Mostrar mensagens com a etiqueta Notas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Interessante Saber | Economia e Finanças | 2 Novos Artigos


 
Reencaminho links para artigos do "Economia e Finanças" que te podem interessar.
Se queres ler o resto dos artigos, basta clicares em cima de cada título e serás reencaminhado para o artigo completo.
JOÃO 


Posted: 30 Apr 2013 09:21 AM PDT
Já são conhecidas as Praias Costeiras e Fluviais, Portos de Recreio e Marinas galardoadas com a Bandeira Azul 2013. A Associação Bandeira Azul da Europa divulgou no final de abril as listas...
Posted: 30 Apr 2013 07:11 AM PDT
No início de 2013, o Banco de Portugal começou a divulgar alguns detalhes que envolvem o lançamento de novas chapas das várias notas de euro que entrarão em circulação e que, ao longo dos próximos...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Síndrome de Pânico | Aprendendo a Viver Com Ataques de Pânico... | Maria João A. B. Silva


Tenho estado ausente por motivos de saúde. Depressão, consultas de várias especialidades e, até, uma intervenção cirúrgica pequena, não muito invasiva, mas que requereu cuidados especiais e repouso absoluto.
Vou tentar retomar, pouco a pouco, as minhas actividades no computador.
Mas deixo uma nota que escrevi, no passado dia 6 de Fev, no Facebook, , relatando um dos ataques de pânico que tive recentemente, e tentando chamar a atenção para que esta doença, o síndrome de pânico, que se torna incapacitante, por vezes, por períodos de tempo alargados e constantes, tenha o reconhecimento público que merece.
Saudações da
JOÃO




Aprendendo a Viver com Ataques de Pânico...

