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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Francisco Louçã: Representem-nos, Depressa e Bem, e Sejam Amigos do FMI! | Notas no Facebook

Francisco Louçã tem razão. Eu até ontem estava, também, a não compreender a recusa do Bloco de Esquerda em ir à reunião. Depois li o seu artigo no Esquerda.Net e compreendi melhor. Leiam esse artigo e, também, estas suas NOTAS no Facebook e vão compreender que ele tem mesmo razão.
JOÃO

 

Notas de
Francisco Louçã
no Facebook

Representem-nos, depressa e bem, e sejam amigos do FMI!

por Francisco Louçã a Quarta-feira, 20 de Abril de 2011 às 12:19
 

Alguns dos comentários aqui publicados insistem neste apelo ao Bloco de Esquerda: por favor, vão depressa ter com o FMI e negociar com eles o pacote da intervenção externa. Representem-nos, dizem os mais aterrorizados, sejam amigos uns dos outros.

Venho aqui responder directamente a este apelo: representar quem nos elegeu e quem quer uma alternativa para o país começa por esse elemento mínimo de decência e de respeito pelas pessoas que é não as enganar. Exige a capacidade de alternativas e nunca promover uma fraude sem soluções.

Por isso, escrevo com toda a clareza: os partidos que fingem que estão a “negociar” estão a enganar os portugueses. É uma desonestidade e uma baixeza. E isso é lastimável e condenável, porque substitui a política séria por uma farsa para mesquinhos efeitos eleitorais. No momento mais difícil, esses partidos – o PSD e o CDS – estão a fugir à responsabilidade e a propor uma encenação.

Perguntemos-lhe por isso que “negociação” é esta que anunciam com fanfarra.

Tiveram uma reunião. Vão ter mais alguma? Não.

Sabe-se o que propuseram? Não.

Sabe-se o que o FMI respondeu? Nada, presume-se: tomaram nota e despediram-se educadamente.

Esperam alguma resposta? Não.

Vão fazer novas propostas, procurar entendimentos? Não.

Há então três negociações paralelas em curso, uma de Sócrates, outra de Passos Coelho, outra de Portas? Cada uma dela com resultados, com um contrato final, com um acordo, com conclusões? Não há.

A negociação não existe nem podia existir.

Chamam a isto “sentido de Estado”, falando de si próprios. É simplesmente uma aldrabice. Esqueceram-se todos do mais importante: há eleições e é a democracia que vai decidir: ou aceitar o governo FMI e portanto desistir do país, ou levantar o povo por uma economia em que todos pagam o que devem. É no dia 5 de Junho que se decide, não é nesta operação de chantagem.

E a pergunta essencial é esta: havia alguma coisa para negociar entre cada partido e o FMI com a Comissão Europeia? A resposta honesta é não: o comunicado do Ecofin que determina o mandato desta “missão” estabelece que as medidas a impor são as do PEC4 e mais alguma coisa por acrescento. Aos homens do FMI e da Comissão Europeia é absolutamente indiferente o que diga este ou aquele partido, só lhes interessa que assinem as medidas que vão ser definidas, e nada mais.

É claro que, sabendo que vai aceitar a redução das pensões, Paulo Portas tem de fingir que influenciou alguma coisa no resultado e vai tentar apresentar como bom resultado o facto de todos os pensionistas perderem 10% em 3 anos, menos os mais pobres que vão só perder 7% em 3 anos – uma atenuação da pena que o governo já tinha aceite depois da pressão do Bloco de Esquerda em nome dos pensionistas. E o PSD vai fazer o mesmo: aceitar o aumento dos impostos, porque aliás deseja o aumento dos impostos, e fingir que influenciou alguma coisa nessa escolha. Mas é mesmo nessa farsa que os meus amigos do FB querem acreditar?

Os que me pedem que vá ter com o FMI acreditam mesmo que se disser àqueles homens que há dois milhões de pobres em Portugal eles caem em si, consternados, de mãos na cabeça, a dizer: vejam lá o que nós íamos fazer com o congelamento das pensões! Acreditam que eles se desfazem em lágrimas quando lhes disser que o seu mandato inclui a privatização de empresas que provocarão mais défice do Estado e portanto mais impostos no futuro, o que é o mesmo que dizer mais desemprego? Acham que quando lhes disser que 10 biliões de euros já estão destinados para os bancos que causaram esta crise, eles vão olhar para as contas para descobrir com espanto e indignação que é mesmo assim e que os impostos podem vir a pagar todos estes BPNs? Que me vão dar razão quando lhes disser que o que fizeram na Grécia está a destruir esse país – e que eles vão daqui a correr para Atenas para reparar o mal que estão a fazer?

