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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marisa Matias na Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas | CANCÚN: UM PEQUENO PASSO PARA UM OBJECTIVO LONGÍNQUO

Marisa Matias, a Eurodeputada do Bloco de Esquerda e a Vice-Presidente do Partido da Esquerda Europeia, participou na Cimeira de Cancun, no México, e na manifestação pela justiça climática, promovida pelos movimentos sociais.
Fica um apontamento em vídeo da própria Marisa Matias.
JOÃO

Marisa Matias - Manifestação em Cancun
2010/12/09
beinternacionaleu |12 de dezembro de 2010

Os representantes de cerca de 200 países que participaram em Cancún na Conferência sobre as Alterações Climáticas das Nações Unidas, a 16ª COP, adoptaram um documento que estabelece alguns mecanismos interpretados como progressos na direcção correcta mas nada decidiram quanto ao futuro do Protocolo de Quioto, adiando o assunto para o próximo ano.

A eurodeputada irlandesa Bairbre de Brún, membro do grupo da Esquerda Unitária (GUENGL), considera que a adopção do Acordo de Cancún representa um progresso mas adverte que há muito trabalho para fazer nos próximos meses.

O principal progresso assinalado nesta conferência foi a adopção de um chamado Fundo Verde, que poderá permitir aos países em desenvolvimento serem recompensados pelas transformações a que vão ser forçados para travarem as emissões poluentes. Esse fundo será de 100 mil milhões de dólares por ano a partir de 2020 e deverá ser assegurado pelos países desenvolvidos. A responsabilidade da gestão deste fundo foi atribuída ao Banco Mundial, uma situação anunciada como transitória.

Outro aspecto positivo, realçado pela eurodeputada Marisa Natias, também presente na conferência, foi o facto de o processo de discussão das alterações climáticas ter regressado de facto ao seio das Nações Unidas, do qual tinha sido desviado em Copenhaga.

Em relação ao Protocolo de Quioto, que terminará a sua vigência em 2012 sem que exista um acordo para o prorrogar ou substituir, a discussão sobre o assunto foi mais uma vez adiada. Não houve qualquer progresso uma vez que os Estados Unidos, que não ratificaram o documento, consideram que não são parte envolvida no processo. Países como a Índia, a China, o Canadá, a Austrália, consideram que qualquer solução que venha a ser encontrada deverá envolver todos os países, principalmente os mais responsáveis pela emissão de gases que provocam efeito de estufa.

A Bolívia não adoptou o Acordo de Cancún considerando que foi “um passo atrás” e que se abriu “um precedente funesto” ao interpretar-se como “consensual” uma adopção que não o foi de facto.

A eurodeputada Bairbre de Brún comentou que havia receio de que “mais uma vez a conferência terminasse sem acordo, o que implicaria que o processo iria perder força e credibilidade”.

Os resultados obtidos significam que “agora temos uma base de trabalho pelo que a satisfação se justifica. Contudo, não podemos ser loucos a ponto de pensarmos que estamos de alguma maneira próximos do ponto onde deveríamos estar. Temos muito trabalho a fazer se queremos atingir os necessários níveis de ambição e de pormenor nos próximos meses”.

“Os dirigentes e governos do mundo”, prosseguiu a eurodeputada, “têm agora que assumir o desafio e assegurar que poderemos ter ambições para lá do acordo que termina em 2012. Além disso, os governos também necessitam de tomar medidas de âmbito interno para alterar os padrões que nos levaram até esta confusão enquanto apoiam os países mais vulneráveis a lidar com os crescentes prejuízos decorrentes das alterações climáticas”.

Bairbre de Brún explicou que em termos de União Europeia “isso significa atingir 30 por cento de redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2020. Necessitamos de atingir esse objectivo não só para ajudar a contribuir para um acordo global mas também para nosso bem, de modo a manter-nos competitivos”.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Artigo de Opinião de Marisa Matias: "ESTAMOS À ESPERA DE QUÊ?" | Esquerda.Net

Deixo um artigo de opinião que está no Esquerda.Net e que foi escrito em Cancún, México, pela Eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias e Vice-Presidente do Partido da Esquerda Europeia.

É uma excelente matéria sobre a falta de resposta dos responsáveis políticos às alterações climáticas.

Não deixes de a ler!

JOÃO

Estamos à espera de quê?

