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quinta-feira, 5 de maio de 2011

José Manuel Pureza: "Este É Um Mau Acordo Para A Maioria Do País"

Os trabalhadores por conta de outrem, os desempregados, os pequenos e médios empresários, os reformados que não têm as pensões multiplicadas por "X", nem pensões douradas, constituem a maioria do país.
Este acordo, que foi anunciado hoje pela “troika” e pelo governo, não é a pílula dourada daquele que foi anunciado, há dias, por José Sócrates Pinto de Sousa. O nosso país está na falência e estas instituições, FMI, BCE e FEEF, que constituem a "troika" nã
Este acordo com estas instituições é, pois, um pacote de embustes que nos vai fazer, a muitos de nós, dificilmente subsistirmos.
Fica o vídeo com a declaração política, esclarecedora e lúcida, do líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda.
O Bloco tem um pacote de iniciativas que, a serem implementadas, são uma excelente opção às medidas apresentadas hoje e contribuirão para o crescimento do país, em vez da recessão que nos aguarda por, pelo menos, uns três anos.
Chega de sacrifícios!
JOÃO



José Manuel Pureza:
"Este é um mau acordo para a maioria do país"

De: | Criado: 5 de Mai de 2011
O líder parlamentar bloquista reagiu ao anúncio do acordo com o FMI. "Depois duma campanha de gestão de expectativas que preparou o país para a morte por asfixia, agora vêm tecer louvores por afinal de contas o país entrar em coma".

Luís Fazenda: “Este acordo é uma bomba atómica” | Recção às Declarações da Troika e do Governo | Vídeo

Deixo a reacção do Bloco de Esquerda às declarações do Ministro das Finanças e dos responsáveis pelo BCE, FMI e Comissão Europeia, a chamada "troika", que ouvimos, com muita amargura, esta manhã.
Foi, de facto, o que se esperava e muito mais. Foram imensos murros no estômago daqueles que, como eu, nada fizeram para que chegássemos a esta situação...
Vamos ter que aceitar as medidas e muitos de nós, se calhar, não sobreviveram para ver Portugal reestruturado.
JOÃO

Luís Fazenda: “Este acordo é uma bomba atómica”

O dirigente bloquista reagiu às declarações da troika e do Governo sobre o empréstimo a Portugal, destacando a “violência social extraordinária” do acordo financeiro apoiado por PS, PSD e CDS.
No dia em que são confirmadas as expectativas relativamente ao acordo negociado entre o Governo e a troika composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, o Bloco reage com críticas aos ataques sociais que o acordo prevê.
Luís Fazenda considerou que este programa de austeridade é “uma bomba atómica” e “absolutamente drástico”. O deputado bloquista alertou para a falta de contrapartidas das empresas do sector financeiro, criticando a este respeito as facilidades concedidas a este sector, por oposição ao agravamento das desigualdades sociais.
O dirigente bloquista criticou ainda as condições estritas do acordo que prevê 13% de desemprego, dois anos de recessão, não prevendo a reestruturação da dívida portuguesa.
Luís Fazenda considerou ainda que a respeito das condições deste acordo é “necessário pedir responsabilidades ao Governo e à troika”.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Troika Convidou Partidos Políticos | BE, PCP e PEV Recusaram Convite

A chamada "troika" - equipa de técnicos composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional -, convidou todos os partidos para reuniões. Porém, Bloco de Esquerda, PCP e PEV decidiram não comparecer às mesmas, tendo feito a comunicação na imprensa.
Eu fiquei com reservas sobre a posição do BE. Era da opinião que o BE deveria ter ido e defender as suas posições do Bloco de Esquerda e dos seus militantes, não se omitindo, mas enfrentando o debate, olhos nos olhos. Claro que as posições do BE não seriam aceites. Mas elas eram dadas com toda a legitimidade que o Bloco de Esquerda tem.
Mas, ao ler este artigo de Francisco Louçã, nele obtendo resposta às questões que eu tinha e que muitos estão a ter.
Vou confiar em Francisco Louçã: ele sabe como o Bloco de Esquerda deve agir.
Portugal bateu no fundo e Louçã fará tudo para dignificar os portugueses e Portugal!
JOÃO

Louçã: “PSD e CDS-PP fingem negociar com a troika”

Francisco Louçã acusou PSD e CDS-PP de “fingimento” nas negociações com o FMI, BCE e UE. Afirmando que o Bloco não entra em “encenações”, o dirigente bloquista anunciou que o partido irá apresentar 20 medidas alternativas, uma por dia, a começar por uma auditoria à dívida externa.

Artigo | 19 Abril, 2011 - 18:07

Para Francisco Louçã, nos últimos dias assistiu-se a uma “espécie de negociação”, “uma encenação em que sucessivos dirigentes partidários, todos com cara de caso, se apresentaram perante a troika, o BCE, a Comissão Europeia e o FMI, como se estivessem a negociar em nome de todos nós”.

Para o Bloco, o país não precisa de encenação. “Não há três negociações”, enfatizou Louçã, perguntando a Paulo Portas “se ele acha que está mesmo a negociar em nome do país, a par de Passos Coelho que também acha que está a negociar, para além da terceira negociação que é a do Governo”.

