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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Info ESQUERDA.NET | "Artivistas" Fazem Nova Ação no Museu de Arte Antiga | Outros...
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M. João Baptista da Silva
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15:45
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Esquerda. Net | Fernando Rosas: Há Mar e Mar
Fernando Rosas, Historiador e Professor Universitário, é um dos Dirigentes do Bloco de Esquerda e está na génese da sua fundação.Este tema aqui abordado, tem sido muito discutido nas redes sociais e, também, na comunicação social, onde passa muita mentira e especulação.
Até ouvi um entrevistador/moderador referir-se a Fernando Rosas como um dos elementos que se tinha afastado do BE!... Ele há cada uma!!!
Não se afastou e faz, neste artigo, uma análise lúcida e desapaixonada, como o assunto pede, pois trata-se da vida do Bloco de esquerda, a quem alguns davam menos de um ano, e já vai no seu 15.ª Ano de existência.
O Bloco de Esquerda está vivo e para ficar!
Viva a Esquerda Grande e Democrática!
Viva o Bloco de Esquerda!
JOÃO

OPINIAO | 30 JANEIRO, 2014 - 15:04 | POR FERNANDO ROSAS
À esquerda do PS, existe em Portugal um campo político e social de que o geral dos comentadores, por conveniência ou descuido, costuma esquecer. No entanto, tendo em conta os resultados das eleições legislativas desde 1999 – ano em que nasceu o Bloco -, ele representa, no seu conjunto, entre 15 a 20% dos eleitores deste país e provavelmente bem mais do que isso no que respeita à luta popular contra as medidas de destruição do Estado Social hoje em curso. Ou seja, é uma força decisiva quer na resistência à atual ofensiva contra a democracia social e política, quer na construção de uma alternativa credível ao neoconservadorismo.
Não é de admirar que perante a violência e extensão da ofensiva em curso – efetivamente o que temos pela frente é um verdadeiro plano de subversão, uma contra-revolução por enquanto pacífica -, ou perante a generalizada capitulação das social-democracias europeias (a aliança de governo SPD-Merkel; a “viragem” do Sr. Hollande; as versões pastosas da “austeridade benévola” do PS de Seguro), é natural, dizia, que neste território da esquerda surjam dúvidas e diferenças acerca do caminho a seguir em tão complexa situação. O que me parece essencial é não perder o norte.
Assim sendo, ninguém pode estranhar que o Bloco de Esquerda, nos recentes encontros com promotores do Manifesto 3D, não tenha achado curial colocar-se na posição de andar a recolher assinaturas para constituir um novo partido com função de “envelope”, mas no qual os seus militantes nem sequer se poderiam inscrever (a dupla filiação partidária é ilegal), muito menos participar na sua direção. Também não se pode estranhar que o Bloco discorde de uma coligação com um projeto de partido que ocultaria divergências programáticas de substância, sobejamente conhecidas, e a pertença a espaços políticos opostos no plano europeu. Tudo para incluir agora quem escolheu afastar-se há bem pouco tempo. Não vejo como podem coexistir na mesma convergência os que defendem uma Europa federal e um governo europeu com os que, como o Bloco, recusam essa perspectiva em nome da democracia na Europa e da soberania dos estados.
A convergência à esquerda é um processo que há-de respeitar identidades e percursos. E que só pode assentar em princípios e compromissos claros e transparentes, desde logo para quem deposita expectativa e esperança na luta a que metemos ombros. Sem atropelar ninguém e sem enganar ninguém. Por isso mesmo é um processo que exige ponderação, respeito mútuo e persistência.
Eu acho que no Bloco se sabe bem que assim é. Que se sabe, com um saber de experiência feito, que nas condições atuais, à esquerda ninguém chega a bom porto ignorando as outras energias sociais e políticas em tensão. Pensar que se pode prescindir dessa concentração de esforços traduz-se, frequentemente, numa espécie de deriva sectária que, no fundo, oculta a demissão de apostar realmente na alteração das relações de força.
Por isso mesmo, o Bloco apresentou, nos referidos encontros, algumas propostas que me parecem sérias e equilibradas: se os promotores do Manifesto 3D se constituíssem como partido, o Bloco proporia uma coligação eleitoral com base na proximidade evidente de propostas programáticas de resposta à situação atual que entre as duas entidades existe; se esse movimento não optasse pela forma partidária, o Bloco estaria preparado para o considerar na sua autonomia específica e integrá-lo, como tal, nas suas listas eleitorais (uma vez que só partidos ou coligações podem concorrer às eleições europeias e legislativas).
Seja, como for, e mesmo que esse entendimento não seja atingível para as europeias, penso que é preciso continuar a persistir no rumo certo, com base em propostas e bases programáticas claras e comuns.
Haveria, então, de se trabalhar no sentido de uma plataforma política comum da esquerda solidária, sem constrangimentos eleitorais imediatos, aberta à adesão dos partidos, forças sociais ou personalidades que a ela quisessem aderir. E daí partir para o resto.
