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quinta-feira, 3 de abril de 2014
Info ESQUERDA.NET | Estudantes do Superior Prometem Continuar Protestos
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Info ESQUERDA.NET | "A Austeridade é Uma Máquina de Fazer Pobres" | Outros...
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Info BLOCO.INICIATIVAS | O Princípio da Universidade - Ciclo de Debates
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O Princípio da Universidade
Ciclo de Debates
Sábado | 1 Março | 10h
ISCTE-IUL - Auditório Mário Murteira
Estudantes do Bloco de Esquerda
Programa:
10h - Abertura
João Semedo e Ana Rosa
10h30 - Universidade em crise: haverá alternativa?
António Sampaio da Nóvoa e Fernando Rosas
13h - Almoço
14h30 - O que escondem os cortes à investigação científica?
João Teixeira Lopes e Irina Castro
16h30 - Os desafios da luta pela universidade democrática
Paulo Pena, Sandra Monteiro e Mariana Gomes
18h30 - Encerramento
João Nuno Paulo e Marisa Matias
As sociedades foram sempre palco de lutas, combates e
transformações. E se sempre que há poder há resistência,
todas as estruturas oligárquicas encontraram nas
universidades a força viva de um movimento crítico e
combativo que não prescindia da luta contra a usurpação
da vida e da democracia no seu sentido mais amplo.
Foi assim em Portugal na revolta estudantil contra o
fascismo, foi assim em França no Maio de 68. Foi
assim durante o século XX nas lutas sociais na Europa
e foi assim em Portugal na luta antipropinas dos anos
90. Esse desafio democrático da universidade contínua
vivo, é atual e, por isso, é também nosso.
No momento que vivemos, as universidades enfrentam
o desafio imenso de combater o projeto ideológico da
direita, hoje mais visível que nunca: uma Universidade
refém das necessidades imediatas da economia
nas sociedades capitalistas contemporâneas. As políticas
que hoje enfrentamos de redução de financiamento às
instituições, aumento das propinas, cortes nos apoios
sociais, destruição da democracia no acesso à
investigação científica e de mercantilização do espaço
da universidade, exigem resposta social e imaginação
ativista nas escolas. É preciso resgatar o 'Princípio da
Universidade'.
Este ciclo de debates procura uma reflexão acerca desse
projeto democrático para a universidade pública. O que
está acontecer à Universidade em Portugal? Como deve
ser a Universidade que queremos? Em que valores assenta?
Como juntamos mais gente e mais força para lutar pela
universidade pública e democrática? Certamente que não
há respostas fixas, mas é nesse exercício revolucionário
de pensar em conjunto que se encontram as estratégias, as
convergências e as ideias que decidem o futuro.
Assim, com António Sampaio da Nóvoa (professor e antigo
reitor da UL) e Fernando Rosas (professor universitário),
discutiremos a universidade em crise nestes tempos de
austeridade e de retrocesso mas também as alternativas à
política universitária que existe. Por outro lado, com João
Teixeira Lopes (professor de sociologia da UP) e Irina Castro
(bolseira precária) discutiremos que agenda escondem estes
cortes brutais à investigação científica. E por fim, com
Mariana Gomes (dirigente estudantil no Ensino Superior)
Sandra Monteiro (directora do Le Monde Diplomatique) e
Paulo Pena (jornalista) discutiremos os percursos e os desafios da luta pela universidade democrática.
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terça-feira, 26 de março de 2013
Info BLOCO.INICIATIVAS | INCONFORMAÇÃO 2013
Nos próximos dias 12, 13 e 14 de Abril, o Bloco de Esquerda,
através da Coordenadora Nacional de Estudantes, organiza
no Porto o INCONFORMAÇÃO 2013. Um espaço de debate,
reflexão e formação política alargado, onde queremos pensar
coletivamente tudo o que afeta a nossa a vida, como nos
juntamos para transformar a realidade e que futuro queremos
construir em conjunto.
Vivemos uma mudança de paradigma. Grândola Vila Morena ecoa por onde quer que se passe e, uma vez mais, assistimos a uma das maiores manifestações de revolta popular, com um milhão e meio de pessoas na rua, no passado dia 2 de Março.
