quinta-feira, 28 de julho de 2011

Artigo de Aslak Sira Myhre: «A Tragédia da Noruega Deve Levar a Europa a Agir Contra o Extremismo» | Esquerda.Net

Eu não poderia concordar mais com o autor deste artigo que te deixo.
Também eu - que estou bem longe e não sou Norueguesa -, sinto medo e dor. E também me questiono, vezes sem fim "porquê?!", sentindo, sabendo mesmo pelas provas do manifesto, que esta violência na Noruega, na passada Sexta-feira, não foi uma violência cega, mas sim, uma violência planeada, calculada ao ínfimo detalhe, e com intenções de ser alargada a outros locais de outros países.
Cego é o fanatismo de todo e qualquer extremismo! Tanto de direita, como de esquerda.
Eu detesto que me liguem e liguem o Bloco de Esquerda a uma esquerda extremista. Não é verdade! Tanto eu, individualmente, como o Bloco de Esquerda como um grupo, somos de uma esquerda plural, mas democrática.

Eventualmente poderão existir alguns membros de pensamento extremista. Mas há-os em todo o lado. Na direita, nas várias religiões...
Todo o extremismo é doentio e perigoso. Todo o extremismo me mete pavor!
A HISTÓRIA está cheia de exemplos de extremismo, o fanatismo levado ao extremo de serem, em nome de uma doutrina, cometidas chacinas em toda a parte do Mundo.
O extremismo tem que ser combatido. Temos que ter a noção daqueles que estão perto de nós e que ultrapassam a realidade das coisas e tentarmos dialogar, se possível, ou afastarmo-nos, para que, se formos mais fracos, não fiquemos contagiados.

Eu não sou fraca, muito pelo contrário, e sempre fui contra o extremismo! Sempre combati ideias extremistas e me afastei de actos levados a extremos.
Já fui considerada terrorista por militar no Bloco de Esquerda. Impedida de passar a fronteira para ir a uma manifestação em Sevilha por estar no grupo do Bloco de Esquerda, considerado como grupo terrorista. As fronteiras fecharam-se para nós!...
É muito duro sermos tratados como terroristas sem o sermos. E, no entanto, haver tanto terrorista, extremista, fundamentalista, xenófobo, racista... radicalistas disfarçados com pele de cordeirinhos...
É evidente um aumento nos movimentos anti-imigrantes e antimuçulmanos na União Europeia e no resto do continente europeu. Não podemos ir nessa onda. Nós somos todos, em primeiro lugar, cidadãos do Mundo.
Temos que estar atentos e vigilantes  e sermos solidários e humanistas.
JOÃO

