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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Debate Quinzenal com o Primeiro-Ministro | Francisco Louçã vs Passos Coelho | Vídeos

Eu sinto uma "raiva" tão grande, uma dor tão profunda, uma indignação tão sentida, que me faz ficar despedaçada por dentro, não compreendendo como caímos tão fundo ao ponto de termos um Governo, mascarada de democrata, mas que é do mais antissocial, do mais tirano e injusto que poderíamos ter, mesmo que tivéssemos uma ditadura. Temos liberdade de expressão, alguns de nós, que não estamos compromet...idos com emprego e dependentes dos vários poderes, como eu que estou reformada, mas já fui penalizada, no emprego, por ser bloquista. Contudo, devemos ao Bloco de Esquerda, ao PCP e ao PEV as vozes da democracia que são, ainda, no Parlamento Português, embora em minoria, a esperança para um acordar dos portugueses que andam a dormir ou anestesiados.
Hoje, no debate quinzenal, valeram as intervenções destes partidos que referi para eu aguentar o embate destas notícias... Desejo, com toda a força, que os responsáveis pela redução destas pensões, já muito baixas antes, sejam um dia julgados e presos...
Eu sou de PAZ. Não sou fã do belicismo, muito pelo contrário. Mas na democracia devem existir regras, leis e normas que impeçam qualquer tipo de retirada de direitos fundamentais e obriguem ao cumprimento integral da Constituição, coisa que não acontece. Também não se compreende, em democracia, a existência de sociedade secretas e, principalmente, que membros dessas sociedades secretas façam parte dos órgãos de soberania.
O 25 de Abril foi único! Se acontecer outra revolução, ela não será um 25 de Abril. Será uma guerra civil sangrenta e feia... E eu se fizesse parte do Governo, temia que ela acontecesse, porque os chefes do Governos de países com revoltas populares, acabam todos por cair em grande desgraça, leve o tempo que levar...
Há coisas que o povo não aceita... e há um dia que diz BASTA!
Mas ouve e vê estes vídeos com as intervenções de Francisco Louçã.
Como ele soube intervir com muita verdade, cheio de razão e sem demagogia, mas muita elegância e ética.
Palavras muito bem usadas para entendermos todos as questões políticas e sociais mais importantes da actualidade...
Não as percam!
JOÃO


Louçã vs Passos I:
"Governo brinda "com champagne" mais um contrato com grupo Melo na saúde"
Carregado por em 06/01/2012
No debate quinzenal com o Primeiro-ministro, Francisco Louçã confronta Passos Coelho com o aumento em 100 milhões do custo das taxas de moderadoras na saúde para as pessoas e o recente acordo com o Hospital CUF-Descobertas, privado, para pagar despesas por serviços que competem ao Estado.
Louçã vs Passos II:
"Governo fecha os olhos a grupos económicos que fogem do país para pagar menos impostos"
Carregado por em 06/01/2012
Francisco Louçã afirma que Governo "só tem facilidades para quem vive acima das nossas possibilidades" e exemplifica: o Primeiro-ministro apresentou-se como o advogado do grupo Pingo Doce, embora seja a Holanda a ficar com a' melhor parte' dos impostos, ou seja, "Soares dos Santos pode fazer o que quiser, aos pensionistas foi-lhes cortada a pensão pela metade".

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Artigo de Carlos Santos: COLOSSAL | ESQUERDA


AGOSTO
2011 





Pois é, estamos num tempo de enormidades. Passos Coelho disse à porta fechada algo que alguns conselheiros nacionais do PSD vieram publicamente interpretar que ele considerara que as contas públicas tinham um desvio colossal. Porém, uma tal afirmação, se confirmada, desdiria as promessas anteriores do líder do PSD e, pior que isso, alertava os “mercados” e a troika que a situação das contas públicas era ainda pior, dando base a novos ratings lixo e a reforçadas pressões de todo o género. O ministro de Finanças de plantão reinterpretou e, com aval reforçado de Cavaco, o desvio colossal tornou-se trabalho governamental gigantesco. Uma crítica a outrem passava a auto-elogio e a dúvida ficava: dois em um, através de um jeito de pequena manobra.

Não é por acaso que o governo teve necessidade de adjectivar fortemente, assim procura criar a ideia que a realidade é uma enormidade, de que todos padecemos e para cujo tratamento todos teremos de sofrer.

Entretanto, o governo anunciou o corte drástico do 13º mês. Mas esta redução no rendimento da maioria das pessoas não atingirá depósitos bancários, nem dividendos, nem lucros, nem a maioria das mais-valias, que em cerca de 70% são recebidas por não residentes e por pessoas colectivas. O enorme corte nos rendimentos não é para todos, os mais ricos, as empresas e os bancos são poupados.

Depois do corte no subsídio de Natal, o governo divulgou aumentos dos transportes colectivos em mais de 15%, de novo é a maioria da população a pagar, enquanto o governo já prepara a redução das contribuições patronais para a segurança social. Novamente, mais ricos, empresas e bancos ganharão e quem trabalha será prejudicado.

E não ficam por aqui as novidades governamentais. Um ilustrativo exemplo está na nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com destaque para a ida de Nogueira Leite para vice-presidente do banco público. Provindo do grupo Mello, o novo vice-presidente da CGD é conselheiro nacional do PSD e conselheiro do seu líder Passos Coelho. Em 2010, o destacado economista do PSD era membro de, nem mais nem menos, 17 administrações de empresas, bancos e institutos. A administração da CGD é um job luxuoso para destacados boys do PSD e do CDS.

Colossal! O adjectivo ganha propriedade, mas... para ilustrar o brutal corte no rendimento dos trabalhadores portugueses e a gigantesca redistribuição de rendimentos a favor dos mais ricos e, prenuncia-se, dos amigos do governo. Para combater esta enormidade todos teremos de nos preparar para dignas mobilizações sociais.

Nota: Este número do jornal Esquerda não será impresso e enviado para casa de assinantes e aderentes do Bloco de Esquerda. Uma medida de contenção financeira decidida pelo direcção do partido. Por isso, este número tem um novo arranjo gráfico que facilita a sua visualização.