| ||||||
Mostrar mensagens com a etiqueta Mario Tomé. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mario Tomé. Mostrar todas as mensagens
sábado, 1 de setembro de 2012
A COMUNA | RTP, Código do Trabalho, Democracia e Esquerda na Comuna Desta Semana
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Comuna Semanal: Eleições em França, Austeridade, 25 de Abril e Democracia
| |||||||||||||||||||||
domingo, 24 de julho de 2011
Entrevista a Mário Tomé | Vídeo "Baseado Numa História Verídica" | Sapo Vídeos
Uma história de vida!
Gostei muito e penso que os mais jovens deveriam ver para terem noção de outras realidades do antes do 25 de Abril de 1974.Clica no link que te deixo para veres o vídeo ou copia a linha com o endereço para o teu browser.
http://videos.sapo.pt/CyNGyDZ8zKk8GN8lpQqG
JOÃO
Convidado da semana: Mário Tomé.
"Baseado Numa História Verídica" vai para o ar todos os sábados à noite, no canal Q, estando também disponível no On Demand.
Gostei muito e penso que os mais jovens deveriam ver para terem noção de outras realidades do antes do 25 de Abril de 1974.Clica no link que te deixo para veres o vídeo ou copia a linha com o endereço para o teu browser.
http://videos.sapo.pt/CyNGyDZ8zKk8GN8lpQqG
JOÃO
Entrevista a Mário Tomé
Sapo Vídeos
Para veres o vídeo, clica AQUI!
DESCRIÇÃO: Histórico líder da UDP, militar de Abril, coronel na reforma e militante activo do Bloco de Esquerda, Mário Tomé continua um homem de convicções fortes. Para a maior parte das pessoas, ele será sempre o Major Tomé.
14º episódio da 1ª temporada do programa "Baseado Numa História Verídica".
14º episódio da 1ª temporada do programa "Baseado Numa História Verídica".
Convidado da semana: Mário Tomé.
"Baseado Numa História Verídica" vai para o ar todos os sábados à noite, no canal Q, estando também disponível no On Demand.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Mário Tomé: Ei! Pessoal! | "Tenho orgulho em ser militante deste partido, o BE, e dos políticos que estão investidos democraticamente para no dia a dia o orientarem."
"Tenho orgulho em ser militante deste partido, o BE, e dos políticos que estão investidos democraticamente para no dia a dia o orientarem."
Mário Tomé
Mário Tomé,
Este artigo ajudou-me a ter a certeza que o Bloco está para ficar, apesar de tudo o que ontem ouvi, ou seja, previsões da dissolução do Bloco de Esquerda.
Não acreditei nelas. Mas senti muita dor com a perda de metade do nosso Grupo Parlamentar, homens e mulheres que eu considero com muito carinho pelo extraordinário e incansável trabalho, empenho, dedicação, entrega e profundo sentido de serviço público.
O Mário Tomé escreveu um extraordinário artigo, como sempre.
Obrigada!JOÃO
Notas de
Mário Tomé
no Facebook
Mário Tomé
no Facebook
Um governo, uma maioria, um presidente! Finalmente o sonho do Sá Carneiro, o maior golpista que apareceu na política nacional, e lançou o marcelismo sem Marcello que hoje perdura no PSD. Mas os espertos dos jornalistas e comentadores esquecem-se de dizer o principal: desde que Cavaco foi eleito presidente já havia, informalmente, um governo, uma maioria um presidente que finalmente se formalizou no esplendor da sua humilhante nulidade: o programa da Troika, do FMI!
Para uma boa parte dos pensadores a questão é a seguinte: o PCP é o partido do protesto e nisso o BE não pode competir com ele, e o PS deve repensar a sua relação com os que estão à sua esquerda.
Ou seja o PS com a derrota vai passar a ser de esquerda e o Bloco vai poder entender-se com o PS. Boas novas portanto para a esquerda da treta.
Quero eu dizer: isto, para essa malta, já nem é um jogo de xadrês que entusiasmou muitos políticos a valer. Já estamos ao nível do dominó, juntas sena com sena, duque com duque e por aí adiante, ou, não quero ser cruel para intelectuais com alto nível de autoestima, da bisca lambida. Jogo por jogo prefiro o abafa.
A questão é esta: o que precisamos para estes tempos que aí estão? De um programa político que encare a situação com seriedade, com radicalidade (não me digam que isto é subversivo, porque só me dão satisfação) e com propostas exequíveis, incontornáveis e compreensíveis para a grande maioria de quem trabalha prioritariamente c'as mãos (como diria Manuel Alegre, c'as mãos se faz e se faz e se desfaz) ou prioritariamente com as meninges - o proletariado moderno - capaz de ajudar os que começam a pensar que têm de ocupar as ruas - o espaço por excelência da democracia - e ganhar os que vão sofrer com a crise brutal que os que dizem que estamos a viver acima das nossas possibiliaddes dizem agora que temos de sofrer unidinhos. Viva a união nacional, disse o Passos Coelho.
O Bloco perdeu, tem menos deputados. Mas nem por isso a sua influência na sociedade vai baixar. Arrisco-me a dizer que vai aumentar. Porquê? Porque é o Bloco que apresenta o programa necessário para travar a ofensiva dos devoradores sem quartel e ajudar a pô-los a pagar a crise que criaram.
Os politólogos! e os políticos da chamada correlação de forças que faz repensar o que nunca se pensou! vêem a política como oportunidade de ser oportunista. Ou seja,a materialidade da vida não é senão o trampolim onde a malta se assenta. para simpatizar ou antipatizar uns com os outros, para as manobras tácticas de estratégias de poder, de poder sem pôr em causa o sistema, de poder para fingir que se faz o que não se quer fazer.
O Bloco nasceu para fazer o contrário disso: para interpretar as pulsões e os interesses daqueles a quem se chama o rebanho, ou seja daqueles que fazem mover as sociedades com as suas lutas pequenas e mesquinhas e os seus interesses egoístas, ou seja com o impulso permanente e permanentemente ludibriado da transformação social radical.
Para isso temos o programa que «a campanha eleitoral» institucional quase conseguiu elidir. Não totalmente.