por Maria João Baptista Silva a Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013 às 21:45
Como estás, Maria João? Inquiriu-me o Facebook.
Que pergunta, Facebook! Há dias escrevi que estava com uma depressão grave... Episódios de subida de tensão arterial ao ponto de uma “descarga eléctrica”... E outros de descida ao ponto de quase morrer como um passarinho...
Muitas angústias. Imensos ataques de pânico! Se sair da minha zona de conforto, que é a minha cas(c)a, então há crise na certa.
Ontem foi demais! O médico, na última urgência, aumentou-me o tratamento para a depressão e ansiedade e disse-me que tomasse sempre o meu SOS comprimido assim que sentisse que poderia estar a começar um ataque de pânico.
Ontem não fiz isso. Tomei a medicação ao pequeno almoço e saí para Lisboa. Quando saí de casa já não conseguia ouvir a conversa que o meu marido estava a ter comigo. Não aguentava a música. Um sinal de SOS imediatamente! esqueci! esqueci mesmo! E ele nem me lembrou quando eu disse que estava mal... Que não conseguia ouvir nada... Tudo me incomodava. Que me desculpasse.
Ontem, tive dos piores episódios de pânico que me lembre. E estava só, numa loja. Saí e fui para outra, pensado que a distracção me ajudasse. Esqueci o mais importante! estava em pânico! Já não encontrava o cartão MB que estava dentro da carteira, no local do costume, mas fora da ordem, carteira atada à mala, como sempre, com chaves e tudo o que não posso perder...
Não achava o telemóvel para pedir ajuda ao marido que estava a almoçar e me tinha deixado só porque lhe pedi e prometi ir ter com ele... Logo o TM que anda numa bolsinha própria, à tiracolo, para não perder, também...! A bolsa estava lá, claro. Mas onde estava o TM?!
Depois de pedir muitas desculpas à senhora da segunda loja, lá encontrei o telemóvel dentro da minha mala, num lugar que não era o dele. Consegui falar para o meu marido para saber se nas minhas coisas que lhe dei para guardar estava o meu cartão MB. Foi uma conversa difícil, complicada, com o homem à beira de uma ataque de nervos, revoltando tudo o que tinha meu, inclusive uma pasta cheia de bolsos e documentos... Eu já conseguia chorar – haja Deus! – porque se eu chorar vou ficando melhor, sem nunca me lembrar do meu SOS que nunca devia esquecer... O pânico a apoderar-se! A sensação de loucura, de desnorte, de morte imediata... Ao TM com o meu marido, saio de uma loja deixando lá coisas da minha mala e vou para a loja onde tinha estado. Lembro-me de estar aflita com medo que a loja tivesse fechado às 13:00 horas. Entrei e perguntei pelo meu cartão MB. Chorava, falava ao telefone. Não aguentava as dores na minha perna esquerda, aquela que me impede de ir às manifestações...
Sentaram-me! Uma das senhoras que me tinha atendido falou comigo com afecto, cuidado e pediu permissão para mexer na minha mala e puxou a corrente de onde saem várias correntes com chaves, carteira e outros... Mexeu na minha carteira e procurou, como eu tinha feito, e achou o meu cartão de multibanco... Eu sei que no meio de tudo aquilo pedi desculpa, expliquei que estava aflita, em pânico e ela falou em medicamento. Lá estava o que eu tinha esquecido: o comprimido SOS para eu mastigar. Solucei e, com a ajuda dela, consegui encontrar a carteira dos medicamentos para o pânico e para o coração. Mastiguei um e chorei...chorei... pedi desculpa vezes sem conta. Lá fui melhorando e, quando ia a sair, ao olhar a senhora nos olhos para lhe agradecer, vi a senhora a chorar de aflição por me ver assim. Lembro-me de ela me dizer: uma senhora com uma cara tão bonita a chorar dessa maneira. Tem que tentar controlar-se. Controlar-me!? Fiquei assim desde que o meu pai faleceu. Não sabia o que era. Tinha ataques que me impediam de ter dias normais, sem crises. Mas desconhecia a doença. E, só muito mais tarde, em tratamento com um psicóloga, é que me foi diagnosticada como Síndrome de Pânico.Voltei para a outra loja e apareceu o meu marido. Entretanto eu tinha-lhe dito que tinham-me achado o cartão. E ele veio à minha procura, loja por loja, até dar comigo.
Quando olhei para a cara daquele homem de 72 anos, tão aflito por minha causa, pedi-lhe desculpa vezes e vezes sem conta.
Ele pagou o que eu tinha comprado e arrumou tudo, pegou nas coisas e agradecemos à senhora da loja que chorava, também.
Nunca tal tinha acontecido antes!!! E há anos que tenho isto. As pessoas perdem a paciência, gritam comigo, tratam-me mal, às vezes, a ponto de eu ter que ir para o hospital.
Ontem não. Ou o síndrome de pânico já é reconhecido, já está mais divulgada, ou as pessoas estão são mais simpáticas em Lisboa, nas lojas pequenas. Nunca vi ninguém chorar ao me verem em ataque de pânico. Nem a família! A maioria dos familiares nem respeita ou não entende. E já sofri muito por isso. Muito mesmo. E os familiares que mais mal me fazem são os mais instruídos, alguns mesmo com mestrados e doutoramentos...A minha mãe, que tem 85 anos, não tem percebido muito bem. Mas vai estando mais consciente de que eu tenho um problema que não se cura. Que é recorrente. Ao contar-lhe o que me aconteceu, pelo Skype, ela disse: ainda bem que não tenho essa doença!
Foi bom sentir que a minha mãe já vai entendendo aquilo por que eu vou passando e as razões de eu não participar em certos eventos...Espero que esta descrição, pobre na escrita, mas verdadeira, sirva para sensibilizar as pessoas às mazelas da mente, que podem ser sufocantes, quase mutiladoras, pois podem impedir que uma pessoa viva sem sobressaltos. O pânico vem sem avisar e sem causa aparente!
Espero não me esquecer que ele vem e, ao mínimo sinal, tomar o meu SOS.
JOÃO

Síndroma do Pânico


Samuel Fernandes Rodrigues Também sofro do mesmo. Felizmente sou ajudado por um psiquiatra, nestes últimos tempos tenho aprendido a viver com isso e a controlar melhor as situações. Espero que melhore. Sei o que isso é e não o desejo a ninguém.

