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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Politex | Casal Feliz...



É este o simpático casal,
Mais amado de Portugal
E invejado no mundo inteiro.
Dois olhares entrelaçados,
Dois corações apaixonados,
Num amor puro e verdadeiro!
A noiva achou que era justo
E resolveu pregar um susto,
A todo o Povo Português.
Fingiu que estava divorciada,
Esteve uns dias separada,
Mas lá se juntaram outra vez!
Muitos parabéns, para ao casal,
E pela brincadeira original,
Que causou tantas emoções.
Nem todos têm a categoria,
De conseguir … num só dia;
Empandeirar tantos Milhões!
Mas como Portugal é uma Nação,
Onde todos os Portugueses estão,
Cheios de dinheiro (Felizmente) …
Desde que haja amanhação;
Mais Milhão … Menos Milhão!
Não há gente … igual à gente!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sexo antes do casamento...

Estamos todos a precisar de uma espécie de milagre! Mas, entretanto, temos que ir rindo...
Mário






 
    

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Olá - Trabalhos Manuais | Blog "Magia de Criar"



From: Rute Isabel
rutinha38@live.com.pt
Date: 2012/10/23





Olá, o meu nome é Rute, e  adoro trabalhos manuais:
crochet, trico, ponto de cruz, decoupage e tenho, também, lembrancinhas para batizados e casamentos. 
Tenho um blog. Se quiseres dar um saltinho:
http://www.rute-magiadecriar.blogspot.com/
Obrigada!
Rute Isabel


sábado, 25 de junho de 2011

Foto do Dia | Luz Verde Para o Casamento Gay em Nova Iorque | Aprovação pelo Senado Estadual da Lei que Reconhece o Direito ao Casamento Homossexual


Esta "Foto do Dia" do Publico.pt de hoje, dia 25 de Junho, é muito especial para mim que toda a vida "lutei" pelos direitos iguais de todas as pessoas, independentemente da cor, da raça, da religião, do género, da "escala" social na sociedade...
Haver mais um Estado dos Estados Unidos da América, cuja aprovação pelo Senado Estadual da Lei que reconhece o direito ao casamento homossexual, tornar possível, no seio da comunidade gay o casamento civil, foi, também para mim, uma notícia emocionante.
Viva a diferença! E viva o reconhecimento do direito à diferença!
 
JOÃO




PUBLICO.PT - Foto do Dia - 25/Junho/2011

Luz verde para o casamento gay em
Nova Iorque

Milhares de pessoas celebram em Nova Iorque a aprovação pelo Senado estadual da lei que reconhece o direito ao casamento homossexual, por 33 votos contra 29, após anos de falhanço nesta câmara-alta.

Fotografia: Lucas Jackson/Reuters

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento de William e Kate | Vídeo

Felizmente somos uma República! O povo é quem mais ordena!
Não leio revistas cor-de-rosa... Nunca vi um casamento real! Tenho mais do que fazer. Mas hoje até estive com a Televisão ligada e a ouvir um pouco... Como se fosse uma rádio. Mas enervaram-me certos comentários de "revista cor-de-rosa" da parte da Filipa Garnel! A Judite de Sousa, o Júlio Magalhães e o Manuel Luís Goucha estiveram muito bem e bastante profissionais. Muito embora eu não estivesse a olhar sempre para a televisão e nunca ter acompanhado este tipo de eventos, admito que a TVI  ofereceu um produto com nível que, embora não me interesse, interessa a muitos, por todo o mundo. E olhei apenas quando filmavam o acompanhamento dos carros por Londres, e a saída dos noivos na carruagem, pois foi uma forma de matar saudades de Londres que eu tanto amo e que é a cidade natal do meu filho. Ele nasceu em Westminster, um dos meus locais favoritos.
Mas hoje não quero mais ouvir nos nomes de William e de Kate Middleton. Parece que o mundo não tem mais notícias...
Mas eu adorei foi a cerimónia no interior da Abadia de Westminster. Deixo em Vídeo!
JOÃO
Casamento de William e Kate