Eu votei contra o PEC, este e os anteriores, e esse é o meu mandato dado pelos eleitores: defender os desempregados e precários e defender a economia. Avisei o primeiro-ministro: aplica as medidas do FMI e trará o FMI, contribui para a recessão e conseguirá a bancarrota. O mandato do Bloco de Esquerda é ser a esquerda que quer uma solução para o país, não é ser figurante de uma farsa que quer ocultar e entreter, enquanto os seus mandantes destroem a economia do país.

Sei que nos momentos difíceis é preciso ter coragem e se é criticado por não ceder à chantagem. Sei que é preciso ter clareza, mesmo contra a corrente. Eu serei claro nas soluções e nas propostas. Porque só assim a esquerda pode convocar o povo para a mais difícil das alternativas, a única que existe: salvar a economia e o país de se tornar um protectorado em que a democracia é um faz-de-conta.

sábado, 16 de abril de 2011

Bloco de Esquerda/Almada | Notícias: Artigo de Opinião - Abril 2011 | O FMI e A Resposta À Crise

Fica mais um artigo de opinião, desta vez do Membro da Coordenadora Concelhia de Almada do Bloco de Esquerda, Henrique Pires, que foi publicado no Notícias de Almada desta Sexta-Feira.

Aconselho-te a ler!

JOÃO

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O FMI e a resposta à crise

Ainda há bem pouco tempo José Sócrates afirmava que não governaria com o FMI. Entretanto, o PEC IV, discutido em Bruxelas com a chanceler alemã, é chumbado na Assembleia da República. Como consequência, o governo pede demissão e Sócrates vitimiza-se. Já com a AR dissolvida, as agências de notação baixam drasticamente o rating da República e dos maiores bancos portugueses. Em seguida, os donos do capital (leia-se “banqueiros”) reúnem-se com o Banco de Portugal e ameaçam que não financiarão mais o estado português. Sem liquidez e os ratings na categoria de quase lixo, o governo cede e decide pedir ajuda externa de acordo com a vontade dos nossos banqueiros.

O termo “ajuda” é um eufemismo, porque, na verdade, o FMI não ajuda ninguém As políticas do FMI (que, no essencial, são também as do FEEF, e ao qual está associado) servem fundamentalmente para garantir aos credores o pagamento das dívidas. São políticas recessivas que não permitem o crescimento económico e criação de emprego. Este PEC IV (base de negociação para a dita “ajuda externa”), aumenta impostos, congela pensões, promove despedimentos (de preferência baratos), indicia o corte do 13º mês, exige um “ambicioso” pacote de privatizações, e quase que liquida o apoio aos desempregados.

Metade ou mais de metade do montante que Portugal pedirá ao FEEF será para pagar a dívida que vence entre 2011 e 2013. O restante poderá ser para refinanciar empresas públicas deficitárias (como a REFER ou a Transtejo) ou tapar o buraco do BPN (prejuízos que o governo nacionalizou).  E, tudo isto, sem contar que o objectivo do défice se mantém inalterado (4,6% em 2011, 3% em 2012, 2% em 2013).
O programa de ajustamento económico que nos será imposto não irá resolver a crise. Antes, pelo contrário, agrava-la-á, como bem demonstram as experiências grega e irlandesa. Como alternativa ao pedido de ajuda, a solução passaria por reestruturar a dívida, os prazos e as suas condições. Mas para que esta reestruturação seja justa seria necessário recusar o pagamento de parcelas inaceitáveis, como sejam os juros excessivos, induzidos pela própria actividade dos especuladores e agências de rating.

Uma reestruturação séria da divida pública exige um forte poder negocial que só um governo de esquerda estaria em condições de o fazer. O governo PS já demonstrou que não é capaz de o fazer, apesar de toda a sua retórica de resistência ao FMI. Por outro lado, o PSD quer chegar ao poder para executar uma política liberal, mas escudado atrás de uma autoridade externa, procurando assim disfarçar as consequências sociais de uma severa política de austeridade. Aliás, a razão pela qual o PSD chumbou o PEC IV, é que este não ia “suficientemente longe”.

