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segunda-feira, 28 de julho de 2014
Info ESQUERDA.NET | Ataque Israelita Já Fez Mais de Mil Mortos em Gaza
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Info ESQUERDA.NET | "O CDS Era o Partido dos Pensionistas e Agora é o Partido do Ataque aos Pensionistas" | Outros Temas
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Síndrome de Pânico | Aprendendo a Viver Com Ataques de Pânico... | Maria João A. B. Silva
Vou tentar retomar, pouco a pouco, as minhas actividades no computador.
Mas deixo uma nota que escrevi, no passado dia 6 de Fev, no Facebook, , relatando um dos ataques de pânico que tive recentemente, e tentando chamar a atenção para que esta doença, o síndrome de pânico, que se torna incapacitante, por vezes, por períodos de tempo alargados e constantes, tenha o reconhecimento público que merece.
Saudações da
JOÃO
Aprendendo a Viver com Ataques de Pânico...
por Maria João Baptista Silva a Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013 às 21:45
Como estás, Maria João? Inquiriu-me o Facebook.
Que pergunta, Facebook! Há dias escrevi que estava com uma depressão grave... Episódios de subida de tensão arterial ao ponto de uma “descarga eléctrica”... E outros de descida ao ponto de quase morrer como um passarinho...
Muitas angústias. Imensos ataques de pânico! Se sair da minha zona de conforto, que é a minha cas(c)a, então há crise na certa.
Ontem foi demais! O médico, na última urgência, aumentou-me o tratamento para a depressão e ansiedade e disse-me que tomasse sempre o meu SOS comprimido assim que sentisse que poderia estar a começar um ataque de pânico.
Ontem não fiz isso. Tomei a medicação ao pequeno almoço e saí para Lisboa. Quando saí de casa já não conseguia ouvir a conversa que o meu marido estava a ter comigo. Não aguentava a música. Um sinal de SOS imediatamente! esqueci! esqueci mesmo! E ele nem me lembrou quando eu disse que estava mal... Que não conseguia ouvir nada... Tudo me incomodava. Que me desculpasse.
Ontem, tive dos piores episódios de pânico que me lembre. E estava só, numa loja. Saí e fui para outra, pensado que a distracção me ajudasse. Esqueci o mais importante! estava em pânico! Já não encontrava o cartão MB que estava dentro da carteira, no local do costume, mas fora da ordem, carteira atada à mala, como sempre, com chaves e tudo o que não posso perder...
Não achava o telemóvel para pedir ajuda ao marido que estava a almoçar e me tinha deixado só porque lhe pedi e prometi ir ter com ele... Logo o TM que anda numa bolsinha própria, à tiracolo, para não perder, também...! A bolsa estava lá, claro. Mas onde estava o TM?!
Depois de pedir muitas desculpas à senhora da segunda loja, lá encontrei o telemóvel dentro da minha mala, num lugar que não era o dele. Consegui falar para o meu marido para saber se nas minhas coisas que lhe dei para guardar estava o meu cartão MB. Foi uma conversa difícil, complicada, com o homem à beira de uma ataque de nervos, revoltando tudo o que tinha meu, inclusive uma pasta cheia de bolsos e documentos... Eu já conseguia chorar – haja Deus! – porque se eu chorar vou ficando melhor, sem nunca me lembrar do meu SOS que nunca devia esquecer... O pânico a apoderar-se! A sensação de loucura, de desnorte, de morte imediata... Ao TM com o meu marido, saio de uma loja deixando lá coisas da minha mala e vou para a loja onde tinha estado. Lembro-me de estar aflita com medo que a loja tivesse fechado às 13:00 horas. Entrei e perguntei pelo meu cartão MB. Chorava, falava ao telefone. Não aguentava as dores na minha perna esquerda, aquela que me impede de ir às manifestações...