Maria João Baptista Silva Eu já andei numa psiquiatra durante anos. Mas quem me diagnosticou este síndroma do pânico, foi uma segunda psicóloga, esta em consultas de Psicoterapia Comportamental. Durante dois ou três anos tive consultas regulares com esta psicóloga, consultas
que demoravam de 2 a 3 horas cada consulta.
Aprendi muito, também! Antes ficava como que paralisada, às vezes de cócoras, em casa, sem me mexer, porque corria riscos de cortes, queimaduras, quedas... Na rua, tinha que me encostar a uma parede, virada para ela, sem saber onde me encontrava, tendo corrido, muitas vezes, riscos de atropelamento, quedas de escadas, subir escadas rolantes que eram de descer...
Enfim, muito complicado. Foi difícil para o meu filho e familiares que desconheciam a doença. Mas eu aprendi a conhecê-la e a identificá-la. A família não entendia nem queria ler e/ou ouvir sobre ela. Era coisa que eu podia controlar!
Mas não consigo. Sofro de Ansiedade e estes ataques/crise de pânico são fruto de Ansiedade, também uma doença crónica. Tem alturas em que está mais controlada. Outras não.
No estado em que o país está, da forma sensível como eu sou, não é possível viver alheada dos problemas dos outros. A revolta, a indignação, o desgosto de ver perdidas todas as conquistas duras de um povo, agravaram a minha depressão já crónica, que tem surtos que eu dificilmente consigo controlar.
As pessoas valorizam muito as doenças do fígado, do coração – que também tenho –, dos rins, etc., e desvalorizam as do foro psicológico. Ou somos considerados malucos!
Eu gosto de abordar temas que sejam difíceis de serem bem aceites. As pessoas têm que evoluir e sentirem interesse em conhecer outras realidades para poderem compreender melhor quem as rodeia.
Obrigada pela sua participação.
Abr
JOÃO

Samuel Fernandes Rodrigues Estas coisas do cérebro ainda não são tidas em conta na saúde publica! Está tudo ainda em fase experimental. Mesmo que nos pareça que não... A psiquiatria e a psicologia ainda estão longe de trazer respostas "verdadeiramente cientificas" ao funcionamento da mente e à compreensão do ser humano... Grande progresso já foi feito, mas ainda falta muitas "montanhas a subir". A sociedade actual é a principal causa de doenças do foro psicológico. Esta é que é a verdade que ninguém quer ver! A não ser a industria farmaceutica que se aproveita para fazer milhões à nossa conta! Ainda há o preconceito do "maluco" instalado na maior parte das "cabecinhas", como se alguém não pudesse ter uma depressão, como tem um músculo deslocado, ou um AVC . O cérebro é um órgão do corpo como qualquer outro, mas esta gente faz toda figura de "fortes"! Depois de vez em quando aparecem bêbados, violentos, desmaiam na rua, ficam sem família, sem casa, na miséria, quantas vezes não acabam com os seus dias... Tudo porquê? Porque não querem ser malucos e acham que não se devem tratar!

Maria João Baptista Silva Adorei! É assim mesmo, como descreveu.
Obrigada pela participação!
Abr
JOÃO

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Francisco Louçã Comunica Fim de Mandato de Deputado | Esquerda.Net | Vídeo

 S E M P R E ! 


Como é uma matéria que muito me diz, um facto muito sentido por mim e por tantos outros que, como eu, pensam que a saída de Francisco Louçã da participação nos trabalhos na casa da democracia, ou seja, na Assembleia da República, é uma perda muito grande e que nos causa uma imensa tristeza, deixo mais um artigo sobre o tema em questão.

Deixo o vídeo com a comunicação de Francisco Louçã. Imperdível! Nele, Francisco Louçã diz praticamente tudo o que é essencial e importante compreendermos! Nele Francisco Louçã apela à adesão no Bloco de Esquerda.