Na forja, e ainda no segredo dos deuses, preparam-se novas medidas de austeridade. Não para os donos do capital, que continuam a lucrar com a crise, mas sim para os trabalhadores a quem cabe pagar todo o desvario económico em que foram metidos.

Urge que a situação económica em que nos encontramos não seja vista como uma inevitabilidade, mas como uma jogada do capital, que é preciso combater. Cabe pois, à esquerda, dar uma resposta política, demonstrar que há dinheiro neste país, onde está, e quem é o seu detentor.
Henrique Pires
Membro da Coordenadora Concelhia Almada do BE
11 Abril 2011
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Travessa D. Sancho I, 1-A
2800-046 ALMADA
Telefone: 212752351Bloco de Esquerda (Almada)

sábado, 19 de março de 2011

Miguel Portas | UM PEC POR ANO NÃO DÁ SAÚDE NEM ALEGRIA | Política de um PEC por ano resulta do compromisso entre PS e PSD

Mais uma entrevista de Miguel Portas ao programa “Conselho Superior" da Antena 1, em que o Eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, faz o seu comentário semanal sobre a actualidade política.
Um PEC por ano não dá saúde nem alegria” diz Miguel Portas de uma forma muito sensata.
"Este esquema de coordenação económica não é o meu...", diz Miguel Portas. E explica a razão de não ser.
Aconselho a veres esta entrevista que é bem uma lição sobre os compromissos que os países da UE têm que cumprir... e a cooperação que o PSD tem dado aos PECs anteriormente apresentados.
Na entrevista ainda é mencionado o acidente nuclear no Japão.
JOÃO

Miguel Portas no programa "Conselho Superior"
Antena 1 - 2010/03/18
Um PEC por ano não dá saúde nem alegria

Política de um PEC por ano resulta do compromisso entre PS e PSD
Produzido por The Week, 19/03/2011

O eurodeputado Miguel Portas considera que a polémica sobre o PEC IV entre os dois mais votados partidos portugueses assenta numa alegada “ruptura de compromisso” que é apenas “meia verdade” porque “o esquema de governação e coordenação económica a ser posto em prática tem o acordo do PSD”.

Três medidas básicas caracterizam essa coordenação económica têm todas o acordo de PS e PSD, explicou o eurodeputado do Bloco de Esquerda na sua intervenção semanal no espaço “Conselho Superior” da Antena Um. Essas medidas são: “todos os anos passa a haver PEC’s, Planos de Estabilidade e Convergência”; todos os anos haverá PNR’s, planos nacionais de reformas que terão entre os objectivos principais “flexibilizar” ainda mais os mercados de trabalho e atacar as idades de reforma; e pelo menos uma vez por ano haverá “missões de controlo” externas para verificarem se os países estão a acatar o que foi estabelecido.

Ora as medidas previstas para 2011, segundo Miguel Portas, resultam desta política “de coordenação económica” e “Pedro Passos Coelho não pode dizer que não tem conhecimento delas; não só deu o seu acordo como não reclamou que os PEC’s tenham de ser previamente aprovados pelos parlamentos nacionais”.

A propósito da situação no Japão, Miguel portas sublinhou que acontecendo ela num país que é um dos “centros mundiais de modernidade” coloca a necessidade de dispensar a energia nuclear e apostar a fundo na estratégia energética de reduzir o consumo e aumentar a eficiência.

Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Na Edição de 18 de Março de 2011 | «Deus Antecipa o Fim do Mundo para 2011»

Se Não Aconteceu...
Podia Ter Acontecido!



Na Edição de 18 de Março de 2011

Clica 2 vezes sobre a imagem para a aumentares!