Sentaram-me! Uma das senhoras que me tinha atendido falou comigo com afecto, cuidado e pediu permissão para mexer na minha mala e puxou a corrente de onde saem várias correntes com chaves, carteira e outros... Mexeu na minha carteira e procurou, como eu tinha feito, e achou o meu cartão de multibanco... Eu sei que no meio de tudo aquilo pedi desculpa, expliquei que estava aflita, em pânico e ela falou em medicamento. Lá estava o que eu tinha esquecido: o comprimido SOS para eu mastigar. Solucei e, com a ajuda dela, consegui encontrar a carteira dos medicamentos para o pânico e para o coração. Mastiguei um e chorei...chorei... pedi desculpa vezes sem conta. Lá fui melhorando e, quando ia a sair, ao olhar a senhora nos olhos para lhe agradecer, vi a senhora a chorar de aflição por me ver assim. Lembro-me de ela me dizer: uma senhora com uma cara tão bonita a chorar dessa maneira. Tem que tentar controlar-se. Controlar-me!? Fiquei assim desde que o meu pai faleceu. Não sabia o que era. Tinha ataques que me impediam de ter dias normais, sem crises. Mas desconhecia a doença. E, só muito mais tarde, em tratamento com um psicóloga, é que me foi diagnosticada como Síndrome de Pânico.Voltei para a outra loja e apareceu o meu marido. Entretanto eu tinha-lhe dito que tinham-me achado o cartão. E ele veio à minha procura, loja por loja, até dar comigo.
Quando olhei para a cara daquele homem de 72 anos, tão aflito por minha causa, pedi-lhe desculpa vezes e vezes sem conta.
Ele pagou o que eu tinha comprado e arrumou tudo, pegou nas coisas e agradecemos à senhora da loja que chorava, também.
Nunca tal tinha acontecido antes!!! E há anos que tenho isto. As pessoas perdem a paciência, gritam comigo, tratam-me mal, às vezes, a ponto de eu ter que ir para o hospital.
Ontem não. Ou o síndrome de pânico já é reconhecido, já está mais divulgada, ou as pessoas estão são mais simpáticas em Lisboa, nas lojas pequenas. Nunca vi ninguém chorar ao me verem em ataque de pânico. Nem a família! A maioria dos familiares nem respeita ou não entende. E já sofri muito por isso. Muito mesmo. E os familiares que mais mal me fazem são os mais instruídos, alguns mesmo com mestrados e doutoramentos...A minha mãe, que tem 85 anos, não tem percebido muito bem. Mas vai estando mais consciente de que eu tenho um problema que não se cura. Que é recorrente. Ao contar-lhe o que me aconteceu, pelo Skype, ela disse: ainda bem que não tenho essa doença!
Foi bom sentir que a minha mãe já vai entendendo aquilo por que eu vou passando e as razões de eu não participar em certos eventos...Espero que esta descrição, pobre na escrita, mas verdadeira, sirva para sensibilizar as pessoas às mazelas da mente, que podem ser sufocantes, quase mutiladoras, pois podem impedir que uma pessoa viva sem sobressaltos. O pânico vem sem avisar e sem causa aparente!
Espero não me esquecer que ele vem e, ao mínimo sinal, tomar o meu SOS.
JOÃO
Que pergunta, Facebook! Há dias escrevi que estava com uma depressão grave... Episódios de subida de tensão arterial ao ponto de uma “descarga eléctrica”... E outros de descida ao ponto de quase morrer como um passarinho...
Muitas angústias. Imensos ataques de pânico! Se sair da minha zona de conforto, que é a minha cas(c)a, então há crise na certa.
Ontem foi demais! O médico, na última urgência, aumentou-me o tratamento para a depressão e ansiedade e disse-me que tomasse sempre o meu SOS comprimido assim que sentisse que poderia estar a começar um ataque de pânico.
Ontem não fiz isso. Tomei a medicação ao pequeno almoço e saí para Lisboa. Quando saí de casa já não conseguia ouvir a conversa que o meu marido estava a ter comigo. Não aguentava a música. Um sinal de SOS imediatamente! esqueci! esqueci mesmo! E ele nem me lembrou quando eu disse que estava mal... Que não conseguia ouvir nada... Tudo me incomodava. Que me desculpasse.
Ontem, tive dos piores episódios de pânico que me lembre. E estava só, numa loja. Saí e fui para outra, pensado que a distracção me ajudasse. Esqueci o mais importante! estava em pânico! Já não encontrava o cartão MB que estava dentro da carteira, no local do costume, mas fora da ordem, carteira atada à mala, como sempre, com chaves e tudo o que não posso perder...
Não achava o telemóvel para pedir ajuda ao marido que estava a almoçar e me tinha deixado só porque lhe pedi e prometi ir ter com ele... Logo o TM que anda numa bolsinha própria, à tiracolo, para não perder, também...! A bolsa estava lá, claro. Mas onde estava o TM?!