Num momento em que a luta social se alarga, multiplicar
espaços de debate e reflexão sobre todos os temas que
afetam a nossa vida deve ser uma prioridade para quem
quer transformar este país.
A entrada é livre e podes-te inscrever aqui:
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Programa Sexta (dia 12) 21h – Chegada 22h – Abertura Sábado (dia 13) 11h – História da Esquerda e dos Movimentos Sociais – Francisco Louçã 13h – Almoço 15h – 1. Pornografia e Feminismos – Pedro Pinto (investigador, UM) 2. A ameaça digital: internet, risco e desigualdades – Nuno Moniz (eng. informático) e Fernando Pedro (eng. informático) 17h - 1. É preciso é sermos empreendedores – José Soeiro (sociólogo CES) e Adriano Campos (sociólogo UP) 2. O FMI manda aqui? - Mariana Mortágua (economista) 20h – Jantar 22h – Festa Domingo (dia 14) 11h – Educação, pedagogia e emancipação - Henrique Vaz (professor FPCEUP) e Rui Trindade (professor, investigador, movimento escola moderna) 13h – Almoço 15h - 1. Urbanismo, sustentabilidade e ambiente – João Teixeira Lopes (sociólogo) e Rui Morgado (eng. civíl) 2. Música e Poder - Ana Matos (Capicua) e Ricardo Martins (músico) 17h Derrubar o Governo – Catarina Martins Inscreve-te! Contamos contigo
Clica sobre a imagem para a ampliares!
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Uso de Gás Pimenta por Parte de Agente ou Agentes da Polícia de Segurança Pública Portuguesa | Mensagem para a Amnistia Internacional Portugal
Depois de, ontem, a excelentíssima e bem coordenada Polícia de Segurança Pública - corporação fiel do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo -, ter utilizado gás e bastões para dispersar jovens do Ensino Secundário que, em protesto, fecharam a cadeado os portões de uma Escola em Braga, temos que não ficar indiferentes a este tipo de actos terroristas por parte das nossas forças de segurança. Não podemos esquecer que seis desses jovens ficaram feridos, tendo vindo a receber tratamento hospitalar.
Não vale tudo no Estado de Direito! O que deve valer é a democracia e o respeito pelas populações e as suas demonstrações de indignação.
Venho, por isso, reencaminhar a mensagem que enviei hoje para a Amnistia Internacional em Portugal.
Esta ideia, que não partiu de mim, mas de um amigo jornalista que nos facilitou, no Facebook a minuta, para quem concordasse com a mensagem a enviasse, também, alterando os dados, como é óbvio, parece-me merecedora da nossa atenção e da nossa acção.
Fica à consideração de cada um de vós. Só têm, mesmo, que fazer reencaminhamento, apagando os meus dados de envio e substituindo os espaços onde eu tinha colocado os meus dados pessoais pelos vossos.
Saudações da
JOÃO
JOÃO
To: aiportugal@amnistia-internacional.pt
Subject: Uso de Gás Pimenta por Parte de Agente ou Agentes da Polícia de Segurança Pública Portuguesa
Subject: Uso de Gás Pimenta por Parte de Agente ou Agentes da Polícia de Segurança Pública Portuguesa
(Nome completo), cidadã(o) portuguesa/português, Bilhete de Identidade XXXXXXX do Arquivo de Identificação de xxxxxxxx, vem por este meio denunciar o uso de gás pimenta por parte de agente ou agentes da Polícia de Segurança Pública portuguesa, contra crianças ou adolescentes que se manifestavam ontem, dia 18 de Janeiro, de manhã, frente à sua escola, em Braga.
Seis jovens tiveram de receber tratamento hospitalar.
A actuação do ou dos agentes foi respaldada pela hierarquia da corporação policial, que justificou a utilização desta arma (que a Amnistia Internacional considera instrumento de tortura) como forma de evitar uma intervenção policial "mais musculada".
Peço a condenação pública deste acto, também como forma de dissuadir futuras utilizações do gás pimenta contra manifestantes em Portugal. Crianças, adolescentes, adultos ou idosos.