A tragédia da Noruega deve levar a Europa a agir contra o extremismo

Partilho do medo e da dor do meu país - mas na Noruega este tipo de actos insanos teve sempre a sua origem na extrema direita.
Tristeza - Bergen, Hordaland Fylke, Noruega, 25 de Julho de 2011 – Foto de Strumpet101/Flickr
Como qualquer outro cidadão de Oslo, vagueei pelas ruas e os edifícios atacados. Visitei até a ilha em que foram massacrados os jovens activistas políticos. Partilho do medo e da dor do meu país. Mas a questão continua a ser, porquê, e esta violência não foi cega.
O terror na Noruega não veio de extremistas islâmicos. Nem tão pouco da extrema esquerda, ainda que ambos tenham sido acusados muitas vezes de constituírem uma ameaça interna ao “nosso modo de vida”. Até agora, incluindo aquelas horas terríveis da tarde de 22 de Julho, o pouco terrorismo que conheci no meu país veio sempre da extrema direita.
Durante décadas, a violência política neste país foi praticamente um exclusivo dos neo-nazis e de outros grupos racistas. Nos anos 70, atentaram com explosivos contra livrarias de esquerda e contra uma manifestação do Primeiro de Maio. Nos anos 80, dois neo-nazis foram executados sob a suspeita de terem traído o seu grupo. Nas últimas duas décadas, dois jovens noruegueses não-brancos morreram por causa de ataques racistas. Nenhum grupo estrangeiro matou ou feriu pessoas em território norueguês, à excepção dos serviços secretos de Israel, a Mossad, que assassinou por engano um inocente em Lillehammer em 1973.
No entanto, e apesar destes eloquentes antecedentes, quando este devastador terrorismo agora nos golpeou, as suspeitas recaíram imediatamente sobre o mundo islâmico. Eram os fundamentalistas islâmicos. Tinham que ser eles.
Prontamente se denunciou um ataque à Noruega, ao nosso modo de vida. Logo que a notícia foi divulgas, algumas raparigas vestidas com hijabs e de aparência árabe foram perseguidas pelas ruas de Oslo.
Natural. Durante pelo menos 10 anos disseram-nos que o terror vinha do leste. Que um árabe é, por natureza um suspeito; que todos os muçulmanos estão contaminados. Regularmente, vemos como a segurança aero-portuária examina pessoas de cor em salas separadas; há infinitos debates sobre os limites da “nossa” tolerância. Na medida em que o mundo islâmico se converteu no “Outro”, começámos a pensar que o que nos distingue a “nós” de “eles” é a capacidade de matar civis a sangue frio.
Há, é claro, outra razão para que todos estejamos atentos à al-Qaeda. A Noruega participa na Guerra do Afeganistão há 10 anos, durante algum tempo interviemos também na Guerra do Iraque e agora atiramos bombas sobre Tripoli. Há um limite de tempo para participar na guerra antes da guerra nos atingir.
Mas, apesar de todos sabermos disto, apenas se mencionou a guerra quando sofremos o ataque terrorista. A nossa primeira resposta assentava na irracionalidade: tinham que ser “eles”. Eu temia que a guerra que travávamos no estrangeiro pudesse chegar à Noruega. E depois? Que aconteceria à nossa sociedade? À nossa tolerância, ao nosso debate político e, sobretudo, aos nossos imigrantes e aos seus filhos nascidos na Noruega?
Mas não foi assim. Uma vez mais, o coração das trevas profundamente dentro de nós próprios. O terrorista era um homem branco e nórdico. Não um muçulmano, mas sim um muçulmanófobo.
Logo que isso ficou claro, a carnificina começou a ser discutida como obra de um louco; deixou de ser vista como um ataque à nossa sociedade. Mudou a retórica; as manchetes dos jornais mudaram o foco. Ninguém fala já de guerra. Fala-se de um “terrorista”, no singular, não no plural: um indivíduo particular, não um grupo indefinido facilmente generalizável para incluir simpatizantes ou qualquer outra pessoa. O acto terrível é agora oficialmente uma tragédia nacional. A questão é: teria acontecido da mesma forma se o autor fosse um louco, mas de origem islâmica?
Eu também estou convencido que o assassino está louco. Para caçar e executar adolescentes numa ilha durante uma hora, teve que perder o juízo. Mas, tal como no caso do 11 de Setembro de 2001 ou no caso das bombas no metro de Londres, trata-se de uma loucura com causa, uma causa que é tanto clínica como política.
Qualquer pessoa que tenha dado uma olhadela às páginas web dos grupos racistas, ou seguido os debates online dos jornais noruegueses, terá notado a fúria com que se difunde a islamofobia; o ódio venenoso que escritores anónimos vomitam contra as ideias anti-racistas e contra a esquerda política. O terrorista de 22 de Julho participava nesses debates. Foi um membro activo de um dos grandes partidos políticos noruegueses, o partido populista de direita (Partido do Progresso da Noruega). Abandonou-o em 2006 e procurou a sua ideologia na comunidade de grupos anti-islamistas da Internet.
Quando o mundo acreditava que isto era obra do terrorismo islamista internacional, todos os homens de Estado, de Obama a Cameron, disseram que estavam ao lado da Noruega na nossa luta contra o terrorismo. E agora, em que consiste a luta? Todos os dirigentes ocidentais têm o mesmo problema dentro das suas fronteiras. Travarão uma guerra contra o crescente extremismo de direita, contra a islamofobia e o racismo?
Umas horas depois da explosão, o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, disse que a nossa resposta ao ataque deveria ser mais democracia e mais abertura. Se se comparar com a resposta de Bush aos ataques do 11 de Setembro, há razões para nos sentirmos orgulhosos. Mas no rescaldo da mais terrível experiência que a Noruega conheceu desde o final da II Guerra Mundial, eu gostaria que se fosse mais longe. É necessário ter em conta este trágico incidente para lançar uma ofensiva contra a intolerância, o racismo e o ódio crescentes, não só na Noruega, não só na Escandinávia, mas em toda a Europa.
Artigo publicado no jornal britânico "Guardian", traduzido para espanhol por Mínima Estrella para Sin Permiso e para português por Carlos Santos para esquerda.net

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Catarina Martins | «É o fim do passe social a chegar com toda a violência» | Vídeo


Não têm explicação os sacrifícios que pedem aos mais pobres, aos desempregados, aos reformados, aos "escravos" a falsos recibos verdes, aos que recebem um parco ordenado, à classe média que já se sente a sufocar numa pobreza escondida e envergonhada...
Este governo segue os passos do último governo de Sócrates. Só que com mais requintes de malvadez, retirando tudo o que ainda restava de uma governação com algum apoio de serviços sociais que vão sendo retirados, direitos e conquistas da democracia que vai fugindo dos nossos horizontes.

