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terça-feira, 18 de março de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DN | Fernando Tordo Responde ao Filho: "Não Entristeças, João" || Carta ao filho João Tordo | Facebook

Carta ao meu filho João. Magoaram-te. Não a mim, cinquenta anos de tudo e mais alguma coisa. Magoaram-te porque achas estranho que se diga de um tipo, que para mais conheces bem, o que algumas pessoas disseram e continuarão a dizer. Perante a tua carta que a Eugénia e teu irmão Francisco Maria me encaminharam, o que é fica? Tentação de devolver os insultos com o vernáculo que bem me conheces e és admirador? Não. O que fica, meu querido filho, é a tua carta.
Tenho tanto que fazer, aqui. Por todos vocês. ( grande fotografia que a tua irmã Joana me mandou ) ela e os meus netos, aqueles sorrisos.
Não entristeças, João. Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua. Beijo do teu pai fernando.


Maria João Baptista Silva Querido Fernando Tordo,
Não tenho o dom da escrita. Mas tenho o da indignação. E ontem fiquei profundamente indignada com a maioria dos portugueses.
Por isso, escrevi na minha página e no meu Blog isto, que dá uma ideia daquilo que eu penso sobre todo 
este assunto.
Com admiração e o desejo de muitas felicidades,
JOÃO

Continua
Para leres, clica AQUI!
_____________________

Gostei · há 3 minutos 

Queridos amigos,
Nos últimos dias tenho recebido centenas de mensagens e e-mails com votos de felicidades, que muito me comovem. Peço que percebam que estou em fase de adaptação e a começar a trabalhar, portanto responderei às vossas mensagens assim que fizer uma pausa.
Estarei em Portugal no fim de Abril para estar com a família e amigos e para as comemorações do 25 de Abril, mas mantenho-vos informados da minha vida profissional aqui no Brasil através desta página.
Deixo-vos uma fotografia da vista do meu quarto aqui no Recife, onde estão neste momento 30ºC e o Carnaval se começa a preparar.
Até breve,
Fernando Tordo



EMIGRAÇÃO

Fernando Tordo responde ao filho: 

"Não entristeças, João"

por Sofia FonsecaOntem263 comentários
Fernando Tordo responde ao filho: "Não entristeças, João"
Fotografia © Gerardo Santos/Global Imagens
O compositor respondeu no Facebook à carta que o filho, João Tordo, lhe escreveu, em que manifestava tristeza por alguns comentários que lera sobre o facto de o pai ter decidido emigrar.
"Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros", escreveu João Tordo no seu blogue. "E perguntaram o que iria fazer: limpar WC e cozinhas? Usufruir da reforma dourada?", acrescentou, lembrando que o pai, um homem com 65 anos de vida e 50 de carreira, teria uma reforma de duzentos e poucos euros, "mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores".
No Recife, para onde emigrou na terça-feira, Fernando Tordo leu a carta. E hoje respondeu ao filho. "Não entristeças, João", disse-lhe através do Facebook. "Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua", acrescentou.
"Magoaram-te. Não a mim, cinquenta anos de tudo e mais alguma coisa. Magoaram-te porque achas estranho que se diga de um tipo, que para mais conheces bem, o que algumas pessoas disseram e continuarão a dizer", constatou.
"Tentação de devolver os insultos com o vernáculo que bem me conheces e és admirador? Não. O que fica, meu querido filho, é a tua carta", garantiu.

Noticias ao Minuto | A Carta Emocionada Que Tordo Filho Escreveu a (e Sobre) Tordo Pai