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Uma vez mais a sensacionalista primeira página de "O Inimigo Público" com o seu humor caustico.
A imagem desta primeira página de "O Inimigo Público" é bem corrosiva e carregadinha de dramatismo político e social.
O Mundo está complicado, com as revoltas, as catástrofes... Portugal com o novo PEC e as socratices, serm uma luz ao fundo do túnel...
Eu estive, uma vez mais, sem computador durante uma semana...
O carro do Carlos começou a arder...
Há grandes infernos mundiais e pequenos infernos pessoais.
Será mesmo o fim do mundo? Se não é parece!
Pelo menos é o fim do meu minuto...
JOÃO

domingo, 13 de março de 2011

Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Na Edição de 11 de Março de 2011 | «SITUAÇÃO EXPLOSIVA / CONFRONTOS ESPERADOS»

Se Não Aconteceu...
Podia Ter Acontecido!



Na Edição de 11 de Março de 2011

Clica 2 vezes sobre a imagem para a aumentares!

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Mais uma imaginativa e bem conseguida primeira página de "O Inimigo Público" com o seu "fabulástico" humor.
As imagens desta primeira página de "O Inimigo Público" são divertidamente corrosivas e carregadinhas de significado político sobre as relações demasiado explosivas de Sócrates e dos seus confrontos com a oposição, o Presidente da República e, mais importante, o povo português.
Mais um PEC...! Já vamos no 4.º?! É, de facto, uma descida ao fundo do poço! Estamos todos, mesmo, à rasca! As novas medidas de austeridade e da responsabilidade de Sócrates vão, uma vez mais, penalizar os mesmos de sempre, arrazar a economia portuguesa, ignorando, como era de esperar, a justiça fiscal, evidentemente...
Precisamos de sorrir, mesmo com vontade de chorar!
JOÃO

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Artigo de Carlos Santos: HÁ ALTERNATIVA

NOVEMBRO
2010






Os quatro maiores bancos privados, que actuam em Portugal, tiveram nos primeiros nove meses deste ano lucros no montante de 1.122 milhões de euros, ou seja mais de quatro milhões por dia. A crise que o país vive tem dois lados: aumento do desemprego e agravamento das condições de vida da maioria dos portugueses, por um lado, aumento dos lucros da banca, por outro. É esta a realidade, que o orçamento e as medidas votadas por PS e PSD ainda agravam brutalmente, com os cortes em salários, serviços públicos e apoios sociais e com o aumento de impostos. A banca, o sector mais privilegiado entre os privilegiados, sempre tem pago impostos reduzidos, abaixo da lei, e o orçamento do bloco central garante a continuidade dessa situação.

Porém, apesar de todas as medidas apontadas pelos “intérpretes”, ou porta-vozes, dos chamados mercados financeiros estarem a ser aprovadas pelo Governo, com o apoio do PSD, os juros da dívida portuguesa não descem. Diziam que era preciso tomar medidas dolorosas para “acalmar” os mercados - o Governo anunciou o PEC3; passaram a reclamar a aprovação de um orçamento - depois de aprovado na generalidade os mercados afinal não se “acalmaram” e os juros da dívida continuaram altos e mesmo a subir. Há quem defenda a necessidade de intervenção do FMI, mas basta ver a situação da Grécia para perceber que essa intervenção imporá medidas ainda mais gravosas contra quem trabalha, mas não garante qualquer baixa dos juros da dívida. Como se sabe a mentira tem perna curta...

Os mercados financeiros são os bancos e são eles que estão a impor a subida dos juros, a qual é apenas um objectivo em si e pouco tem a ver com a credibilidade dos países devedores. E os bancos nos mercados financeiros só podem continuar a impor a subida porque a União Europeia, sob o comando da direita de Merkel, Sarkozy e Cameron, está a aplicar uma política para fazer recair a crise sobre quem trabalha e salvar os fabulosos lucros da banca. A Comissão Europeia, presidida pelo amigo de Bush e Aznar, é a cara dessa política e a instituição que mais fomenta a especulação e a chantagem.

A esta política de austeridade para os pobres, imposta à força e difundida como inevitável, há que responder que há alternativa. O Bloco de Esquerda apresentou 15 medidas alternativas ao OE 2011, que garantiriam o crescimento económico e a diminuição de despesas e aumento de receitas públicas. A mudança fundamental é atacar interesses instalados e que estão a ser privilegiados pelo bloco central.