Aliás, “é porque não há 3 negociações que Passos Coelho já veio dizer que o programa do PSD será o que o FMI decidir e já sabemos que o CDS fará o mesmo, e também, certamente, o Engenheiro José Sócrates”, acrescentou Francisco Louçã.

“Não há negociação nenhuma, há um fingimento e fingir é lamentável”, disse o coordenador da Comissão Política do Bloco, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

O dirigente bloquista argumentou que só o Governo tem “um mandato” para conduzir negociações e que “não pode haver três sedes a negociarem ao mesmo tempo”.

Francisco Louçã afirmou também que para o Bloco “responsabilidade é assumir pelo país a luta por uma alternativa”: “Dizem-nos que devemos seguir o exemplo da Grécia mas nós já sabemos qual é esse futuro – um ano depois da intervenção, a Grécia tem os juros dos seus empréstimos externos quase nos 20 por cento, tem mais desemprego, menos Estado social, privatizações em bens essenciais e perdas no serviços de saúde”. “Queremos soluções, não queremos desespero”, reiterou Louçã.

Bloco apresentará 20 medidas contra a política da bancarrota

O Bloco recusa as soluções contidas nas quatro versões do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que têm uma “incidência desigual e injusta na sociedade portuguesa”, cobrando “oito vezes mais” aos trabalhadores e reformados “do que cobram ao sistema financeiro".

“Não podemos prosseguir por este caminho”, afirmou Francisco Louçã, e por isso o Bloco apresentará, nos próximos dias, 20 medidas concentradas sobre o que considera os três principais problemas do país, “o défice fiscal, o défice social e o défice de emprego”.

O objectivo é chegar a 16 de Maio (dia em que o ECOFIN irá reunir sobre a situação em Portugal) demonstrando que "há uma escolha possível nestas eleições, uma escolha que não seja só entre o deserto e o programa do Fundo Monetário Internacional, ou aceitar a bancarrota e a recessão”, explicou.

Francisco Louçã adiantou apenas uma das medidas que consiste na exigência de uma auditoria às contas externas da dívida pública e privada do país: “Temos de saber o que estão a exigir-nos que paguemos, com que juros e quem cobra”. “Não podemos aceitar o abuso e a agiotagem”, disse.

"Dia 5 de Junho, disse ainda, a decisão é entre a política da bancarrota - a dos partidos do arco do FMI, PS, PSD e CDS - e uma alternativa concreta, um governo de esquerda”.
O programa eleitoral do Bloco, que deverá incluir as medidas que começam a ser apresentadas na próxima semana – só deverá estar concluído após a Convenção Nacional do Bloco, a 7 e 8 de Maio, referiu Francisco Louçã.

sábado, 16 de abril de 2011

Artigo de Opinião de Miguel Portas: "O Próximo Governo" | Esquerda.Net

Deixo este extraordinário Artigo de Opinião de Miguel Portas, que vale a pena leres.
Uma excelente exposição dos tempos que vivemos e do nosso "traçado" governo do país e o seu sombrio futuro político.
"Qualquer burocrata encartado de Bruxelas mandará mais (...)".
Triste realidade a nossa!
JOÃO

O próximo Governo

A disputa mais estúpida da próxima eleição é saber quem será primeiro-ministro. Qualquer burocrata encartado de Bruxelas mandará mais do que ele.
Opiniao | 16 Abril, 2011 - 01:32 | Por Miguel Portas

A Lusa publicou o resumo de um artigo publicado no New York Times, escrito pelo sociólogo Robert Fishman, que merece atenção. Anoto-o:

1. Diz ele que Portugal “foi vítima da pressão injusta e arbitrária dos mercados financeiros internacionais” e que essa mesma lógica ameaça agora a Espanha, a Itália e a Bélgica. Verdade. O nosso país tem um batalhão de problemas, incluindo um endividamento excessivo, mas foi a especulação sobre a dívida soberana que nos estrangulou. Porque o pôde fazer é outra história.

2. Fishman diz em seguida que “o pedido de ajuda português, depois do irlandês e do grego, deve ser um aviso às democracias (...) porque não é realmente sobre dívida”. E não é ajuda. O empréstimo do Fundo europeu de estabilização (FEEF) e do FMI, que são instituições inter-governamentais, é, não solidariedade. O juro sairá seguramente a 5 ou 6 por cento ao ano. Isto significa que o FMI vai lucrar com a operação pelo menos 500 milhões de euros e os governos mais de mil milhões. Pior, pagar juros desta ordem de grandeza sem agravar o défice das contas públicas obriga a taxas de crescimento do PIB superiores a 3 por cento. Com as politicas de austeridade, é impossível. A equação não tem solução. Sem crescimento, a diminuição do défice aumenta a dívida e esta acaba fatalmente por contaminar aquele.

