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sábado, 27 de outubro de 2012

Deputados Agredidos | Sol


Inadmissível! Os populares, por muita razão que tenham, perdem-na com este tipo de actuações.
Eu não apoio estas acções! NUNCA apoiarei!
Os deputados foram eleitos com programas que estão a tentar defender. Se não cumprem, são os deputados do governo! Mas a culpa é do povo que votou, nestes anos todos, desde 1975, nos partidos que nos têm governado. mentiram-nos anos e anos, sempre, e mereceram, constantemente, o voto de confiança. Esse voto deveria ter sido dado aos partidos que nunca foram governo e que têm programas de governação completamente diferentes, que visam políticas sociais divergentes das que temos agora.
Insultarem deputados e vandalizarem propriedade dos mesmos, isso não!
JOÃO




Deputados agredidos - Política - Sol



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Última Hora | Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Outra Frase do Dia

Procura-se ladrão de gravadores...

Precisa-se o melhor e o mais habilidoso de sempre...!

Assunto importante!

Contactar "O Inimigo Público".

JOÃO

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Queiroz pediu ao deputado Ricardo Rodrigues
para gamar gravadores da entrevista ao “Sol”

Mário Botequilha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O SOL "nasceu" para todos, como sempre, apesar da Providência Cautelar

O SOL viu a luz do dia, como sempre. Nem a Providência Cautelar impediu que isso acontecesse. E saiu livremente, sem ter cortado nada.
E isto demonstra aquilo que não deve ser feito nem pedido: um Julgamento Público e Popular. Nem devemos aceitar que nos queiram fazer sentir que estamos de volta à época de criminosos fascistas...
Temos liberdade de expressão e há liberdade de imprensa! E se há suspeitas de que o Governo tentou condicionar essas liberdades, então volto a sublinhar:
Aos tribunais o que é da justiça; ao Parlamento o que é da política. Este caso é um caso político que vai ser esclarecido no Parlamento. Temos que acreditar no nosso Parlamento que deve fazer um esclarecimento cabal sobre tudo o que envolve os alegados procedimentos do Governo para calar a Comunicação Social, através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. E é nessa comissão que os portugueses devem apostar, exigindo que ela seja feita.
JOÃO
Providência cautelar não impediu a publicação do SOL
12-Feb-2010
O administrador executivo da PT, Rui Pedro Soares, tentou impedir a publicação de textos relacionados com o conteúdo das escutas que o envolviam, mas não conseguiu. Bloco classificou a situação como “episódio incendiário” e insiste na necessidade de esclarecimentos do Governo.
Não se considerando notificadas, a administração e a direcção do semanário confirmaram na noite desta quinta-feira que prosseguiriam com a publicação do jornal.
Assim, o semanário Sol publica mais um longo dossier sobre uma alegada conspiração do Governo com vista ao controlo da comunicação social. Segundo o jornal, a estratégia, que designa por “o polvo”, incluía um “plano para controlar o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e a rádio TSF”, tendo como base a Portugal Telecom (PT).
O líder parlamentar do Bloco, José Manuel Pureza, abordou a notícia da providência cautelar durante a sua intervenção no encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado, que teve lugar esta quinta-feira no parlamento.
“Perante o episódio incendiário de hoje, quero reafirmar ao parlamento que o Bloco de Esquerda mantém como sempre a mesma atitude de separação entre a justiça e a política e de procurar aqui mesmo - que é o local próprio para a fiscalização dos actos do governo - todo o esclarecimento que é devido ao país para que não reste nenhuma dúvida", afirmou Pureza.
Francisco Louçã defendeu esta sexta-feira, em declarações à Lusa, a propósito da comissão de inquérito que o Bloco solicitou à Assembleia da República para averiguar a interferência do Governo na Comunicação Social, que não é aceitável falar de espionagem política a propósito de investigações judiciárias.