Estamos cá para a luta. Os revolucionários só precisam de uma coisa (e, já agora, da maior representação parlamentar possível; agora foi esta...): um Programa político revolucionário. Nos tempos de hoje, aqui e agora, o BE tem-no, para Portugal e para a Europa.
A militância cívica e social começa a mostrar o caminho assinalando a rua como o lugar da democracia. Os factores da transformação vão-se juntando, acumulando.
Estamos cá. Com clareza, transparência, dedicação, coragem, e vontade, não para nos substituirmos à imensidão das vontades, mas para fazermos parte dela, com o nosso contributo sólido e estruturado.
Tenho orgulho em ser militante deste partido, o BE, e dos políticos que estão investidos democraticamente para no dia a dia o orientarem. Tenho orgulho no Grupo Parlamentar que perdeu alguns dos seus excelentes deputados e no Grupo parlamentar que vai continuar as tarefas que lhe são exigidas. E tenho, principalmente^, orgulho em pertencer a essa malta toda que vai reforçar a presença e a acção do BE na Rua.
Amanhã é segunda-feira, dia de trabalho.
Para uma boa parte dos pensadores a questão é a seguinte: o PCP é o partido do protesto e nisso o BE não pode competir com ele, e o PS deve repensar a sua relação com os que estão à sua esquerda.
Ou seja o PS com a derrota vai passar a ser de esquerda e o Bloco vai poder entender-se com o PS. Boas novas portanto para a esquerda da treta.
Quero eu dizer: isto, para essa malta, já nem é um jogo de xadrês que entusiasmou muitos políticos a valer. Já estamos ao nível do dominó, juntas sena com sena, duque com duque e por aí adiante, ou, não quero ser cruel para intelectuais com alto nível de autoestima, da bisca lambida. Jogo por jogo prefiro o abafa.
A questão é esta: o que precisamos para estes tempos que aí estão? De um programa político que encare a situação com seriedade, com radicalidade (não me digam que isto é subversivo, porque só me dão satisfação) e com propostas exequíveis, incontornáveis e compreensíveis para a grande maioria de quem trabalha prioritariamente c'as mãos (como diria Manuel Alegre, c'as mãos se faz e se faz e se desfaz) ou prioritariamente com as meninges - o proletariado moderno - capaz de ajudar os que começam a pensar que têm de ocupar as ruas - o espaço por excelência da democracia - e ganhar os que vão sofrer com a crise brutal que os que dizem que estamos a viver acima das nossas possibiliaddes dizem agora que temos de sofrer unidinhos. Viva a união nacional, disse o Passos Coelho.
O Bloco perdeu, tem menos deputados. Mas nem por isso a sua influência na sociedade vai baixar. Arrisco-me a dizer que vai aumentar. Porquê? Porque é o Bloco que apresenta o programa necessário para travar a ofensiva dos devoradores sem quartel e ajudar a pô-los a pagar a crise que criaram.
Os politólogos! e os políticos da chamada correlação de forças que faz repensar o que nunca se pensou! vêem a política como oportunidade de ser oportunista. Ou seja,a materialidade da vida não é senão o trampolim onde a malta se assenta. para simpatizar ou antipatizar uns com os outros, para as manobras tácticas de estratégias de poder, de poder sem pôr em causa o sistema, de poder para fingir que se faz o que não se quer fazer.
O Bloco nasceu para fazer o contrário disso: para interpretar as pulsões e os interesses daqueles a quem se chama o rebanho, ou seja daqueles que fazem mover as sociedades com as suas lutas pequenas e mesquinhas e os seus interesses egoístas, ou seja com o impulso permanente e permanentemente ludibriado da transformação social radical.
Para isso temos o programa que «a campanha eleitoral» institucional quase conseguiu elidir. Não totalmente.
Estamos cá para a luta. Os revolucionários só precisam de uma coisa (e, já agora, da maior representação parlamentar possível; agora foi esta...): um Programa político revolucionário. Nos tempos de hoje, aqui e agora, o BE tem-no, para Portugal e para a Europa.
A militância cívica e social começa a mostrar o caminho assinalando a rua como o lugar da democracia. Os factores da transformação vão-se juntando, acumulando.
Estamos cá. Com clareza, transparência, dedicação, coragem, e vontade, não para nos substituirmos à imensidão das vontades, mas para fazermos parte dela, com o nosso contributo sólido e estruturado.
Tenho orgulho em ser militante deste partido, o BE, e dos políticos que estão investidos democraticamente para no dia a dia o orientarem. Tenho orgulho no Grupo Parlamentar que perdeu alguns dos seus excelentes deputados e no Grupo parlamentar que vai continuar as tarefas que lhe são exigidas. E tenho, principalmente^, orgulho em pertencer a essa malta toda que vai reforçar a presença e a acção do BE na Rua.
Amanhã é segunda-feira, dia de trabalho.
Etiquetas:
BE,
Cavaco Silva,
Facebook,
Marcelismo,
Mario Tomé,
Notas,
Presidente,
Sa Carneiro,
Troika,
Um governo Uma maioria Um presidente
domingo, 5 de junho de 2011
Mário Tomé: Já reflectiste filho? | "Estás entalado filho, estás lixada filha, se não preparas as coisas para o grande combate que aí vem."
Três jovens que foram hoje detidos no Rossio.
Testemunhas dizem que houve algumas bastonadas, a PSP nega.
Agradeço a Mario Tomé, por falar por nós aquilo que não sabemos expressar tão bem.
Não deixes de ler e meditar nele!
Escolhe Escolher
E vota em consciência!
JOÃO

Notas de
Mário Tomé
no Facebook
Mário Tomé
no Facebook
Já reflectiste? reflecte filho reflecte. Os gajos andam aí a dizerem-te para reflectires ontem, para toda a vida. Já reflectiste filho? Olha que os gajos foram dar porrada no pessoal no Rossio. Eles andam-se a treinar, primeiro em Setúbal, depois em Lisboa.