De: | Criado: 16 de Abr de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Foto do Dia | Casamento em Massa | Dia dos Namorados na Cidade de San José nas Filipinas

De facto, há casamentos com diversos costumes entre diferentes culturas e religiões.
Aqui, em Lisboa, Portugal, há os casamentos de Santo António, celebrados em grupo, por exemplo.
Em San José, nas Filipinas, é no Dia dos Namorados que os casamentos em grupo se fazem.
Para casamentos populares, um ditado popular:
Cada terra tem seu uso. Cada roca tem seu fuso!
Bem interessante A Foto do Dia de ontem, do Publico.pt e este costume nas Filipinas!
JOÃO

PUBLICO.PT - Foto do Dia - 14/Fevereiro/2011


Casamento em massa

Jojie e Analyn, recém-casados, caminham sobre campos alagados depois de plantar uma árvore durante um casamento em massa na cidade de San José nas Filipinas. Pelo menos 150 casais celebraram o casamento no Dia dos Namorados em Palawan.

Fotografia: Romeo Ranoco/Reuters

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Primeiro Camento entre Pessoas do Mesmo Sexo | Helena Paixão e Teresa Pires Casaram Hoje!

Hoje fica a ser um dia histórico. É o dia do primeiro casamento homossexual entre duas mulheres. As mesmas que tiveram a coragem de lutar de há 4 anos para cá, marcando o seu casamento, sabendo que a lei não permitiria.
Foram muito corajosas, pois deram a cara por uma campanha que se tornou mais agressiva e mais participada, chegando a ser campanha do Partido Socialista para o 2.º Mandato governamental de Sócrates, depois de ter votado não à Proposta de Lei do Bloco de Esquerda, que teve um papel crucial nesta luta pelo direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Estou muito feliz!
Helena Paixão e Teresa Pires puderam, finalmente, casar legalmente!
Na foto podemos vê-las com as filhas, depois de se terem casado.
JOÃO

Casamento gay
Teresa e Helena já estão casadas
07-06-2010 | Por Maria José Oliveira

Quatro anos após a primeira tentativa frustrada, Helena Paixão e Teresa Pires transformaram-se hoje no primeiro casal homossexual a contrair casamento civil. Vestidas de maneira informal, as duas mulheres casaram na 7.ª conservatória de Lisboa, sob o olhar atento de alguns amigos e familiares e rodeadas de jornalistas que se apresentaram no local para transmitir o acontecimento em directo.

Com alguns convidados (um deles levou uma bandeira do movimento LGBT) e uma multidão de jornalistas, a cerimónia começou às 09h40 e ao fim de cerca de 20 minutos a conservadora Cecília Rocha declarou que “em nome da lei e da República portuguesa, Teresa Pires e Helena Paixão estão casadas”. As duas mulheres não esconderam a emoção e abraçaram-se, suscitando na assistência um forte aplauso.

Teresa e Helena, que vestiam roupa informal (t-shirt, calças e ténis), cumpriram assim o “sonho”, como designou Teresa, de casar e viver como “ uma família”. “Neste momento somos uma família. Isso é fundamental”, disse Teresa aos jornalistas. “Era um sonho de família”, acrescentou.

“Mas não é o final da luta”, alertou, apontando que, entre as muitas batalhas que ainda querem travar, está a questão da parentalidade. Refira-se que Helena e Teresa têm duas filhas, de casamentos anteriores. As duas meninas, Marisa e Beatriz estiveram presentes na cerimónia, sentadas na primeira fila, ao lado da mãe e do padrasto de Helena.

