentar como símbolo de virtudes e sinónimo de impolutabilidade. É este homem, que as circunstâncias determinadas pelas torções da História alisaram um caminho sem pedras e empurraram para um destino que não merece. Triste Ré-pública, nas mãos de gente que a não ama, que a não desenvolve, que a não resguarda e a não protege!
Estamos a assistir ao fim de muitas esperanças, de muitos sonhos acalentados, e à traição imposta a gerações de homens e de mulheres. É gente deste jaez e estilo que corrói os alicerces intelectuais, políticos e morais de uma democracia que, cada vez mais, existe, apenas, na superfície. O estado a que chegámos é, substancialmente, da responsabilidade deste cavalheiro e de outros como ele.
Como é possível que, estando o País de pantanas, o homem que se apresenta como candidato ao mais alto emprego do Estado, não tenha, nem agora nem antes, actuado com o poder de que dispõe? Como é possível? Há outros problemas que se põem: foi o dr. Cavaco que escreveu o discurso? Se foi, a sua conhecida mediocridade pode ser atenuante. Se não foi, há alguém, em Belém, que o quer tramar.
Um amigo meu, fundador de PSD, antigo companheiro de Sá Carneiro eleitor omnívoro de literatura de todos os géneros e projecções, que me dizia:
"Como é que você quer que isto se endireite se o dr. Cavaco e a maioria dos políticos no activo diz 'competividade' em vez de 'competitividade' e julga que o Padre António Vieira é um pároco de qualquer igreja?"
Pessoalmente, não quero nada. Mas desejava, ardentemente desejava, ter um Presidente da República que, pelo menos, soubesse quantos cantos tem "Os Lusíadas."»
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Batista Bastos sobre Cavaco Silva
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M. João Baptista da Silva
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Info ESQUERDA.NET | "PR Revela-se Totalmente Colado ao Governo"
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M. João Baptista da Silva
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Info Esquerda.Net | "É Preciso Devolver A Voz Ao Povo Para Que Ele Inaugure Uma Nova Madrugada"
Amiguinhos,
Não tenho sido muito participativa nos meus Blogues ou no Facebook.
Contudo, sempre que vou podendo, tento encaixar o que me parece mais importante, mesmo que venha com algum atraso...
"Vale mais tarde do que nunca"!
Saudações da
JOÃO
Não tenho sido muito participativa nos meus Blogues ou no Facebook.
Contudo, sempre que vou podendo, tento encaixar o que me parece mais importante, mesmo que venha com algum atraso...
"Vale mais tarde do que nunca"!
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JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
Explicação à tão citada frase pela classe politica, «nós não somos a Grécia»
Este deve ser um jogo.
Presidentes Grego e Português: Veja as diferenças!
JOÃO
Presidentes Grego e Português: Veja as diferenças!
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Cavaco Foge aos Protestos na Escola António Arroio | Esquerda.Net
Uma vergonha! Um Presidente a falhar aos seus compromissos, por meia dúzia de alunos que tinham muito para lhe contar do que passam, no seu dia-a-dia...
Mas como não são os netinhos, protegidos, fugiu... Temos um Presidente cobardolas, com receio de crianças e adolescentes.
Depois queixem-se se o povo achar que terá que ser mais duro! Os portugueses, coitados, são um povo de paz, que ladra mas não morde.
Um dia vai morder se estes governantes continuarem a não respeitarem este mesmo povo que os elegeram!...
Cada acção, cada tiro no pé!
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Na Edição de 27 de Janeiro de 2012 | «PETIÇÃO ANTI-CAVACO - "Li, Assinei e Quero-Me Ir Embora!"» | Na Rotativa: Algumas Frases Desta Edição
Se Não Aconteceu...
Podia Ter Acontecido!
Na Edição de 27 de Janeiro de 2012



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Algumas Frases desta Edição - 27 de Janeiro de 2012
- Cavaco declara insolvência e poderá sair do euro
- 111 mil crianças desaparecidas do Fisco emigraram por sugestão de Passos Coelho
- Lucros fabulosos conseguidos com as multas de trânsito levam GNR a decidir mudar a sua sede fiscal para a Holanda
- EDP deu tolerância de ponto a funcionários no Ano Novo chinês
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Mais uma "fabulástica" primeira página de "O Inimigo Público" com o seu humor completamente arrasador, cáustico, corrosivo e sempre em cima do acontecimento, como é evidente pela imagem e legenda.
