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domingo, 19 de janeiro de 2014

OPINIÃO PÚBLICA | Nuno Melo Leva Uma Chapada de Luva Branca em Directo na SIC Notícias | Vídeo


Este vídeo, que te proponho que vejas e ouças com atenção, deixou-me completamente maravilhada.

O Eurodeputado eleito pelo CDS, Nuno Melo, ao ter participado no programa em directo, "Opinião Pública", na SIC Notícias, viu-se confrontado com uma interpelação frontal, sem papas na língua e dura, mas de forma calma e educada, por parte de um Gerente Comercial de Santarém, de 67 anos, com apenas a antiga 4.ª, "feita de pé descalço", que se tornou, desta forma, como que o porta-voz de um povo indignado e com perguntas muito pertinentes e bem colocadas.

Às vezes ouço o programa. Mas há temas que me deixam muito ansiosa e sinto-me mal. Tenho pena de não ter visto este para poder ouvir a resposta de Nuno Melo. Mas vou procurar ver se encontro, em vídeo, no site da SIC.

Não vou esquecer, porém, a conduta civilizada que este senhor, de seu nome José Latoeiro, teve e o acto de cidadania por ele realizado, com muita dignidade, contrastando com a Jornalista que, neste caso, e como eram várias questões e todas com justificação para serem colocadas, mesmo assim não conseguiu deixar de lhe cortar a palavra.

JOÃO
Nuno Melo leva uma chapada de luva branca em directo
na SIC Notícias

 

«O Euro-deputado é "obrigado" a escutar 
um dos mais arrepiantes retratos da sociedade portuguesa que alguma vez se ouviu.»

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Jornadas Autarquicas Bloco de Esquerda - 2 e 3 Fevereiro - Porto





Jornadas Autárquicas
do Bloco de Esquerda

O ataque da direita às autarquias, o mais grave 
de que há memória no Portugal democrático, e as consequências nefastas das políticas da troika e do governo na economia das pessoas,
exigem o resgate da democracia local e respostas 
claras à situação de emergência social nas comunidades locais.


Nas Jornadas Autárquicas o Bloco aceita o desafio e diz presente, em nome de uma alternativa de esquerda em 2013.

Porto, Hotel Tuela 

R. Arq. Marques da Silva, 200 

2 e 3 de Fevereiro 2013 - Entrada Livre 


INSCREVE-TE PARA

Autocarro 


Está previsto transporte gratuito colectivo no dia 2 de Fevereiro a partir de:
 
Almada - Centro Sul 06h30 

Lisboa - frente ao Jardim Zoológico
              07h00 

Santarém - mediante número de
                   inscrições 

Regresso do Porto dia 3 de Fevereiro pelas 15h, frente ao Hotel Tuela
 


Inscrição prévia obrigatória através de 213 510 510 ou irina.silva@bloco.org 

Alojamento Solidário 

Inscrições através de 213 510 510 ou irina.silva@bloco.org

sábado, 22 de maio de 2010

Professor Condenado por Discriminação: «Professor Condenado a Multa por Chamar "Preto" a Aluno»

Esta manhã quando, li esta notícia, fiquei muito satisfeita. É necessário que as pessoas sofram as consequências dos seus actos.
Para que isso aconteça, é necessário que as pessoas se lembrem que devem ter o direito à indignação e reclamarem junto das instâncias legais que têm para o efeito.
E ainda bem que há juízes com uma visão clarividente e desassombrada da aplicação da lei.
Infelizmente o paradigma do racismo social existe cada vez mais em Portugal, alimentando-se da arrogância e sobranceria daqueles que se sentem superiores ou poderosos. Há muitas formas de racismo social. Mas este, manifestado abertamente por um professor a um aluno, parece-me dos piores que uma sociedade pode ter.
Depois querem que os alunos respeitem os professores. Os alunos - os mais jovens -, tratam os outros como são tratados. Se são tratados com respeito, em casa, na escola, na sociedade em geral, tratam os outros com a mesma forma respeitosa.
O exemplo tem que vir dos educadores. E os educadores são toda uma sociedade!
Eu digo não ao Racismo!
JOÃO

Santarém
Professor condenado a multa por chamar "preto" a aluno
22-05-2010 | Jorge Talixa

Um professor de Música da escola básica Mem Ramires, em Santarém, foi ontem condenado a pagar uma multa de mil euros pela prática de um crime de injúrias. Em causa está o facto de o docente ter usado a expressão "entra lá, ó preto", quando um aluno de 12 anos pediu autorização para entrar na sala de aula.

Em 2009, este caso tinha já sido o primeiro e até agora único de discriminação racial que resultou em condenação pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Agora, o Tribunal Judicial de Santarém decidiu também absolver a mãe do menor, que estava acusada da prática de um crime de difamação agravada, no âmbito do mesmo processo, devido a queixas do professor, que contestou o teor de entrevistas dadas pela progenitora alguns meses depois. O docente, já com 26 anos de actividade lectiva, não quis falar aos jornalistas após a leitura da sentença, que o condena também a pagar as custas processuais.

O juiz Antunes Gaspar considerou provado que, na manhã de 9 de Janeiro de 2008, quando se iniciava uma aula de Música da turma D do 6.º ano, o professor terá dito, dirigindo-se ao aluno: "Entra lá, ó preto." O tribunal julgou bastante credíveis os relatos dos colegas de turma que confirmaram esta situação e não considerou plausível a tese do arguido de que teria sido outro aluno a usar aquela expressão.

Segundo testemunharam os colegas, o aluno quase chorou e isolou-se no intervalo seguinte. Quando chegou a casa, atirou a mochila ao chão e mostrou-se revoltado, contando à mãe o que se passara. Esta apresentou o caso aos responsáveis da escola mas, sem respostas concretas, decidiu apresentar queixa na PSP. Ao mesmo tempo deu algumas entrevistas a jornais locais condenando a atitude do professor.

O juiz considerou que, embora existam alguns testemunhos de que o professor também usaria termos como "cães" e "palhaços" quando se dirigia a alguns alunos, este terá sido um caso "pontual" que não configura a prática de crimes de xenofobia ou de racismo. Entende, contudo, que o professor "agiu com a intenção de ofender a imagem e o bom-nome do aluno", quando sabe que no exercício da profissão de docente lhes deve "um tratamento igual, digno e respeitador".

"Valeu a pena esta luta", disse a mãe, no final, ao PÚBLICO, acrescentando que continua preocupada com a cabeça do filho e com a forma como este pode encarar este tipo de situações.