Luís Grave Rodrigues, o advogado que acompanhou a luta destas mulheres ao longo de quatro anos, estava radiante. No final da cerimónia (ele e a mulher foram testemunhas, convidados por Teresa), Rodrigues frisou que este primeiro casamento representa “uma vitória de todos os portugueses” e do “Estado de direito”. Lembrou ainda que Helena e Teresa “foram as primeiras a dar a cara” e a “ter coragem” para lutar pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em Fevereiro de 2006, Helena e Teresa tentaram dar entrada a um processo de casamento na 7ª conservatória de Lisboa, precisamente aquela onde casaram esta manhã. O pedido foi-lhes negado e, desde então, as duas mulheres iniciaram uma batalha legal que passou pelo Tribunal Cível de Lisboa Tribunal da Relação, Supremo Tribunal de Justiça e Tribunal Constitucional.

Em Julho do ano passado, o Tribunal Constitucional, para o qual tinham recorrido depois da Relação, rejeitou-lhes o pedido, embora a decisão não tenha sido unânime.

Ao fim de quatro anos, promulgada a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, Helena e Teresa conseguiram finalmente contrair casamento. Foram as primeiras. Esta noite a comemoração continua num jantar com amigos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pela Família Sem Ser Contra Ninguém - Artigo de Mariana Avelãs (sobre a Manifestação Lisboeta pela “Família Verdadeira”)

Mais um excelente artigo de opinião sobre a Manifestação Lisboeta pela “Família Verdadeira”.

Para veres o que neste Blog já foi colocado sobre o tema, clica aqui.

JOÃO

PELA FAMÍLIA SEM SER CONTRA NINGUÉM
Terça-Feira, 2 de Março de 2010

No dia 20, ao som improvável de um hino gay, a Plataforma Cidadania e Casamento, com o apoio do PNR, organizou uma manifestação que juntou em Lisboa uns poucos milhares de pessoas, número muito aquém dos 90 mil subscritores da petição a exigir o referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O lado mais negro desta manifestação é o seu próprio propósito: quem se mobiliza para exigir a negação de direitos a outrem não está a lutar por nada, mas contra um grupo de pessoas. Isto é óbvio, e os cartazes de ódio do PNR, bem rodeados por uma dezena de cabeças rapadas sedentos de violência, bastariam para o provar. Mas terão todos os manifestantes, desde as velhinhas que se arrastavam de crucifixo na mão aos jovens com ar bem-intencionado, consciência de que o ódio que destilam não cai só sobre os homossexuais, mas sobre todas as famílias, e que as principais vítimas destas campanhas são, precisamente... as crianças?

Não falo só das crianças eternamente à espera de serem adoptadas, a quem o preconceito nega o direito a uma família, estigmatizando o amor entre duas pessoas como não estigmatiza o abandono; nem tão pouco apenas das crianças a cargo de casais homossexuais (sim, elas existem), a quem a lei nega a protecção legal decorrente da co-adopção. Falo também de todas as crianças nas mais variadas estruturas familiares não tradicionais (monoparentais, reconstruídas, alargadas, etc), que têm o direito a crescer sem serem catalogadas como anomalia e sem verem posta em causa a legitimidade do que as estrutura.

Defender um ranking de famílias, estabelecendo um modelo ideal que define todos os outros como degenerações é, antes de mais, fechar os olhos ao tecido social contemporâneo; mas é também defender que "a base da sociedade" se pode definir pela exclusão, regredindo até aos dias dos filhos de pai incógnito e das famílias não assumidas, e legitimando inclusive teses (absurdas) com a de que as famílias numerosas são aberrações por serem minoritárias.

Há famílias que se definem pelos laços que os membros estabelecem entre si e não por formatos abstractos, e que, comprovadamente, não são por isso nem menos nem mais funcionais que as outras. São aliás famílias que se mantêm como tal quando os formatos se alteram, estabelecendo redes de afecto e apoio muito mais fortes do que qualquer fórmula ideológica.

No fundo, tudo se resume a isto: as famílias funcionais não necessitam de passar atestados de menoridade às famílias dos outros. Defender a família é antes combater a exclusão, porque uma sociedade em que todos possam construir os seus núcleos de felicidade é sempre uma sociedade melhor.