Porquê? não interessa. Estavas onde deverias estar, na rua que é tua, é o espaço da democracia e não estavas a chatear ninguém. Mas eles prendem e arreiam porque sim, porque se não estavas a chatear, irias chatear, e se não fosse chatear, isso és tu que dizes, que eles têm informações, que a democracia é contra a ordem. Bem lhes podes dizer que é contra a democracia que eles dizem que a democracia é contra a ordem! Quem os ensinou? os respeitáveis democratas do nosso país: o Ministro da Administração Interna e o Presidente da Câmara o querido António Costa, a polícia acho que foi a municipal - o pessoal preso foi para a esquadra da Palhavã. E os democratas já mataram muita gente que defendia a democracia e eles disseram que era contra a ordem: o Luís Caracol, à cacetada na rua no Governo do PS com o CDS, em 1977, o José Jorge Morais, a tiro (para o ar que os ricochetes são certeiros) no Governo do PS com o CDS. E deixaram o Jorge Falcato Simões hemiplégico e os gajos do Cavaco, na luta da ponte deixaram o Luís Miguel de cadeira de rodas. E é assim, não há responsáveis nem altos nem baixos nem medianos. Há só as famílias a chorar e a malta a enterrar os mortos. Já vês por que é que os cabrões não querem qu'a malta tenha memória?
E não querem qu'a malta ocupe o seu lugar na rua ( a rua é nossa, não é dos cabrões dos esbirros, nem dos cabrões dos que mandam neles, as altas entidades do Governo, o Sócrates, os Ministro, o Presidente, a Troika, os ladrões e corruptos que fizerem da corrupção uma coisa de gente séria!
Estás entalado filho, estás lixada filha, se não preparas as coisas para o grande combate que aí vem.
Eu sei filho que os que te vão tirar não sei quantos do salário, do abono, do emprego, da pensão, do subsídio, do tempo de trabalho aos bochechos e é se queres que lá foram há muitos á espera de serem postos a recibo verde, os que te vão pôr a trabalhar até aos 70, que te lixam o sns, a escola memso esta de fazer chouriços, e te vão fazer pagar mais iva para os patrões serem produtivos, sabes como é, não sabes? então não digas que não sabes.
Os senhores da Troika, mais a Troika dos senhores enchem a mula (viste esta do Durão? era lá capaz disso um homem tão capaz!, dizias tu) e querem gozar contigo.
É tempo de os lixares. Precisamops de dar força a um programa político que os deixe a falar sozinhos. O Bloco de Esquerda tem um que não parece que tenha rival. Se encontrares outro melhor força.
Reflecte filho, reflecte. Já reflectiste? Bem me parecia.
Porquê? não interessa. Estavas onde deverias estar, na rua que é tua, é o espaço da democracia e não estavas a chatear ninguém. Mas eles prendem e arreiam porque sim, porque se não estavas a chatear, irias chatear, e se não fosse chatear, isso és tu que dizes, que eles têm informações, que a democracia é contra a ordem. Bem lhes podes dizer que é contra a democracia que eles dizem que a democracia é contra a ordem! Quem os ensinou? os respeitáveis democratas do nosso país: o Ministro da Administração Interna e o Presidente da Câmara o querido António Costa, a polícia acho que foi a municipal - o pessoal preso foi para a esquadra da Palhavã. E os democratas já mataram muita gente que defendia a democracia e eles disseram que era contra a ordem: o Luís Caracol, à cacetada na rua no Governo do PS com o CDS, em 1977, o José Jorge Morais, a tiro (para o ar que os ricochetes são certeiros) no Governo do PS com o CDS. E deixaram o Jorge Falcato Simões hemiplégico e os gajos do Cavaco, na luta da ponte deixaram o Luís Miguel de cadeira de rodas. E é assim, não há responsáveis nem altos nem baixos nem medianos. Há só as famílias a chorar e a malta a enterrar os mortos. Já vês por que é que os cabrões não querem qu'a malta tenha memória?
E não querem qu'a malta ocupe o seu lugar na rua ( a rua é nossa, não é dos cabrões dos esbirros, nem dos cabrões dos que mandam neles, as altas entidades do Governo, o Sócrates, os Ministro, o Presidente, a Troika, os ladrões e corruptos que fizerem da corrupção uma coisa de gente séria!
Estás entalado filho, estás lixada filha, se não preparas as coisas para o grande combate que aí vem.
Eu sei filho que os que te vão tirar não sei quantos do salário, do abono, do emprego, da pensão, do subsídio, do tempo de trabalho aos bochechos e é se queres que lá foram há muitos á espera de serem postos a recibo verde, os que te vão pôr a trabalhar até aos 70, que te lixam o sns, a escola memso esta de fazer chouriços, e te vão fazer pagar mais iva para os patrões serem produtivos, sabes como é, não sabes? então não digas que não sabes.
Os senhores da Troika, mais a Troika dos senhores enchem a mula (viste esta do Durão? era lá capaz disso um homem tão capaz!, dizias tu) e querem gozar contigo.
É tempo de os lixares. Precisamops de dar força a um programa político que os deixe a falar sozinhos. O Bloco de Esquerda tem um que não parece que tenha rival. Se encontrares outro melhor força.
Reflecte filho, reflecte. Já reflectiste? Bem me parecia.
sábado, 4 de junho de 2011
Mário Tomé: A Elite que Levanta a Bandeira da Troika | Todos Farinha do Mesmo Saco....
Não deixes de ler e meditar nele!
Escolhe Escolher
E vota em consciência!
JOÃO

por Mário Tomé a Sexta-feira, 3 de Junho de 2011 às 16:19
Todos farinha do mesmo saco...
OS MORALISTAS
e que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:
Diário de Notícias - 16.04.2010
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
António Nogueira Leite
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
José Pedro Aguiar-Branco
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
António Lobo Xavier
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Vítor Gonçalves
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.




Escolhe Escolher
E vota em consciência!
JOÃO

Notas de
Mário Tomé
no Facebook
Mário Tomé
no Facebook
por Mário Tomé a Sexta-feira, 3 de Junho de 2011 às 16:19
Todos farinha do mesmo saco...
OS MORALISTAS
e que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:
Diário de Notícias - 16.04.2010
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
António Nogueira Leite
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
José Pedro Aguiar-Branco
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
António Lobo Xavier
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Vítor Gonçalves
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.
Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado
Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado
Eles comem tudo e ralham contigo
por não seres poupado
Eles comem tudo e ralham contigo por não seres poupado
Eles comem tudo e ralham contigo por não seres poupado
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mário Tomé: MORRER PELA PÁTRIA ? | Dia da «Defesa Nacional»!!!
De facto somos todos responsáveis, SIM! Temos o país e os governantes que merecemos!
Foi um facto lamentável! Mas evitável, pois não tem sentido algum aquele cerimonial que nunca devia ter sido inventado. O Dia da Defesa Nacional!!!
Fiquei mesmo mal e fartei-me de chorar, sem conhecer a jovem. Senti uma revolta tão grande por uma morte tão absurda, quão absurdo é o Dia da Defesa Nacional que gritei: se fosse minha filha eu matar-me-ia em público, em frente ao Ministro da Defesa, para acabarem com esta fantuchada.
Uma morte completamente incompreensível para um dia que eu não consigo justificar...
Estou tão revoltada!
JOÃO
por Mário Tomé a Quarta-feira, 25 de Maio de 2011 às 19:11
A jovem Ana Rita Lucas foi a enterrar. Morreu num exercício (slide) no Dia da Defesa Nacional. O serviço militar obrigatório acabou, apesar da CRP ser relativa e cobardemente (pelos que votaram a alteração do artigo) ambígua para dar saída à ideologia da guerra e da cretinice da defesa nacional. O Ministro da Defesa suspendeu agora o que não devia existir e tantos protestos já provocou.
Gastam-nos as verbas (FA'S levam 2mil milhões de euros por ano)e pressionam os jovens - para o «desporto» radical - em imbecis contactos com a parafernália do exercício militar. No tempo do fascismo, do serviço militar obrigatório e da guerra colonial, um acidente destes teria provocado, apesar de tudo isso, uma comoção geral que a democracia podre, com toda a sua «liberdade» de expressão escamoteia. As FA's são intocáveis e o imperialismo come quem lhe põem à mão.
Exige-se que o Dia da «Defesa Nacional» - símbolo das imposições da NATO, da submissão ao imperialismo e da guerra infinita - acabe de uma vez por todas. O PESSOAL NÃO PODE ANDAR TÃO DISTRAÍDO. Somos todos um bocado responsáveis. Ou não?
A jovem Ana Rita Lucas foi a enterrar. Morreu num exercício (slide) no Dia da Defesa Nacional. O serviço militar obrigatório acabou, apesar da CRP ser relativa e cobardemente (pelos que votaram a alteração do artigo) ambígua para dar saída à ideologia da guerra e da cretinice da defesa nacional. O Ministro da Defesa suspendeu agora o que não devia existir e tantos protestos já provocou.
Gastam-nos as verbas (FA'S levam 2mil milhões de euros por ano)e pressionam os jovens - para o «desporto» radical - em imbecis contactos com a parafernália do exercício militar. No tempo do fascismo, do serviço militar obrigatório e da guerra colonial, um acidente destes teria provocado, apesar de tudo isso, uma comoção geral que a democracia podre, com toda a sua «liberdade» de expressão escamoteia. As FA's são intocáveis e o imperialismo come quem lhe põem à mão.
Exige-se que o Dia da «Defesa Nacional» - símbolo das imposições da NATO, da submissão ao imperialismo e da guerra infinita - acabe de uma vez por todas. O PESSOAL NÃO PODE ANDAR TÃO DISTRAÍDO. Somos todos um bocado responsáveis. Ou não?
domingo, 3 de abril de 2011
A COMUNA: Exemplos de Luta, Mário Viegas, Padre Max e Lurdes Correia Evocados na Comuna
| Problemas em ver esta newsletter? Siga directamente para acomuna.net |
| A Lurdes Correia, estudante em Vila Real, filha de emigrantes em França, sucumbiu de imediato à explosão da bomba no Simca, que matou também Max. A morte veio assim à traição no 1º dia de vigência da Constituição de Abril. A Lurdes alfabetizava camponeses, deu rosto à luta estudantil contra o caciquismo reaccionário, não temeu os fascistas que agiam abertamente pelo regresso à ditadura. Militante da União de Estudantes pela Democracia Popular (UEDP) era o entusiasmo da revolução que a sobressaltava. 35 anos depois a memória venceu o tempo porque outros jovens estremecem destinos. Luís Fazenda |
| NÃO VOS MATARAM, SEMEARAM-VOS! O Padre Max era um defensor da convergência entre marxistas, cristãos e democratas de esquerda. Era um prossecutor da unidade em nome do ideal socialista, um visionário da proximidade entre todas as correntes de libertação da humanidade. Esta é uma lição que deve ser tão presente na nossa memória como na nossa vida. Esta é a semente que devemos fazer crescer e florescer. Por Joana Mortágua Por Jorge Afonso do blogue Olho Nú O Mário Viegas morreu no dia das mentiras. Escusado será de dizer que não morreu nem morrerá nunca! Como ninguém, soube fazer a crítica do decadentismo do sistema. Essa crítica é hoje o lugar da utopia. Em cada gesto, em cada cena, em cada verso recitado, ele não convocava a utopia como adereço mas punha-a como necessidade de concretização. Por Mário Tomé | |
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mário Tomé: Viva a Democracia, Abaixo o Governo | De Como a Mesa Não é de Pé de Galo
A Moção de Censura que, com toda a legitimidade, foi apresentada pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, está a causar polémica nos diversos partidos políticos e muita argumentação nos foros televisivos, o que até é normal.
Mas causar histeria no seio de alguns bloquistas é que me parece demasiado despropositado. A Esquerda Grande, que é o Bloco de Esquerda, deveria estar mais unida do que nunca.
Já não bastou as críticas quanto ao apoio do Bloco a Manuel Alegre?! Alguns queriam que o BE tivesse apoiado Fernando Nobre, um homem que foi claro quanto ao que pensa da classe política, mas mesmo assim concorreu a um cargo político… Fernando Nobre que não teve nobreza alguma na noite do dia das eleições quando GRITOU VITÓRIA só porque impediu que Manuel Alegre fosse a uma segunda volta!? Vitória! Estava clara a razão porque ele foi o peão usado para que Cavaco fosse reeleito e impedir Manuel Alegre de ser o Presidente da República de todos os portugueses.
