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segunda-feira, 11 de junho de 2012

António Sampaio da Nóvoa: Discurso Proferido na Cerimónia do Dia 10 de Junho | Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

10 de Junho
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Passei a manhã de 10 de Junho - Feriado que não nos foi retirado! -, a cozinhar e a ouvir/espreitar a RTP1 que deu as cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Estava à espera de algo que valesse a pena o sacrifício do trabalho que estava a ter. Eis que surge aquela ilustre figura, António Sampaio da Nóvoa com um discurso empolgante e brilhante. Um discurso de excelência!
Recebi, logo a seguir, um telefonema da minha mãe de 84 anos, que, muito emocionada, me perguntava se tinha ouvido e gostado. Não gostei, mãe, ADOREI!
Fiquei a descansar o resto do dia, depois de me ter desgastado a cozinhar e arrumar comida para o meu filho levar...
Agora abri, pela primeira vez, o PC e fui à procura daquele discurso magnífico, que eu tanto adorei e que ofuscou qualquer outro discurso que ouvi em dias como o Dia de Portugal. Escrevi Sampaio da Nóvoa, no Youtube e nem precisei de filtrar a pesquisa. Apareceu este título: "Sampaio da Nóvoa - o melhor discurso que ouvi na minha vida"!
Afinal não fui só eu e a minha mãe... Houve mais alguém que achou o discurso extraordinário!
Se não o ouviste, não o percas! É, de facto, um retrato brilhante da nossa Pátria, da nossa História, da nossa Cultura, das nossas mágoas, da nossa crise... da nossa realidade! E brilhantemente escrito e lido!
JOÃO




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cartoon do Bartoon: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas | Retrato de Camões

Retrato de Camões por Fernão Gomes, em cópia de Luís de Resende, considerado o mais autêntico retrato do poeta, cujo original perdido foi pintado ainda em vida do Poeta

Deixo o "Cartoon do Bartoon" do dia de hoje, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Um dia importante para ego dos portugueses nestes tempos difíceis em que a nossa soberania está, praticamente, posta em causa.
Este Cartoon é verdadeiramente engraçado porque junta, na mesma época, o nosso grande poeta épico Luís Vaz Camões com o grande representante do FMI em Portugal.
Duas fortes figuras de eras diferentes, mas numa contemporaneidade só possível na máquina do tempo do Bartoon.
JOÃO

PUBLICO.PT - Bartoon - 10 de Junho de 2011

Clica nas imagens para as ampliares!

No 10 de Junho | Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas | Vídeo: Síntese Biográfica de Luís Vaz de Camões

Estátua de Camões na Cidade de Lisboa
O dia 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte, em 1580, daquele que foi considerado o génio da nossa Pátria, o poeta Luís Vaz de Camões, nascido em 1524, e cuja obra maior, “Os Lusíadas”, obra poética com fundamentos históricos, foi, é e será sempre considerada a epopeia portuguesa.
Com a implantação da República, o dia 10 de Junho, que era um feriado municipal, passou a feriado nacional devido à dimensão que a obra esplendorosa do Poeta Luís de Camões atingiu por todo o Mundo. Passou, então, a ser celebrado como o Dia de Camões, Dia de Portugal e da Raça. Mas, após o 25 de Abril de 1974, tornámos-nos democráticos e, felizmente, a designação passou a ser: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
No Dia de Camões - Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas -, fica uma pequena síntese da sua vida em vídeo.
Não devemos esquecer, nunca, a extraordinária obra deste glorioso poeta!
JOÃO
DOCUMENTÁRIO
A Biografia de Luís Vaz de Camões
 
Carregado por em 26 de Jan de 2009
Neste Documentário fazemos uma pequena síntese de TODA a vida de Camões.
Tentamos assim que a aprendizagem e a forma como é dada a conhecer a Vida deste poeta seja menos monótona e mais atractiva para todas as pessoas.
Este Documentário pode ser difundido em qualquer local público desde que o seja feito na sua íntegra e que não seja modificado/manipulado, salvaguardando desta forma os Direitos de Autor.

sábado, 12 de junho de 2010

Dia 10 de JUNHO | Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas | António Barreto

