Mostrar mensagens com a etiqueta Olli Rehn. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Olli Rehn. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Audição da Comissão de Economia do Parlamento Europeu Dedicada à Situação Económica na Europa | Miguel Portas a Jean-Claude Trichet: “A Realidade é Que se Engana” | Vídeo

Mais uma brilhante intervenção do Eurodeputado Miguel Portas, eleito pelo Bloco de Esquerda. Desta vez na audição da Comissão de Economia do Parlamento Europeu dedicada à situação económica na Europa, que teve lugar na passada segunda-feira, em que participaram Jean-Claude Trichet, Presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo, e OIli Rehn, Comissário Europeu da Economia.
Intervenção para não perderes!
JOÃO

Miguel Portas - A realidade é que se engana...
2011/08/30
Carregado por em 30 de Ago de 2011
 
 
 
O eurodeputado Miguel Portas comentou a declaração feita segunda-feira pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, segundo a qual nada retira ao que disse em 2010, lembrando-lhe que de então para cá a crise se agravou profundamente e a Europa vive em situação muito pior, “não há relançamento, não temos criação de emprego, existe uma grande cacofonia entre os dirigentes europeus”. Ora se o BCE nada tem a dizer sobre isto, se acha que tomou as decisões correctas “e não tem nada a rever”, deduziu Miguel Portas, então “a realidade é que se enganou”.

Jean-Claude Trichet, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o comissário da Economia, OIlli Rehn, participaram segunda-feira numa audição da Comissão de Economia do Parlamento Europeu dedicada à situação económica na Europa.
Juncker declarou que não deposita muitas esperanças nas medidas decididas recentemente durante a cimeira entre Angela Merkel e François Sarkozy, designadamente a criação de um governo económico da Zona Euro. Em relação à Grécia os representantes das instituições europeias informaram os deputados de que as condições para aplicação do segundo resgate estão prestes a ser concluídas mas criticaram o acordo bilateral estabelecido entre Atenas e a Finlândia sobre a utilização de garantias líquidas, que incomodou principalmente a França, a Alemanha, a Comissão Europeia e o BCE.
Miguel Portas orientou a sua intervenção na reunião para a declaração feita pelo presidente do Banco Central Europeu, sobretudo pelo facto de este ter afirmado que “não retira nada do que disse em 2010”.
“Eu recomendo até alguma humildade”, disse o eurodeputado do GUE/NGL eleito pelo Bloco de Esquerda dirigindo-se directamente a Trichet. “Não ouvi nenhuma referência à emissão europeia de obrigações, isto é, uma solução solidária; ouvi-o falar longamente de inflação mas não o ouvi falar de emprego e relançamento da economia, que são as prioridades; ouvi-o também falar da estabilidade do sistema bancário europeu, mas se não tivessem sido os apoios públicos, ou seja, dos contribuintes, ao sistema bancário europeu quantos bancos não teriam falhado nos testes de stress?”
Miguel Portas acentuou que os deputados europeus têm o direito a ter respostas a estes problemas dadas pelos dirigentes directamente responsáveis, sobretudo quando se sabe através dos jornais que cerca de um terço dos bancos teriam falhado nesses testes se não houvesse apoios públicos. “Eu confesso que me preocupo com os banqueiros”, rematou o eurodeputado português, “mas preocupo-me bastante mais com as pessoas na situação em que se encontram”.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Miguel Portas | "Governador Colonial" e Re-Estruturar a Dívida de Portugal |

Uma vez mais fica esta excelente entrevista que Miguel Portas deu hoje ao programa “Conselho Superior" da Antena 1, em que o Eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, faz o seu comentário semanal sobre a actualidade política.
Foi genial a intervenção de Miguel Portas no outro dia, em Estrasburgo. E foi muita boa esta entrevista à Antena 1, como é sempre.
Miguel Portas um político educado, sensato, que diz coisas duras com muita, mas muita dignidade.
Todos nós nos podemos e devemos indignar, mas com educação, ética e dignidade!
O Bloco de Esquerda está de parabéns pelos seus Deputados e Eurodeputados!
JOÃO
Miguel Portas no programa "Conselho Superior"
Antena 1 - 2011/05/31
"Governador colonial" e re-estruturar a dívida de Portugal
De: | Criado: 13 de Maio de 2011

O “governador colonial” e o “modelo que não funciona”

Sexta, 13 Maio 2011
Miguel Portas disse que o modelo de resgate aceite pelo governo, e por PS PSD e CDS por imposição da troika estrangeira “atira Portugal para uma quebra de produção de dois por cento em 2011 e dois por cento de 2012” enquanto é obrigado a pagar juros superiores a cinco por cento, o que “está para lá de tudo o que é concebível em termos económicos”. Este modelo, acrescentou, “não funciona” e os resultados estão à vista na Grécia, onde após um ano de aplicação de receitas do FMI a dívida pública cresceu de 115 para 143 por cento do PIB.