O caminho para conquistar essa mudança depende da cidadania. Depende do protesto e da rejeição da política do Governo e do bloco central, por parte de quem trabalha. Por isso, é tão importante a greve geral de 24 de Novembro. Se as cidadãs e os cidadãos se calarem e submeterem passivamente, então ao PEC3 seguir-se-á o PEC 4, com mais cortes nos direitos e nos serviços públicos...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Miguel Portas | FMI | «A VERDADE É QUE O FMI JÁ CÁ ESTÁ EM PRESTAÇÕES NADA SUAVES: PEC 1,2,3,4,5»

"... a verdade, a verdade é que o FMI já cá está; já cá está em prestações, aliás nada suaves, e elas até têm nome: o PEC1, foi aí que chegou; depois o PEC2,  depois o PEC3, que onde vamos; e depois o PEC4 e o PEC5, que é aqueles aonde chegaremos...", disse Miguel Portas. Miguel Portas diz, também, que o agitar do "papão" do FMI só serve "para que as pessoas aceitem de bom grado o assalto às algibeiras que lhes está a ser feito".

E continuou, e muito bem, com referência aos lendários textos musicados "FMI" de José Mário Branco e "Os Vampiros" de José Afonso, na passada Sexta-Feira, dia 5 de Novembro, em mais uma brilhante entrevista ao programa “conselho superior" da Antena 1, onde Miguel Portas, o Eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, faz o seu comentário semanal sobre a actualidade política.

Todas as entrevistas têm sido extraordinárias e eu vou deixando, aqui, os seus vídeos.

Mas esta é mesmo, mesmo imperdível para quem quer compreender como está a situação financeira e económica de Portugal.

JOÃO
Miguel Portas no programa "Conselho Superior"
Antena 1 - 2010/11/05
FMI
beinternacionaleu | 5 de Novembro de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Governo Apresenta Mini-PEC da Saúde - Grande Descaramento!!!

Mini-PEC da Saúde! Mini-Programa de Estabilidade e Crescimento dentro do próprio Programa de Estabilidade e Crescimento - PEC!
Muito engenhoso! Grande PEC com vários Mini-PEC!
Mini-PEC nos Impostos! Mini-PEC nos Transportes! Mini-PEC da Saúde!
A minha saúde já está tão mini que, com este Mini-PEC, vai ficar mini-mini.
Enfim! Que mais nos vai acaontecer!
Hoje vi esta frase no Público: “Dizem os livros que, quando os governados perdem a confiança nos governantes, o ocaso está perto.” de Paulo Ferreira.

Eu já perdi a confiança nos nestes governantes há muito tempo; mas, pior, perdi quase que a sensibilidade à CRISE, o que é mau. Estou como que anestesiada, à espera do fim de qualquer coisa que não sei bem o que será, mas temo que será um FIM bem grande...
JOÃO

Governo apresenta mini-PEC da saúde
A Ministra Ana Jorge divulgou esta segunda-feira um plano que pretende poupar 50 milhões já este ano. O objectivo é chegar aos 100 milhões e implica cortes em horas extraordinárias, nas despesas hospitalares e nos medicamentos genéricos.
Artigo | 25 Maio, 2010 - 12:28
A Ministra Ana Jorge apresentou a primeira tranche de dez medidas com as quais espera um corte de 50 milhões de euros na despesa do Serviço Nacional de Saúde. É uma espécie de Plano de Estabilidade e Crescimento para o sector e o objectivo é tornar sustentável o "acesso universal e não discriminado" à saúde, sublinhou a ministra na apresentação de um plano que deverá ser alargado para atingir uma poupança de 100 milhões.

Contas feitas à transferência do Orçamento do Estado para o SNS, 8,7 mil milhões, o que vai ficar no mealheiro representa pouco mais de 1%. Uma das medidas é um corte de 5% nas horas extraordinárias dos hospitais, o equivalente a menos 13 milhões de euros/ano.

"O SNS é suficientemente importante para pensarmos que tem de continuar", justificou Ana Jorge. Entre as medidas apresentadas estão planos de redução de despesa nos hospitais-empresa (EPE) e Sector Público Administrativo (SPA), organismos de administração central e regional e até no seu gabinete: fotócopias frente e verso e substituir garrafas de água por jarros são algumas das medidas a curto-prazo.

"Pretendemos baixar cinco por cento a despesa com horas extraordinárias, dois por cento a despesa com fornecimentos e serviços externos e assegurar o cumprimento da meta orçamental de crescimento de apenas até 2,8 por cento da despesa em farmácia hospitalar", esclareceu. Só em horas extraordinárias o ministério prevê reduzir 13 milhões no espaço de um ano.

