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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Info ESQUERDA.NET | Ataque Israelita Já Fez Mais de Mil Mortos em Gaza

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Ataque israelita já fez mais de mil mortos em Gaza


Em Gaza, as horas de trégua deste sábado serviram para remover escombros e encontrar cadáveres. O último balanço dá conta de mais de mil mortos, sobretudo civis. Em Telavive teve lugar a maior manifestação de israelitas contra a incursão militar..
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Fórum Socialismo 2014 em Évora


O Fórum Socialismo 2014 – Debates para a Alternativa, realiza-se entre 29 a 31 agosto em Évora, na Escola Secundária Gabriel Pereira. A já tradicional iniciativa do Bloco de Esquerda inclui dezenas de painéis com temas muito variados. A abrir, discute-se "Do que é que a esquerda não pode abdicar".
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Gilbert Achcar: "Israel atacou para travar a reconciliação palestiniana"

Vinte e quatro médicos e cientistas do Reino Unido e de Itália denunciam a agressão militar israelita em Gaza, numa carta à The Lancet, publicada no dia 22 de julho. O texto descreve muito bem a situação que se vive na Gaza cercada e bombardeada.
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Garantia de 700 milhões dos Espírito Santo ao Banco de Portugal esfumou-se

O Banco de Portugal aceitou a seguradora Tranquilidade como garantia, para proteger clientes do BES, pelos 700 milhões que os Espírito Santo lhe disseram que valia. Em seguida, a família pôs a empresa a comprar dívida do GES e hoje a garantia dada poderá só valer 50 milhões.
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Câmara de Lisboa culpa "burocracia" por não pagar salários aos precários

Os trabalhadores da limpeza urbana foram contratados a recibos verdes e trabalham desde o início de junho sem receber. Vereador diz que a culpa é da "burocracia", Precários Inflexíveis exigem regularização dos vínculos na Câmara.
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O biombo

José Manuel Pureza
Ao decidir pela inclusão da petroditadura de Obiang, a CPLP aceitou abandonar a sua matriz fundadora - e a diversidade de lógicas que a animavam - e tornar-se outra coisa totalmente distinta.
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Portugueses, multiplicai-vos!

João Ricardo VasconcelosAo acusar o Bloco de alegar "superioridade moral" para se recusar a fazer compromissos com este PS, Daniel Oliveira cai na caricatura e foge à questão de fundo: é possível romper a alternância aproximando-se do partido de Seguro ou Costa?
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Solidariedade com Gaza nas ruas de Lisboa

O Bloco de Esquerda esteve na baixa de Lisboa a distribuir um folheto intitulado "Fim ao massacre de Gaza" e com uma faixa que não passou despercebida aos transeuntes.
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BES: Há 5 anos, Salgado queixava-se da "obsessão patológica" do Bloco com os seus negócios

Este vídeo divulgado em 2009 pelo esquerda.net mostrava a reação do ex-banqueiro às denúncias dos negócios obscuros das offshores do Banco Espírito Santo.
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28 de julho

Liberdade 2014 - Acampamento de Jovens do Bloco de Esquerda

Inscrições e evento no facebook.
S. Pedro do Sul - Bioparque.

Projeção do filme: "Alexandria...porquê?", de Youssef Chahine

Ciclo Cinema: Cruzamentos com o 25 de Abril ao centro.
Lisboa, Casa da Achada, 21h30.

29 de julho

Liberdade 2014 - Acampamento de Jovens do Bloco de Esquerda

Inscrições e evento no facebook.
S. Pedro do Sul - Bioparque
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Comício de verão "Combater a austeridade"

Com João Semedo, José Soeiro, Ana Rosa e Pedro Coutinho. Ver cartaz.
São Pedro do Sul, Termas - frente ao balneário Rainha D. Amélia, 21h30.

