É impossível ignorar mais! É impossível que as escolas finjam que não sabem o que se passa dentro de cada estabelecimento de ensino. É impossível que se queira culpabilizar os pais dos alunos que cometem o “bullying” quando os seus filhos não se comportam assim perante eles, ou são eles mesmos, os filhos, alvos de acções agressivas por parte dos pais.
Em qualquer caso, o que acontece nos Estabelecimentos de Ensino e nas imediações deles, trajecto casa/escola e escola/casa, compete à escola analisar e ter meios para actuar, com equipas interdisciplinares, compostas, sobretudo, por psicólogos que façam a avaliação dos casos e dêem apoio e acompanhamento aos intervenientes, como abusadores e o abusado.
Uma Escola Pública onde os valores éticos e a educação não são encorajados e observados, não serve para educar e ensinar os adultos de amanhã.
E estamos a ficar fartos dos Presidentes dos Conselhos Executivos não saberem de nada e de nada falarem. Então, não merecem o cargo que ocupam.
JOÃO
Bullying: fenómeno camuflado
Sara R. Oliveira
2010-03-11
A história de Leandro, o menino que se atirou ao rio Tua supostamente por estar cansado das agressões dos colegas da escola, colocou o bullying no centro das atenções. As escolas têm dificuldade em lidar com este problema e há investigadores que defendem uma campanha nacional de sensibilização.
Leandro tinha 12 anos, frequentava a EB 2,3 Luciano Cordeiro em Mirandela, e lançou-se ao rio Tua supostamente por ter sido vítima de bullying, agressões físicas e psicológicas de forma continuada e repetida, por parte dos seus colegas de escola. O alegado suicídio da criança chocou o país e o debate sobre a violência no interior dos portões da escola reacendeu-se. O que é necessário fazer? Justifica-se uma estratégia nacional? O Ministério da Educação deve definir regras para combater estas situações? As escolas estão preparadas para lidar com estes casos? Como devem ser tratadas as vítimas de bullying? Qual o acompanhamento a dar aos pequenos agressores? E qual deve ser o papel dos pais?
A história é demasiado triste. Leandro será a primeira vítima mortal de bullying. O Jornal de Notícias conta o episódio pela versão assustada do primo. Christian tem 11 anos e nesse dia viu Leandro a ser espancado por dois colegas mais velhos no recreio da escola. Não era a primeira vez que isso acontecia. Há cerca de um ano tinha estado internado no Hospital de Mirandela, depois de ter sido pontapeado na cabeça por colegas da mesma escola. Leandro terá dito que estava cansado e atirou-se ao rio. Não conseguiram salvá-lo. No fim, Christian deixa uma frase que resume uma realidade demasiado cruel: "Na escola todos batem em todos." O corpo de Leandro ainda não foi encontrado.
O Conselho Executivo da EB 2,3 Luciano Cordeiro remeteu-se ao silêncio. Elaborou um relatório interno que não foi totalmente conclusivo e a Inspecção-Geral de Educação está a recolher mais dados e a ouvir testemunhas para entender o que aconteceu. Os alegados agressores foram entretanto identificados e estão a ser acompanhados por um psicólogo da escola. A Direcção Regional de Educação do Norte abriu um inquérito para apurar o sucedido e quer ouvir mais gente para tentar refazer a história. O presidente da Associação de Pais garantia que Leandro não estava sinalizado e que não havia registo de episódios de bullying na escola. A família da criança desmentiu as afirmações, assegurando que já tinha ido à escola falar do assunto e que, até ao momento, nenhuma medida tinha sido tomada. A dor mantém-se.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
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