Os aumentos dos transportes é um atentado à vida do trabalhador que mora longe do seu local de trabalho. A possibilidade de acabarem com os passes sociais, terá consequências tremendas no direito à mobilidade das pessoas.
Temos que nos indignar e não permitirmos que nos agravem os preços dos transportes que, para algumas pessoas, já nem são possíveis suportarem.
JOÃO


"É o fim do passe social a chegar com toda a violência"

  Carregado por em 27 de Jul de 2011

Bloco de Esquerda, pela voz da deputada Catarina Martins, critica aumento dos transportes e chama a atenção para a injustiça social dos mesmos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Artigo de Carlos Santos: COLOSSAL | ESQUERDA


AGOSTO
2011 





Pois é, estamos num tempo de enormidades. Passos Coelho disse à porta fechada algo que alguns conselheiros nacionais do PSD vieram publicamente interpretar que ele considerara que as contas públicas tinham um desvio colossal. Porém, uma tal afirmação, se confirmada, desdiria as promessas anteriores do líder do PSD e, pior que isso, alertava os “mercados” e a troika que a situação das contas públicas era ainda pior, dando base a novos ratings lixo e a reforçadas pressões de todo o género. O ministro de Finanças de plantão reinterpretou e, com aval reforçado de Cavaco, o desvio colossal tornou-se trabalho governamental gigantesco. Uma crítica a outrem passava a auto-elogio e a dúvida ficava: dois em um, através de um jeito de pequena manobra.

Não é por acaso que o governo teve necessidade de adjectivar fortemente, assim procura criar a ideia que a realidade é uma enormidade, de que todos padecemos e para cujo tratamento todos teremos de sofrer.

Entretanto, o governo anunciou o corte drástico do 13º mês. Mas esta redução no rendimento da maioria das pessoas não atingirá depósitos bancários, nem dividendos, nem lucros, nem a maioria das mais-valias, que em cerca de 70% são recebidas por não residentes e por pessoas colectivas. O enorme corte nos rendimentos não é para todos, os mais ricos, as empresas e os bancos são poupados.

Depois do corte no subsídio de Natal, o governo divulgou aumentos dos transportes colectivos em mais de 15%, de novo é a maioria da população a pagar, enquanto o governo já prepara a redução das contribuições patronais para a segurança social. Novamente, mais ricos, empresas e bancos ganharão e quem trabalha será prejudicado.

E não ficam por aqui as novidades governamentais. Um ilustrativo exemplo está na nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com destaque para a ida de Nogueira Leite para vice-presidente do banco público. Provindo do grupo Mello, o novo vice-presidente da CGD é conselheiro nacional do PSD e conselheiro do seu líder Passos Coelho. Em 2010, o destacado economista do PSD era membro de, nem mais nem menos, 17 administrações de empresas, bancos e institutos. A administração da CGD é um job luxuoso para destacados boys do PSD e do CDS.

Colossal! O adjectivo ganha propriedade, mas... para ilustrar o brutal corte no rendimento dos trabalhadores portugueses e a gigantesca redistribuição de rendimentos a favor dos mais ricos e, prenuncia-se, dos amigos do governo. Para combater esta enormidade todos teremos de nos preparar para dignas mobilizações sociais.

Nota: Este número do jornal Esquerda não será impresso e enviado para casa de assinantes e aderentes do Bloco de Esquerda. Uma medida de contenção financeira decidida pelo direcção do partido. Por isso, este número tem um novo arranjo gráfico que facilita a sua visualização.

Noruega de Luto Pelas Vítimas dos Atentados de Oslo e Utoeya | O Mundo Ficou em Choque!