30 de julho

Liberdade 2014 - Acampamento de Jovens do Bloco de Esquerda

Inscrições e evento no facebook.
S. Pedro do Sul - Bioparque
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terça-feira, 26 de março de 2013

Info ESQUERDA.NET | Dossier "Dez escândalos pagos pelos contribuintes"

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Dossier: Dez escândalos pagos pelos contribuintes


A promiscuidade entre a política e os negócios tem sido uma constante na vida do país nas últimas décadas. O esquerda.net selecionou dez casos que escandalizaram o país, beneficiando gente poderosa e próxima do círculo do poder às custas dos contribuintes. Dossier organizado por Luís Branco.
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Por um Dia de Ação a nível Ibérico

Francisco Alves
Face a esta austeridade eterna, a resposta passa por lutas cada vez mais fortes, para que o governo e a troika vão prá rua. Por isso, propomos um Dia de Ação articulado ao nível Ibérico e se possível ao nível dos países do Sul da Europa.
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João Semedo é candidato do Bloco à Câmara de Lisboa

O coordenador do Bloco de Esquerda será o primeiro candidato do partido à Câmara de Lisboa. A deputada Ana Drago encabeçará a lista para a Assembleia Municipal. Em declarações à comunicação social, neste sábado, João Semedo salientou que a decisão do Bloco é de fazer uma grande campanha política em defesa dos lisboetas, "olhando especialmente para aqueles que são as principais vítimas da austeridade", uma campanha "que leve o Bloco a recuperar o seu vereador na Câmara de Lisboa". (atualizada às 17.30h) Ler mais.

"O essencial é a dignidade, e é isso que deve ser protegido"

Na sessão de encerramento do Colóquio "Desigualdade e Pobreza", a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou que "Vítor Gaspar, o ministro que fala devagar mas erra depressa", é o rosto da "proposta criminosa da ditadura do empobrecimento".Ler mais.

Chipre: O impossível acontece

O plano de resgate do Chipre contém uma cláusula inesperada e sem precedentes na UE: uma taxa de 6,75% sobre o valor dos depósitos até 100.000 euros (supostamente garantidos pelo Estado em todas as eventualidades, incluindo a falência do banco) e de 9,9% para depósitos acima de 100.000 euros. Artigo de José Maria Castro Caldas, publicado em auditoriacidada.infoLer mais.

João Semedo fala da candidatura à Câmara de Lisboa e desafia PS a apresentar moção de censura

"A minha candidatura à Câmara de Lisboa e da Ana Drago à Assembleia Municipal significa uma vontade do Bloco de Esquerda de ter uma grande campanha política, que tenha como resultado a eleição de um vereador", diz João Semedo. O coordenador do Bloco afirma também sobre a situação do país: "A gravidade da situação e das medidas ontem anunciadas pelo Governo, que significam mais três anos de austeridade, de recessão e de desemprego justificariam que o PS apresentasse agora uma moção de censura".Ver vídeo.

Colóquio desigualdade e pobreza

A deputada Helena Pinto refere que este "colóquio é o início" de um trabalho, e assinala que "percebemos como mudou radicalmente o perfil dos sem-abrigo, como o desemprego destrói as vidas, como perder a casa é a angústia de velhos e de novos".Ver vídeo.



domingo, 7 de outubro de 2012

Bandeira ao Contrário | É Bom Saber! | Vídeo


Penso que Cavaco Silva já aprendeu a lição. Mas, no caso de não ter aprendido bem o significado de uma bandeira de um país colocada ao contrário, aqui fica uma pequenina lição.
Aprender até morrer!
JOÃO




Bandeira ao contrário:
Cavaco não está só

Publicado em 06/10/2012 por
Tal como Cavaco Silva, nem toda a gente sabe o que significa uma bandeira hasteada de pernas para o ar. Mas este diálogo adaptado do filme "No Vale de Elah" mostra que todos podem aprender com os erros.

sábado, 6 de outubro de 2012

Cartoon do Bartoon | Presidente da República Hasteou a Bandeira ao Contrário!

Uma imagem que fica para a História!

Pois é verdade! O nosso kidíssimo Presidente Cavaquinho Silva ontem ficou, para sempre, na História do Portugal como o primeiro e único Presidente da República a ter a coragem de, através da Bandeira, enviar uma mensagem importante ao Povo Português:
A nossa Nação foi ocupada pelo inimigo!
Impressionante a capacidade que Cavaco Silva tem de transmitir, por gestos tão simples, o que não consegue transmitir por palavras.
O seu gesto foi tudo aquilo que o seu discurso não foi:
GENIAL!!!

JOÃO



PUBLICO.PT - Bartoon - 06/Outubro/2012


Clica na imagem para a ampliares!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bandeira Içada ao Contrário no 5 de Outubro. Acto Falhado? | Rádio Renascença


SOCORRO!!!