Mariana Avelãs
in Blog "Circo Lusitano"

segunda-feira, 1 de março de 2010

As Famílias Verdadeiras: Artigo sobre a Manifestação Lisboeta pela “Família Verdadeira”

Já aqui  dei a minha opinião sobre este assunto e coloquei um artigo de Francisco Louçã.
Foi num "post" com o Título: "Desfile/Manifestação Contra a Legalização do Casamento Gay - Alguns apontamentos"
Se o quiseres ver, clica aqui.
Mas, for favor, não deixem de ler este extraordinário artigo de opinião de Alexandra Lucas Coelho, que veio no Jornal Público, secção P2, na passada Sexta-feira, dia 26 de Fevereiro de 2010.
JOÃO

As Famílias Verdadeiras - por Alexandra Lucas Coelho

Há algo de fascista em ir para a rua lutar não pelos nossos direitos, mas contra os direitos dos outros.

E definitivamente houve algo de fascista na manifestação lisboeta pela “família verdadeira”. PNR? Acção Nacional? Bandeiras negras? Acusar homossexuais da “destruição sistemática da sociedade”? Não soa a nada? Esqueceram-se como Hitler tratou do assunto? E não será isto anticonstitucional?

Mas não sei o que é pior, se a organização ter acolhido um punhado de neonazis, se aqueles milhares de pais extremosos com filhos às cavalitas, certamente convencidos de que não estavam a fazer mal a ninguém, deus os livre.

Pois estavam, pois estão. Como lembra aquele poema da Sophia sobre as pessoas sensíveis que não matam galinhas mas comem galinhas.

Impedir que os outros tenham direito ao que nós temos é fazer o bem? Nem toda a gente crê na vida eterna. Muita gente corre contra a morte sabendo que vai perder. Por isso é que Larry David defende no último filme de Woody Allen whatever Works. Tudo o que nos der um pouco de alívio, de confiança, de alegria. E se esse tudo inclui o casamento, que seja para todos.

Pergunto eu então às tão autoproclamadas famílias verdadeiras: quem vos dá o direito de dizer à sociedade que ela seja o que já não é? Quem vos dá o direito de dizer à mãe de um homossexual que a família dela não é verdadeira? Deram-se ao trabalho de pensar no que mães, pais, filhos ou avós de homossexuais sentem ao ler os vossos cartazes? Não vêem a arrogância disto? A violência?

Será fazer o bem achar que vocês são os verdadeiros e os outros são falsos? A família verdadeira é aquela que se mantém à custa de mentira, traição neurose? Não será, antes e finalmente, amor, clareza, coragem? Não serão famílias verdadeiras todas aquelas que querem, e conseguem, estar juntas?

A melhor herança do Novo Testamento é amor, amor e amor. Então dediquem-se a fazer o amor, espalhem todos esses sentimentos cristãos e deixem viver os que querem viver. Olhem para os vossos filhos, para os vossos pais, para as crianças abandonadas, para quem tem fome, frio, medo e está doente. Dêem-lhes todo esse tempo investido na promoção da suposta família verdadeira. E parem de atrapalhar o trânsito com assuntos que não são da vossa conta.

Eu não quero decidir em referendo o que dois adultos legalmente responsáveis fazem um com o outro porque não é da minha conta. E tenho as minhas ideias sobre o que os arruaceiros, gente que humilha, insulta e exclui sob protecção policial, e se propõe consumir dinheiros públicos a decidir ávida dos outros.

Sim, creiam, os homossexuais vão casar e ter filhos, é o futuro. Ninguém discriminado por raça, religião ou orientação sexual, lembram-se? Talvez os vossos filhos vos possam ensinar.