Triste época a nossa! Temos um Presidente da Rerpública sem classe para exercer a função... Temos uma petição com o "Pedido de Demissão do Presidente da República", em que 38034 pessoas já subscreveram. Uma Petição que é a mostra da insatisfação dos portugueses com o Presidente que têm. Mas tem que ser ele a demitir-se! E ele deve estar desejoso de deixar a função...
Tudo vai acabar em nada!
Ficam, uma vez mais, umas frases desta edição de "O Inimigo Público" da rubrica “Na Rotativa”, para te aguçar o apetite para as leres, on-line ou em papel, com os respectivos textos que são sempre super divertidos.
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Cartoons do Bartoon | 2 Dias, 2 Cartoons | Dias 23, 24 de Janeiro | Sobre o Presidente Que Deveria Ter... e Não Tem!
Cáusticos, hilariantes e sempre "fabulásticos" tesourinhos...
Umas autênticas pérolas!...
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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Francisco Louçã: Já se disse tudo, ainda falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas, senhor Presidente | Notas no Facebook
Francisco Louçã tem razão. Falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas! E alguns já se têm feito ouvir.
E até a este presente momento, já foram 36553 pessoas que subscreveram a Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»
JOÃO
Notas de
Francisco Louçã
no Facebook
Já se disse tudo, ainda falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas, senhor Presidente.
por Francisco Louçã, Domingo, 22 de Janeiro de 2012 às 17:58

Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que não apoiou os reformados acima de 600 euros, que vão perder um ou dois subsídios da reforma para a qual descontaram, e só com os esforços de 25 deputados do PS e do BE é que o Tribunal Constitucional será chamado a pronunciar-se.
Esses são os reformados que não conseguem pagar as suas contas.
Senhor Presidente, há quem pergunte porque é que se lembrou do número exacto de uma de várias pensões (1300 euros, ouça bem, 1300 euros), mas se esqueceu das outras, que perfazem o valor um pouco mais generoso de 10 mil euros brutos por mês.
Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que escolheu as pensões em vez do seu salário da função para a qual se candidatou e foi eleito duas vezes. Era o seu direito. Mas o que é que isso diz ao país sobre o valor do cargo? (a diferença é de quanto por mês? 200 euros, 5% do total?).
Senhor Presidente, já se disse tudo, mas ainda não se fez nada. Não acha natural que os reformados a quem o governo, o Orçamento e a sua assinatura tiraram dois meses de pensão, digam agora de sua justiça? Não acha natural que os trabalhadores de hoje lutem pelas suas pensões de amanhã, recusando os privilégios, e digam agora de sua justiça? Não acha natural que esta gente toda a quem o governo está a reduzir as pensões ou a exigir devoluções do que o Estado lhes pagou, diga de sua justiça, senhor Presidente?
Agora, senhor Presidente, o país precisa de ouvir os reformados a quem é tão difícil pagar as suas contas.
E até a este presente momento, já foram 36553 pessoas que subscreveram a Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»
JOÃO
Notas de
Francisco Louçã
no Facebook
Já se disse tudo, ainda falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas, senhor Presidente.
por Francisco Louçã, Domingo, 22 de Janeiro de 2012 às 17:58

Senhor Presidente, milhares de pessoas comentaram a sua declaração sobre as suas dificuldades para pagar as contas, na sua página do Facebook. Muitas mais pessoas falaram no país. Da sua surpresa, da sua indignação.
Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que não apoiou os reformados acima de 600 euros, que vão perder um ou dois subsídios da reforma para a qual descontaram, e só com os esforços de 25 deputados do PS e do BE é que o Tribunal Constitucional será chamado a pronunciar-se.
Esses são os reformados que não conseguem pagar as suas contas.
Senhor Presidente, há quem pergunte porque é que se lembrou do número exacto de uma de várias pensões (1300 euros, ouça bem, 1300 euros), mas se esqueceu das outras, que perfazem o valor um pouco mais generoso de 10 mil euros brutos por mês.
Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que escolheu as pensões em vez do seu salário da função para a qual se candidatou e foi eleito duas vezes. Era o seu direito. Mas o que é que isso diz ao país sobre o valor do cargo? (a diferença é de quanto por mês? 200 euros, 5% do total?).
Senhor Presidente, já se disse tudo, mas ainda não se fez nada. Não acha natural que os reformados a quem o governo, o Orçamento e a sua assinatura tiraram dois meses de pensão, digam agora de sua justiça? Não acha natural que os trabalhadores de hoje lutem pelas suas pensões de amanhã, recusando os privilégios, e digam agora de sua justiça? Não acha natural que esta gente toda a quem o governo está a reduzir as pensões ou a exigir devoluções do que o Estado lhes pagou, diga de sua justiça, senhor Presidente?
Agora, senhor Presidente, o país precisa de ouvir os reformados a quem é tão difícil pagar as suas contas.
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M. João Baptista da Silva
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Assinatura Confirmada na Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»
Assinei mesmo a petição. Fiquei com o número 22304!
Se eu fosse o Cavaco Silva, e tivesse vergonha na cara – que tenho! –, demitia-me!
Assina a Petição e divulga-a!
JOÃO
Se eu fosse o Cavaco Silva, e tivesse vergonha na cara – que tenho! –, demitia-me!
Assina a Petição e divulga-a!
JOÃO
--o0o--
From: Peticao Publica
Sent: Tuesday, January 24, 2012 8:55 PM
Subject: Assinatura Confirmada na Petição
Caro(a) Maria João Baptista da Silva,
Por favor ajude-nos a divulgar a Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República». A melhor maneira de o fazer é informar os seus amigos que ela existe.
Envie um email rápido aos seus amigos.
Abaixo existe um texto que pode copiar e colar na sua própria mensagem de email, para ajudar a divulgar a petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»:
Para divulgar, «Copiar e Colar» o texto abaixo no seu próprio email e enviar aos seus contactos.
----------------------------------------------------------------
Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar a petição online: «Pedido de Demissão do Presidente da República»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N19482
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado,
Maria João Baptista da Silva
----------------------------------------------------
Uma nota sua no email que envia aos seus amigos pode fazer a diferença para uma petição de sucesso.
Todos devemos ajudar a promover a Petição, e agora é a sua vez.
O poder da Internet está nas suas mãos!
Melhores Cumprimentos,
PeticaoPublica.com PS - Não se esqueça de seguir o Petição Pública no Facebook e/ou no Twitter.
Por favor ajude-nos a divulgar a Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República». A melhor maneira de o fazer é informar os seus amigos que ela existe.
Envie um email rápido aos seus amigos.
Abaixo existe um texto que pode copiar e colar na sua própria mensagem de email, para ajudar a divulgar a petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»:
Para divulgar, «Copiar e Colar» o texto abaixo no seu próprio email e enviar aos seus contactos.
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Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar a petição online: «Pedido de Demissão do Presidente da República»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N19482
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado,
Maria João Baptista da Silva
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Uma nota sua no email que envia aos seus amigos pode fazer a diferença para uma petição de sucesso.
Todos devemos ajudar a promover a Petição, e agora é a sua vez.
O poder da Internet está nas suas mãos!
Melhores Cumprimentos,
PeticaoPublica.com PS - Não se esqueça de seguir o Petição Pública no Facebook e/ou no Twitter.
Presidente da República Cavaco Silva: "Quase de Certeza Não Vai Pagar as Minhas Despesas"
Eu estava aqui, neste mesmo lugar, a ver um debate político. O meu marido estava na sala a ver um telejornal. Começou aos gritos, sentindo-se insultado. Eu não percebia o que estava a acontecer, mas devia ser muito grave... Ele não costuma ficar tão encolerizado!
Percebi, então, o que se estava a passar. E esperei pelas notícias no Canal de Notícias por cabo, que eu estava a ver. Não me recordo qual era. Poderia ser RTPN, SIC Notícias ou TVI24. Não interessa, O que se passo comigo e a televisão, é que eu não sou fiel a um canal, como dizem certas pessoas. Eu sou fiel aos meus gostos pessoais e às minhas escolhas e ao comando da televisão.
Mas voltando a Cavaco Silva, fiquei chocada e continuo chocada, ainda! Para mim, ele demitia-se!...
Desde que postei um comentário a um "post" de Miguel Portas no facebook, que eu não mais vim aos meus Blogs, nem escrevo no Facebook. Estive, até, dois dias e meio sem vir à Net!
Mas, para colocar os meus pontos nos "is", eu vou colocar, aqui, o pouco que consegui escrever a respeito das reformas de Cavaco Silva.
Devo dizer que acho as justificações que Cavaco Silva deu hoje - ou ontem! -, através de comunicado, não fazem sentido algum, nem fazem sentido os comentários de quem chama "gaffe" ao que Cavaco Silva disse alto e em bom som.
As declarações foram insultuosas, premeditadas, ditas em consciência e inadmissíveis!
Não há desculpas! Não podemos deixar passar actos como estes dos nossos (des)governantes, sejam eles quais forem, muito menos do mais alto cargo da Nação: o Presidente da República!
JOÃO
Miguel Portas
"1300 euros por mês, não sei se ouviu bem, 1300 euros por mês" disse Cavaco. "Quase de certeza não vai pagar as minhas despesas", acrescentou. Só se esqueceu que declarou 140 mil euros de pensões em 2009... e que praticamente não tem despesas enquanto PR. Esqueceu-se mesmo?
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Maria João Baptista Silva partilhou a foto de Miguel Portas.
Dificuldades passamos nós, sr. Presidente de outros portugueses...! Meu não é, pelo seu discurso no dia em que ganhou as eleições.
Deveria ter vergonha de reclamar a um país onde as pessoas estão a ficar com depressões graves e os suicídios estão a aumentar por causa da crise.
Tenha vergonha!
JOÃO
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M. João Baptista da Silva
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18:55
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Cavaco Silva: "Portugal é uma Terra de Oportunidades" | E de Oportunistas?!
Se quiseres ver o meu post «Cartoon do Bartoon | Cavaco Silva: "Portugal é uma terra de oportunidades" | Mas o português, em vez de ficar na "zona de conforto", não deve emigrar?!!!!», clica AQUI.
JOÃO
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Cartoon do Bartoon | Cavaco Silva: "Portugal é uma terra de oportunidades" | Mas o português, em vez de ficar na "zona de conforto", não deve emigrar?!!!!
"(..) como os Estados Unidos, também Portugal é uma terra de oportunidades, para quem as saiba aproveitar no momento certo. Esse momento é hoje, é agora! (...).
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não foi um governante português, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, que pensa e disse, no Brasil, que o português desempregado, em vez de ficar na "zona de conforto", deve emigrar?!!!!!!!!! Penso que foi assim que ele falou: "(...) Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras...".
??????????????????????????????????????
Em que ficamos?! Saímos de Portugal ou os portugueses que estão fora voltam para Portugal?!
Estamos todos a ficar marados. Uns assaltam tudo o que renda umas moedas... Outros matam por tudo e por nada porque estão em depresssão... Outros suicidam-se e há que, até, leve companhia...
E estes governantes andam a brincar com a nossa vida, a vida daqueles que, governantes como eles, estragaram completamente para ajudar os ricos a ficarem mais ricos...
Cavaco Silva, eu não votei em si, nem o considero meu Presidente porque, no dia em que foi eleito, fez um discurso ofensivo para quem não fez campanha por si. Mas sempre lhe digo: não convide quem está bem na vida para vir investir aqui neste Portugal onde todos roubam, cometem sérios crimes e saiem impunes se são julgados... Porque a maioria nem a julgamento vai...!
Vá mas é tratar dos seus netinhos!
JOÃO
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PUBLICO.PT - Bartoon - 15/Novembro/2011
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Publicada por
M. João Baptista da Silva
à(s)
18:53
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sábado, 5 de novembro de 2011
Carta Aberta ao venerando chefe do estado: A que isto chegou!
MFS
Carta Aberta ao venerando chefe do estado: a que isto chegou.
Senhor Presidente
Há muito muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido. Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil, os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento. Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado. O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais. Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa. Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir. Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas. Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede. E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter. Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade. Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilânime como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika
António Maria dos Santos
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Info Esquerda.Net | Entrevista do PR Serviu Apenas para Justificar as Opções do Governo | Outros Temas
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