Tive pena de ver as pessoas que apoiaram Fernando Nobre numa figura triste a festejarem uma vitória que foi uma derrota completa, pois nem à frente de Manuel Alegre ficou posicionado!... Que vitória!? Perderam todos o juízo?
Fica um pequeno, mas elucidativo e eloquente texto que um grande homem, Mário Tomé, deixou há pouco no Facebook.
JOÃO
Notas de
Mário Tomé
no Facebook
Viva a democracia, abaixo o Governo
por Mário Tomé a Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
De como a Mesa não é de pé de galo.
Viva a democracia!
Os bolcheviques é que - na altura! e nem sempre - consideravam que o seu Grupo na Duma tinha autonomia limitada.
A democracia bloquista tem como base, a capacidade e responsabilidade dos órgãos eleitos e, por maioria de razão, o grupo parlamentar que foi eleito «pelo povo». A responsabilidade e independência dos deputados deve ser intocável enquanto estiver dentro da linha do Bloco. Naturalmente que isso não impede consultas, entendimentos prévios, informações etc. etc.
Ou seja a Moção de Censura não tem que ser discutida nem sequer aprovada pela Mesa do Bloco que apenas se deve pronunciar se a Moção de Censura não estiver de acordo com linha aprovada na Convenção, como é óbvio.
O grande problema, caros e caras democratas é que a malta que está tão indignada com a violação (de qualquer pois sempre que se tomaram decisões, segundo eles, foi sempre violada a essência e a alma do Bloco) não ligam ou não conhecem os estatutos e pensam que os estatutos são o que convém em cada momento a cada um, infinitamente invocáveis, uns; não estão de acordo com a linha aprovada na 6ª Convenção, outros ; outros ainda nestão lixados porque quem deve fazer estas coisas é o PCP que até já tinha, pelo Jerónimo, dito que está disposto a tudo contra o Governo; outros porque o Bloco assim vai ao fundo (esses são os mais porreiros) e outros ainda andam ao sabor da conversa dos couteiros da democracia, os vigilantes do regime e argumentadores da treta.
Mas causar histeria no seio de alguns bloquistas é que me parece demasiado despropositado. A Esquerda Grande, que é o Bloco de Esquerda, deveria estar mais unida do que nunca.
Já não bastou as críticas quanto ao apoio do Bloco a Manuel Alegre?! Alguns queriam que o BE tivesse apoiado Fernando Nobre, um homem que foi claro quanto ao que pensa da classe política, mas mesmo assim concorreu a um cargo político… Fernando Nobre que não teve nobreza alguma na noite do dia das eleições quando GRITOU VITÓRIA só porque impediu que Manuel Alegre fosse a uma segunda volta!? Vitória! Estava clara a razão porque ele foi o peão usado para que Cavaco fosse reeleito e impedir Manuel Alegre de ser o Presidente da República de todos os portugueses.
Tive pena de ver as pessoas que apoiaram Fernando Nobre numa figura triste a festejarem uma vitória que foi uma derrota completa, pois nem à frente de Manuel Alegre ficou posicionado!... Que vitória!? Perderam todos o juízo?
Fica um pequeno, mas elucidativo e eloquente texto que um grande homem, Mário Tomé, deixou há pouco no Facebook.
JOÃO
Notas de
Mário Tomé
no Facebook
Viva a democracia, abaixo o Governo
por Mário Tomé a Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
De como a Mesa não é de pé de galo.
Viva a democracia!
Os bolcheviques é que - na altura! e nem sempre - consideravam que o seu Grupo na Duma tinha autonomia limitada.
A democracia bloquista tem como base, a capacidade e responsabilidade dos órgãos eleitos e, por maioria de razão, o grupo parlamentar que foi eleito «pelo povo». A responsabilidade e independência dos deputados deve ser intocável enquanto estiver dentro da linha do Bloco. Naturalmente que isso não impede consultas, entendimentos prévios, informações etc. etc.
Ou seja a Moção de Censura não tem que ser discutida nem sequer aprovada pela Mesa do Bloco que apenas se deve pronunciar se a Moção de Censura não estiver de acordo com linha aprovada na Convenção, como é óbvio.
O grande problema, caros e caras democratas é que a malta que está tão indignada com a violação (de qualquer pois sempre que se tomaram decisões, segundo eles, foi sempre violada a essência e a alma do Bloco) não ligam ou não conhecem os estatutos e pensam que os estatutos são o que convém em cada momento a cada um, infinitamente invocáveis, uns; não estão de acordo com a linha aprovada na 6ª Convenção, outros ; outros ainda nestão lixados porque quem deve fazer estas coisas é o PCP que até já tinha, pelo Jerónimo, dito que está disposto a tudo contra o Governo; outros porque o Bloco assim vai ao fundo (esses são os mais porreiros) e outros ainda andam ao sabor da conversa dos couteiros da democracia, os vigilantes do regime e argumentadores da treta.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
50 Anos em 4 de Fevereiro | A GUERRA COLONIAL COMEÇOU HÁ CINQUENTA ANOS por Mário Tomé
Depois aconteceu uma conversa entre o apresentador e o Coronel Mário Tomé, um dos Capitães de Abril, conversa essa fascinante, ilucidativa e muito bem conduzida. Mas eu, que só vejo debates e conversas, esqueci o canal e quem conduzia o programa. São tantos os que vejo - às vezes sem olhar para a televisão -, e/ou ouço apenas.
Na Guerra Colonial perdi amigos... Aquele que viria a ser meu marido e pai do meu filho esteve em Angola de 1962 a 1965 e, embora só o tivesse conhecido mais tarde e casado em 1970, fui vítima do "stress pós-traumático dele" que, ainda hoje, marcam as nossas vidas - a dele, a minha e a do meu filho.
Tenho horror à guerra! A qualquer guerra! Ainda hoje o meu marido grita de noite, a dormir, com uns gritos que não são comuns, mas de um horror que me faz ter que o acordar com medo que ele morra...