Alexandra Lucas Coelho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Desfile/Manifestação Contra a Legalização do Casamento Gay - Alguns apontamentos

Pelas cenas que vi na TV sobre o desfile/manifestação contra a legalização do casamento gay, deu para perceber que temos pessoas, em Portugal, muito recalcadas e que são facilmente manipuladas pela Igreja. Ao ver terços, santas, crianças ao colo, e outros aparatos tristíssimos, só me apetece perguntar a essas pessoas se não têm uma vida para viver e porque não deixam cada um VIVER A SUA VIDA como muito bem lhe apetece. Ao se dar direitos a uns, não são tirados os direitos dos outros.
Para além de pessoas recalcadas, parecem-me pessoas frustradas. Porque não ficaram em casa a fazer amor em vez de ser contra o amor que outros possam sentir por pessoas do mesmo género?! Dizer, como eu ouvi, que o que preocupa é o que vai ser de Portugal no futuro sem crianças por causa dos casamentos gays, é um disparate sem qualificação. As pessoas não são, obrigadas a casar com outras do mesmo sexo! Que legitimidade têm estes argumentos que os jornalistas gravaram e puseram no ar?! É para vermos que somos um povo de pessoas atrasadas mentais?! Ou é para contagiar os mais fracos com estas ideias tão idiotas?!
JOÃO

Notas de
Francisco Louçã
no Facebook

A manifestação do ressentimento
Ontem às 13:56

Desfilaram ontem contra a legalização do casamento gay os sectores mais agressivos e reaccionários da Igreja Católica e a extrema-direita neo-nazi.É uma manifestação de puro ressentimento, sem impacto. Cerca de 95 mil pessoas terão apoiado a sua petição, algumas centenas são esperadas hoje. Entre os apoiantes da petição, quase ninguém quer aparecer nesta manifestação. Percebe-se o incómodo: não há nenhuma razão decente para que seja a lei ou o preconceito a impor a alguém quem é que pode amar e quem é que não pode amar. O respeito e a decência é a razão forte para aceitar esta lei.

Mas há um aspecto na manifestação que merece reflexão: é o empenho do PNR, o grupo neo-nazi. É um grupo muito especial: um dos seus activistas mais destacados, Mário Machado, está preso por assalto e extorsão, outros por tráfico de droga e ainda outro dirigente por ter mantido dois prostíbulos clandestinos com imigrantes brasileiras exploradas. Para um partido contra a imigração, fica tudo dito. Lá estarão, em nome da discriminação contra os gays e as lésbicas.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Aqui fica a fala - por escrito -, de hoje na AR - de Miguel Vale de Almeida

Os Tempos Que Correm
Miguel Vale de Almeida

Os "Tempos Que Correm" é um Blog de Miguel Vale de Almeida, que não conhecia; mas, na busca do texto da Intervenção dele, ontem, dia 8 de Janeiro, na AR, encontrei-o e fiquei a conhecê-lo.
Vou, pois, passar para aqui toda a "fala" do deputado do PS.
JOÃO

Aqui fica a fala de hoje na AR
8.January.2010

No início do ano em que se comemora o centenário da República, este Parlamento cumpre hoje um dos mais nobres desígnios da democracia: garantir os direitos individuais e a superação de discriminações injustas. Hoje, este Parlamento, todos e todas nós, temos a oportunidade e a responsabilidade de incluir mais cidadãos e cidadãs, como em tempos fizemos com a abolição de discriminações com base no status e na “raça” ou com base no género. Hoje cabe-nos a responsabilidade e o privilégio de pôr cobro a uma grave discriminação, desta feita com base na orientação sexual, dando assim seguimento à nossa Constituição, que proíbe a discriminação com base nessa categoria e assegura o desenvolvimento da personalidade, de que a sexualidade é uma característica primordial e intrínseca.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Intervenção do Deputado Miguel Vale de Almeida antes da Aprovação do Casamento Homossexual

Como já disse, adorei a intervenção do activista pelos direitos dos homossexuais, Miguel Vale de Almeida, deputado pelo PS, que felicitou esta proposta de casamento civil, que vai diluir a pedagogia anti-homofóbica na sociedade, e comparou a experiência da discriminação à experiência do “racismo e do sexismo”. Saudou a importante carga simbólica para várias pessoas que ainda hoje temem represálias e alienação, tanto da sociedade, como no emprego e, mesmo, na família.
Como disse, também, anteriormente, queria poder ter colocado neste Blog o vídeo da intervenção de Miguel Vale de Almeida, que eu adorei. Mas não o tinha encontrado on-line. Procurava no Youtube... e não está lá.