Carta ao pai

por João Tordo, em 19.02.14
Ontem, o meu pai foi-se embora. Não foi e já volta; emigrou para o Recife
e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua 
reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena 
reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante 
os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os
concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, 
meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) 
com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, 
quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. 
Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas 
talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar 
essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez 
num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo 
animado pelas coisas novas que irá encontrar. Tudo isto são coisas pessoais 
que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. 
Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma 
figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se 
limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os 
amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão 
pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários 
à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. 
Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. 
Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem 
cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que 
se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à 
sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, 
para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's 
e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" 
proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, 
lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o 
desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos 
como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O 
que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos 
como todos nós - e como todos os autores destes singelos insultos -, fez aquilo 
que lhe restava fazer. Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da 
música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das 
vozes mais apreciadas do público de hoje - Carminho, Carlos do Carmo, 
Marisa, são incontáveis - fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto 
nos for permitido ouvir música. Pouco importa quem é o homem; isso fica 
reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo 
simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu 
com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste 
país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a 
Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra 
prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, 
as telenovelas e a vergonha. Os nossos governantes têm-se preparado para 
anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o 
que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um 
país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na 
rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros 
como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar 
cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de 
defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. 
Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos 
mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos 
passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, 
quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, 
não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa 
guitarra e se foi embora. Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, 
sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu 
vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o 
meu pai se foi embora.
















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Quando lutámos por um país democrático e com valores, e vermos os nossos pais - ou, como pessoas no meu caso -, os nossos filhos partirem, a desânimo, a dor, a desesperança, a falta de chão... são algumas das angústias e sentimentos que nos atormentam.
E ver os nossos artistas, aqueles que admiramos, amamos e de quem nos orgulhamos, também causa muita amargura.

Esta carta, de João Tordo ao seu pai, é sobre desabafos de um filho e sobre alguém que eu amo muito: Fernando Tordo.

Sobre a matéria do Notícias ao Minuto, só me apetece dizer que a vida privada das pessoas que me fizeram feliz e ainda fazem, através da sua arte, não me diz respeito. Nunca disse! E não compreendo como os portugueses vivem a vida dos outros, desta forma mesquinha e má.

Lamento que o Fernando Tordo tenha tido que abandonar o seu país, que é o meu que já abandonei um dia para por causa da ditadura, e do meu filho que abandonou, também, para sobreviver. Aqui não há condições. Só as há para os corruptos, vendidos, mal formados, ricos...

Com esta decisão de Fernando Tordo, e a reacção dos portugueses que se acham no direito de criticar tudo e todos e mal-dizer das opções de vida de cada um, eu confirmei o que sabia já: que os portugueses continuam pessoas pequeninas, mesquinhas, invejosas, más... e isso tudo advêm de sermos um povo inculto, começando pelo Presidente da República e acabando no Primeiro-Ministro. E se os portugueses começassem por fazer as suas críticas, lutas e escolhas nas urnas, democraticamente, indo votar e não elegendo sempre os mesmos que têm estado a acabar com o nosso Portugal!...


Cultura é o que faz falta!
Como o pão para a boca, a cultura é o pão da alma

JOÃO



Noticias ao Minuto - A carta emocionada que Tordo filho escreveu a (e sobre) Tordo pai


domingo, 29 de dezembro de 2013

DEMOREI, MAS VOLTEI! Estou bem Vivinha da Silva!

ESTOU BEM VIVINHA DA SILVA, OBRIGADA!

Àqueles que deram pela minha falta, venho informar que estou bem.

Tenho estado ausente por variadíssimas razões, de ordem pessoal e familiar. A saúde também tem ido abaixo, cá em casa. Até um dos gatos, a gata PINI, adoeceu 2 vezes. Coisas de mulher, espero, porque "mulher doente, mulher para sempre"!

A minha mãe tem-me feito afastar muito do Facebook e do meu Blog. Entre andar a dar-lhe umas luzes para ela utilizar bem o Skype, o correio electrónico e o Facebook, organizar as suas fotografias - que são muitas! -, no seu computador, e outras manutenções, ela esteve dois meses em Benguela com um irmão meu e está, novamente, por mais dois meses. Falta menos de um mês! 


Sou uma felizarda por a minha mãe estar de boa saúde mental e querer usar o computador para se manter em contacto com os seus filhos, quando estão todos longe dela.

Falo e/ou escrevo muito, via Skype, com a minha mãe, mesmo quando está em Portugal, porque mora em Lisboa e eu resido no concelho de Almada, na outra margem do Tejo, ou seja, na margem sul.