Depois de pedir muitas desculpas à senhora da segunda loja, lá encontrei o telemóvel dentro da minha mala, num lugar que não era o dele. Consegui falar para o meu marido para saber se nas minhas coisas que lhe dei para guardar estava o meu cartão MB. Foi uma conversa difícil, complicada, com o homem à beira de uma ataque de nervos, revoltando tudo o que tinha meu, inclusive uma pasta cheia de bolsos e documentos... Eu já conseguia chorar – haja Deus! – porque se eu chorar vou ficando melhor, sem nunca me lembrar do meu SOS que nunca devia esquecer... O pânico a apoderar-se! A sensação de loucura, de desnorte, de morte imediata... Ao TM com o meu marido, saio de uma loja deixando lá coisas da minha mala e vou para a loja onde tinha estado. Lembro-me de estar aflita com medo que a loja tivesse fechado às 13:00 horas. Entrei e perguntei pelo meu cartão MB. Chorava, falava ao telefone. Não aguentava as dores na minha perna esquerda, aquela que me impede de ir às manifestações...
Sentaram-me! Uma das senhoras que me tinha atendido falou comigo com afecto, cuidado e pediu permissão para mexer na minha mala e puxou a corrente de onde saem várias correntes com chaves, carteira e outros... Mexeu na minha carteira e procurou, como eu tinha feito, e achou o meu cartão de multibanco... Eu sei que no meio de tudo aquilo pedi desculpa, expliquei que estava aflita, em pânico e ela falou em medicamento. Lá estava o que eu tinha esquecido: o comprimido SOS para eu mastigar. Solucei e, com a ajuda dela, consegui encontrar a carteira dos medicamentos para o pânico e para o coração. Mastiguei um e chorei...chorei... pedi desculpa vezes sem conta. Lá fui melhorando e, quando ia a sair, ao olhar a senhora nos olhos para lhe agradecer, vi a senhora a chorar de aflição por me ver assim. Lembro-me de ela me dizer: uma senhora com uma cara tão bonita a chorar dessa maneira. Tem que tentar controlar-se. Controlar-me!? Fiquei assim desde que o meu pai faleceu. Não sabia o que era. Tinha ataques que me impediam de ter dias normais, sem crises. Mas desconhecia a doença. E, só muito mais tarde, em tratamento com um psicóloga, é que me foi diagnosticada como Síndrome de Pânico.Voltei para a outra loja e apareceu o meu marido. Entretanto eu tinha-lhe dito que tinham-me achado o cartão. E ele veio à minha procura, loja por loja, até dar comigo.
Quando olhei para a cara daquele homem de 72 anos, tão aflito por minha causa, pedi-lhe desculpa vezes e vezes sem conta.
Ele pagou o que eu tinha comprado e arrumou tudo, pegou nas coisas e agradecemos à senhora da loja que chorava, também.
Nunca tal tinha acontecido antes!!! E há anos que tenho isto. As pessoas perdem a paciência, gritam comigo, tratam-me mal, às vezes, a ponto de eu ter que ir para o hospital.
Ontem não. Ou o síndrome de pânico já é reconhecido, já está mais divulgada, ou as pessoas estão são mais simpáticas em Lisboa, nas lojas pequenas. Nunca vi ninguém chorar ao me verem em ataque de pânico. Nem a família! A maioria dos familiares nem respeita ou não entende. E já sofri muito por isso. Muito mesmo. E os familiares que mais mal me fazem são os mais instruídos, alguns mesmo com mestrados e doutoramentos...A minha mãe, que tem 85 anos, não tem percebido muito bem. Mas vai estando mais consciente de que eu tenho um problema que não se cura. Que é recorrente. Ao contar-lhe o que me aconteceu, pelo Skype, ela disse: ainda bem que não tenho essa doença!
Foi bom sentir que a minha mãe já vai entendendo aquilo por que eu vou passando e as razões de eu não participar em certos eventos...Espero que esta descrição, pobre na escrita, mas verdadeira, sirva para sensibilizar as pessoas às mazelas da mente, que podem ser sufocantes, quase mutiladoras, pois podem impedir que uma pessoa viva sem sobressaltos. O pânico vem sem avisar e sem causa aparente!
Espero não me esquecer que ele vem e, ao mínimo sinal, tomar o meu SOS.
JOÃO
Síndroma do Pânico
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Info Esquerda.Net "Pedimos ao País que se Levante Contra Este Ataque ao Estado Social" | Outros...