A intervenção do eurodeputado da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleito pelo Bloco de Esquerda foi feita aos microfones da Antena Um no espaço semanal “Conselho Superior” e teve como pano de fundo o comportamento de “governador colonial” do comissário europeu dos assuntos monetários, Olli Rehn, por sinal finlandês.
Este membro da Comissão Barroso já fora alvo de uma intervenção de Miguel Portas no plenário parlamentar de Estrasburgo a propósito da resposta que deu ao presidente da República Portuguesa quando este pediu “imaginação” a Bruxelas. “Imaginação temos nós tido muita com Portugal”, respondeu o comissário finlandês.

O que eu lhe disse, “de forma veemente”, explicou Miguel Portas, foi que “imaginação teve ele ao tentar impor um facto consumado a um país com eleições dentro de três semanas, imaginação que também lhe serviu para que a componente europeia do empréstimo tenha juros entre 5,5 por cento e seis por cento”.

Segundo o eurodeputado, o comissário “só não teve imaginação” para aplicar a “solução óbvia, para a qual nem é preciso ser de esquerda”: reestruturar a dívida, reescalonar os prazos de reembolso, rediscutir os juros e definir um período de carência de modo a que os países fiquem com alguma capacidade para investir.

Miguel Portas esclareceu que renegociar a dívida “não é não pagar” embora “não se deva pagar tudo” porque “uma parte da dívida criada, nomeadamente na componente de juros, diz respeito a puro jogo de especulação; esta parte da dívida tem que ficar de fora, não foi criada pelos portugueses, foi criada por quem comprou especulando”. Daí a importância, salientou o eurodeputado, de uma auditoria à dívida, para se saber quem deve o quê, porque os credores “têm que assumir responsabilidades por aquilo que criaram”.

Segundo Miguel Portas, Portugal tem dois caminhos: renegociar directamente com os credores de modo a que a amortização não impeça o crescimento da economia; ou actuar de uma “maneira mais forte”, num processo em que parte dos títulos das dívidas portuguesa, grega e irlandesa sejam trocados por obrigações europeias, os eurobonds, “que garantem aos credores receberem o total, ainda que a juros mais baixos”.

Miguel Portas especificou que o comissário Olli Rhen não tem estas alternativas em consideração porque a sua “imaginação” não contempla os países, mas apenas a banca. Ele é um intérprete “da ideia muito em voga em Bruxelas e nas capitais dos países mais ricos segundo a qual os problemas de Portugal, da Grécia ou da Irlanda têm a ver com inépcia e com a preguiça da gente do sul e não com outros factores, nomeadamente com a política que a União Europeia tem seguido em matéria de política monetária e do euro”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Miguel Portas: «Demita-se Senhor Comissário!» | Debate com o Comissário Europeu da Economia - 2011/05/11

Miguel Portas, eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda, no plenário em Estrasburgo, acusou hoje a União Europeia de estar impor a Portugal, país membro, um programa e uma preferência de Governo, a três semanas das eleições.
Miguel Portas disse, ainda, ao Comissário Europeu da Economia, Olli Rehn: “(…) o senhor respondeu ao Presidente do meu país com arrogância de um governador colonial (…)”. E terminou a sua intervenção com: “Por favor, senhor Comissário, ponha a mão na consciência, demita-se, que a Europa agradece!”.
Quem é que ousa criticar o Bloco de Esquerda…?!
Quem mais teria a coragem de defender o país desta forma e representar o povo português desta maneira?!
Ainda bem que os deputados do BE são aqueles que eu ajudei a eleger!
Não votei em BRANCO! Votei Bloco de Esquerda!
JOÃO
De: | Criado: 11 de Mai de 2011
Demita-se senhor Comissário!