(Assinatura/Nome)
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Info Esquerda.Net | Dossier: Miguel Portas (1958-2012)
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Cavaco Foge aos Protestos na Escola António Arroio | Esquerda.Net
Uma vergonha! Um Presidente a falhar aos seus compromissos, por meia dúzia de alunos que tinham muito para lhe contar do que passam, no seu dia-a-dia...
Mas como não são os netinhos, protegidos, fugiu... Temos um Presidente cobardolas, com receio de crianças e adolescentes.
Depois queixem-se se o povo achar que terá que ser mais duro! Os portugueses, coitados, são um povo de paz, que ladra mas não morde.
Um dia vai morder se estes governantes continuarem a não respeitarem este mesmo povo que os elegeram!...
Cada acção, cada tiro no pé!
JOÃO
Clica aqui para veres o artigo:
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Manifestação de Estudantes do Ensino Superior Público Ontem em Lisboa | Artigo e Vídeo
Por isso, cerca de 7 mil estudantes do Ensino Superior público estiveram ontem, em Lisboa, na Manifestação Nacional. Manifestaram-se contra o reforço das medidas de austeridade nas escolas e foram acompanhados e apoiados pelo candidato presidencial, Manuel Alegre, numa manifestação que era nitidamente contra as políticas de educação do governo socialista.
Para aqueles que dizem que Manuel Alegre não se manifesta contra a política deste Governo Socialista, eu digo: OLHEM QUE NÃO!...
Por uma Educação para Todos!JOÃO
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Manifestação de Estudantes | Ensino Superior | Lisboa
EsquerdaNet | 18 de Novembro de 2010
Cerca de 7 mil estudantes do ensino superior público manifestaram-se no dia 18 de Novembro em Lisboa contra o reforço das medidas de austeridade nas escolas, sobretudo na acção social.
O esquerda.net entrevistou José Soeiro, deputado do Bloco Esquerda e Jennifer Jesus, Presidente do Núcleo Estudantes de Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Manifestação junta milhares de estudantes
Cerca de 7 mil alunos do ensino superior público estiveram esta quarta-feria a manifestar-se em Lisboa contra o reflexo das medidas de austeridade nas escolas, sobretudo nas bolsas de acção social. Manuel Alegre esteve com os manifestantes, solidarizando-se com o protesto.
Artigo | 17 Novembro, 2010 - 20:53
Há muito que a reivindicação de uma acção social escolar justa e abrangente não era o tema central do protesto. Manuel Alegre“Bolsas sim, empréstimos não!”, “Por mais acção social escolar”, “Nunca pagámos tanto por tão pouco” e “Mais financiamento para o ensino superior” são algumas das frases que podem ser lidas nos cartazes empunhados pelos estudantes.O protesto desta quarta-feira foi convocado pela Associação Académica de Coimbra, que trouxe 3500 estudantes, mas contou com a presença de estudantes dos politécnicos de Tomar e Beja, das universidades do Porto e Minho, da Faculdade de Ciências de Lisboa, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa, entre outras.“É uma situação que toca a todos e que está a ficar cada vez mais grave. A acção social chega tarde e a más horas e as propinas aumentam cada vez mais”, afirmou à Lusa João Guerra, do Instituto Politécnico de Beja.
De acordo com o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), entre seis e sete mil estudantes do ensino superior concentraram-se em frente à Assembleia da República, na esperança de serem ser recebidos pelos grupos parlamentares e pelo presidente do Parlamento a quem solicitaram audiências.
Durante a manifestação de estudantes que começou por se concentrar na praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, Miguel Portugal declarou que “para não voltarmos a passar por este tipo de crises, pensamos que deve haver um investimento notório no ensino superior de modo a que haja pessoas mais qualificadas”.
O presidente da AAC afirmou ainda que o ensino superior “não é um custo, mas sim um investimento”, alertando para a eventualidade de alunos abandonarem os estudos por falta de apoios.
O dirigente estudantil criticou o decreto-lei 70/2010, que altera a forma de cálculo da capitação dos agregados familiares, diploma que os estudantes pretendem ver revogado. Referindo-se a eventuais cortes na acção social escolar, considerou que “é muitíssimo injusto” porque “a poupança não tem de ser feita à custa dos mais carenciados”.