"Não será uma elementar evidência de qualquer racionalidade democrática que, mais do que condenar a chacina por ter sido cometida por um fascista, o que se exige de nós é deixarmos claro ser a chacina que torna quem a pratica fascista, ou agente de uma peste gémea do fascismo?"
Miguel Serras Pereira


Os atentados foram uma autêntica barbárie!
Não tenho conseguido escrever aqui sobre os atentados na Noruega. Tenho estado quase em estado de choque! Hoje estou a fazer um esforço para desabafar um pouco e deixar uma matéria que veio ontem no público e que refere Portugal.
Atentados completamente surreais!
No dia 22 último, quando fui dormir, havia 6 mortos em dois atentados na Noruega e cometidos pelo mesmo homem, jovem monstro de 32 anos. Foi um acto terrorista praticado por um norueguês! Completamente surreal!
Deitei-me, nessa Sexta-feira, a questionar o meu marido e a questionar-me, horrorizada: porquê a Noruega!??? Não conseguia dormir porque não atinava na resposta.
Oslo, uma cidade pacata e das mais seguras do Mundo! A cidade do Prémio Nobel da Paz! Parecia um cenário de guerra!
No dia seguinte, Sábado, quando acordei, já se contabilizavam 92 mortos e muitos desaparecidos.
Foi na ilha de Utoeya que Anders Breivik Behring, o monstro de extrema-direita, fez mais vítimas. Eram jovens cidadãos inocentes do Partido Trabalhista que ali realizavam um acampamento...
Tinha-me deitado a questionar o meu marido e a questionar-me, horrorizada: porquê a Noruega!??? Não conseguia dormir porque não atinava na resposta.
Acordei com a resposta muito clara: por ter um governo de esquerda, democrático e por ser um país de PAZ... E como uma única pessoa, ainda mais uma pessoa fanática, fundamentalista e carregada de ódio pela democracia, pode fazer tanto dano...
Dei comigo nesse Sábado, dia 23, pela primeira vez na vida, a olhar para os olhos de uma pessoa, mesmo que tenha sido pela televisão, e a pensar, sem querer, na pena de morte. Eu que não sou fundamentalista em nada, com uma excepção: contra a pena de morte e contra o racismo e xenofobia.
Estou e continuo em choque! Querem transformar o fanático assassino em doente mental, num louco! O que ele fez é loucura, mas não é de um louco. É sim de uma pessoa consciente daquilo que é e que quer combater. É um potencial Hitler em construção!
Se a extrema direita já me assustava, se eu temo a ascensão dos fanáticos de extrema direita, agora estou ainda mais apreensiva.
Este é o retrato moral das pessoas da extrema-direita. E a extrema-direita está a proliferar na Europa!
JOÃO



Noruega
Manifesto de Breivik: cerca de 11 mil “traidores” portugueses deveriam morrer
25.07.2011 - 10:18 Por Susana Almeida Ribeiro

No manifesto de 1500 páginas atribuído a Anders Behring Breivik, o norueguês fala em campanhas de “ataque decisivo” com antraz que deveriam ter como alvo cerca de 11 mil “traidores” em Portugal (10.807). Na Alemanha esse número de traidores identificado ascenderia aos 82.820.

Algumas das imagens publicadas por Breivik (Foto: DR)

“Se conseguirmos estabelecer um laboratório na Europa e se conseguirmos o equipamento adequado, seremos capazes de lançar uma campanha de ataque decisivo. Esta operação irá envolver pelo menos 21 indivíduos (dependendo de já termos ou não a quantidade necessária de antraz) e irá requerer uma lista completa dos traidores de categoria A e B (na categoria A estariam líderes políticos e jornalistas influentes e na categoria B estariam políticos e deputados apoiantes do multiculturalismo). Para levar a cabo a tarefa, Breivik estimava que seriam precisos “entre um a dois gramas de antraz por pessoa”, que seriam expostas a esta substância letal através de cartas.

No extenso documento, Portugal (identificado como tendo uma população muçulmana variando entre os 5 e os 7 por cento) é assinalado globalmente como um país de “prioridade moderada” nos ataques anti-islâmicos, ao contrário de países como França e Alemanha, que são classificados como tendo prioridade “muito alta”.

O autor indicava anteriormente, numa tabela, a percentagem de população muçulmana existente em Portugal em 2009 (2% - 3%) e projectava a sua evolução para os anos 2030 (8%), 2050 (16%) e 2070 (32%).

Às tantas o autor refere-se a Durão Barroso. Quando se propõe a enumerar dez razões para o fim da União Europeia acaba, num dos pontos, a criticar o ex-primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, que escolheu ser secretário-geral da NATO em vez de continuar no seu posto. E depois acrescenta: “Uma coisa semelhante aconteceu em Portugal, onde o primeiro-ministro [Durão Barroso] respondeu aos apelos dos líderes da Alemanha e da França e não ao seu próprio eleitorado”.