As alterações climáticas são uma realidade e é difícil perceber do que estamos à espera. Estamos a tratar de uma questão de sobrevivência e daquela que é das mais graves faces da crise global.
Opiniao | 12 Dezembro, 2010 | Por Marisa Matias

Escrevo-vos de Cancún, México, onde decorre a Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Na altura em que escrevo este texto ainda está tudo em aberto; amanhã, quando for publicado, já saberemos os resultados desta Cimeira. Em Copenhaga tivemos um acordo. Em Cancún teremos o quê? Um 'processo'? Um 'movimento'? Já sabemos que acordo dificilmente será, muito menos vinculativo...

Há ainda muitos impasses. Por limitações óbvias, escolho apenas um: o financiamento. Como é que podemos garantir que há dinheiro disponível para responder aos efeitos da crise climática? Qual o modelo? Qual o montante? Gerido por quem? Independentemente do modelo a que se chegar em Cancún, se se chegar, uma melhor compreensão deste impasse não perderá actualidade.

A primeira clivagem começa nos montantes. Países desenvolvidos a apoiar o montante definido em Copenhaga (100 mil milhões de dólares), os países em desenvolvimento a pedir que seja afectado 1,5% do PIB para um Fundo Climático. No entender dos países em desenvolvimento e de alguns países desenvolvidos, União Europeia incluída, este Fundo deveria ficar sob a égide das Nações Unidas; já no entender dos Estados Unidos, deveria ficar a cargo do Banco Mundial. Só depois de acertar estes “detalhes” se poderia discutir efectivamente a sua aplicação. Não é indiferente quem fica a gerir o fundo, assim como não é irrelevante a suspeita de que se está a tentar dar mais 'oxigénio' ao modelo de desenvolvimento que nos trouxe à crise em que estamos. Os países mais pobres reivindicam e com razão. Evo Morales chamou a esta operação de 'economicídio' – ou seja, validar um modelo de desenvolvimento e de pensamento económico sobre todos os outros e converter o que ainda resta da 'natureza' em mercadoria. Não é também indiferente não haver resposta disponível para situações de permanência ou de emergência resultantes de fenómenos climáticos extremos, como aconteceu há bem pouco tempo na Madeira.

As alterações climáticas são uma realidade e é difícil perceber do que estamos à espera. A irresponsabilidade de alguns países – e aqui é difícil perceber quem ficaria em primeiro lugar no 'pódio', se os Estados Unidos ou o Japão – e a incapacidade de se chegar a uma resposta comum foi ainda classificada por alguns de 'genocídio', no sentido em que estão a morrer cada vez mais pessoas em resultado das alterações climáticas – estamos a tratar de uma questão de sobrevivência e daquela que é das mais graves faces da crise global.

Sem sair destes impasses, nem sequer resta espaço para lidar com as causas desta crise. Poder-se-ia mesmo dizer que as soluções apresentadas, na sua substância, quase poderiam ser tiradas a papel químico das adoptadas para responder à crise económica. E, sim, também aqui serão os mais pobres a pagar mais.

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Sobre o autor

Marisa Matias


Eurodeputada, dirigente do Bloco de Esquerda, socióloga

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Temperatura na Península Ibérica Está a Aumentar... | Sul da Península Ibérica Terá Clima de Deserto em 2100

Segundo o estudo da Universidade de Salamanca, em Espanha, os dias e as noites estão a ficar cada vez mais quentes na Península Ibérica, em relação ao resto do Mundo.
Portugal vai ser um país árido, com falta de água daqui a duas dezenas de anos.
A água, o bem mais essencial para a vida humana, tem que ser poupada e usada com contenção.
Temos que ensinar aos mais novos que é imperativo não desperdiçar a ÁGUA!
A escassez de água e a seca serão uma realidade em Portugal!
JOÃO
 Temperatura na Península Ibérica aumenta mais
 do que no resto do Mundo

Estudo publicado na «Climatic Change» analisa período entre 1950 e 2006
2010-08-31

Na Península Ibérica, os dias estão a ficar mais quentes do que no resto do Mundo, concluiu um estudo da Universidade de Salamanca publicado na revista «Climatic Change». Devido ao impacto que as temperaturas têm na agricultura e na saúde, os investigadores da universidade espanhola analisaram as variáveis mais representativas destes extremos térmicos desde 1950 a 2006.

Os resultados revelaram que se registou um aumento dos dias quentes maior do que no resto do mundo. Também foi detectada uma diminuição das noites frias, tendência que acompanhou a descida global.

São poucos os estudos que se centram nos extremos climáticos e nas alterações que estão a ocorrer nas temperaturas máximas e mínimas ou nas variáveis dias quentes e noites frias.