Cláudio Domingos, do Instituto Politécnico de Tomar, pede ao ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, para “não se esquecer dos estudantes” e questiona “como se sobrevive com 97,5 euros por mês de bolsa”, numa crítica aos atrasos no acerto destes apoios.
Manuel Alegre: “Não posso ser indiferente a uma manifestação organizada por estudantes”
De acordo com o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), entre seis e sete mil estudantes do ensino superior concentraram-se em frente à Assembleia da República, na esperança de serem ser recebidos pelos grupos parlamentares e pelo presidente do Parlamento a quem solicitaram audiências.
Durante a manifestação de estudantes que começou por se concentrar na praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, Miguel Portugal declarou que “para não voltarmos a passar por este tipo de crises, pensamos que deve haver um investimento notório no ensino superior de modo a que haja pessoas mais qualificadas”.
O presidente da AAC afirmou ainda que o ensino superior “não é um custo, mas sim um investimento”, alertando para a eventualidade de alunos abandonarem os estudos por falta de apoios.
O dirigente estudantil criticou o decreto-lei 70/2010, que altera a forma de cálculo da capitação dos agregados familiares, diploma que os estudantes pretendem ver revogado. Referindo-se a eventuais cortes na acção social escolar, considerou que “é muitíssimo injusto” porque “a poupança não tem de ser feita à custa dos mais carenciados”.
Cláudio Domingos, do Instituto Politécnico de Tomar, pede ao ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, para “não se esquecer dos estudantes” e questiona “como se sobrevive com 97,5 euros por mês de bolsa”, numa crítica aos atrasos no acerto destes apoios.
Manuel Alegre: “Não posso ser indiferente a uma manifestação organizada por estudantes”
No contexto da manifestação estudantil em Lisboa, Manuel Alegre encontrou-se esta tarde com dirigentes da AAC. O candidato manifestou-se preocupado com a redução das prestações sociais aos estudantes e deixou um apelo ao Governo para encontrar forma de evitar o abandono escolar.
“Estou preocupado com o facto de haver estudantes que, com o novo critério de atribuição de bolsas, possam abandonar os estudos por razões económicas. Deixo daqui o meu apelo para que se encontre maneira de evitar isso”, afirmou.
Sobre os motivos deste encontro, Manuel Alegre justificou: “Eu sou sócio de prestígio da AAC, foi onde eu comecei a minha vida cívica e, portanto, não posso ser indiferente a uma manifestação organizada pela Associação Académica e pelos estudantes”.
O presidente da AAC, Miguel Portugal, entregou ao candidato o manifesto sobre as razões do protesto. Os estudantes exigem a revogação do decreto-lei que estabelece o novo regime de atribuição de bolsas e prestações sociais aos alunos mais desfavorecidos.
“Estou preocupado com o facto de haver estudantes que, com o novo critério de atribuição de bolsas, possam abandonar os estudos por razões económicas. Deixo daqui o meu apelo para que se encontre maneira de evitar isso”, afirmou.
Sobre os motivos deste encontro, Manuel Alegre justificou: “Eu sou sócio de prestígio da AAC, foi onde eu comecei a minha vida cívica e, portanto, não posso ser indiferente a uma manifestação organizada pela Associação Académica e pelos estudantes”.
O presidente da AAC, Miguel Portugal, entregou ao candidato o manifesto sobre as razões do protesto. Os estudantes exigem a revogação do decreto-lei que estabelece o novo regime de atribuição de bolsas e prestações sociais aos alunos mais desfavorecidos.
Estudantes mobilizam-se contra o PEC
Estudantes vão às ruas contestar medida do PEC
Estudar a greve
Bloco preocupado com atrasos nas bolsas sociais
terça-feira, 13 de julho de 2010
Ser estudante em Portugal | 11 Mil Estudantes Já Recorreram a Crédito para Pagar Estudos
Ser-se português é cada vez mais difícil. Ser estudante em Portugal está muito complicado! Até ao crédito os estudantes têm que recorrer... Até para poderem pagar as propinas!
Deixo um artigo do Esquerda.Net e a hiperligação para uma Petição pela Igualdade no Ensino Superior. Para a assinares clica AQUI.
JOÃO
De acordo com o estudo do CIES, “86,3%
dos estudantes declaram destinar os empréstimos
principalmente ao pagamento de propinas”.