Os meus dois manos estão fora, um em Benguela, Angola, outro passa a semana em Espanha e vem aos fins-de-semana. O meu filho está bem longe, também. Em Luanda, Angola e esteve cá de férias cerca de um mês, em Julho. Também falo quase diariamente com eles via Skype. Fora um ou outro familiar que estou muito tempo sem ver, mesmo estando no mesmo país.

Acresce que, de há um ano para cá, estou a ter uma relação mais próxima com os meus netos - que a vida fez com que fossem afastados de mim e do pai! -, e é natural que passe algum tempo com os 3 netos, já jovens adultos, e me perca ao telefone com eles, também.

O dia não tem mais do que 24 horas e eu tenho os meu gatitos, também, para cuidar e mimar, fora o básico de uma casa. Como tenho sempre, quando saio da minha zona de conforte, dores e achaques que me impedem de ter minha capacidade a 100% dos 50% que tenho normalmente, há alturas que preciso, mesmo, que me sentar na cama cheia de almofadas para me ajudarem a suportar as dores. E, como o meu PC era de secretária, grande, com um monitor gigante para eu ver bem, e só há pouco tempo recebi um PC portátil, era complicado chegar a tudo! Sei - porque recebi mensagens nesse sentido -, que alguns amigos ficaram inquietos. Para não preocupar nenhum, resolvi fazer uma mensagens pública para o Facebook, onde só estive afastada por pequenos períodos, o maior por pouco mais de um mês. Agora, e para retomar alguma presença assídua no Blog, cabe fazer esta mensagem para aqui. Assim todos escusam de rezar pela minha alma, pois ainda estou por cá.

No entanto, para não haver mais preocupação por parte de alguns, não se esqueçam de me seguirem no Facebook, pois é lá que eu estou mais tempo e postarei sempre mais:


https://www.facebook.com/mariajoao.baptistasilva

Beijinho da

   JOÃO

sábado, 5 de maio de 2012

A MÃE | Helena Sacadura Cabral | Alta Definição


Maria João Baptista Silva
No Facebook
Sempre que posso, vejo o "Alta Definição". Hoje é um ESPECIAL!
É sobre a MÃE, penso. Porque a entrevista é feita à Helena Sacadura Cabral antes do Miguel Portas ter partido e tem apontamentos de filhos que falaram das suas mães.
Estou a escrever isto porque estou com o estômago apertado e a lágrima no olho.
Estava hoje, pela primeira vez, a conseguir olhar a vida de frente.
O Miguel faleceu e eu l...Levei um murro, tão forte, no estômago, que só ontem decidi não escrever sobre ele no Blog.
Por outro lado, o meu marido foi intervencionado no HGO e veio para casa, em regime de ambulatório. Na segunda-feira que ele saiu para tratamento, tudo se complicou e eu fui-me mais abaixo. Só hoje, também, ele está melhor e eu começo a respirar...
Adoro a Helena Sacadura Cabral. Sempre na TV ao longo dos anos, em entrevistas, crónicas, participações especiais, em programas semanais... lendo alguns dos seus livros... esta mulher que é das pessoas mais transparentes que conheço, verdadeira, extrovertida, jovem interiormente, tal como eu, sinto-a como se a conhecesse pessoalmente e privasse com ela de uma forma fraterna, como se de uma amiga íntima ou uma irmã muito chegada se tratasse.
Vou acabar e vou tomar um comprimido SOS pois já não aguento mais!
Dói gostar das pessoas e sentir que elas sofrem e não podermos fazer nada...
Um abraço muito fraterno, muito solidário a esta mãe extraordinária, uma autêntica mãe coragem, pois foi e é a mãe que todos nós gostaríamos de ter.
O Miguel Portas também foi e ainda é, para todos os efeitos, o filho que todas gostaríamos de ter.
Adoro o meu filho. Adoro a minha mãe. Amanhã é o dia da mãe! Ela tem sido, para todos os que eu conheço, a mãe que todos queriam ter. Para mim, que vivo preocupada com a minha mãe, com medo de a perder, o meu pai foi a mãe que eu adorei ter! A minha mãe sabe e compreende.
A Helena Sacadura Cabral está a falar dos filhos. Muito do Miguel...

Eu termino!
JOÃO

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em 30 de Abril de 2012