Fica, também, para memória futura, os dois "posts" que aqui ontem coloquei:



Francisco Louçã Comunicou o Fim do Seu Mandato de Deputado | PUBLICO.PT

Francisco Louçã: «Aos meus amigos, falemos do futuro»


Importante! Se queres salvar Portugal, se queres combater todos estes anos de corrupção, má governação e insensibilidade social:
  • ADERE AO BLOCO DE ESQUERDA!
  • FAZ PARTE DA MUDANÇA!
JOÃO
Francisco Louçã comunica fim de mandato de deputado | Esquerda



Publicado em 25/10/2012 por
Nesta declaração, Francisco Louçã salienta que continuará na vida política "com os mesmos valores e com a mesma dedicação ao Bloco", frisando ainda: "saio exatamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".

Assembleia da República | 25.10.2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Francisco Louçã: «Aos meus amigos, falemos do futuro»




Notas de
Francisco Louçã
no Facebook




Aos meus amigos, falemos do futuro

a Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012 às 15:37 ·



Entreguei agora à presidente da Assembleia da República a comunicação do fim do meu mandato como deputado e não me venho despedir, venho falar-vos do futuro.
Saio do parlamento por uma razão e por mais nenhuma: entendo, para mim próprio, que o princípio republicano marca limites à representação que tenho desempenhado e exige a simplicidade de reconhecer que essa responsabilidade deve ser exercida com contenção. Ao fim de treze anos, reclamo a liberdade de influenciar o meu tempo: é agora o momento de uma renovação que fará um Bloco mais forte.
Não preciso de vos garantir que continuarei a minha vida política com os mesmos valores e com a mesma dedicação ao Bloco de Esquerda e à luta sem tréguas pela justiça social. É para aí que levarei sempre o meu Rocinante.
Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exatamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma.
Quero aliás deixar cristalinamente claro, especialmente hoje, que não faço qualquer cedência ao populismo antiparlamentar: os partidos e personalidades que esperam obter ganhos com essa demagogia terão sempre a minha frontal condenação. Digo-vos por isso a minha verdade: também no parlamento encontrei alguns homens e mulheres extraordinários e respeito muito os adversários que sejam fiéis ao seu programa. E, por isso mesmo, reafirmo-vos convictamente, contra todo o populismo, que é um crime antidemocrático deixar diminuir ou deixar corroer o pluralismo político.
Ao longo destes treze anos, fui eleito cinco vezes e enfrentei cinco primeiros-ministros. Disse-lhes o que lhes tinha para dizer, em nome de muita gente. Fiz 1012 intervenções em plenário e os meus amigos lembrar-se-ão de algumas. Espero que os meus adversários também se lembrem.
Nunca deixei de votar de acordo com a minha consciência. Cumpri todos os meus compromissos com os eleitores. Apresentei, com o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, 606 projetos de lei. Alguns foram aprovados e mudaram a vida de muita gente e a cultura do país inteiro. Nestes anos começou a despenalização dos toxicodependentes, foram protegidas as mulheres que decidiram abortar, foi atacada a violência doméstica, avançou-se no difícil caminho da responsabilidade fiscal e da luta contra a corrupção, ergueu-se uma força contra a pirataria financeira, os jovens precários começaram a ter voz, os serviços públicos ganharam mais expressão na democracia, aproximamo-nos da paridade entre homens e mulheres nas eleições, reconheceu-se legalmente o casamento gay, houve empenho solidário contra o terror das guerras. Com estas mudanças, Portugal passou a respirar melhor.
Vivi com intensidade cada momento desta luta parlamentar, que é essencial para uma esquerda coerente. Agradeço a todas as deputadas e deputados do Bloco de Esquerda a força incessante que trazem a este confronto e tudo o que me ensinaram, e mais ainda o que vão continuar a fazer contra a política cínica do empobrecimento.
Não estarei no parlamento na discussão deste Orçamento, que é um exercício brutal de chantagem contra os contribuintes. Não se pode suportar a arrogância de um governo que quer cortar salários e pensões para entregar nove mil milhões de euros a uma dívida sempre galopante. Ninguém pode suportar a incompetência e a mentira. Por isso, combatemos o Orçamento com soluções radicalmente sensatas: o Bloco já apresentou um programa orçamental com propostas inovadoras, estudadas e exigentes, porque tem cada dia mais responsabilidade e quer ter mais responsabilidade.
Esse é o combate que levarei a todos os lugares da vida social onde puder chegar, e com a mesma energia. A política não se faz só numa sala, faz-se em toda vida, e o magnífico acordar da sociedade, que estamos a conhecer, mobiliza a República para a escolha que é o dever da democracia. Neste momento, só no país inteiro e com a força do trabalho é que poderemos vencer o Orçamento. Só na democracia toda se pode derrotar a bancarrota e demitir o governo. Estarei na cidade com os cidadãos a combater o orçamento do massacre fiscal.
E, se me perguntam o que farei a partir de hoje, quero responder-vos com toda a clareza: dedicarei o que sei e o que posso à luta por um governo de esquerda contra a troika e, para isso, ao esforço de criar pontes e caminhos novos, de juntar competências, de ajudar a levantar a força deste povo. Precisamos desse governo para romper com o Memorando e para defender Portugal, o Portugal do trabalhador e do contribuinte, de quem luta pelo seu povo e não aceita a humilhação da guerra infinita contra os salários e as pensões. Contribuirei intensamente para isso, porque para lá chegar é preciso convicção e uma paciência impaciente que nunca desiste. Nunca desisto nem me canso disso que é o essencial.
Por último, faço um apelo a todos os meus amigos: adiram ao Bloco de Esquerda. Agora, que é preciso força. Agora, que é preciso atitude. Agora, que é preciso imaginação. Agora, que é preciso querer vencer. Aí estaremos, todos, como sempre, com a mesma força da vida.
_____________________