Foto de Paulete Matos
Milhares de estudantes universitários recorreram a empréstimos para ajudar a financiar os estudos nos últimos três anos. Não são apenas as famílias mais necessitadas que optam por este programa, usado maioritariamente para pagar propinas.
“Os empréstimos não estão a ser captados apenas por estudantes oriundos de classes baixas, com menos recursos escolares e económicos, mas, em termos gerais, por inquiridos com origens sociais diversificadas”, revela um estudo realizado no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), sobre a “Linha de Crédito para Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua”.
“Há alunos oriundos de famílias com inserções profissionais mais remuneradas e qualificadas, mas também estudantes com pais e mães com baixos recursos escolares e económicos”, refere o estudo.
Se este programa não existisse, “o financiamento dos percursos de muitos estudantes pelo ensino superior poderia ficar comprometido”, alertam os investigadores.
De acordo com o estudo do CIES, “os estudantes declaram destinar os empréstimos principalmente ao pagamento de propinas (86,3 por cento)”. O dinheiro serve ainda para cobrir despesas básicas do quotidiano como transportes (48,4 por cento), alimentação (46,7 por cento) e alojamento (39,6 por cento).
No total, o crédito contratado nos últimos três anos ultrapassa os 28 milhões de euros, o que corresponde a um valor médio por aluno de cerca de 11 500 euros.
Para as famílias de classe média baixa, o empréstimo pode ser visto como “um instrumento de apoio financeiro a aspirações de mobilidade social ascendente”, para os de classe média alta será um meio de “potenciar a autonomia pessoal e opções de estilo de vida”.
Dois em cada três empréstimos são concedidos a alunos que frequentam o ensino superior público, refere por seu turno o relatório da comissão de acompanhamento da “linha de crédito para estudantes do ensino superior com garantia mútua”.
De acordo com o programa de empréstimos, os estudantes terão de começar a pagar o crédito quando terminarem os cursos e entrarem no mercado de trabalho. No entanto, 12,2 por cento dos alunos inquiridos defendem a necessidade de prolongar o período de pagamento, referindo as eventuais e esperadas dificuldades de inserção profissional.
De acordo com o relatório da comissão de acompanhamento da “linha de crédito”, a 31 de Dezembro do ano passado 11 108 alunos tinham já recorrido a este programa nos últimos três anos, quando foi criado, e as estimativas apontam para que em Agosto os empréstimos possam chegar aos 11 500 estudantes.
No cimo da lista dos cursos onde mais alunos recorrem a este tipo de apoio surgem enfermagem e direito: 590 futuros enfermeiros e 507 potenciais advogados pediram, em média, 13 500 euros.
A maior parte dos empréstimos foi feita a alunos que estudavam na zona de Lisboa (2649), Porto (1830), Coimbra (799) e Braga (611).
Seis em cada dez estudantes que recorreram a estes empréstimos frequentam universidades e institutos politécnicos públicos, mas são os colegas do privado quem pede os valores mais altos.
Mas nem todos os créditos solicitados foram autorizados: nestes três anos 572 pedidos foram recusados.
O estado actual do Ensino Superior é, de facto, preocupante, no que diz respeito às condições de acesso. Na verdade, nunca a igualdade e a democraticidade do acesso esteve tão em causa, uma vez que já se sabe também que cerca de 20 mil estudantes vão perder a bolsa de acção social a que tinham direito ou vão baixar de escalão, devido aos cortes na Acção Social e às novas regras de cálculo.
Por isso, activistas estudantis de mais de 30 instituições de ensino de 13 distritos do país, entre os quais dirigentes de várias associações de estudantes, lançaram uma petição pela igualdade no ensino superior, dirigida ao governo e à Assembleia da República, sugerindo medidas para "garantir o ensino como um direito constitucionalmente consagrado".
Artigos relacionados:
Cerca de 20 mil bolseiros vão perder o apoio ou baixar de escalão
Petição pela igualdade no Ensino Superior
Deixo um artigo do Esquerda.Net e a hiperligação para uma Petição pela Igualdade no Ensino Superior. Para a assinares clica AQUI.