Sei muito do que ele passou. Nos primeiros anos de casada ele não parava de falar da guerra, noites inteiras sem conseguir dormir. Relatos de horror de coisas que ele viu em fotos e ao vivo, tão marcantes, que até eu, sempre que penso nelas, sinto como se levasse murros nos estomago!...
Ele nunca quis ajuda médica. Mas precisava dela! E muito! Eu precisei de fazer psicoterapia... E não faria mal ao meu filho se ele tivesse tido apoio, também.
É importante que conheçamos a nossa história, muito mais esta história ainda recente que marcou pessoas da geração do meu marido, 7 anos mais velho do que eu, e as gerações seguintes, como ainda as gerações de muitos adolescentes e crianças, descendentes desses homens que combateram numa guerra que não queriam e que viram coisas que os mutilaram por dentro, mesmo aqueles que não vieram mutilados por fora...
Deixo um extraordinário artigo do Coronel Mário Tomé.
JOÃO
A Guerra Colonial
por Mário Tomé
5 de Fevereiro de 2011
A guerra colonial começou há cinquenta anos. Apesar de trabalhos de grande fôlego na ficção, da grande seriedade e rigor histórico e científico de obras históricas e de investigação dedicada, o que continua em vigor e a determinar a atitude da população é a mitologia patrioteira (cada vez mais equivalente a patriótica, mas vamos devagar).
Ela é propagada pelas versões oficiais da burguesia e seus criados políticos a fim de manter uma atitude cidadã de baixo perfil que aceite a participação activa em novas aventuras coloniais sob as ordens dos EUA e do imperialismo em geral, que desculpabilize a sua responsabilidade nos crimes contra a humanidade que são cometidos pelas tropas coloniais nesta guerra infinita contra os povos.
Quando eclodiu a guerra colonial, as colónias ainda só existiam, enquanto tal, há 76 anos. O amor acrisolado e a patriótica vinculação àquelas terras tão «portuguesas como o Minho», tinha poucas raízes para além dos Lusíadas, da História Trágico Marítima, da Peregrinação, do Zé do Telhado ou do Amor de Perdição. No princípio do século XX viveriam em África 12 mil portugueses, e apenas ao longo da costa. A primeira República que entrou na carnificina da I Guerra Mundial para garantir a posse das colónias, lançou as bases de uma efectiva exploração colonial.
Depois do golpe de 28 de maio de 1926, a exploração colonial permitiu a acumulação fácil e rápida do capital à burguesia industrial e financeira e capacitou-a para se interpenetrar com o capital imperialista, numa situação de progressiva e rápida dependência.
A sociedade colonial assentava na exploração total e integral do negro, ultrapassando a própria situação de escravatura. Os colonos, do mais boçal ao mais esclarecido, tinham, na prática, poder de vida e de morte sobre ele. O indígena recebia o estritamente indispensável para pagar o «imposto de cabeça» devido pelo simples facto de se saber que ele existia e para pagar o que era obrigado a comprar na cantina da fazenda ou da roça. Era-lhes vedada qualquer actividade política e sindical, a língua ou dialecto não eram tidos em conta, foram expulsos das terras férteis e não usufruíam de direitos. Quando muito a protecção que o patrão lhes quisesse dar. Exceptuavam-se, usufruindo de alguns direitos, cerca de 2,5% de assimilados. Este o Portugal pluricontinental e multiracial.
Não poderemos admirar-nos se as primeiras rebeliões, de camponeses e contratados, sob a direcção tribal da UPA, foram de uma violência inaudita. Se até o sofisticado racismo britânico não foi poupado no Quénia!...
Como um dia disse Amílcar Cabral, «quando morrem inocentes ninguém é inocente»
A pátria que quase um milhão de soldados defendeu durante 13 anos era constituída pela família Mello, pela família Champallimaud, com associações de passagem ao conde de Caria e ao visconde de Botelho; a família Quina, a família Espírito Santo, as famílias Feteira-Bordalo, Vinhas, Albano Magalhães, Abecassis, Sousa Lara, pelo Grupo Fonsecas e Burnay e mais o Banco Nacional Ultramarino . Estão aí, todos, a mandar no país.
Por eles, a mando deles, deram a vida mais de 8 mil portugueses, ficaram feridos 30 mil, estão gravemente feridos na mente mais de cem mil – com o passar dos anos e o envelhecimento este número vai aumentando até que a morte o faça diminuir e depois acabar – e uma infinidade ferida na alma.
Por eles, a mando deles, as despesas do Estado ficaram hipotecadas em grande escala à guerra.
Por eles, a mando deles, deram a vida cerca de 300 mil africanos a que se deverá acrescentar as vítimas, por eles a mando deles, dos massacres anteriores à guerra colonial: Batepá, em S Tomé em 1953, Pidjiguiti, Guiné Bissau em 1959, Mueda, Moçambique em 1960, Baixa do Cassange, Angola em 1961, seguido do massacre urbano como retaliação ao ataque à cadeia de Luanda pelo MPLA, em 4 de fevereiro de 1961 data oficial do início da luta armada contra o colonialismo.
Estes massacres foram o sinal de que nada havia a esperar do poder colonial, de que era impossível contar com uma solução negociada mesmo tendo em conta o carácter serôdio, já fora da história, do ultra-colonialismo português.
Depois foram os treze anos de guerra. Uma guerra tecnicamente de baixa intensidade, mas, humanamente, de alta brutalidade. No seguimento, aliás, da colonização que foi tudo menos sofisticada, assentando num racismo rural que dava para fazer vida com as negras e delas ter filhos e para mandar enforcar o irmão delas se fosse demasiado recalcitrante, incómodo ou, apenas, pouco submisso.
Nas guerras de libertação, as populações são sempre confundidas, usemos o eufemismo oficioso, pelo colonialista ou pelo ocupante com o inimigo – veja-se as tropas da coligação no Iraque.
A realidade é que não pode ser de outro modo. Salvo aquela parte que está disponível para colaborar, por razões diversas, a população é ou virá a ser um inimigo, com ou sem arma. A violência do exército colonial português não foi maior por se tratar de um exército dirigido por um regime ditatorial.