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Info Esquerda.Net | Semana de Protesto do Setor da Restauração (19 a 27 de novembro) | Outros Temas
Semana de protesto do setor da restauração (19 a 27 de novembro)![]() De 19 a 27 de novembro decorre a semana de luta do setor da restauração, convocada pelo movimento nacional de empresários da restauração (MNER). O dia 19 de novembro, esta segunda feira, foi declarado o "Dia Nacional Sem Restaurantes". Os empresários da restauração lutam pela baixa do IVA, contra o encerramento de empresas e a destruição de milhares de postos de trabalho.Ler mais. Eleições em Israel, ataque a Gaza Nuno Moniz O Governo de Israel decidiu novamente virar o seu internacionalmente patrocinado poderio militar para a Faixa de Gaza com duas mensagens. Uma para a comunidade internacional e a segunda para os eleitores em Israel: confiem em nós porque não temos medo de fazer chover bombas em Gaza.Ler mais.Estudantes do ensino superior artístico juntam-se à Manifestação de 22 de novembro As associações de estudantes da ESMAE (Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo - Porto) e da ESTC (Escola Superior de Teatro e Cinema – Lisboa) condenam o ataque do governo ao ensino superior e apelam à mobilização de todos os estudantes de artes para a Manifestação Nacional do Ensino Superior, no dia 22 de novembro.Ler mais."A Greve Geral mostrou que o Governo está isolado" Marisa Matias defende que as cenas de violência em São Bento não podem abafar uma das maiores greves gerais de sempre e quer que o ministro Miguel Macedo - que falou em "meia dúzia de profissionais da desordem" - explique como se chegou a uma centena de feridos na carga policial.Ver vídeo.Dossier: VIII Convenção do Bloco Neste dossier, republicamos as notícias e vídeos do esquerda.net sobre a VIII Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, incluindo as referentes ao comício internacional que juntou em Lisboa partidos da esquerda europeia unidos contra a austeridade.Ler mais.Chomsky e colegas denunciam cobertura mediática sobre Gaza Num artigo com o título "A cobertura dos média sobre Gaza: nós sabemos!", Noam Chomeky e outros linguistas denunciam a manipulação do noticiário pela grande imprensa para camuflar o massacre do povo palestiniano, apelam aos jornalistas para que não sirvam de joguetes e para que as pessoas se informem pelos média independente. Ler mais."Nenhum sistema é para sempre", entrevista a Wallerstein (1ª parte) O sociólogo Immanuel Wallerstein deu uma longa entrevista ao professor coreano Lee Su-hoon, que publicaremos no esquerda.net em duas partes, tal como no jornal sul-coreano Hankioreh. Nesta primeira parte, Wallerstein afirma que "estamos numa crise estrutural da economia capitalista mundial desde os anos 1970" e que ela vai continuar durante muito tempo. O sociólogo aborda com pormenor a atual crise europeia. Ler mais.![]() 19 de novembroCiclo de Conferências: Ideias políticas, pensamento económico - da grande depressão aos dias de hojeO neoliberalismo não é um slogan, história de uma ideia com mercado, por João Rodrigues, CES-UC. Organização: Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.Lisboa, FCSH-UNL, Torre B, Sala T16, 18h30. 20 de novembroCurso Livre: Pensamento Crítico e Cultura ContemporâneaEm torno de George Steiner: nem raça, nem religião nem nação- mas judeu ainda assim, por Regina Guimarães e Saguenail.Inscrições para: portocultra@gmail. Organização: Cultra Porto. Porto, Maus Hábitos (Rua Passos Manuel 178, 4º), 21h30. 21 de novembroColóquio "O Mito dos Governos Técnicos na I República Portuguesa (1910-1017) - II"Organização: Grupo de Trabalho sobre a I República. Instituto de História Contemporânea. Coordenaçao: Ernesto Castro Leal e Luís Farinha.Lisboa, Instituto de História Contemporânea - sala multiusos 2 4º Av de Berna, I. 22 de novembroExpulsar a troika, recusar o orçamento – 6 medidas fundamentais para a economiaCom João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda.Ver cartaz. Coimbra, Casa Municipal da Cultura (R Pedro Monteiro), 21h30 Curso Livre: Pensamento Crítico e Cultura ContemporâneaEm torno de George Steiner: nem raça, nem religião nem nação- mas judeu ainda assim, por Regina Guimarães e Saguenail.Inscrições para: portocultra@gmail. Organização: Cultra Porto. Porto, Maus Hábitos (Rua Passos Manuel 178, 4º), 21h30. | ![]() |
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