Mais à frente, Durão Barroso é nomeado directamente, numa passagem da autoria de um Fjordman. “Em Maio de 2008, o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que o Islão faz parte da Europa e condenou o conceito de choque de civilizações. ‘O Islão faz parte da Europa. É importante percebermos isto. Não devemos ver o Islão como algo de fora da Europa. Já temos uma importante presença do Islão e de muçulmanos entre os nossos cidadãos’, disse Barroso numa conferência de imprensa. (...) Eu acho isto especialmente triste uma vez que Barroso, antes de se tornar no líder não eleito da UE, era primeiro-ministro de Portugal, um país que esteve durante séculos sob o jugo islâmico. Será que os Portugueses sentem a falta do seu estatuto de dhimmis [pessoas não-muçulmanas que vivem num país governado pela lei islâmica]?”

Adiante, o autor elabora uma tabela em que indica, por país, o grau de doutrinação a que estão sujeitos os seus cidadãos em termos de multiculturalismo. Eslováquia e Eslovénia estão no topo desta tabela que vai de 1 a 90. Portugal aparece mais ou menos a meio, com 40.

Numa parte consagrada à identificação dos partidos políticos dos diferentes países que apoiam o multiculturalismo, o autor refere as seguintes formações portuguesas que apoiarão os “marxistas culturais, os humanistas suicidas e os capitalistas globalizados”: Partido Socialista, Partido Social-Democrata, Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista "Os Verdes". Todos estes partidos estão correctamente identificados com os nomes em Português e respectiva tradução para inglês.

Mais à frente o autor enumera também os partidos portugueses nacionalistas ou “contra-imigração”: Centro Democrático e Social - Partido Popular (identificado como “moderado”), Partido Nacional Renovador, Frente Nacional (identificado como micro-partido radical), Partido Popular Monárquico e Partido da Nova Democracia.

No cenário hipotético de guerra civil e de choque civilizacional que Breivik traça para o futuro - e que teria fim em 2083 (daí o título do manifesto: "2083 - A European Declaration of Independence") - o autor enumera ainda algumas instalações vitais em Portugal, como as refinarias do Porto e de Sines, ambas assinaladas como pertencentes à Galp Energia e identificadas pela produção diária de barris de crude. É igualmente assinalado neste contexto o reactor de pesquisa pertencente ao Instituto Tecnológico e Nuclear.
Notícia actualizada às 13h06

Entrevista Francisco Louçã | Publico 24.07.11

 Para leres esta sensacional entrevista directamente do
Público,
clica na link:
Publico 24.07.11
Clica nas imagens para ampliares!

Li a entrevista e gostei muito.
O Francisco Louçã continua a ser, quanto a mim, o melhor líder político português.
Gosto de todos os fundadores do Bloco de Esquerda. Todos diferentes, à sua maneira, todos com um trabalho extraordinário ao serviço do BE e todos importantes para a coesão do Bloco.
Mas o Bloco de Esquerda sem Louçã ao leme, não será o Bloco de Esquerda.
Renovação, juventude... Tudo isso são argumentos válidos.
E a experiência de vida e sabedoria que vêm com a idade?? Não contam?!
Francisco Louçã, SEMPRE!
JOÃO

Dia 26 de Julho | Ontem Comemorou-se o Dia dos Avós | Vivam os AVÓS!



Já tem tradição entre nós, o Dia dos Avós, que é comemorado no dia 26 de Julho.

Este dia não foi escolhido ao acaso. Esta data tem um significado religioso. O dia 26 de Julho é o dia de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus Cristo. Daí a sua escolha para Dia dos Avós.

Os avós são os pilares da família e responsáveis por tratar. Tomar conta, passar valores e tradições aos seus netos. Por isso, este dia está a ter já, entre as pessoas da geração do meu filho, nascidos depois dos anos 70s, um significado de muita doçura e muito carinho.

Nunca me esqueço desta data, pois é o dia do aniversário do meu irmão, um ano mais novo do que eu. Ele fará 62 anos amanhã!

Tanto eu, como os meus irmãos, tivemos a sorte de ainda ter tido uma avó querida durante muito tempo, já com esta data a ser comemorada. Lembro-me bem de achar que era um dia bem merecido.

A minha mãe, que está a caminho dos 83 anos, tem imensos netos e bisnetos e oxalá consiga ter mais um Dia dos Avós bem passado. Este ano, se tudo correr bem, vai passar com 3 netinhas que tem a passar uns dias na sua casa. E ainda hoje vai estar com muitos dos seus netos, entre eles o meu filho, de 37 anos.

Abençoados são aqueles que podem acompanhar o crescimento dos seus netos e passar para eles o seu conhecimento adquirido...
Presto, por isso mesmo, a minha homenagem à minha mãe e a todos os restantes avós que me lêem, pois os avós são um elo importantíssimo que oferece um suporte afectivo inquestionável, pois são eles que unem toda a família.

Quando a minha mãe partir, o último quarto da minha ascendência dos seus netos e, com ela, a família não se reunirá em tão grande número.

Foi acontecendo isso à medida que os meus avós foram morrendo. Com a morte do meu pai o meu contacto com parte da família diminui bastante.

Vivam os AVÓS!

JOÃO






26 de Julho - Dia dos Avós
Mensagem da APFN -

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

26 de Julho: Mais uma data a assinalar - o Dia dos Avós!

A APFN, Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, saúda todos os Avós, membros ou não das famílias dos seus sócios.

Para todos, a APFN deseja um dia bem passado, se possível em família, e com o carinho e o reconhecimento que vos é muito justamente devido.

A APFN sabe bem que, nos dias de hoje, para muitas crianças são os Avós a única referência de estabilidade, afeto, atenção e segurança, que lhes permite crescer, quase incólumes, no meio de toda uma série de factores de risco e ameaças à sua saúde física e mental...num tempo e numa sociedade, dita civilizada (!), em que, paradoxalmente, tanto se exalta, e ao mesmo tempo tanto se despreza, a vida da criança e o tempo de ser criança.

Na verdade, é com as suas reservas de energia física, com os seus valores morais, o seu espírito de sacrifício e dedicação e, até, com as suas (quantas vezes, bem magras) economias, que muitos Avós procuram salvar os seus netos da hecatombe que os rodeia, quando, por qualquer razão - mais ou menos culposa - os pais faltam, carecem de apoios, ou falham mesmo no cumprimento das suas primeiríssimas obrigações e responsabilidades! E tudo isto num tempo em que os Avós já teriam direito a descansar um pouco mais!

Por isso nunca é demais dedicar-vos uma data em especial, salientar a importância do vosso papel nas famílias e agradecer a vossa presença entre nós! Manifestar-vos aquela gratidão que não pode, nem deve ser calada ou esquecida!

Um grande Abraço aos Avós - aos nossos e aos outros, aos presentes e aos que ainda há pouco, ou há muito, partiram e de quem tantas saudades temos! - cheio de amizade e reconhecimento, da APFN.

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Comuna: RTP, Atentados de Oslo, Autárquicas, Ongoing, Crise

Problemas em ver esta newsletter?

 
 



O segredo é a alma...
A informação é um importante factor de poder - quando esta
é secreta, mais ainda. A crescente governamentalização dos
serviços secretos é um perigo para a democracia. As recentes            
notícias que envolvem as secretas, o governo e, até, uma
alegada "guerra" entre a Ongoing e o Expresso, são sinal
desse perigo. O controlo parlamentar é necessário.
Frase do dia, 26 de junho de 2011,
Bruno Góis
A novela da privatização da RTP, marxismo e o fim da modernidade portuguesa

O que você deveria saber sobre a RTP, mas a Ongoing não lhe conta: (...)
Artigo de Paulo Mendes, sindicalista e funcionário da RTP

Dívida externa: o povo é que paga?

PS, PSD e CDS chumbaram (...) auditoria à dívida externa portuguesa.
Artigo de José Castro

Foi com consternação, choque, muita tristeza mas sem surpresa que acompanhei os acontecimentos horrorosos na Noruega.
Artigo de Rui Abreu
          
Temos de estar atentos e politicamente atuantes, pois ressurge perigosamente uma política da "xenofobia razoável" (...)
Artigo de Bruno Góis

Aprofundar a democracia local*

A acção política independente do Bloco é essencial para combater a despolitização da vida autárquica
Artigo de Alberto Matos

Da Europa fetal à Europa fatal
          
A exclusão e as desigualdades são as armas do capitalismo egoísta e ganancioso que já deixou de fingir que cuida de nós…
Artigo de Paulo Cardoso


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Francisco Louçã: "O Bloco tem razão: não se podem Pagar Juros Abusivos" | Vídeo

Deixo um vídeo com uma intervenção de Francisco Louçã, o coordenador do Bloco de Esquerda.
JOÃO

Louçã: "O Bloco tem razão:
não se podem pagar juros abusivos"

Carregado por em 24 de Jul de 2011
Numa sessão ao ar livre no Furadouro, Francisco Louçã defendeu a renegociação da dívida e criticou as opções do governo de Passos Coelho, que agrava a recessão e vai deixar a economia mais incapaz de recuperar da asfixia prevista pelo memorando da troika.