Já o encontrei on-line, mas apenas no site do Grupo Parlamentar do Partido Socialista. Mas não o consigo gravar para o colocar aqui.

Vou, no entanto, deixar as ligações para o site do Grupo Parlamentar do PS e vídeo:

http://www.ps.parlamento.pt/
mms://media.ps.parlamento.pt/int/859.wmv

Cliquem directamente no Link que vos deixo em baixo para o vídeo da intervenção do deputado Miguel Vale de Almeida, que espero dê para verem a partir daqui. Não deixem de ouvir, pelo menos. Penso que funciona se, depois, permitirem que o Web Site abra o programa no vosso computador.

É uma extraordinária intervenção:

Intervenção de Miguel Vale de Almeida

Vale a pena verem e ouvirem!

JOÃO

Intervenção de Francisco Louçã - Parlamento Aprovou Hoje Casamento Homossexual

Não deixem de ver e ouvir o deputado Francisco Louçã
JOÃO
Bloco no Parlamento
Francisco Louçã intervém sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo 
O deputado Francisco Louçã intervém sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, referindo-se à presença do Primeiro-Ministro no Parlamento para apresentação do Projecto de Lei e na discriminação existente no mesmo ao impedir a adopção por parte destes casais. Louçã refere-se ainda às contrariedades nas posições da direita parlamentar e do sectarismo do Governo.

Esquerda.Net: Aprovado Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo

Esta aprovação apenas permite a legalização de situações já existentes! Não tira direitos aos que estão contra a aprovação dos casamentos civis de pessoas do mesmo género. Não faz com que as pessoas heterossexuais mudem de opção sexual! Nem que a Igreja tenha que casar pessoas do mesmo sexo!
Esta manhã demos um passo em frente nos direitos das pessoas. Não estamos a fomentar a homossexualidade. Estamos a aceitar a que já existe e existirá sempre por natureza própria e direito legítimo.
Fica um resumo do que se passou esta manhã na Assembleia da Repúlblica.
JOÃO
Proposta do governo é aprovada pela esquerda parlamentar. Projectos do Bloco de Esquerda e dos Verdes, que permitiam a adopção, foram rejeitados mas tiveram os votos favoráveis de 8 deputados do PS e um do PSD.

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado esta sexta-feira pela Assembleia da República. A proposta de lei do governo, que exclui a possibilidade de adopção por casais homossexuais, teve os votos favoráveis de PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes. As deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (independentes nas listas do PS), Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda, foram as únicas da bancada do PS que votaram contra. Na bancada do PSD, que teve liberdade de voto, sete deputados abstiveram-se.

Os projectos de lei do Bloco de Esquerda e dos Verdes, que permitem a adopção por parte de casais de pessoas do mesmo sexo, foram rejeitados com os votos contra da maioria da bancada do PS, do PSD e CDS-PP, e a abstenção do PCP e a do deputado social-democrata Pedro Duarte. Além dos votos a favor do Bloco e dos Verdes, contaram também com os votos de oito deputados socialistas (os independentes Miguel Vale de Almeida, João Galamba e Inês de Medeiros, o líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro, e ainda Sérgio Sousa Pinto, Jamila Madeira e João Soares) e do deputado do PSD José Eduardo Martins.