Quanto à possibilidade de José Sócrates se demitir na sequência dos eventuais resultados da referida comissão parlamentar, Louçã declara: “Este Governo foi eleito, tem um orçamento aprovado por esta coligação negativa entre PS, PSD e CDS, e não tiro conclusões antes do trabalho de uma comissão que faça uma investigação concreta”.
Defendendo que “é estritamente do domínio político saber se um Governo interveio ou não de forma ilegítima no uso de dinheiros públicos para comprar um canal de televisão e assim determinar a sua linha editorial”, o coordenador da Comissão Política do Bloco diz que “é à Assembleia da República que cabe apurar os factos”.
Segundo os novos dados publicados no semanário Sol, para além da TVI, o procurador Marques Vidal escreve numa parte do despacho, citado pelo jornal, que o alegado plano previa também a aquisição do jornal Público e em função das necessidades do negócio a compra do grupo Cofina, proprietária do Correio da Manhã.
O magistrado conclui que destas intenções resultaria a interferência editorial em órgãos de comunicação social com o objectivo claro de obter benefícios eleitorais.
Marques Vidal, segundo o Sol, avisa que será preciso agir rapidamente uma vez que o negócio seria concretizado a 25 de Junho. O despacho é do dia 23.
O procurador sublinha no despacho que o negócio poderia causar prejuízos para a PT que previsivelmente seriam pagos com favores do Estado ou no mínimo colocariam os decisores políticos na dependência dos decisores económicos.
Para além do despacho de Marques Vidal, o semanário Sol sustenta a notícia com a publicação de escutas telefónicas de Armando Vara e Paulo Penedos, dois dos arguidos do processo Face Oculta, João Carlos Silva, advogado e ex-presidente da RTP, dos administradores da PT, Fernando Soares Carneiro e Rui Pedro Soares, que interpôs a providência cautelar para tentar impedir a divulgação das escutas.
Baseando-se no conteúdo das escutas efectuadas pela Polícia Judiciária no âmbito do processo Face Oculta, são ainda descritas “as manobras com a Ongoing”, “o contrato que Moniz não assinou” e as diligências e contactos junto do “empresário amigo”, Joaquim Oliveira, patrão da Controlinveste, empresa que detém o DN, o JN, e a TSF.
São relatadas as conversas entre este empresário e Armando Vara e a forma como alegadamente se pretendia usar a PT para lançar um novo grupo de media com orientação favorável ao Governo, de que a compra da TVI seria o primeiro passo.
Já o presidente do Supremo Tribunal de Justiça disse, antes da saída do jornal, não estar arrependido de declarar nulas as escutas do caso Face Oculta em que aparece o primeiro ministro, recusando-se a participar na discussão da eventual responsabilidade política de José Sócrates.
"Se querem discutir a responsabilidade política do primeiro ministro, discutam, pois enquanto presidente do Supremo não tenho opinião quanto a isso", declarou Noronha do Nascimento na "Grande Entrevista" da RTP, exibida esta quinta-feira, realçando que no plano jurídico a questão está resolvida na parte que lhe competia.
A direcção do Sol já anunciou no final da manhã desta sexta-feira que uma nova edição sairá ainda nesta tarde com mais dados e nova informações.

Agora já vi a capa de o SOL... Resta saber se ele vai mesmo nascer para todos!

Tenho estado a pensar se o "Sol" nascerá para todos, esta manhã, em Portugal...
Agora já vi a capa de o SOL...
Resta saber se ele vai mesmo nascer para todos!
Ao acordar veremos...
JOÃO

domingo, 13 de dezembro de 2009

Aminetu Haidar, Activista Saharauí, em Greve de Fome - Carta Aberta de Miguel Portal - 27 Novembro


Aminetu Haidar é uma activista saharauí nascida no Sahara Ocidental e que se encontra desde o dia 15 de Novembro p.p. em greve de fome, no aeroporto de Lanzarote, Canárias.

Aminetu Haidar está em protesto contra as autoridades marroquinas, que a impedem de regressar à sua terra natal, região ocupada por Marrocos desde 1991.