Interessante saber!
Lê a matéria e vê o vídeo.
JOÃO



Bandeira içada ao contrário no 5 de Outubro. Acto falhado? - Renascença

O povo reparou:
a bandeira portuguesa foi hasteada ao contrário

5 de Outubro 2012 | 102.º Aniversário da Implantação da República


A República Comemorada de Pantanas!



Frase do Dia
"Quem tem medo compra um cão!"
                                   Mário Soares




O Povo Português não tem medo!

Vamos voltar a ter feriado no 5 de Outubro e no 1 de Dezembro!
São dois dias que não podem apagar da nossa HISTÓRIA e, consequentemente, fazer cair no esquecimento dos portugueses.
JOÃO






Vi e adorei a cerimónia!
Gostei, particularmente, que o Cavaco tenha querido uma cerimónia recatada e fechada, longe dos olhares do povo português, e que a bandeira lhe tenha dado o sinal de que o país está de pernas para o ar e que, o último 5 de Outubro comemorado, seja lembrado pelo seu içar da bandeira, ao contrário.
Adorei o discurso de António Costa, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
O resto foi confrangedor! A expulsão de uma senhora, agarrada por vários homens, uns matulões, com quase o dobro da sua altura...
Enfim! Estou aborrecida por acharem que António Costa é o responsável do que aconteceu. Não é! Ele gostaria que a cerimónia decorresse nos mesmos moldes de sempre. Mas recebeu pedido expresso de Cavaco Silva e das polícias! Ora que podia ele fazer?!
Ainda deixou uma portinha aberta. E vai ouvir por isso!... Deixem em paz o António Costa...

A cerimónias oficial do 5 de Outubro começou e acabou de forma pouco ortodoxa: o hastear invertido da bandeira; a ausência do Primeiro-Ministro; a cidadã a protestar e a ser expulsa enquanto o  Presidente da República terminava o discurso; uma cantora lírica a cantar "A Firmeza", de Fernando Lopes-Graça, no meio do barulho dos presentes a levantarem-se para saírem e dos jornalistas a fazerem entrevistas...
Momento mágico da cerimónia: a saída de Cavaco do o Pátio da Galé, de rabinho entre as pernas, assim que terminou o seu discurso... cheio de medinho!...
JOÃO

domingo, 18 de julho de 2010

PSP Interrompeu uma Acção do Bloco de Esquerda no Âmbito da Campanha do BE “Reabilitar a Cidade, Baixar as Rendas, Gerar Emprego”

Tantas vezes, em plena luz do dia, em Lisboa, vi estarem a pintar paredes... Não vi chamarem a PSP por isso! Mas fazer uma acção de luta - sem armas, apenas tintas! -, num prédio devoluto na Graça, num espaço que poderia dar origem a uma nova construção, a PSP vem e leva consigo militantes de um partido político com assento na Assembleia da República?!
Porquê sempre embirrarem com os bloquistas?! Porque vêem o que está mal e não calam! Não são subornados, nem intimidados, nem corruptos... Apenas querem uma sociedade melhor e militam, trabalham e "lutam" para isso!...
Francamente, PSP! Inadmissível! Livra! Estamos numa ditadura?!!!
Lê o artigo do Esquerda.Net e vê as fotos que deixo.
JOÃO

 PSP interrompe acção do Bloco
Seis activistas do Bloco pintavam um prédio devoluto em Lisboa, numa acção inserida na campanha “Reabilitar a cidade, baixar as rendas, gerar emprego”, quando foram interrompidos pela PSP, sob o pretexto de estarem a provocar “ danos em propriedade privada”, e levados para a esquadra.
Artigo | 17 Julho, 2010 - 15:55
Bloquistas pintavam um edifício degradado com símbolos do Bloco e frases da campanha “Reabilitar a cidade, baixar as rendas, gerar emprego”
Fotos de João Ricardo Vasconcelos:
Ricardo Robles, um dos militantes do Bloco que foi conduzido à esquadra da Penha de França em Lisboa disse à Lusa: “Disseram-nos que tinha havido uma denúncia e levaram-nos até à esquadra para nos identificarem”, acrescentando que a PSP apreendeu rolos, trinchas e tintas.