Para o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, e à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa, apesar de a contenção ser legítima, é preciso que seja realista: "Tem de ser feita uma avaliação séria para que não haja cortes cegos ou desajustados das necessidades", cita o jornal I. Para Pedro Nunes, o problema vem de trás: "Se antes havia a questão da carreira, hoje não há nenhum motivo para um médico se manter no SNS. Têm de contratar horas extraordinárias. Se isso acontecer em serviços que têm excesso de pessoal, é aceitável. Se acontecer em serviços já nos limites, teremos de nos opor."

Estas medidas, que serão objecto de despacho conjunto dos ministros das Finanças e da Saúde, pretendem, segundo Ana Jorge, uma gestão eficiente dos recursos humanos da saúde e “garantir a sustentabilidade do SNS”.

As contratações de profissionais nos hospitais EPE que tenham resultados líquidos negativos passam a estar sujeitas a ?aprovação prévia e casuística da ministra da Saúde?, assim como a contratação de profissionais de saúde já integrados no SNS para outras unidades de saúde. A ministra adiantou que não está incluída neste plano a situação dos médicos que pediram reforma antecipada e que as negociações com os sindicatos dos profissionais da saúde ainda estão a decorrer.

Há três medidas relacionadas com a política do medicamento, uma das quais é a receita médica passar a discriminar a informação do valor que o utente pouparia se lhe tivesse sido prescrito um medicamento mais barato.

A redução imediata de 10 por cento do preço das tiras de controlo da glicemia para diabéticos, que permitirá uma poupança de cinco milhões de euros num ano, e a redução do preço dos genéricos omeprazol e sinvastatina, que poupará 18 milhões de euros ao Estado e 17 milhões ao utente, são outras medidas relativas aos fármacos. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, o Estado gasta anualmente 180 milhões de euros com estes dois genéricos.

Haverá ainda um reforço das auditorias da Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS) à despesa com medicamento nos hospitais públicos, que incluem o controlo sobre o registo e a distribuição gratuita de medicamentos.

Das medidas também fazem parte uma redução de cinco por cento da despesa total dos gabinetes da ministra da Saúde e dos secretários de Estado. Todos os organismos do Ministério da Saúde têm de elaborar em 30 dias um “Guia de boas práticas”, visando poupar nas despesas correntes de cada serviço, excluindo pessoal, cerca de cinco por cento.

A 1 de Junho entram em funcionamento os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que têm como foco de acção as compras, contabilidade e recursos humanos do SNS. “Estudamos todas as áreas em que é possível conter o aumento das despesas públicas sem pôr em causa o leque e a qualidade dos serviços de saúde que prestamos”, salientou Ana Jorge.

A Ministra anunciou ainda que todos os programas de prevenção e tratamento das doenças irão manter-se, centrando-se o combate no “desperdício e nas insuficiências que ainda existem no SNS”.

sábado, 15 de maio de 2010

Marisa Matias - Artigo: Vimo-nos Gregos para aqui chegar

Não deixes de ler, o artigo da Eurodeputada do BE, Marisa Matias, para compreenderes melhor, a nossa situação de crise que em tudo se vai assemelhando à crise vivida na Grécia.
Percisamos, todos, de estar bem atentos e vigilantes.
JOÃO
Vimo-nos gregos para aqui chegar
15-Mai-2010
A situação que se vive actualmente na Grécia pode e deve ser vista por nós como um reflexo no espelho. Em nome da estabilidade e do crescimento, aprovam-se planos que se reduzem a operações de corte deixando a factura mais pesada para ser paga por aqueles que mais afectados são pela crise económica e social que vivemos.

O Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado para combater a crise em Portugal mantém todas as condições para que continue a haver desperdício onde ele sempre houve. As regalias e mordomias mantêm-se e continua a garantir-se que a classe dos intocáveis sobrevive sem sobressalto. Indirectamente, diz-se aos cidadãos e às cidadãs portuguesas que a incompetência compensa e que os prémios devem ser dados à má gestão.