Na Sessão Solene das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Faro, o Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações, o Sociólogo António Barreto fez um discurso bastante crítico perante o Presidente da República, Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro, José Sócrates, centrado nos Ex-Combatentes que o país parece querer ignorar que existiram, ainda existem e que, especialmente durante a Guerra Colonial, esses homens abdicaram dos seus sonhos, juventude, futuro... E, em muitos casos, da sua saúde física e mental ou, até, da sua própria vida, por uma guerra que não queriam, por uma obrigação sem sentido algum, lutando contra vontade, obrigados por uma ditadura e uma ideia de país colonialista que quase já ninguém desejava.
António Barreto relembrou esses homens que lutaram por Portugal e que merecem, ainda hoje, o reconhecimento que nunca tiveram e afirmou que um antigo combatente não pode ser tratado de “colonialista”, “fascistas” ou “revolucionários”, mas simplesmente “soldado português”.
Pela primeira vez esses homens foram representados nas comemorações do Dia de Portugal!
Como disse António Barreto:
“Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, referindo que em termos gerais o “esquecimento” e a “indiferença” são superiores, sobretudo “por omissão do Estado”.
«Está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre portugueses. Com efeito é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos»
«Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram combatentes, são hoje antigos combatentes ou veteranos, mas sobretudo, são iguais. Não há entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São veteranos e foram soldados de Portugal».
António Barreto fez, quanto a mim, um excelente discurso que me tocou profundamente ou não fosse eu e a minha família vítimas da Guerra Colonial através do meu marido que, passados tantos anos, ainda tem pesadelos e traumas imensos...
Mas o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é um dia que não pode estar só virado para o passado. Os portugueses têm que estar prontos para enfrentar o futuro que vai ser duro.
Os Portugueses vão ter que aprender a dizer BASTA! Vão ter que exigir o respeito que merecem por parte dos que nos (des)governam e que não nos respeitam, fazendo de nós atrasados mentais, pessoas sem direitos e só deveres.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é o dia dos Portugueses e é a altura de começarmos a ganhar coragem e dizer NÃO! Não queremos MENTIRAS! Não queremos ABUSOS! Não queremos CORRUPÇÃO!
Vamos mudar mentalidades! Vamos fiscalizar! Exigir! Participar! Portugal é o nosso país. Vamos vencer os desafios que temos à nossa frente!
JOÃO

Comemorações do 10 de Junho
António Barreto exorta o poder a dar “o exemplo”
10.06.2009 - 14:45 Por Maria Lopes
O sociólogo António Barreto exortou hoje os diversos poderes, do político ao empresarial, a serem exemplos para o resto da sociedade portuguesa.
No discurso na sessão solene do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Europeias, o presidente da comissão organizadora das comemorações fez várias críticas a algumas opções de Estado — como a guerra colonial —, ao funcionamento das instituições e ao facto de a sociedade portuguesa ainda não ter sabido aplicar parte dos ideais com que fez a democracia.
Pegando no exemplo da “elevadíssima” abstenção das eleições de domingo, Barreto apontou que a cidadania europeia é ainda “uma noção vaga e incerta”, inventada por políticos e juristas, mas que pouco diz ao cidadão comum.
“A sociedade e o estado são ainda excessivamente centralizados. As desigualdades sociais persistem para além do aceitável. A injustiça é perene. A falta de justiça também. O favor ainda vence vezes demais o mérito. O endividamento de todos […] é excessivo e hipoteca a próxima geração”, afirmou António Barreto.
Perante o Presidente da República, o primeiro-ministro, membros do Governo e altas patentes militares, António Barreto — que substituiu o falecido João Bénard da Costa na comissão das comemorações — elogiou, por outro lado, a consolidação do regime democrático — ainda que “recheado de defeitos” —, a evolução da situação das mulheres, a pluralidade da sociedade portuguesa e a filosofia do Estado de protecção social.
O sociólogo defendeu que os portugueses precisam do "exemplo" dos seus heróis — como o que hoje se comemora, Luís de Camões — "mas também dos seus dirigentes". “Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista”, justificou.
E apelou ao exemplo pela justiça e pela tolerância, pela “honestidade e contra a corrupção”, pela eficácia, pontualidade, atendimento público e civilidade de costumes, contra a decadência moral e cívica, pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo.