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sábado, 14 de maio de 2011
Justiça na Economia | Sétima Proposta das 20 Que o Bloco de Esquerda Tem Para Apresentar: Salvar o Serviço Nacional de Saúde | Uma das Prioridades!
Salvar o Serviço Nacional de Saúde é, de facto, uma das prioridades do Bloco de Esquerda, mas também é um dos maiores anseios da população portuguesa que vê o SNS um direito que está a ser delapidado...
É uma vergonha que não consigam manter o SNS bem estruturado, bem administrado e organizado, com medidas capazes e sérias, que visem em beneficiar o utente e não as parcerias privadas, como já vai sendo feito. É o Estado Social a não cumprir e a falhar! Mas o Bloco de Esquerda não vai deixar de salvar o SNS! JOÃO
Salvar o SNS, sétima proposta do Bloco
Helena Pinto apresenta medidas para garantir um médico de família para todos, e para gastar menos dinheiro com os medicamentos, com a obrigatoriedade de prescrição de medicamentos pelo nome genérico.
Artigo | 13 Maio, 2011 - 18:33
Numa visita à extensão do centro de saúde em Santa Iria da Azóia, a deputada Helena Pinto apresentou a sétima das vinte propostas que o Bloco de Esquerda está apresentar, em vinte dias.
A proposta, na verdade um conjunto de propostas, tem como objectivo salvar o Serviço Nacional de Saúde, em perigo diante dos ataques do governo e das propostas privatizadoras do PSD.
A primeira proposta, neste âmbito, é a obrigatoriedade de prescrição de medicamentos por DCI (nome genérico) , a possibilidade do utente optar por um genérico mais barato , e o fim das farmácias privadas nos hospitais do SNS, acompanhada pela dispensa de medicamentos, pelos serviços farmacêuticos dos hospitais do SNS, aos utentes das urgências e das consultas externas .
“O governo não incentivou a prescrição e o consumo de medicamentos genéricos. É por isso que continuamos na cauda da Europa, relativamente à quota de genéricos. Com apenas 20% de quota de mercado para os genéricos, bastante longe dos mais de 50% da maioria dos outros países da UE, desperdiçamos anualmente mais de 200 milhões de euros, sem qualquer ganho de saúde”, afirma o Bloco de Esquerda. A proposta terá como resultado poupar 100 milhões ao Estado e 200 milhões às famílias.
Por outro lado, o Bloco apresentou a proposta “Um médico de família para todos”.
A proposta responde à crise de falta de médicos no SNS. “Em cinco anos, o SNS perdeu quase 3000 médicos, um número muito acima das previsões oficiais”, apontam os bloquistas. E, nos próximos 10 anos, podem ser mais 7500 os que abandonam por idade o SNS, de acordo com as mesmas previsões.
O Bloco defende, para enfrentar esta situação, a criação de um programa nacional de emergência, que permita atribuir médico de famílias a todos os portugueses que o pretendam, no prazo máximo de um ano, a realização de um recenseamento nacional que permita identificar o número de portugueses que não têm mas pretendam ter médico de família, e a regularização das listas de inscritos nos centros de saúde.
Defende ainda o regresso dos médicos reformados ao SNS, o alargamento voluntário das listas de utentes dos médicos de família, a criação de novas regras para a inscrição e actualização das listas dos utentes dos médicos de família.
Os bloquistas propõem também que seja garantida vaga no internato de especialidade e que o SNS contrate os estudantes portugueses em faculdades de medicina no estrangeiro (cerca de 1.200) para promover o seu regresso.
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