Ricardo Robles disse ainda à Lusa que a acção consistia em pintar a fachada do prédio devoluto, “um edifício municipal degradado, sem telhado e com janelas e portas emparedadas”, com frases da campanha bloquista para a reabilitação da cidade e denunciando o estado de degradação e de abandono em que estão muitos edifícios da capital.

O oficial de serviço do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse à Lusa, que os bloquistas foram identificados “por estarem a pintar um edifício sem autorização”.

A campanha bloquista “Reabilitar a cidade, baixar as rendas, gerar emprego” começou no passado dia 3 de Julho com a pintura da fachada doutro imóvel deixado ao abandono na Avenida de Berna. Em comunicado, a concelhia do Bloco/Lisboa afirma que as pinturas vão continuar e que "não se deixará intimidar pelos actos de censura da CML".

Clica 2 vezes sobre cada foto para as aumentares!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Elogio a José Saramago | Ministra da Cultura | Discurso na Despedida - CML

Deixo, para recordar, um dos discursos que mais gostei: o discurso em nome de Portugal, lido pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na cerimónia da despedida a José Saramago, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, ontem, Domingo, dia 20 de Junho, antes do funeral que seguiu para o Cemitério do Alto de São João, pelas 12:30, onde o corpo foi cremado.
JOÃO


ELOGIO A JOSÉ SARAMAGO

20-06-2010

Sr. Primeiro-Ministro
Senhores membros do Governo
Sr. Presidente da Câmara de Lisboa
Sra. Vice-Presidente do Governo de Espanha
Ilustres individualidades presentes
Caras Pilar Del Río, Violante Saramago, e seus filhos,

Senhoras e Senhores,

Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra, um soldado maneta, uma mulher que tinha poderes, e um padre que queria voar numa Passarola e que morreu doido;

Era uma vez Jesus, que disse a Maria Magdalena - “quero estar onde a minha sombra estiver, se lá é que estiverem os teus olhos”;

Era uma vez um cão que lambeu as lágrimas a uma mulher desesperada num mundo de cegos, desejando também cegar para ser poupada aos horrores que a vista lhe trazia;

Era uma vez a morte, que tinha um plano e que o cumpriu – abraçou-se ao homem sem que ele compreendesse o que lhe estava a suceder, e ela, a morte, que nunca dormia, deixou descair suavemente as pálpebras enquanto adormecia; no dia seguinte, ninguém morreu;

Era uma vez um homem que, quando morreu, partiram 2 pessoas: saiu ele, de mão dada com a criança que foi – tal como o próprio José Saramago previu, nas suas próprias palavras.

Era uma vez e tantas outras vezes, o respeito à terra e aos homens, a luta contra as injustiças, a defesa dos direitos humanos, a denúncia contra a guerra do Iraque ou contra a ocupação palestiniana, as causas dos Sem Terra, do movimento anti-globalizante, da preservação do ambiente, ou do anti-clericalismo desassombrado.

Estas e tantas outras, foram as histórias com que o ateu místico, religioso laico, interrogador de Deus e dos homens, José Saramago, “comunista hormonal” nas suas palavras, questionou Portugal e o mundo incessantemente, directa ou metaforicamente.

A liberdade do pensamento define o criador: Saramago foi voz lúcida, inconformada, firme, insubmissa na luta contra a desigualdade entre os homens – esta sim “a verdadeira miséria”, dizia.

Parte da imensa receptividade que as suas obras têm merecido em todo o mundo, e que a atribuição do Nobel cimentou e glorificou, deve-se a esse carácter humanista, à esperança que a sua obra impõe ao Homem.

Recebeu o Prémio Nobel da Literatura «... pela sua capacidade de tornar compreensível uma realidade fugidia, com parábolas sustentadas pela imaginação, pela compaixão e pela ironia», segundo a Academia Sueca.

Fiel ao seu compromisso com a consciência, usou a escrita para uma reflexão sobre as grandes causas da humanidade, edificando uma obra coerente, ousada, sólida, moldada pela ética, visando, sempre, a dignificação do Homem.

E fê-lo por vezes subvertendo normas - quer de narrativa (o seu estilo é inconfundível, nas suas frases longas e de pontuação singular), quer enfrentando dogmas - não tinha fé em Deus (mas certamente Deus teve fé nele).