Maria João Baptista Silva Não pude despedir-me das suas intervenções na AR! Hoje, por azar, tinha ido a uma consulta!
Mas quando li a notícia, vieram-me as lágrimas aos olhos. Compreendo-o. Mas esperava uma espécie de reviravolta... aquilo a que muito chamam, um "milagre"!
Pass
ei os olhos por tantos e tantos comentários sentidos. Tudo já foi, praticamente, dito.
Por isso passo, para aqui, o que enviei do Público, para a minha página do Facebook:
"Pois é! Nós ficamos muito mais pobres! Não há pessoas insubstituíveis. Mas não há duas pessoas iguais! E, que me perdoem todos os restantes, como Francisco Louçã não há nem haverá outro deputado. Tem qualidades intelectuais e capacidades de excelência, em todos os assuntos/matérias, que só os seres únicos têm.
Louçã é um dos meus SERES ÚNICOS!
A ele facarei eternamente grata pelo orgulho que me deu em ser bloquista!"
Obrigada, meu amigo!
JOÃO

domingo, 29 de abril de 2012

Sobre Miguel Portas | Francisco Louçã: Nunca Fica Tudo Dito | Notas no Facebook


Ao Francisco Louçã, na impossibilidade de ter estado presente na Sessão Evocativa dedicada ao Miguel Portas, o meu afecto pelos dois é tão grande e tão forte como aquele que me une aos meus irmãos. E por ser tão intenso, a dor de todos que amam o Miguel, como o Francisco, é-me penosa, também.
Queria poder abraçar todos vós!
Este texto que li me reli, tão sincero, tão verdadeiro, vou levá-lo para o meu Blog, onde tenho, sempre que posso, colocado aquilo que me ajuda a suportar a partida do Miguel e lhe prestar a minha singela homenagem.
Abraço grande da
JOÃO