Lembrem-se de O’Neill: “Há mar e mar”. Nestes 40 anos de Abril acredito que havemos de ajudar a construir, com sabedoria e tenacidade, essa maré alta de esperança que reclamam os que hoje se vêm privados dela.
Artigo publicado no jornal “Público” em 30 de janeiro de 2014
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M. João Baptista da Silva
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16:42
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
"Debtocracy" - tradução "Dívidocracia" | Documentário Grego | Entrevistas ao Economista Leonidas Vatikiotis | Vídeos
Grécia um país em crise, em luta e de luto...
"Debtocracy" - tradução "Dívidocracia" -, é o filme/documentário grego, difundido na Internet e que narra a história da dívida grega e enumera as responsabilidades da classe política.
Este documentário “Debtocracy” rompeu o cerco da opinião oficial, a favor dos cortes orçamentais e da austeridade, ouvida todos os dias na televisão e nos jornais e foi visto por mais de um milhão de pessoas.Deixo o documentário, em duas partes, que todos nós deveríamos ver para percebemos como a Grécia chegou ao estado de crise em que se encontra e deixo, também, duas entrevistas que o Esquerda.Net fez a Leonidas Vatikiotis, economista, jornalista e professor, e que foi o editor científico do filme/documentário.
JOÃO
Debtocracy (1/2)
Debtocracy (2/2)
Documentário que revela a crise econômico-social pela qual passam os países periféricos da União Europeia, em especial a Grécia. Vemos como as políticas econômicas neoliberais impostas pelos agentes financeiros da UE levam à falência os países de sua periferia e os deixam reféns das decisões das grandes corporações financeiras multinacionais. Este documentário expõe a crueldade que move o neoliberalismo em seu afã por ganhar cada vez mais às custas do sacrifício de todos os demais setores da população. Ele também deixa claro que, com a decidida mobilização das maiorias populares, o monstruoso aparato financeiro pode ser derrotado.
ESQUERDA.NET | Debtocracy
O esquerda.net entrevistou o economista, jornalista e professor que foi o editor científico do documentário "Debtocracy".
Leonidas Vatikiotis é um dos participantes na Comissão Cidadã para a Auditoria da Dívida Grega.
Leonidas Vatikiotis é um dos participantes na Comissão Cidadã para a Auditoria da Dívida Grega.
Comissão Cidadã | Auditoria da Dívida Grega
O esquerda.net entrevistou o economista, jornalista e professor que foi o editor científico do documentário "Debtocracy".
Leonidas Vatikiotis é um dos participantes na Comissão Cidadã para a Auditoria da Dívida Grega.
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M. João Baptista da Silva
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Van Gogh and Mozart "Masterpieces" | Obras de Arte | Vídeo
Van Gogh, pintor holandês, viveu no século XIX.
Mozard, compositor, instrumentista - piano, viola e violino -, professor de música e maestro austríaco, viveu no século XVIII.
Este é um vídeo muito "feliz" com um resultado extraordinário.
Bom para vermos e ouvirmos nestes dias de crise e de alma pesada...
Ficamos muito iluminados! De alma cheia!
JOÃO
Van Gogh and Mozart " Masterpieces"
Paintings by Vincent van Gogh with music by Wolfgang Amadeus Mozart.
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M. João Baptista da Silva
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19:31
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA"!??? | Queremos que este Homem Continue na Presidência da República?!!!
Este homem que se intitulava de um "mísero professor" foi nosso Presidente da República.
Ele não respeita os professores, a quem apelida de míseros, como vai respeitar o povo de Portugal que luta com tantas adversidades, dificuldades e desonestidades.
Claro que par este homem, quem tem valor são os amigos corruptos com quem convive e em quem depositava uma confiança ilimitada.
Fica o vídeo de parte da entrevista de Judite de Sousa a Cavaco Silva e o reencaminhamento de uma mensagem que recebi.
Quase todos dão como certa a recandidatura de Cavaco Silva. Mas o voto é nosso! O voto é do povo e não pertence a Cavaco Silva. Podemos, TODOS, decidir que ele não serve para continuar à frente da Presidência da República. Podemos escolher outro representante de Portugal e dos portugueses. Podemos votar noutro candidato.
EU VOTO EM MANUEL ALEGRE!
EU NÃO QUERO ESTE HOMEM, CAVACO SILVA, COMO MEU PRESIDENTE! QUERES TU?!!!
JOÃO
«Para que todos saibam: eu não quero um "mísero professor" como Presidente da República.
"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA"!?
Esta frase que escapa da boca de Cavaco Silva numa entrevista a uma jornalista amiga diz tudo sobre o pensamento político de Cavaco Silva, o seu carácter e o desprezo que nutre por uma importante classe profissional.
http://www.youtube.com/watch?v=9bcaNXB5JmQ&feature=player_embedded
Era um mísero professor catedrático que se baldava às aulas na Universidade Nova enquanto as dava na Católica, beneficiando assim de dois ordenados enquanto alguns alunos ficavam sem aulas e prejudicavam a sua licenciatura.
Era um mísero professor catedrático de economia que nada sabia de aplicações de poupanças e desse negócio sabia tanto como um qualquer trolha.
