Já escrevi sobre este tema no post:
"Revisionismo Inaceitável da História | Crianças Vestem Fardas da Mocidade para Reviver 100 anos de República | Uma Afronta à Democracia!!!"
Para veres todos os textos - o meu comentário e 3 textos fantásticos - sobre o assunto em título, clica AQUI.
JOÃO
"Revisão inaceitável da História"
Deputado bloquista critica comemoração da República em Aveiro que envolve desfile de crianças envergando a farda da extinta Mocidade Portuguesa e fazendo a saudação fascista.
Artigo | 8 Junho, 2010 - 19:57
O deputado Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, criticou a evocação da Mocidade Portuguesa numa cerimónia comemorativa do Centenário da República, prevista para ocorrer em Aveiro, considerando-a “uma revisão inaceitável da História”.
O evento está previsto para esta quarta-feira em praças e ruas de Aveiro, e faz parte das comemorações do centenário da República em Portugal. Mais de 1200 crianças de quatro jardins-de-infância e cinco escolas do 1.º ciclo do município participam. Entre os grupos que representam instituições ou personalidades da República, algumas dezenas de crianças irão marchar com a farda da extinta Mocidade Portuguesa, organização de enquadramento da juventude que existia no regime fascista.
Segundo o Diário de Aveiro, Alcina Moura, professora e coordenadora do projecto de comemoração da efeméride argumenta que apenas um pai se manifestou contra a participação da filha com aquela idumentária (que inclui um cinto com a fivela em forma de “S”, de Salazar), mas afirma que foi um caso isolado entre os alunos e alunas de três turmas do quarto ano da escola do 1º ciclo das Barrocas escolhidas para tomar parte na parada envergando réplicas de fardas, a entoar o hino da Mocidade e de mão esticada (saudação fascista).
“Como se percebe pelas palavras do próprio director do agrupamento, o que está em causa, e cito, é um belo momento de revisão da História. Vão fazer um momento de apresentação de revisão da História portuguesa aos aveirenses e isso é algo que nos choca”, afirmou o deputado bloquista.
Soares recordou que naquele distrito “existiram muitas pessoas que lutaram contra o fascismo e contra o Estado Novo, algumas delas foram presas, outras torturadas”.
Para Pedro Filipe Soares, este processo de revisão, feito por aqueles que são acríticos da História, “é um processo completamente inaceitável”.


Fica mais um texto sobre o tema em título.
ResponderEliminarJOÃO
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QUEREM "LAVAR" A HISTÓRIA ...
Este ano comemora-se o centenário da República portuguesa.
Primeira pergunta: a república começou em 1910 e continuou, sem interrupção, até aos dias de hoje?
Formalmente, sim!
Mas, na prática, o regime do chamado "Estado Novo" prolongou a República ou interrompeu-a?
Em Aveiro, terá lugar, amanhã, um desfile público onde, a propósito do centenário da República, desfilarão meninos "mascarados" com a farda da salazarista "Mocidade Portuguesa" ... será que faz algum sentido homenagear a República centenária com símbolos de um período de ditadura policial, autoritária e fascista?
Quantos dos figurantes que incluirão o desfile sabem que a "Mocidade Portuguesa" é irmã gémea da polícia política, foi uma muleta, com a Legião Portuguesa, do fascismo salazarista ?
A "Mocidade Portuguesa" não é só a exibição de uma farda!
É claro que Salazar existiu. Não pode ser ignorado! É claro que a PIDE existiu. Não pode ser ignorada! É claro que a repressão existiu, sob multiplas formas. Não pode ser ignorada! É claro que a Mocidade Portuguesa existiu. Não pode ser ignorada!
A grande questão, é que ao fim de 36 anos depois do 25 de Abril e do retomar do espírito republicano, cheira muito a lavagem ... e há um deficit imenso de preservação da memória que não esquece a repressão, as prisões políticas, a censura, ... , a par de uma informação muito retocada e arranjadinha sobre os anos do fascismo que também dava pelo nome de "Estado Novo" ...
Publicada por Tribuna Socialista em 6/08/2010 02:29:00
por João Pedro Freire