Para ele a escrita, enquanto forma de expressão do pensamento e de intervenção intelectual, foi instrumento, foi arma, foi agente provocador e plataforma de interrogação permanente do indivíduo e da sociedade.

Com a sua actividade cívica aliada à criação literária, cumpriu aquilo que é mais caro aos criadores e aos artistas – conseguiu com a sua obra fazer pensar os destinatários, perturbar os conformados, incomodar as consciências e aguçar a lucidez.

Deixa a Fundação José Saramago, à qual se dedicará a companheira e musa da sua vida, Pilar Del Rio, força inabalável que foi determinante na sua alma e na sua obra, a quem também prestamos aqui homenagem. Fundação José Saramago que assume, entre os seus objectivos principais, a defesa e a divulgação da literatura contemporânea, a defesa e a exigência de cumprimento da Carta dos Direitos Humanos e o cuidado do meio ambiente.

Enquanto escritor português, José Saramago deu um incontestável contributo para a afirmação e difusão da Língua Portuguesa, para a divulgação da Literatura Portuguesa e para a união do mundo lusófono. Embaixador da cultura portuguesa no mundo, a influência da sua obra estendeu-se a um amplo espectro de outras expressões artísticas - na ópera, no cinema, nas artes visuais, sublinhando a universalidade da sua linguagem.

A Literatura Portuguesa, as Literaturas em Português, com Saramago, adquiriram ressonância internacional e prestígio global, pela universalidade das questões que o Escritor agarra e reflecte com tenacidade e vigor, e pelo génio sísmico com que as dá a ler, a pensar, através da sua escrita.

Portugal homenageia hoje o homem, simples, sensível e corajoso;

Portugal celebra em Saramago, a sua humanidade, grandeza e universalidade;

Portugal orgulha-se do Escritor e engrandece-se com a sua obra, poliédrica, ímpar e seminal.

Portugal agradece, sentida e sinceramente, o encontro mágico de Saramago com a Literatura, e o lugar único e perene que José Saramago ocupará para sempre na Literatura e na Cultura do mundo.

Como escreveu ontem um amigo a Pilar, - Não há palavras. Saramago levou-as todas…

Obrigado José Saramago.

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Observação:
Eu estou a fazer uma página dedicada a José Saramago que será a minha singela homenagem.
Dessa página terás ligação com todas as mensagens, comentários, fotografias, vídeos e hiperligações existentes neste Blog.
Para veres a página, quando estiver acabada, clica AQUI.

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010) | A Despedida | Obrigados Saramago!

Esta manhã, na despedida a José Saramago, gostei dos vários discursos que acompanhei atentamente, mas destaco o discurso de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a minha cidade e a cidade onde Saramago viveu desde os 2 anos de idade até 1992 - ano em que passou a dividir residência entre Espanha e Portugal -, quando foi viver, também, para Lanzarote. Lisboa foi matéria para muitos dos seus livros, com a dimensão de um personagem principal, e a cidade que ele amou como sua, capital do seu país, que foi o único que ele considerou como sua pátria, visto ter recusado a uma segunda cidadania, a  Espanhola, fazendo questão de assim demonstrar que a sua pátria era o país onde nasceu, cresceu, se formou como homem e ser de uma dimensão ética inquestionável, a terra da língua em que escrevia e que nunca autorizou, sequer, que fosse adaptada para o português do Brasil.

Mas, o meu discurso preferido foi feito pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que usou a obra de Saramago, títulos e frases, como parte integrante desse discurso, fazendo ver a dimensão genial do escritor de todas as polémicas, não provocadas por ele, porque um criador tem que ter direito a toda a sua liberdade criativa. É, por isso, e porque as grandes personalidades estão sempre ligadas a grandes controvérsias, que as polémicas existiram, existem e vão existir à cerca de Saramago, pela incapacidade da pessoa comum, na sua pequenez, não atingir a genialidade criativa do CRIADOR/Artista que está acima de tudo, sobretudo acima dos dirigentes partidários, dos dirigentes das igrejas, de dogmas, etc..

Eu estou a fazer uma página dedicada a José Saramago que será a minha singela homenagem, à minha pequena dimensão humana, mas que será feita a partir do que Saramago significava para mim e o que eu achava dele como criador e como pessoa humana. Era, sobretudo, um homem de altos valores, de uma imensa generosidade e sensibilidade e de grande dimensão universal.