O projecto do PSD, que criava a figura da união civil registada, foi rejeitada com os votos contra do PS, Bloco, PCP, PEV, alguns deputados do CDS-PP e o social-democrata José Pacheco Pereira; abstiveram-se oito deputados do CDS-PP e três do PSD. Votaram favoravelmente PSD, o CDS-PP e as duas deputadas do PS do Movimento Humanismo e Democracia.

O projecto de resolução que instituia um referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi igualmente rejeitado com os votos contra das bancadas do PS, PCP, Bloco e PEV, os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e das duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia; três deputados do PSD abstiveram-se.

Dezenas de deputados de todas as bancadas do PS, PSD e CDS anunciaram no final das votações que irão entregar declarações de voto.

Ao apresentar a proposta do governo, o primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu que a aprovação do diploma é "um passo decisivo contra uma discriminação" e resultará numa lei "que se destina a unir, não a dividir a sociedade portuguesa", considerando que se trata de um diploma "de concórdia e harmonia social". O primeiro-ministro justificou a proibição da adopção por casais homossexuais pelo escrúpulo democrático no tratamento do casamento civil: "Este é o mandato que temos, este é o mandato que cumprimos. Nem mais nem menos. Por isso, a proposta de lei do governo é absolutamente clara e taxativa ao afastar expressamente qualquer implicação em matéria de adopção", disse.

A esta posição contrapôs-se, em sucessivas intervenções, o Bloco de Esquerda. A deputada Helena Pinto acusou o governo de criar um "imbróglio jurídico" com a sua proposta, considerando que o artigo 13.º da Constituição é "grosseiramente violado" ao impedir-se a adopção por casais homossexuais. "O Governo preferiu associar o fim da descriminação do casamento à criação de uma outra descriminação através de um imbróglio jurídico, impondo a proibição de os casais homossexuais se candidatarem à adopção", afirmou.

Para a deputada bloquista, "este imbróglio é obviamente o resultado de uma inconstitucionalidade" que advém do artigo 13.º da Constituição, que "garante o princípio da igualdade e, em consequência, que ninguém pode ser descriminado por razão da sua orientação sexual".

O deputado Francisco Louçã acusou o primeiro-ministro de sectarismo por se dirigir à bancada do Bloco, "cujos votos são fundamentais para a aprovação da lei", como se representasse um voto contrário à proposta do governo. Louçã acusou Sócrates de manter uma "reserva mental" sobre a adopção e rejeitou o argumento segundo o qual o governo não tem mandato para permitir a adopção de crianças por homossexuais: "O governo também não tem mandato para introduzir outra discriminação", disse, argumentando que "o programa só diz que o PS se compromete a combater todas as discriminações. Está aqui que vai impor a proibição dos casais homossexuais de adoptarem? Não diz", sublinhou, acrescentando que o que está em causa é "o direito a um casal homossexual a candidatar-se a adopção" e que todos os países citados ao longo do debate como exemplos do acesso ao casamento civil consagraram o direito à adopção.

O deputado João Oliveira, do PCP, justificou a abstenção do seu partido em relação aos projectos do Bloco e dos Verdes argumentando que o PCP prefere ver a questão da adopção analisada "no âmbito de uma reflexão mais profunda sobre a necessária resposta às insuficiências que o instituto da adopção continua a revelar".

Algumas dezenas de pessoas reuniram-se em frente à Assembleia da República, no final da votação, para celebrar com um brinde o alargamento do casamento a pessoas do mesmo sexo.

Parlamento Aprovou Hoje Casamento Homossexual – O Referendo foi - e BEM! -, Chumbado!

Hoje, dia 8 de Janeiro de 2010, no ano da comemoração do centenário da República - 5 de Outubro de 1910 -, fez-se História! O Parlamento aprovou hoje a proposta para legalização dos casamentos homossexuais, ou seja, dois seres do mesmo género vão poder, se assim o entenderem, oficializar a sua união através do casamento civil.