Notas de
Francisco Louçã
no Facebook




por Francisco Louçã a Quinta-feira, 26 de Abril de 2012 às 23:33

Quando me contou que ia começar mais uma série de quimioterapia agressiva, o Miguel escreveu-me que “o bicho voltou mas eu ainda não disse a última palavra”. Era uma conversa entre nós – e todos os seus amigos terão estes momentos e estas conversas para recordar, cada um à sua maneira –, por causa de uma citação de Ernst Bloch, “ninguém tem a última palavra”. Um de nós, qual foi nem importa, tinha-a usado uma vez numa convenção do Bloco, nunca ninguém tem a última palavra. É uma lição de humildade e de humanidade, nunca ninguém tem a última palavra. E repetimo-la muitas vezes, os dois, já nos ouviram a dizer isto, lembram-se?

Eu ainda não disse a última palavra, disse ele. Nem o cancro. Ninguém tem nunca a última palavra. Fica sempre alguma coisa por dizer, há sempre alguém que dirá mais. Nunca fica tudo dito.

Do Miguel também não. Dos seus defeitos, que “quem nunca se arrepende ou é santo ou é tonto”, escreveu ele. Irritável como romântico, como se pode ser as duas coisas? Sorridente e ansioso, como se pode viver das duas maneiras? Das suas qualidades, a curiosidade, a abertura, a busca incessante de caminhos, as contradições sofridas, sobretudo a ternura. Uma alegria contagiante quando era. Tristeza quando não era, são assim os românticos, e nunca me digam que o romantismo não é belíssimo. Ninguém tem nunca a última palavra.

Nem com o que dele disseram. O Presidente da República e o Primeiro-ministro, seus adversários em eleições em que se empenhou, que foram correctíssimos, como o presidente do Governo Regional dos Açores. A Presidente da Assembleia da República, em mensagens de sensibilidade tocante. Os partidos políticos, todos e de todos os quadrantes, os eurodeputados, a CGTP, associações tantas, pessoas imensas. Todos, sabendo que não diriam a última palavra. Partidos europeus, a Polisário, tantos dos seus amigos do Médio Oriente. Todos.

Os que desfilaram no 25 de Abril na Avenida da Liberdade, fiéis ao que somos. Todos.

Palavras a mais, sim, também houve. A do presidente do Parlamento Europeu, que se disse espantado por não imaginar que o Miguel tivesse criado tantas amizades naquele parlamento, que não é propriamente lugar de sensibilidades. Ninguém tem a última palavra, senhor Martin Schulz, talvez tenha aprendido alguma coisa.

Fica sempre alguma coisa por dizer. Da viagem que faltava. Do gosto de ter os filhos a seu lado para continuar sempre a aprender a ser pai. Do livro que ficou por fazer, sobre a Europa. Do arroz de pato. Da banda desenhada, do Corto Maltese ao Bilal, quem desenha o quê? Do amor das coisas simples, como dele dizia Assunção Esteves. Da esperança a contar os dias até às eleições francesas e gregas. Da sua última viagem a Atenas, para ajudar quem luta. Nunca ninguém tem a última palavra, Miguel.

Foto de Paulete Matos

terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas Faleceu [1958-2012] | Esquerda.Net


Ó meu deus! Tenho estado todo o dia a pensar no Miguel Portas e a ver se ele postava algo. Sentia que ele tinha partido ou estava para partir!
Eu estou desfeita!
A toda a família bloquista, que me desculpem esta minha sensitividade, especilmente à família do Miguel e aos amigos mais íntimos, eu deixo um abraço solidário.
Eu adorava o Miguel Portas!
Sei que vou ficar doente...
JOÃO


Miguel Portas faleceu | Esquerda


Miguel

por Francisco Louçã a Terça-feira, 24 de Abril de 2012 às 19:02

Conheci o Miguel, sardento, louro, espigado, irrequieto e tinha 13 anos. Foi numa assembleia de estudantes do ensino secundário, que se realizou na cantina de Económicas, o ISEG de hoje. Discussões acaloradas, heroísmo à flor da pele, a ditadura e a guerra pela frente – nessa altura, o futuro era magnífico. E foi. O 25 de Abril e os melhores anos da nossa vida, como dizia o José Afonso.