Era um mísero professor que além de vencimento de topo na carreira dos professores ainda acumulava com pensões do governo e do Banco de Portugal.
É um mísero político que tem dos professores uma visão ofensiva para toda a classe e que não hesita em ofender milhares de portugueses só para se armar em ignorante num domínio em que não pode invocar ignorância.
É um mísero político que depois de exercer os mais altos cargos durante mais de quinze anos diz que não é político para não carregar com o estigma de uma classe de políticos corruptos, muitos dos quais foram invenção dele.
É um mísero professor que tem uma luxuosa casa de férias no Algarve.
É um mísero professor que não tem a mais pequena consideração pelos professores deste país, não hesitando em promovê-los a ignorantes para invocar ignorância economia, ele que foi doutorado em York, professor universitário, técnico do Banco de Portugal, primeiro-ministro e Presidente da República.
É um mísero professor que nem tem consideração pela sua profissão e condição de professor doutorado, imagine-se em que conta deverá ter todos os outros portugueses.
É um mísero político que para conquistar a Presidência da República exibe os seus conhecimentos de economia e na hora de esconder a forma como obteve dinheiro fácil disfarça-se de mísero professor que nada sabe de acções.
Resta-nos esperar que os portugueses não escolham um mísero Presidente da República.»
Ele não respeita os professores, a quem apelida de míseros, como vai respeitar o povo de Portugal que luta com tantas adversidades, dificuldades e desonestidades.
Claro que par este homem, quem tem valor são os amigos corruptos com quem convive e em quem depositava uma confiança ilimitada.
Fica o vídeo de parte da entrevista de Judite de Sousa a Cavaco Silva e o reencaminhamento de uma mensagem que recebi.
Quase todos dão como certa a recandidatura de Cavaco Silva. Mas o voto é nosso! O voto é do povo e não pertence a Cavaco Silva. Podemos, TODOS, decidir que ele não serve para continuar à frente da Presidência da República. Podemos escolher outro representante de Portugal e dos portugueses. Podemos votar noutro candidato.
EU VOTO EM MANUEL ALEGRE!
EU NÃO QUERO ESTE HOMEM, CAVACO SILVA, COMO MEU PRESIDENTE! QUERES TU?!!!
JOÃO
Cavaco Silva e os 140% oferecidos pela SLN:
"Eu era um mísero professor!"
minoriarelativa | 10 de janeiro de 2011
Entrevista de Cavaco Silva a Judite de Sousa na campanha presidencial 2011, 10 Janeiro.
«Para que todos saibam: eu não quero um "mísero professor" como Presidente da República.
"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA"!?
Esta frase que escapa da boca de Cavaco Silva numa entrevista a uma jornalista amiga diz tudo sobre o pensamento político de Cavaco Silva, o seu carácter e o desprezo que nutre por uma importante classe profissional.
http://www.youtube.com/watch?v=9bcaNXB5JmQ&feature=player_embedded
Era um mísero professor catedrático que se baldava às aulas na Universidade Nova enquanto as dava na Católica, beneficiando assim de dois ordenados enquanto alguns alunos ficavam sem aulas e prejudicavam a sua licenciatura.
Era um mísero professor catedrático de economia que nada sabia de aplicações de poupanças e desse negócio sabia tanto como um qualquer trolha.
Era um mísero professor que além de vencimento de topo na carreira dos professores ainda acumulava com pensões do governo e do Banco de Portugal.
É um mísero político que tem dos professores uma visão ofensiva para toda a classe e que não hesita em ofender milhares de portugueses só para se armar em ignorante num domínio em que não pode invocar ignorância.
É um mísero político que depois de exercer os mais altos cargos durante mais de quinze anos diz que não é político para não carregar com o estigma de uma classe de políticos corruptos, muitos dos quais foram invenção dele.
É um mísero professor que tem uma luxuosa casa de férias no Algarve.
É um mísero professor que não tem a mais pequena consideração pelos professores deste país, não hesitando em promovê-los a ignorantes para invocar ignorância economia, ele que foi doutorado em York, professor universitário, técnico do Banco de Portugal, primeiro-ministro e Presidente da República.
É um mísero professor que nem tem consideração pela sua profissão e condição de professor doutorado, imagine-se em que conta deverá ter todos os outros portugueses.
É um mísero político que para conquistar a Presidência da República exibe os seus conhecimentos de economia e na hora de esconder a forma como obteve dinheiro fácil disfarça-se de mísero professor que nada sabe de acções.
Resta-nos esperar que os portugueses não escolham um mísero Presidente da República.»
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M. João Baptista da Silva
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domingo, 6 de junho de 2010
Humor Inteligente - Transa Gramatical (Sensacional)
Enviado por E-mail
Muito interessante...
Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), Brasil, que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
Redação:
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice… De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o ela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
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Este texto está escrito em português do Brasil
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Margarida Antunes
Muito interessante...
Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), Brasil, que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
Redação:
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice… De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o ela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
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Este texto está escrito em português do Brasil
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Margarida Antunes
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