Para veres a página, quando estiver acabada, clica AQUI.

Entretanto, deixo um artigo do Esquerda.Net. E faço minhas as palavras de Francisco Louçã, tanto no artigo que vos deixo, como as que foram ouvidas na comunicação social, ao ser questionado sobre Saramago e sobre as polémicas.

Obrigada, Saramago!
JOÃO
Obrigado Saramago
Centenas de pessoas bateram palmas e gritaram “Obrigado Saramago”, quando o corpo saiu da Câmara de Lisboa para o cemitério do Alto de São João, onde foi cremado. Cavaco Silva não respondeu ao apelo de Francisco Louçã para esquecer “mesquinhez do passado”. Jornal do Vaticano definiu Saramago como “populista e extremista”.
Artigo | 20 Junho, 2010 - 20:53

Cerca de 20.000 pessoas passaram no Sábado pela Câmara Municipal de Lisboa, onde o corpo do escritor esteve em câmara ardente - Foto da Lusa Cerca de 20.000 pessoas passaram no Sábado pela Câmara Municipal de Lisboa, onde o corpo do escritor esteve em câmara ardente. O funeral realizou-se neste Domingo, da Câmara de Lisboa para o cemitério do Alto de São João, onde o corpo de José Saramago (1922-2010) foi cremado.

Na cerimónia realizada na Câmara de Lisboa, discursaram António Costa, presidente da Câmara, Carlos Reis, em representação da Fundação Saramago, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, a vice-presidente do Governo de Espanha e a Ministra da Cultura de Portugal. Depois dos discursos, a violoncelista Irene Lima interpretou as peças Sarabanda - o cantos dos pássaros de Bach.

Antes da cremação do corpo no cemitério do Alto de São João e na presença apenas de familiares e amigos mais próximos, a mulher do Prémio Nobel da Literatura 1988, Pilar del Rio, fez um pequeno discurso lembrando o seu companheiro.

O Presidente da República, Cavaco Silva, não esteve presente nas cerimónias fúnebres de José Saramago, tendo incumbido os chefes das suas casa civil e militar de apresentar as condolências à família.

Cavaco Silva justificou a sua não presença, dizendo que “o que um chefe de Estado deve fazer é diferente daquilo que deve ser feito pelos amigos ou deve ser feito pelos conhecidos”, acrescentou ainda que “nunca tive o privilégio na minha vida, se me recordo, de alguma vez conhecer ou encontrar José Saramago” e que, como chefe do Estado, emitiu uma "uma nota oficial prestando homenagem à obra literária de José Saramago e ao seu contributo para a projecção da cultura portuguesa no Mundo", enviou uma coroa de flores e promulgou o decreto de declaração de dois dias de luto nacional.

Cavaco pretendeu assim responder a Francisco Louçã que apelara ao Presidente da República a que estivesse no funeral esquecendo a “mesquinhez política” e “a perseguição política” de um governo seu contra o escritor.

Francisco Louçã fez essas declarações num jantar em Portimão, realizado no passado Sábado, e no qual considerou que Saramago “foi um homem de convicções e de literatura”, que fez dele uma referência cultural “universal”. Francisco Louçã disse ainda: “É preciso generosidade e o reconhecimento de que José Saramago, por cima de todas as diferenças, é uma figura para a cultura nacional, europeia e universal e por isso deve ser respeitado e homenageado no dia do seu enterro”.

No momento da sua morte, José Saramago voltou a ser atacado pelo jornal do Vaticano “L' Osservatore Romano”, que publicou no Sábado um artigo onde definiu Saramago como “populista e extremista”. O artigo diz que José Saramago “foi um homem e um intelectual de nenhuma admissão metafísica, ancorado até ao final numa confiança arbitrária no materialismo histórico, aliás marxismo” e acrescenta, num insulto baseado na mentira: “um populista extremista como ele, que tomou a seu cargo o porquê do mal do mundo, deveria ter abordado em primeiro lugar o problema das erróneas estruturas humanas, das histórico-políticas às socio-económicas, em vez de saltar para o plano metafísico”.

Para leres o artigo completo do Esquerda.Net
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