Ninguém espere comportamento decente de quaisquer tropas de ocupação. Ele é impossível. Pelo carácter mesmo do conflito. Na guerra colonial, naturalmente, também.
Claro que as ordens eram, em geral, em sentido aparentemente contrário: conquistar as almas, como diria o general Kaulza de Arriaga3, conquistar as mentes como diria o General Spínola, ganhar as consciências como diria o General Costa Gomes, amar as populações como a nós mesmo, terá dito centenas de vezes o General Silvino Silvério Marques. E assim por diante.
Enterrem-nos, queimem-nos, apaguem os vestígios, diziam todos depois dos massacres.
A tragédia é que, quem fazia esses massacres e cometia esses crimes, eram jovens arrancados à universidade, à escola técnica, ao amanho da terra, ao trabalho na fábrica. Raramente foram seres marginais recrutados para a guerra, como por vezes se quer fazer crer. E esse foi o outro lado da tragédia: porque uma boa parte dos afectados duramente pelo stress pós-traumático - algo que só muito recentemente as autoridades democráticas se dignaram reconhecer - devem-no aos próprios crimes e violências que terão cometido. Sinal de que a humanidade está viva.
Os crimes na guerra colonial portuguesa – para além do crime primordial decorrente da própria ilegitimidade da guerra e da sua ilegalidade á face da ONU – foram muitos. Crimes de deportação, esboço de crimes de genocídio, de racismo, de escravatura, de assassinato individual ou em massa. Massacres portanto. À luz das leis e regulamentos em vigor podiam e deviam ter sido punidos e desencorajados. Mas não o foram porque isso não interessava, antes pelo contrário, aos altos comandos. Estes aceitavam aquela espécie de esquizofrenia beata e sinistra. Não queriam que qualquer moralidade incómoda contribuísse para uma tomada de consciência nem para diminuição da perfomance dos militares, ainda por cima quando o Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, tinha obra feita sobre a mais vasta questão envolvente: «os indígenas são súbditos portugueses mas sem fazerem parte da Nação»; «os cruzamentos ocasionais ou familiares são fonte de perturbações graves na vida social de europeus e indígenas”; «os pretos têm de ser dirigidos e enquadrados por europeus, e olhados como elemento produtivo enquadrado ou a enquadrar numa economia dirigida por brancos». Portanto de humano só tinham a forma. Nem os navegantes de quinhentos ousaram tanto.
Nas guerras coloniais a estratégia militar conta, substancialmente, com a actuação das polícias treinadas na recolha de informações através dos denunciantes pagos ou voluntários, do terror, da tortura, do assassinato exemplar, do rapto, tudo aquilo que desde a CIA, à KGB, à Mossad, à Sûreté e DST, à PIDE executavam ou executam.
O comando das operações conta, pois, com as mais criminosas e sinistras organizações e forças repressivas, sejam legais ou clandestinas. Assim os militares tentam mostrar-se nobremente com as mãos limpas e as almas lavadas insinuando que o trabalho sujo é feito pelos outros.
A PIDE na sua bestialidade congénita era a base de todas as principais informações dos estados maiores militares, extorquidas por todos os meios conhecidos na metrópole e outros dado tratar-se de seres tão bem caracterizados pelo Professor Marcelo Caetano. E de outra maneira não podia ser. As FA’s não tinham serviço de informações adequado para aquele tipo de guerra.
Mas, muitos comandos operacionais, não raras vezes optavam por serem eles a encarregar-se da eficaz e atempada recolha de informações. E de fazer justiça a tempo!
Ou seja, «o pacífico e generoso» 25 de Abril só foi possível à custa de muitas mortes, muitos crimes contra os direitos humanos e dos povos.
A guerra colonial portuguesa inicia-se quando praticamente estavam concluídos os programas4 de libertação das colónias. Foi uma guerra de regime. O regime sabia que Amílcar Cabral tinha razão quando afirmou que o fim do colonialismo seria o fim do fascismo. Dependia da guerra para sobreviver mas seria a guerra a liquidá-lo. Foram precisos longos anos de sofrimento. Hoje defende-se serenamente que o regime aguentaria uma transição à espanhola. Dando de barato o papel que a revolução portuguesa teve na transição em Espanha, o regime de Franco não dependia das colónias e rapidamente abriu mão do Saara, de forma miserável, aliás.
A ala liberal de Sá Carneiro por seu lado, esperava que se cumprisse a segunda asserção da frase de Amílcar: pode cair o fascismo e não terminar o colonialismo... Mitigado, claro, mais distante, ligado à Europa!
A guerra colonial portuguesa diferiu fundamentalmente das outras, nomeadamente da francesa, porque estas foram «guerras coloniais democráticas». Sem ironia:
- segundo os cânones que hoje começam de novo a vigorar, uma guerra de agressão é legítima e democrática se as sondagens ou as votações no país ou países agressores mostrarem apoio da opinião pública. Mas, segundo os mesmos cânones, o contrário não será tido em consideração. Portanto, a invasão do Iraque foi seriamente contestada mas apenas pelos milhões que não se regem pelos parâmetros dados como referência nos respectivos países. Também a Alemanha e a França aderiram, embora com atraso, ao cânone e deixaram de ligar às suas próprias opiniões públicas mas apenas às «interessadas», para darem o seu acordo ao crime a posteriori, possibilitando a cobertura da ONU. Sabemos porquê, o instinto colectivo de sobrevivência sobrepõe-se às contradições circunstanciais. Por isso o poema de Harold Pinter é, como diria António Machado, a palavra exacta no tempo - Democracy: There’s no escape / The big pricks are out / They’ll fuck everything in site / Watch your back. March 2003.5
Assim, as guerras coloniais da Grã-Bretanha e da França terão sido democráticas. Tiveram apoio popular em democracias consolidadas. A brutalidade dos ingleses resolveu-se elegantemente no appartheid grande e nos appartheids pequenos. E a brutalidade dos franceses, conseguiu ser superior à dos portugueses que tinham como paradigma os Gamas, Castros e Albuquerques, capazes não só de matar a ingente turba mas também de mandar cortar os cascos aos cavalos.