O Sahara Ocidental é uma Nação que vive uma situação dramática com algumas semelhanças à vivida por Timor-Leste, há anos atrás, quando a Comunidade Internacional se juntou numa luta intensa pela libertação do povo Timorense.

A causa desta mulher saharauí e do seu povo é de uma enorme importância e merece muitos apelos, muitas intervenções, muitas acções e, também, uma luta organizadamente desorganizada, a nível internacional, como o povo de Timor teve.

Deixo-vos com uma carta aberta de Miguel Portas, publicada no jornal, Sol no passado dia 27 de Novembro. Um extraordinário texto! Leiam-no se o não conhecerem já.

JOÃO

Carta aberta no Jornal SOL

Dirijo esta carta em primeiro lugar à nova embaixadora do reino de Marrocos. Só a urgência da circunstância me leva a torná-la pública. No aeroporto de Lanzarote encontra-se uma mulher que hoje entrará no seu 14.º dia de greve de fome. Conheci-a em Bruxelas e acompanhei-a durante a semana que esteve em Portugal. Essa mulher chama-se Aminetu Haidar. Vive em El Ayoun com a sua mãe, dois filhos e um irmão. Vive? Vivia. Até ter sido deportada no passado dia 12 de Novembro.

Eu sei que o Rei de Marrocos declarou recentemente que não renunciaria a um grão de areia do Sahara e que considera a sua parte ocidental como território do reino. Não é sobre isso que pretendo argumentar. O meu ponto é outro: sei que Aminetu Haidar levará o seu gesto até às últimas consequências e quero fazer o que puder para o evitar.

Como sabe, Aminetu Haidar foi detida pelas autoridades no aeroporto de El Ayoun porque no formulário de entrada escreveu ‘Sahara ocidental' onde se esperava que escrevesse ‘Marrocos'. Saiba, senhora embaixadora, que ela sempre assim procedeu antes. Mas mesmo que assim não tivesse sido, tal atitude não justifica detenção, confisco de passaporte marroquino e deportação. O que as autoridades do seu país, de que tanto gosto, fizeram, foi usar de um pretexto administrativo para impedir esta activista de regressar à sua cidade e à sua família sem terem que a prender de novo. Nem liberdade nem prisão, deportação. Porque Aminetu preencheu indevidamente os formulários de entrada...

Sem discutir a questão Sahara ocidental, reconhecerá que a causa de Aminetu Haidar - acreditar que os sarauís têm direito ao seu Estado - é pelo menos tão respeitável quanto a sua. Acresce que o activismo deste rosto da resistência saharauí é pacífico e decorre num contexto em que o diferendo se procura resolver pela via do diálogo mediado por instâncias internacionais. Invocar um procedimento administrativo para expulsar o símbolo de um povo da sua própria terra é algo que não honra quem o pratica. Por isso apelo. A morte de Aminetu Haidar pode ser evitada desde que ela possa regressar a sua casa.

Dirijo-me agora ao embaixador espanhol em Lisboa. Não é razoável que um país que não reconheceu a ocupação do Sahara ocidental pelo reino de Marrocos aceite a entrada contrariada de Aminetu Haidar em Lanzarote e lhe ofereça a condição de refugiada - porque ela não quer tal estatuto, mas ser cidadã na sua própria terra; e porque não é compreensível que Espanha aceite o papel que o reino de Marrocos lhe destinou - resolver o problema que ele próprio criou.

As linhas finais desta carta dirigem-se ao primeiro-ministro português e a Luís Amado: o que nos idos de 74 ocorreu nas areias do Sahara - a entrada de Marrocos após a saída dos espanhóis - lembra demasiadamente os acontecimentos de Timor Leste. Portugal só pode ter uma posição pró-activa neste caso porque nenhum negócio justifica o silêncio em matéria de Direitos Humanos. A realpolitik tem limites.

Miguel Portas, Jornal Sol de 27 de Novembro


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