Economista por empréstimo, foi sempre jornalista e político por vocação. Com a vertigem dos anos finais da ditadura, entrou na UEC e foi escolhido para a sua comissão central em 1974. Do PCP sairia em 1989, quinze anos depois e sem mágoas, sempre respeitador dessa vida militante. Entretanto, foi animador cultural na Câmara de Ourique e na serra algarvia. Aprendeu o trabalho local, a importância da cultura e da comunicação popular. Tornou-se jornalista, lançou a revista "Contraste" em 1986 e fez dela um ícone da cultura à esquerda. Foi depois jornalista do "Expresso", a partir de 1988, e editor internacional da sua revista até 1994. Fez a cobertura da campanha eleitoral do PSR em 1991, e lembro-me de como se divertia com a minha ingenuidade sobre o que seria ser deputado. Tinha razão.

A partir de 1995, fez aquilo de que mais gostava, criou um jornal em que podia agir com as suas próprias escolhas. O "Já" foi essa aventura, depois a "Vida Mundial". Fez a cobertura da queda do regime da Roménia, onde sentiu o cheiro do 25 de Abril e os riscos do que aí vinha. Com jornalistas, amigos, gente de talento e de vontade, inventou jornalismo, fez actualidade, lutou pelas ideias, convidou opiniões. Que falta que faz um jornal como esses.

Escreveu três livros: “E o Resto é Paisagem” (2002), “No Labirinto”, sobre o Líbano (2006) e “Périplo”, sobre as histórias do Mediterrâneo, com Cláudio Torres (2006). Como sempre lembra o Inimigo Público, o suplemento satírico do Público, a sua profunda ligação ao Médio Oriente levava-o a interessar-se pela sua gastronomia, pelo cinema, pelas lendas, pelas histórias, pelos partidos, pelas guerras e pela paz. Tomou posição. Arriscou-se. Falou com todos. Atravessou o Líbano debaixo de bombardeamento israelitas. Defendeu energicamente o povo palestino. Juntou-se às vozes dos movimentos de paz em Israel.

Viveu a vida intensamente e com gosto. Foi dirigente do Bloco e eurodeputado até ao último momento. Incentivou-nos da cama do hospital. Combinou a sua viagem que faltava, à Birmânia, e que nunca fará. Despediu-se dos filhos.

Viveu connosco e nós vivemos com ele. Perdemo-lo e não o esquecemos. Um abraço, Miguel.
---oo0oo---
Marcaste muitas das nossa vidas!
Até um dia, Miguel!
JOÃO

Francisco Louçã: "Os donos de Portugal e os seus Ministros" | Postado no Facebook

25 de Abril, SEMPRE!


Uma boa e nobre forma de comemorarmos o 25 de Abril:
Vermos este documentário!
Logo, na RTP2, de 24 para 25 de Abril, às 2 da manhã.
Eu vou ver!
E tu?!
JOÃO

 

Os donos de Portugal e os seus ministros


Este gráfico do livro e do documentário "Os Donos de Portugal" - o documentário é exibido na RTP2 de 24 para 25 de Abril, às 2 da manhã - representa as ligações de todos os ex-ministros das áreas económicas às maiores empresas. Como se verifica, a família é um amor.
 
Dos currículos de 115 governantes e ex-governantes dos últimos 30 anos (PS, PSD, CDS), resulta um mapa das ligações que tecem entre grupos económicos onde ocupam ou ocuparam funções dirigentes.
 