Até agora, a maioria dos investigadores tinha analisado as alterações da temperatura média à escala global. Estes resultados indicavam que o aumento das temperaturas se deve “mais provavelmente” a factores antropogénicos.

Esta nova investigação permitiu analisar, do ponto de vista físico, as causas das variações dos extremos climáticos, ou seja, verificar “que alterações se estão a produzir nas massas de ar que chegam à Península Ibérica, bem como na temperatura do mar”, segundo explicou ao diário espanhol «El Mundo» Concépcion Rodríguez, autora principal do trabalho e investigadora do Departamento de Física Geral e Atmosfera da Universidade de Salamanca.

A tendência de diminuição de noites frias corresponde com a obtida à escala global, segundo o relatório do Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas (IPCC). No entanto, o crescimento de dias quentes na Península Ibérica é superior ao obtido globalmente para todo o planeta”, afirmou.

Para explicar estas diferenças, a equipa científica relacionou o aumento de dias quentes com índices que representam a variação das características da atmosfera e dos oceanos. Desta forma, “os dias quentes estão relacionados com os padrões atmosféricos, enquanto as noites frias dependem da temperatura do mar [do Atlântico Norte]”, explicou a investigadora.

O tempo que traz a massa de ar desde o Norte de África é a principal causa do aumento de dias quentes. “O tipo de tempo que provoca mais noites frias é a depressão sobre o golfo de Génova, que transporta ar seco e frio do Centro da Europa para Espanha”, explica Concépcion Rodríguez. A investigadora acrescenta ainda que as alterações no número de dias quentes e de noites frias são mais pronunciadas a sudoeste e noroeste da Península Ibérica e que “uma das causas prováveis destas alterações é a variação da temperatura superficial do mar no Atlântico Oriental”.

Artigo de 2010-04-14:
Sul da Península Ibérica terá clima de deserto em 2100
«Relatório de Avaliação Regional para as Alterações Climáticas» revela que temperaturas podem subir até 6 graus centígrados

domingo, 18 de abril de 2010

Marisa Matias Fala Sobre a Iniciativa "O Clima Está Farto de Nós?"

Muitas pessoas se dizem fartos do clima. Eu nunca pertençi a esse grupo porque sinto que não podemos culpar o clima dos desastres ambientais. O clima tem uma vida própria e não é justo culpabilizá-lo por algo que só está nas nossas mãos alterar, mudando hábitos, melhorando soluções de estilo de vida, procurando dar ouvidos aos cientistas e cumprindo as orientações que nos vão sendo dadas ao longo dos anos.
O Clima está, de facto, farto de nós! E o nome para a iniciativa do Bloco de Esquerda, "O clima está farto de nós?", tema de vários eventos e debates importantes sobre as alterações climáticas e o que fazer, foi muito bem escolhido porque questiona-nos a todos nós.
Este tema e esta preocupação devia ser considerada por todos como uma questão socialmente muito importante.
Deixo o vídeo da entrevista à Eurodeputada Marisa Matias, do BE, que espero ouçam com bastante atenção e interesse.
JOÃO
ESQUERDA.NET | Entrevista | Marisa Matias
Esquerda.Net 15 de abril de 2010 No âmbito da iniciativa " O clima está farto de nós? " realizada pelo Bloco, o Esquerda.Net entrevistou Marisa Matias, deputada no Parlamento Europeu.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"O Clima está farto de nós?" ::: Desastres Naturais vão afectar 325 Milhões de Pessoas em 2015

No outro dia, colocámos um "post" sobre um  DEBATE que vai acontecer e que tem por tema um assunto demasiado sério e cujo título é "O Clima está farto de nós?" ::: Debates, Concertos e Gastronomia ::: 26 e 27 de Março, Livraria Ler Devagar / Lx Factory. Para veres esse "Post", clica aqui.
Hoje, no entanto, quero dar a conhecer uma matéria que vem, sobre este assunto, no Esquerda.Net e gostaria de pedir para que a lesses com atenção.
JOÃO
Desastres naturais vão afectar 325 milhões de pessoas em 2015
17-Mar-2010
As Alterações climáticas irão afectar cerca de 325 milhões de pessoas, mais 40% do que são afectadas actualmente. O Bloco de Esquerda promove Debate Internacional e Encontro Nacional.

"O até agora inexorável avanço do aquecimento global e a má gestão do meio ambiente vão provocar uma proliferação de secas, desabamentos de terras, inundações e outras catástrofes, que darão lugar, em 2015, a um nível sem precedentes de necessidades humanitárias", alerta a Oxfam em comunicado divulgado nesta Terça feira.