As lutas de libertação nacional, as lutas contra o colonialismo, a liberdade das colónias, portanto, tão apoiadas a posteriori pelas democracias actuais, não são filhas da mãe dessas mesmas democracias. Isto é, não são filhas da grande Revolução Francesa.
Só com a preparação e a realização da revolução de Outubro se estabelece a teoria que deu alimento à base material que incitava os povos colonizados à luta de libertação. Também na Índia, onde o movimento pacifista de Gandi surtiu efeito porque acompanhado por muitos levantamentos armados. Amilcar Cabral, Agostinho Neto, Mandela, Kaunda, Nyerere, N’Kruma, Machel, inspiraram-se nessa teoria, de uma forma ou de outra, mais próximo ou mais afastados - e Franz Fanon, o pai da revolução africana.
Por isso, Amílcar Cabral pôde escrever, com razão: «o fim do fascismo pode não significar o fim do colonialismo; mas o fim do colonialismo significará forçosamente o fim do fascismo».
Daí decorre também que toda a lenta subversão das FA’s ao longo de 13 anos de guerra, teve muita inspiração das teorias libertadoras e socialistas. Começara nas universidade, em luta contra a política fechada às artes e ciências, à liberdade de expressão e de pensamento, contra as condições de acesso e programas, a perseguição no interior da própria universidade; e continuara com a oposição à guerra colonial que se tornou depois do Maio de 68 no principal motivo de combate ao fascismo, tomando uma importância tal que envolveu as lutas operárias.
Saltou para dentro das FA’s, tendo os profissionais começado a procurar saída para o buraco sem saída. Ou melhor: com uma única saída. Que a luta do povo português, sofrida mas corajosa - as deserções, as recusas a cumprir ordens avolumando-se, as condições de vida deteriorando-se, os filhos morrendo ou regressando sem braços, sem pernas, sem uns nem outros, a censura e as perseguições da PIDE aumentando na proporção da resistência – ajudou a encontrar. E que a luta dos povos coloniais, ao impor uma derrota militar no terreno ajudou a apressar.
Por isso Spínola apenas teve, naturalmente, o apoio de todos os fascistas à sua resistência contra o programa de independência imediata das colónias, mesmo sendo ele o putativo - apenas isso – chefe da rebeldia. A chamada federação que ele preconizava era uma esperança para segurarem alguns anéis africanos que os outros nunca os perderam verdadeiramente.
Daí quererem que fossem mais tropas para África para se fazer uma «descolonização decente» como diz o protofascista Paulo Portas, actual Ministro da Defesa do Governo de Durão Barroso.
Uma descolonização com o que tal implicava de acordos, consensos, planos comuns para interesses convergentes, já só teria sido possível em 1961 quando um grupo de generais ameaçou debilmente Salazar, pressionados quer pelos apelos e exigências de Amílcar e outros líderes africanos para uma autodeterminação pacífica quer pela suspeita do desastre em preparação. Mas Salazar brincou com eles e daí a meses estava a mandar as tropas «para Angola e em força» cantando «Angola é nossa».
No 25 de Abril os capitães tinham as rédeas embora tenham feito concessões de que se viriam a arrepender: a Spínola, a Personalidades impantes que achavam dever sofrear a liberdade à solta na rua, porque para eles a liberdade deveria apenas servir à sua medida. Também, naturalmente, muitos capitães procuravam o seu caminho dentro da disputa livre, aberta, democrática. Só que a maioria não o fez às claras. Ora, em democracia, ou há claridade ou entra-se no reino da hipocrisia, da mentira, da corrupção.
O que decorria, obviamente, da revolta dos capitães, era o fim da guerra. E o fim da guerra significava a independência das colónias. E a independência das colónias exigia negociar com quem fazia a guerra (independentemente de proximidades ou distâncias ideológicas, como reconheceu na altura o próprio Mário Soares). Negociar naquelas circunstâncias significava acordar a transmissão de poderes entre dois aliados que tinham acabado de vencer o mesmo inimigo, mas em que um deles não estava em condições de exigir mais do que respeito e dignidade. E isso aconteceu. Não houve descolonização, nem boa nem má.
De facto, por de cima de todas as reflexões e locubrações mais ou menos teóricas, não havia tropas disponíveis nem dispostas a continuar a matar e a morrer quando a liberdade do povo português e dos povos das colónias era a única palavra audível. Depois a palavra socialismo juntou-se-lhe – mobilizando o povo para as grandes conquistas democráticas.
O móbil do movimento dos capitães, é preciso não esquecer, fora acabar com a guerra. Porque a guerra estava perdida, antes de todas as teorias e ideologias começarem a fazer, muito justamente, o seu caminho. Para acabar com a guerra só derrubando o regime e para derrubar o regime houve que desagregar as Forças Armadas que eram o seu sustentáculo e o seu instrumento numa guerra perdida desde o seu primeiro dia, no longínquo 4 de Fevereiro de 1961. E essas Forças Armadas tinham acabado de prestar, um mês antes, vassalagem ao ditador.
Por isso foi possível o PREC. A força da hierarquia e da repressão estava quebrada e os soldados respondiam aos apelos populares virando a cara aos generais que não tinham sido destituídos ou mesmo presos – por pouco tempo.
Assim, hoje, para as Forças Armadas portuguesas o momento de maior glória não foi o 25 de Abril – que não sabem comemorar, porque realmente não o fizeram! - mas a guerra colonial. Mas dentro do seu próprio e vetusto cânone, sabem dar apoio ostensivo e já oficial às manifestações de nostálgicos dos privilégios da guerra e do fascismo. Que aproveitam a lassidão da democracia e a vetustez das caquéticas FA’s, para pressionarem no rumo do seu ministro da defesa. FA’s que fingem ignorar que, se não fosse o 25 de Abril, teriam sofrido a mais vergonhosa derrota da sua história.
E foi o encontro dos povos mutuamente libertados, o encontro entre os falsos inimigos inventados pelo fascismo e pelo colonialismo, agora unidos pela liberdade, foi a aura resplandecente desse acto primordial de criação que envolveu também as FA’s, tornando-as parte da vitória – a única felizmente possível - que tanto fizeram para impedir.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