JOÃO
11 mil estudantes já recorreram a crédito para pagar estudos
A situação vai-se agravar, pois cerca de 20.000 bolseiros vão perder ou ver reduzido o apoio. Uma petição pela igualdade no ensino superior já recolheu mais de 3.000 assinaturas.
Artigo | 12 Julho, 2010 - 00:26De acordo com o estudo do CIES, “86,3%
dos estudantes declaram destinar os empréstimos
principalmente ao pagamento de propinas”.
Foto de Paulete Matos
Milhares de estudantes universitários recorreram a empréstimos para ajudar a financiar os estudos nos últimos três anos. Não são apenas as famílias mais necessitadas que optam por este programa, usado maioritariamente para pagar propinas.
“Os empréstimos não estão a ser captados apenas por estudantes oriundos de classes baixas, com menos recursos escolares e económicos, mas, em termos gerais, por inquiridos com origens sociais diversificadas”, revela um estudo realizado no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), sobre a “Linha de Crédito para Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua”.
“Há alunos oriundos de famílias com inserções profissionais mais remuneradas e qualificadas, mas também estudantes com pais e mães com baixos recursos escolares e económicos”, refere o estudo.
Se este programa não existisse, “o financiamento dos percursos de muitos estudantes pelo ensino superior poderia ficar comprometido”, alertam os investigadores.
De acordo com o estudo do CIES, “os estudantes declaram destinar os empréstimos principalmente ao pagamento de propinas (86,3 por cento)”. O dinheiro serve ainda para cobrir despesas básicas do quotidiano como transportes (48,4 por cento), alimentação (46,7 por cento) e alojamento (39,6 por cento).
No total, o crédito contratado nos últimos três anos ultrapassa os 28 milhões de euros, o que corresponde a um valor médio por aluno de cerca de 11 500 euros.
Para as famílias de classe média baixa, o empréstimo pode ser visto como “um instrumento de apoio financeiro a aspirações de mobilidade social ascendente”, para os de classe média alta será um meio de “potenciar a autonomia pessoal e opções de estilo de vida”.
Dois em cada três empréstimos são concedidos a alunos que frequentam o ensino superior público, refere por seu turno o relatório da comissão de acompanhamento da “linha de crédito para estudantes do ensino superior com garantia mútua”.
De acordo com o programa de empréstimos, os estudantes terão de começar a pagar o crédito quando terminarem os cursos e entrarem no mercado de trabalho. No entanto, 12,2 por cento dos alunos inquiridos defendem a necessidade de prolongar o período de pagamento, referindo as eventuais e esperadas dificuldades de inserção profissional.
De acordo com o relatório da comissão de acompanhamento da “linha de crédito”, a 31 de Dezembro do ano passado 11 108 alunos tinham já recorrido a este programa nos últimos três anos, quando foi criado, e as estimativas apontam para que em Agosto os empréstimos possam chegar aos 11 500 estudantes.
No cimo da lista dos cursos onde mais alunos recorrem a este tipo de apoio surgem enfermagem e direito: 590 futuros enfermeiros e 507 potenciais advogados pediram, em média, 13 500 euros.
A maior parte dos empréstimos foi feita a alunos que estudavam na zona de Lisboa (2649), Porto (1830), Coimbra (799) e Braga (611).
Seis em cada dez estudantes que recorreram a estes empréstimos frequentam universidades e institutos politécnicos públicos, mas são os colegas do privado quem pede os valores mais altos.
Mas nem todos os créditos solicitados foram autorizados: nestes três anos 572 pedidos foram recusados.
O estado actual do Ensino Superior é, de facto, preocupante, no que diz respeito às condições de acesso. Na verdade, nunca a igualdade e a democraticidade do acesso esteve tão em causa, uma vez que já se sabe também que cerca de 20 mil estudantes vão perder a bolsa de acção social a que tinham direito ou vão baixar de escalão, devido aos cortes na Acção Social e às novas regras de cálculo.
Por isso, activistas estudantis de mais de 30 instituições de ensino de 13 distritos do país, entre os quais dirigentes de várias associações de estudantes, lançaram uma petição pela igualdade no ensino superior, dirigida ao governo e à Assembleia da República, sugerindo medidas para "garantir o ensino como um direito constitucionalmente consagrado".
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