Info Esquerda.Net | Custo das PPP Rodoviárias Derrapa para 1.160 Mlhões de Euros em 2011

Tem dificuldade em ver este Email?


Custo das PPP rodoviárias derrapa
para 1.160 milhões de euros em 2011
 Os encargos com as parcerias público-privadas
(PPP) rodoviárias aumentam 148%, face aos
gastos previstos no orçamento de Estado para
2011 e estão a custar ao Estado cerca de 3,2
milhões de euros por dia.
Ler mais.


"Foram acções atrozes, mas necessárias",
diz o autor do massacre norueguês

Anders Breivik, autor do atentado de Oslo
e do massacre na ilha do acampamento
dos jovens trabalhistas, diz que agiu
sozinho. Num texto que lançou online
pouco antes de lançar o terror, o assassino
de extrema-direita apelou a uma "grande
guerra contra o Islão e o marxismo". E
também tem referências à política
portuguesa.
Ler mais.

Dossier Escutas do império Murdoch
Um grupo mediático controla e amedronta
o poder político. Durante anos, conseguiu
espiar ilegalmente a vida de muita gente em
Inglaterra. Manteve ligações próximas ao  
primeiro-ministro David Cameron, que
contratou um dos implicados no escândalo
para o governo e negociava a entrega da
maior rede de pay-TV do país a Rupert
Murdoch | Dossier organizado por Luís 
Branco.
Ver Dossier.

"As crianças mais frágeis foram deixadas pelo caminho"

Somália é o epicentro de uma seca que
devastou o Corno de África nos últimos 18
meses, que foi qualificada por organizações
humanitárias como a pior em 60 anos.
Por Abdurrahman Warsameh, da IPS.
Ler mais.

Este governo traz "favores e empregos
para os amigos"











Numa sessão ao ar livre no Furadouro,
Francisco Louçã criticou a escolha do governo
de colocar militantes do PSD e CDS na
administração da Caixa Geral de Depósitos.
O Bloco insiste na necessidade de renegociar
a dívida e diz que o governo erra em agravar
a recessão.
Ler mais.

A Pequena Depressão
Paul Krugman







As negociações de dívida, se derem certo,   
repetirão o grande erro de 1937: opção
prematura por contração fiscal freará a
recuperação.
Ler mais.

domingo, 24 de julho de 2011

Fernando Tordo e Amy Winehouse | Vídeos de Homenagem de Fernando Tordo a Amy Winehouse

Amy Winehouse [1983/2011]



Fernando Tordo escreveu no Facebook, há 6 horas, portanto ontem, Sábado, no dia em que Amy Winehouse apareceu morta:
«Triste, muito triste. E se não fosse a idade que me traz pacificação, estaria danado com quem deixou a Amy Winehouse mais uma vez sozinha; desta vez foi fatal, o fim. Acabou-se a droga, o álcool; mas pior do que tudo foi ter acabado uma originalidade, uma força tão frágil e tão bela. Dediquei-lhe uma canção -" Amy " - gravada há mais de um ano e que faz parte do meu próximo álbum, "Por este andar", com arranjo do Pedro Duarte. Não me ouviu; a Amy não ouviu um tipo insignificante, que a admirava muito e que sabia que ela só tinha dois caminhos. Hoje, ela escolheu um deles. ftordo»
Eu comentei:
Maria João Baptista Silva Fernando Tordo, toda a admiração que sente pela Amy Winehouse eu sinto por si. Por isso não gosto que se apelide de "tipo insignificante".
Acredito que esteja revoltado.
Hoje é um dia de muita revolta. Eu estou tão revoltada pelo "tipo insignificante" que matou, pelo menos, 92 pessoas na Noruega...
Também sinto revolta por uma jovem brilhante que perdeu a vida que levou em desespero ao ponto de arriscar tudo para acabar com essa vida.
Abraço
JOÃO

Agora vou deixar 2 vídeos de Fernando Tordo a cantar a mesma canção sobre Amy Winehouse. Espero gostem como eu gostei.
Mostra a imensa sensibilidade que Fernando Tordo tem e a extraordinária admiração que tinha pela artista agora desaparecida.
JOÃO
Amy (Winehouse)
Carregado por em 16 de Jul de 2010
Música e Letra de Fernando Tordo. Arranjos de Pedro Duarte
Fernando Tordo canta "Amy (Winehouse)"
Carregado por em 23 de Jul de 2010
Fernando Tordo canta "Amy (Winehouse)"em A de Autor
RTP2 | 22 Jul 2010