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Francisco Louçã: Já se disse tudo, ainda falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas, senhor Presidente | Notas no Facebook

Francisco Louçã tem razão. Falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas! E alguns já se têm feito ouvir.
E até a este presente momento, já foram 36553 pessoas que subscreveram a Petição «Pedido de Demissão do Presidente da República»
JOÃO



Notas de
Francisco Louçã
no Facebook





Já se disse tudo, ainda falta ouvir os reformados que não conseguem pagar as suas contas, senhor Presidente.

por Francisco Louçã, Domingo, 22 de Janeiro de 2012 às 17:58










Senhor Presidente, milhares de pessoas comentaram a sua declaração sobre as suas dificuldades para pagar as contas, na sua página do Facebook. Muitas mais pessoas falaram no país. Da sua surpresa, da sua indignação.

Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que não apoiou os reformados acima de 600 euros, que vão perder um ou dois subsídios da reforma para a qual descontaram, e só com os esforços de 25 deputados do PS e do BE é que o Tribunal Constitucional será chamado a pronunciar-se.
Esses são os reformados que não conseguem pagar as suas contas.

Senhor Presidente, há quem pergunte porque é que se lembrou do número exacto de uma de várias pensões (1300 euros, ouça bem, 1300 euros), mas se esqueceu das outras, que perfazem o valor um pouco mais generoso de 10 mil euros brutos por mês.

Senhor Presidente, muitos se perguntam porque é que escolheu as pensões em vez do seu salário da função para a qual se candidatou e foi eleito duas vezes. Era o seu direito. Mas o que é que isso diz ao país sobre o valor do cargo? (a diferença é de quanto por mês? 200 euros, 5% do total?).

Senhor Presidente, já se disse tudo, mas ainda não se fez nada. Não acha natural que os reformados a quem o governo, o Orçamento e a sua assinatura tiraram dois meses de pensão, digam agora de sua justiça? Não acha natural que os trabalhadores de hoje lutem pelas suas pensões de amanhã, recusando os privilégios, e digam agora de sua justiça? Não acha natural que esta gente toda a quem o governo está a reduzir as pensões ou a exigir devoluções do que o Estado lhes pagou, diga de sua justiça, senhor Presidente?

Agora, senhor Presidente, o país precisa de ouvir os reformados a quem é tão difícil pagar as suas contas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Francisco Louçã: Mútuo Consentimento, de Sérgio Godinho | Notas no Facebook | Vídeo


40 Anos de Carreira!

A "Nota" de Francisco Louçã no Facebook diz, em poucas palavras, muito sobre a carreira, a obra e o novo album de Sérgio Godinho.
Eu poderia falar de Sérgio Godinho durante horas seguidas. Vi vários espectáculos seus ao vivo, a solo e com outros grandes artistas... Vibrei, dancei, chorei e ri. Fui muito feliz a vê-lo em palco! Aliás, Sérgio Godinho é um dos meus "Seres Únicos". Simplesmente, adoro-o! 

Eu vou deixar um vídeo com um pedacito de "Mútuo Consentimento".
É Sensacional! É Mágico!
Espero que gostes, como eu gostei!
JOÃO


Carregado por em 30 de Ago de 2011
Mútuo Consentimento (2011)

Notas de Francisco Louçã
no Facebook

Mútuo Consentimento, de Sérgio Godinho

por Francisco Louçã a Sábado, 10 de Setembro de 2011 às 0:38

 
Dizem que são quarenta anos de carreira. O disco não comemora, afirma simplesmente. Canções que perturbaram a crítica, que esperava mais fácil, mais continuista, mais ritmado ao passado. Mas o Sérgio Godinho é assim: a canção é como ele quer, e não ao sabor de hipotéticos isqueiros acendidos na noite de um concerto. Misturam pop e tem baterias fortes, foge ao ritmo embalado que podíamos esperar para condescendência com as nossas memórias. Que querem, é mesmo um disco novo e não revisão de matéria dada.

E são quarenta anos, sempre a inventar uma música nova. Devemos isso ao Sérgio Godinho, sem cortesia, de frente. É por isso que é um dos maiores músicos dos últimos anos e que inventou a música portuguesa.

http://www.youtube.com/watch?v=ngzUIdKI0xY&feature=related