A organização não governamental considera que este avanço está a provocar desastres naturais que actualmente afectam 230 milhões de pessoas. A Oxfam prevê que as alterações climáticas irão levar a um aumento de 40% no número das pessoas afectadas em 2015.

Nos dias 26 e 27 de Março, o Bloco de Esquerda e o Partido da Esquerda Europeia promovem um Debate Internacional sobre Justiça Climática onde participarão diversos especialistas nacionais e internacionais.

No dia 28 de Março, o Bloco de Esquerda promove um Encontro Nacional de Ambiente sobre Lutas Ecologistas e Resistência Social.

quarta-feira, 17 de março de 2010

'O Clima está farto de nós?' ::: Debates, Concertos e Gastronomia ::: 26 e 27 de Março, Livraria Ler Devagar / Lx Factory

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Sexta-feira, 26

Abertura do debate por Rita Calvário, Deputada do Bloco de Esquerda
17h - 18h30Painel I: A História das Alterações Climáticas
-- Filipe Duarte Santos (Alterações Climáticas), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
-- Maria Roxo (Fenómenos climáticos extremos, usos do solo e degradação ambiental), o Grupo de Ambiente da FCSH
-- Jean-Pascal van Ypersele (Climatologia), do IPCC, das Nações Unidas, por vídeo-conferência. Vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)
19h - 20h30Painel II: Ecologia e Sociedade
-- Ian Angus (Eco-socialismo), diretor e fundador do Projeto Histórico Socialista, editor da Socialist Voice, membro fundador e Membro da Comissão Coordenadora Ecossocialista International Network, membro do colectivo editorial canadense Dimensão
-- Carvalho da Silva (Trabalho e ecologia), secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
-- Pascal Canfin (Crise e ambiente), eurodeputado do grupo dos Verdes, vice-presidente da Comissão para uma Crise Financeira, Económica e Social do Parlamento Europeu
22h - 24hVisualização do documentário "Pare, Escute, Olhe"
e conversa com os autores Jorge Pelicano e Rosa Silva.
Sábado, 27

10h30 - 13h00 Painel III: Projectos de Investigação
Apresentação de projectos de investigação em curso sobre Energias Renováveis e redes de distribuição:
- Ana Estanqueiro (Energia Eólica e dos Oceanos)
- Jorge Maia Alves (Energia fotovoltaica solar)
- Farinha Mendes (Energia térmica solar)
15h - 16h30Painel IV: Movimentos pela Justiça Climática
Mesa Redonda sobre uma agenda de acção em 2010, com convite às Organizações Nacionais e com uma presença de Tom Kucharz (Ecologistas en Acción), Caetano Veloso (Democracy Now), José Bové (movimentos rurais) e outros movimentos ecologistas.
17h - 19h  Encerramento
- Marisa Matias, Eurodeputada do Bloco de Esquerda
- Søren Egge Rasmussen, Da Dinamarca A Aliança Verde Vermelha
- Lothar Bisky, Presidente da Esquerda Europeia e do GUE / NGL
- Francisco Louçã, Coordenador do Bloco de Esquerda
20h30 - 22h30"Outro é possivel jantar"Na Cantina LX
23h - 01h  Festa e concerto de encerramento na Cantina LX
- Caetano Veloso
- Anonima Nuvolari
Actividades paralelas

Mercado de Produtos Biológicos / Comércio Justo
Em Parceria com a Associação Agrobil (um e Produtos Biológicos) Associação Cores do Globo (Comércio Justo).

Programa cultural e pedagógico para Crianças
Um programa pedagógico sobre clima e ecologia dedicado a crianças, realizado com uma colaboração da Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental de Monsanto (DESA).

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

WWF-Brasil – Mundo: o primeiro vídeo da trilogia “Pense de Novo”

Mais um vídeo que é um ALERTA da WWF-Brasil para o DESASTRE AMBIENTAL… Está actualizadíssimo! Colocado no YouTube em 19 de Março de 2008.

É outro vídeo genial e óptimo para as crianças verem e apreenderem a sua mensagem.

Não deixem de visitar o extraordinário site destes activistas ambientais brasileiros:
JOÃO
WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira, sem fins lucrativos, dedicada à conservação da natureza, responsável pela criação deste vídeo que tem uma mensagem de “Mundo”, o primeiro vídeo da trilogia “Pense de Novo”.