3. “Portugal (...) estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor que vários outros países na Europa, mas foi sujeito a uma pressão injusta e arbitrária dos especuladores e agencias de ‘rating’”, sustenta o autor. Se Portugal estava a sair da recessão, continuava mergulhado na crise em que entrara desde 2001. Mas é verdade que as agências de rating têm uma larga responsabilidade na degradação da situação. A queixa apresentada na Procuradoria por quatro docentes universitários contra estas firmas faz todo o sentido. Querem uma medida de salubridade pública? Que a Europa coloque as dívidas soberanas fora das notações privadas e indigite o Tribunal de Contas ou o BCE para as avaliar.

4. Terá sido por “razões míopes ou ideológicas” que os mercados demitiram “um governo democraticamente eleito” e se preparam para “atar as mãos do que se lhe segue”. Bem, não foram os mercados, mas o parlamento que derrubou o governo. Esse gesto de higiene teve o discreto beneplácito do primeiro-ministro, que preferiu eleições agora do que mais tarde. Nesse filme, a esquerda foi coerente contra a austeridade e só Passos Coelho ensaiou o papel de aprendiz de feiticeiro. Contudo, já concordo que o FMI transforma o próximo governo numa repartição. A disputa mais estúpida da próxima eleição é saber quem será primeiro-ministro. Qualquer burocrata encartado de Bruxelas mandará mais do que ele.

Artigo publicado no jornal “Sol” de 15 de Abril de 2011

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Sobre o autor

Bloco de Esquerda/Almada | Notícias: Artigo de Opinião - Abril 2011 | O FMI e A Resposta À Crise

Fica mais um artigo de opinião, desta vez do Membro da Coordenadora Concelhia de Almada do Bloco de Esquerda, Henrique Pires, que foi publicado no Notícias de Almada desta Sexta-Feira.

Aconselho-te a ler!

JOÃO

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O FMI e a resposta à crise

Ainda há bem pouco tempo José Sócrates afirmava que não governaria com o FMI. Entretanto, o PEC IV, discutido em Bruxelas com a chanceler alemã, é chumbado na Assembleia da República. Como consequência, o governo pede demissão e Sócrates vitimiza-se. Já com a AR dissolvida, as agências de notação baixam drasticamente o rating da República e dos maiores bancos portugueses. Em seguida, os donos do capital (leia-se “banqueiros”) reúnem-se com o Banco de Portugal e ameaçam que não financiarão mais o estado português. Sem liquidez e os ratings na categoria de quase lixo, o governo cede e decide pedir ajuda externa de acordo com a vontade dos nossos banqueiros.

O termo “ajuda” é um eufemismo, porque, na verdade, o FMI não ajuda ninguém As políticas do FMI (que, no essencial, são também as do FEEF, e ao qual está associado) servem fundamentalmente para garantir aos credores o pagamento das dívidas. São políticas recessivas que não permitem o crescimento económico e criação de emprego. Este PEC IV (base de negociação para a dita “ajuda externa”), aumenta impostos, congela pensões, promove despedimentos (de preferência baratos), indicia o corte do 13º mês, exige um “ambicioso” pacote de privatizações, e quase que liquida o apoio aos desempregados.

Metade ou mais de metade do montante que Portugal pedirá ao FEEF será para pagar a dívida que vence entre 2011 e 2013. O restante poderá ser para refinanciar empresas públicas deficitárias (como a REFER ou a Transtejo) ou tapar o buraco do BPN (prejuízos que o governo nacionalizou).  E, tudo isto, sem contar que o objectivo do défice se mantém inalterado (4,6% em 2011, 3% em 2012, 2% em 2013).
O programa de ajustamento económico que nos será imposto não irá resolver a crise. Antes, pelo contrário, agrava-la-á, como bem demonstram as experiências grega e irlandesa. Como alternativa ao pedido de ajuda, a solução passaria por reestruturar a dívida, os prazos e as suas condições. Mas para que esta reestruturação seja justa seria necessário recusar o pagamento de parcelas inaceitáveis, como sejam os juros excessivos, induzidos pela própria actividade dos especuladores e agências de rating.

Uma reestruturação séria da divida pública exige um forte poder negocial que só um governo de esquerda estaria em condições de o fazer. O governo PS já demonstrou que não é capaz de o fazer, apesar de toda a sua retórica de resistência ao FMI. Por outro lado, o PSD quer chegar ao poder para executar uma política liberal, mas escudado atrás de uma autoridade externa, procurando assim disfarçar as consequências sociais de uma severa política de austeridade. Aliás, a razão pela qual o PSD chumbou o PEC IV, é que este não ia “suficientemente longe”.

Na forja, e ainda no segredo dos deuses, preparam-se novas medidas de austeridade. Não para os donos do capital, que continuam a lucrar com a crise, mas sim para os trabalhadores a quem cabe pagar todo o desvario económico em que foram metidos.

Urge que a situação económica em que nos encontramos não seja vista como uma inevitabilidade, mas como uma jogada do capital, que é preciso combater. Cabe pois, à esquerda, dar uma resposta política, demonstrar que há dinheiro neste país, onde está, e quem é o seu detentor.
Henrique Pires
Membro da Coordenadora Concelhia Almada do BE
11 Abril 2011
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Travessa D. Sancho I, 1-A
2800-046 ALMADA
Telefone: 212752351Bloco de Esquerda (Almada)