Durante meses disseram-nos que não se podiam ainda aplicar taxas sobre as transacções financeiras porque os "mercados ainda não estavam preparados". Depois disseram que sim, mas que as grandes empresas ficavam de fora. E estarão os trabalhadores portugueses, assim como os desempregados, "preparados" para continuarem a ser a reserva onde se vai buscar o dinheiro que "falta"? A saga não termina por aqui. Todos nós pagamos a duplicar este pacote de medidas: pelo preço directo que se paga e pelo preço indirecto resultante do recurso à privatização sistemática dos nossos bens comuns, desde os recursos naturais aos serviços públicos, como modo de ir buscar mais uns trocos para resolver o curto prazo. Foram já os anéis. Agora tentam os dedos e as mãos.

Estas medidas de curtíssimo prazo mostram, afinal, que ainda resta alguma capacidade produtiva ao governo português e ao seu principal aliado na oposição: a capacidade de produzir mais pobreza, precariedade, injustiça social. Pois, na verdade, com medidas como esta esse será o resultado a médio prazo.

Em 2007, o Primeiro-Ministro dizia que a principal prioridade era a redução do desemprego. Hoje afirma que a principal prioridade é a redução do défice. A amarra do défice é uma visita recorrente. Corta-se na despesa pública, corta-se no investimento público. Continuam a dizer-nos que as medidas só podem ser sérias se foram austeras. Austeras para uns, mas suaves como penas para outros.

É, assim, de estranhar a revolta do povo grego face à situação que está a viver? Não. A luta que o povo grego tem travado nas ruas pela justiça social e pela justiça económica é, afinal, uma luta por todos nós.

Marisa Matias,
Artigo publicado no Diário "As Beiras" de 14 de Maio de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

PEC (Programa da Estagnação e Congelamento) e/ou "O Grande Desafio"

O PEC – o Programa da Estagnação e Congelamento
Até 2013 vamos, os que conseguirmos sobreviver, ficar estagnados e com vencimentos congelados.
À força de quererem agradar a Bruxelas e cumprir a estabilidade, esqueceram-se do crescimento. E sem crescimento, não haverá mais emprego! Pelo contrário, o desemprego que é de já de um valor absurdo, e atinge todas as camadas sociais, profissões - até os licenciados e doutorados -, vai crescer.
Os apoios sociais vão ser, também, reduzidos. Os impostos sobem indirectamente.
Poderíamos tentar hibernar… Mas não podemos!
Fica um artigo de opinião do Carlos Santos, do BE.
JOÃO

O bloco central aprovou o PEC, que é um plano de autêntico desastre económico e social para os próximos quatro anos. A luta contra este programa vai marcar toda a vida social e política em Portugal durante muito tempo. O plano do governo abandona o combate à pobreza, corta nos apoios sociais aos mais desfavorecidos, impõe a redução dos salários reais, manterá altíssimos níveis de desemprego. E, a par disso, estende as parcerias público-privadas, uma forma de entregar de mão beijada mais valias ao capital privado; despreza o combate à evasão fiscal e promete maior entrega de bens públicos aos privados. Não é um plano de redução de despesas, é um plano para tirar aos pobres e dar aos ricos. Não era inevitável, como o Bloco bem provou com as propostas alternativas que apresentou. Não foi apenas uma imposição externa ou dos sectores económicos e financeiros mais poderosos, foi uma escolha: a da capitulação e do abandono das promessas eleitorais. Mas significa ainda mais, significa o abandono de ideais defendidos pelo PS, como o combate à pobreza e às desigualdades sociais. A atitude face ao rendimento social de inserção e ao subsídio de desemprego é bem a medida da política que o governo PS vai seguir: capitulação perante a direita, até à sua demagogia populista mais primária. PSD e CDS viabilizaram o orçamento para 2010, que já ia no sentido deste programa. Agora, na votação da resolução sobre o PEC, o PSD absteve-se e o CDS votou contra, apesar do programa capitular perante algumas das suas mais celeradas exigências. Daqui para a frente, a direita viabilizará os planos negativos do governo, mas sempre exigindo mais e mais e culpando apenas o PS por tudo o que de mau acontece. O governo não só governa com o plano da direita, também a branqueia, dá-lhe argumentos e espaço. Se a oposição de esquerda for fraca e pouco mobilizadora, Sócrates acabará derrotado, com os votantes socialistas desmoralizados e entregando a governação a uma direita fortalecida. O governo e o aparelho do PS vão fazer tudo para calar as vozes internas que contestam o PEC. Para o PS, este será o pior caminho, aquele que mostrará um partido submisso, incapaz de defender os seus próprios ideais e que, no final, entregará o poder à direita. À esquerda exige-se pois que faça um amplo combate, capaz de mobilizar o eleitorado socialista. Só assim será possível derrotar esta política para criar alternativa. A oposição política e social a este PEC começou já, pela apresentação de alternativas e o voto contra no parlamento, pelas greves e protestos sociais dos funcionários públicos e dos trabalhadores de outras empresas e sectores. Vai prosseguir no debate de cada medida concreta e, sobretudo, na mobilização social contra as medidas do PEC. Nos próximos meses, vão-se multiplicar os protestos e as acções de rua. O grande desafio colocado à esquerda é o de chamar novos sectores sociais à luta, é o da mobilização social ampla.
ABRIL 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Constâncio e PEC... Nem o Benfica nos salva deles!...

