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segunda-feira, 7 de julho de 2014
Info ESQUERDA.NET | Dossier: Impunidade da Banca
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Info Esquerda.Net | Dossier: 40 anos do Assassinato de Ribeiro Santos | Outros Temas
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Facundo Cabral Assassinado [1937-2011] | Poeta, Compositor, Cantor | Vídeo
Um artista parte, mas não morre. A sua arte perdura, SEMPRE!
JOÃO
~~~~//~~~~
Não estás deprimido, estás distraído
Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
Cantor e Compositor Argentino
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Castro sem sucessores na Cónica Social | “O mais famoso depois de Vera Lagoa” | PUBLICO.PT
Conheci e privei, na Brasileira, no Chiado em Lisboa, com Vera Lagoa, quando eu era ainda menina e adolescente, antes de ir para Inglaterra em 1968. O meu pai "assinava o ponto" pelo menos duas vezes por dia na Brasileira, onde convivia com os seus pares e amigos, pessoas das várias artes plásticas e da restante vida artística portuguesa, como escritores, poetas, actores, jornalistas, etc..
E foi assim que Vera Lagoa se juntava na mesa dos intelectuais portugueses quando entrava na Brasileira. Às vezes eu estava lá.
O dava-se com toda a gente que convivia, mesmo pertencendo a áreas e interesses políticos bem antagónicos, como era o caso do meu pai e de Vera Lagoa, ele da esquerda e ela da direita; embora a política não fosse abordada às claras, ela pairava sempre como acontecia de forma velada no teatro, mais propriamente nas Revista à Portuguesa.
Conheci, também, pela mesma altura, outra cronista social, esta amiga do meu pai e cuja casa frequentei, Carlota Alves da Guerra, que escrevia para a Crónica Feminina e fazia crónicas para a rádio, pessoa muito respeitável e muito bem-educada, que, embora cronista social, tivesse um registo bem simpático. Eu adorava ouvi-la na rádio, talvez por ela fazer uma crónica diferente, aproveitando situações interessantes para falar delas, e não falar mal de ninguém, e, também, por eu ser fã da sua filha, a actriz Maria do Céu Guerra. Lembro-me de duas crónicas radiofónicas sobre episódios da vida do meu pai, mas relacionados ambas com animais nossos, uma sobre a morte do nosso cão "Zero" e outra sobre a morte do nosso Cágado "Um". Um dia eu conto aqui.
Mas nunca nutri apetência para a crónica social da Vera Lagoa, que, de lápis afiado, como era a sua língua, tecia duras crítica, por vezes injustas, sobre a vida privada dos notáveis intelectuais daquele tempo.
Revistas Cor-de-Rosa e Crónicas Sociais nunca foram o meu estilo. Não comprava e não compro revistas e não alimento audiências televisivas desse calibre.
Aprendi a que a vida da cada um a cada um pertence e que não tenho que me preocupar com o que os outros pensam de mim. Aliás, fico feliz sempre que discordam de mim e não me apreciam. Era mau de mais que eu ou todos nós agradássemos aos outros... Era um péssimo sinal.
Cresci com o ensinamento popular de "os cães ladram e a caravana passa...", adágio que muito cedo o meu pai me ensinou para que eu não me preocupasse pelo facto de ter tendências a ser independente, gostar do que era diferente ou único e de termos vidas e gostos bem distintos da maioria.
Por isso aprendi a aceitar cada um como é e a respeitar as opções de vida dos outros, desde que legítimas e não criminosas.
Isto para falar de Carlos Castro, pessoa de quem eu não conhecia o seu trabalho, mas que não poderia deixar de conhecer ou mesmo ignorar a sua existência por ser uma figura emblemática da crónica social portuguesa.
Do pouco que apanhava dele na televisão dava para ver que seguia um pouco as passadas de Vera Lagoa, em algumas áreas.
Destaco o seu activismo no movimento LGBT, na sua colaboração com a Associação Abraço, na sua frontalidade ao assumir sua, entre outras manifestações cívica e de cidadania, em prol da defesa das minorias em Portugal e para uma luta de abertura de mentalidades.
É, por tudo isto, que eu tenho que dizer que, embora não tendo privado com ele, não ser sua fã, fiquei de rastos ao saber do fim macabro que este homem, que tantos ajudou nas suas carreiras, teve.
Tenho-me debatido entre o ser mãe de um rapaz que para mim é um filho de ouro, que jugo ser heterossexual e incapaz de matar outro ser humano, mas que, mesmo assim, confrontada com o que a mãe do confesso assassino de Carlos Castro foi confrontada, não estaria com a aflição máxima de provar à sociedade que o meu filho não era homossexual, como está a fazer a mãe e a irmã, pois homossexualidade não é um crime, mas sim estar preocupada em perceber toda a crueldade que existe num jovem de 21 anos que andava com Carlos Castro porque queria e não porque era obrigado.
Eu deixo sempre aos tribunais para julgarem os casos. Mas este caso não tem perdão. Um jovem usou um homem maduro de quem só queria tirar o proveito da fama. E fartou-se. Quando muito, se se encontrava numa situação de querer sair da relação e não saber como, teria sempre o Consulado Português para o ajudar.
JOÃO
Deixo a hiperligação para uma matéria que saiu no Publico.pt:
O cronista suscitava críticas e, por vezes, ódios
(Foto: Daniel Rocha/arquivo)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Cãopanheiro - Talvez o Único Amigo que o Jovem teria...
Aconteceu no Brasil, penso que há cerca de dois meses, se tanto. Um jovem foi assassinado no Bairro Boqueirão, em Curitiba. O seu grande amigo, chegou minutos depois e ficou ao seu lado até o final...
Se for sensível como eu, não veja este vídeo:
http://vimeo.com/8245735
Mas uma amiga enviou-ma por mail e eu, não sabendo o que continha, vi-a. Estive muito tempo sem conseguir parar de soluçar. E, agora, não consigo deixar de pensar no que vi. Até a música que foi escolhida para o vídeo não podia ser mais pungente!
Aliás estou completamente desfeita! Tenho um filho jovem, que não tem irmãos, e não sei como ele irá acabar. Espero que não acabe assim…
Adorava que ninguém acabasse assim!
Se calhar aquele jovem não tinha mais amigos! E o cão, como ele deve ter sofrido!
O meu gato, se não me ouve respirar ou ressonar, quando durmo, vem logo cheirar a minha cara, sentir se estou a respirar...
JOÃO
Se for sensível como eu, não veja este vídeo:
http://vimeo.com/8245735
Mas uma amiga enviou-ma por mail e eu, não sabendo o que continha, vi-a. Estive muito tempo sem conseguir parar de soluçar. E, agora, não consigo deixar de pensar no que vi. Até a música que foi escolhida para o vídeo não podia ser mais pungente!
Aliás estou completamente desfeita! Tenho um filho jovem, que não tem irmãos, e não sei como ele irá acabar. Espero que não acabe assim…
Adorava que ninguém acabasse assim!
Se calhar aquele jovem não tinha mais amigos! E o cão, como ele deve ter sofrido!
O meu gato, se não me ouve respirar ou ressonar, quando durmo, vem logo cheirar a minha cara, sentir se estou a respirar...
JOÃO
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