O texto da canção é a vida de Amy Winehouse que foi, no início da sua carreira, uma cantora extraordinária.
Dona de uma potente e invejável voz, Amy Winehouse ascendeu ao estrelato, em 2006, com o álbum "Back to Black". Conseguiu entrar no Guinness ao tornar-se a cantora a ganhar mais prémios numa única cerimónia dos Grammy's, em 2008.
Apesar de um futuro que poderia ser brilhante, Amy Winehouse, que chegou tantas vezes aos Tops Internacionais, esteve várias vezes internada em clínicas de reabilitação devido a excesso de álcool e problemas associados com drogas, tendo desiludido muitos dos seus fãs por causa de más prestações em palco, pois era visível o estado de intoxicação com que actuava e as suas péssimas prestações.
É esta realidade que está na letra de Fernando Tordo. A dor de não a poder ajudar. A sensação de impotência de sentir uma jovem tão talentosa, no seu desespero, dar cabo da sua vida sem conseguir uma ajuda ou a força que deveria vir de dentro de si mesma para se salvar.
Ela estava avisada, pelos médicos, que o fim seria este se ela não se reabilitasse.
JOÃO

Entrevista a Mário Tomé | Vídeo "Baseado Numa História Verídica" | Sapo Vídeos

Uma entrevista muito interessante de Mário Tomé!
Uma história de vida!
Gostei muito e penso que os mais jovens deveriam ver para terem noção de outras realidades do antes do 25 de Abril de 1974.Clica no link que te deixo para veres o vídeo ou copia a linha com o endereço para o teu browser.
http://videos.sapo.pt/CyNGyDZ8zKk8GN8lpQqG
JOÃO
Entrevista a Mário Tomé
Sapo Vídeos
Para veres o vídeo, clica AQUI!
DESCRIÇÃO: Histórico líder da UDP, militar de Abril, coronel na reforma e militante activo do Bloco de Esquerda, Mário Tomé continua um homem de convicções fortes. Para a maior parte das pessoas, ele será sempre o Major Tomé.

14º episódio da 1ª temporada do programa "Baseado Numa História Verídica".

Convidado da semana: Mário Tomé.

"Baseado Numa História Verídica" vai para o ar todos os sábados à noite, no canal Q, estando também disponível no On Demand.

sábado, 23 de julho de 2011

Morreu Amy Winehouse [1983-2011] | Vídeo

Amy Winehouse [1983-2011]

A cantora britânica Amy Winehouse foi hoje, aos 27 anos de idade, encontrada morta na sua casa em Londres.
Dona de uma potente e invejável voz, Amy Winehouse ascendeu ao estrelato, em 2006, com o álbum "Back to Black".  Conseguiu entrar no Guinness ao tornar-se a cantora a ganhar mais prémios numa única cerimónia dos Grammy's, em 2008.
Apesar de um futuro que poderia ser brilhante, Amy Winehouse, que chegou tantas vezes aos Tops Internacionais, esteve várias vezes internada em clínicas de reabilitação devido a excesso de álcool e problemas associados com drogas, tendo desiludido muitos dos seus fãs por causa de más prestações em palco, pois era visível o estado de intoxicação com que actuava e as suas péssimas prestações.
Foi muito avisada pelos médicos do risco de vida que corria.
Deixo dois vídeos com uma única canção que, para mim, é a mais problemática dela, pois a canção fala da necessidade de ela ir para clínica de reabilitação e não querer ir...

Era uma canção que eu ouvia no carro com o meu filho, quando eu ainda trabalhava e, às vezes, apanhava boleia dele. E sempre que ouvia esta canção, eu sentia que a cantora se ia dar mal... Muito mal! O meu filho ria-se de mim.
Foi uma pena Amy Winehouse não ter ido para a reabilitação... As vezes que tivessem sido necessárias!
Muito jovem para se morrer vítima de uma vida de desespero, de álcool e de drogas!
JOÃO


Carregado por em 23 de Dez de 2009

Music video by Amy Winehouse performing Rehab.
YouTube view counts pre-VEVO: 3,993,824. (C) 2006 Universal Island Records Ltd. A Universal Music Company.

Amy Winehouse Rehab (tradução)
- ao vivo em Londres -

Carregado por em 1 de Abr de 2008

Legendas em português para Rehab, ao vivo em Londres