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Boneco do Multibanco é apontado como o mais provável
sucessor de Constâncio no Banco de Portugal
António Marques
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Dois Cartoons do Bartoon!
Os nossos Governantes, uma crise no nosso Portugal e o PEC, pois claro!
E desta vez é para todos chorarmos ... Pois nem o Benfica, mesmo que veja um ser campião, nos PODERÁ SALVAR!
JOÃO
PUBLICO.PT - Bartoon - 25-Mar-2010
PUBLICO.PT - Bartoon - 26-Mar-2010
Clica para 2 vezes sobre as imagens para as veres aumentadas!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Heitor de Sousa: "o PEC é uma ruína económica" - PEC 2010-2013 Disponível On-Line


Podem ter acesso ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), on-line, clicando
aqui.

E fica o vídeo com a intervenção do deputado do Bloco de Esquerda, Heitor Sousa, hoje, na AR.

JOÃO


Heitor de Sousa: "o PEC é uma ruína económica"
O deputado Heitor de Sousa faz a Declaração Política do Bloco de Esquerda, referindo-se ao Programa de Estabilidade e Crescimento e às privatizações e cortes sociais decorrentes do mesmo. O deputado do Bloco refere ainda o Projecto de Resolução que o Bloco apresentará para criação de uma agência de dotação europeia que termine com o "ataque especulativo à Economia portuguesa", feito recentemente por agências de rating.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Notas de Francisco Louçã: A Esquerda censura e ataca o Governo no coração da sua política, o PEC e a estratégia social

Sobre o PEC, quem melhor que Francisco Louçã para explicar a situação do nosso país com as suas NOTAS no Facebook.
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Francisco Louçã: A esquerda censura e ataca o governo no coração da sua política, o PEC e a estratégia social
Hoje às 1:14
O Programa de Estabilidade e Crescimento (2010-2013) representa a estratégia do governo e das políticas liberais em todos os domínios da vida social: redução de salários e subsídio de desemprego, desemprego estrutural acima de 10%, privatização extensiva dos bens públicos, agravamento da desigualdade fiscal, abandono do combate à pobreza e degradação dos serviços sociais. O Bloco de Esquerda tem agora e nos próximos anos um único objectivo: derrotar esta política para conduzir uma alternativa.

Esse confronto exige clareza e mobilização. Só uma alternativa concreta pode construir essa clareza e mobilização, e foi por isso que o Bloco de Esquerda apresentou - e foi o único partido a fazê-lo - uma resposta ao governo, que indica prioridades orçamentadas, rupturas corajosas e respostas directas à redução da despesa, à protecção dos salários e pensões, à criação de emprego, ao ataque à injustiça fiscal. O país inteiro deve perceber, e muitos trabalhadores sabem por experiência própria, que as medidas do governo criam o desastre económico, mas que é o Bloco que apresenta uma resposta para a criação de emprego que podia ser aplicada sem um segundo de atraso. Ora, o Orçamento de Estado para 2010 foi o primeiro momento desse PEC de quatro anos. E a aliança entre o PS, o PSD e o CDS foi a escolha determinante da sua aprovação. Queremos que a clareza demonstre que a política portuguesa se estrutura no confronto entre esta aliança à direita e as respostas concretas e mobilizadoras que o Bloco apresenta.