Esta é uma conquista imensa da democracia e uma luta ganha pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Ecologista os Verdes que tanto têm lutado para que tal fosse possível. Ambos os partidos apresentaram propostas de lei nesse sentido, uma vez mais, que não foram votadas pelo PCP. Pasme-se!

Valeu, pois, a proposta do Governo, a única que o PCP aceitou!

O Plenário chumbou, assim, a proposta do PSD para um referendo, pedido à pressa e, estranhe-se, pela primeira vez, quando este debate tem anos e não é a primeira vez que propostas de leis para a legalização de casamentos homossexuais vão a votação. O PSD é, assim, um partido oportunista. Quando achou que as propostas anteriores não tinham hipóteses de passar, não lutou pelo referendo… Sobre o CSD nem vale a pena falar. Só me apetece dizer que esta lei, quando for implementada, não é obrigatória. Os casais homossexuais têm livre escolha para casarem ou não…!

Destaco todas as intervenções da deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) Luísa Apolónia, que foram magníficas.

Adorei a intervenção do activista pelos direitos dos homossexuais, Miguel Vale de Almeida, deputado pelo PS, que felicitou esta proposta de casamento civil, que vai diluir a pedagogia anti-homofóbica na sociedade, e comparou a experiência da discriminação aos direitos dos homossexuais à experiência do “racismo e do sexismo”. Saudou a importante carga simbólica para várias pessoas que ainda hoje temem represálias e alienação, tanto da sociedade, como no emprego e, mesmo, na família.

Queria ter, aqui e agora o vídeo da intervenção de Miguel Vale de Almeida. Mas ainda não o encontrei no Youtube.
Também adorei todas as intervenções do Bloco de Esquerda e tinha escolhido duas para colocar aqui: a do deputado José Soeiro, que vos deixo - está há m uito no Youtube -, e a do deputado Francisco Louçã que, uma vez mais, foi humilhado e “insultado” pelo Primeiro-Ministro. Também ainda não encontrei o vídeo on-line.

Estou muito feliz! Convivi, desde muito jovem, com amigos do meu pai e meus, alguns que já não estão vivos, e que estariam muito felizes pois passaram muito nos anos 50, 60, 70…
Para esses, os que já foram embora, dedico esta vitória histórica, que eu ajudei, toda a vida, a que fosse possível, pois o passo mais importante era eles terem sido aceites na sociedade em que estavam inseridos, e isso nem eu nem a minha família lhes negámos, e ter “lutado”, sempre, para que este desfecho fosse possível.

Só espero que o Presidente da República seja, de facto, o Presidente de todos os portugueses, e não apenas daqueles que são heterossexuais e homofóbicos. São esses que pediram o referendo! E direitos humanos não se referendam nunca! Era o mesmo que pedir a um dono de escravos que abolisse a escravatura!

Estou muito, muito feliz! Está legalizado o Casamento Homossexual!

JOÃO
José Soeiro: "não há dignidade sem igualdade"
O deputado José Soeiro intervém sobre Direitos Civis, referindo algumas discriminações existentes como o caso da doação de sangue e o caso da adopção por casais do mesmo sexo. Soeiro refere-se ainda ao sectarismo do Governo relativamente ao Projecto de Lei do Bloco de Esquerda.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carta a Deputada(o)s sobre Votação de Casamento Homossexual

Encontrei ontem, dia 5, esta carta no ESQUERDA.NET e só não a divulguei ainda por falta de tempo.
Gostaria muito, mesmo muito, que toda a gente que a lesse, meditasse nela e a reencaminhasse para todos os amigos e familiares… Que a imprimisse, a levasse consigo e a lesse a quem não tem Internet.
Depois de ter visto a Igreja a pedir assinaturas para um referendo, à saída das missas, depois de ter visto e ouvido tanta barbaridade, acho que esta simples carta diz tudo.
Ela é dirigida, é certo, aos deputados. Os deputados são os representantes legítimos dos cidadãos. E estes têm que compreender porque é que a maioria dos deputados vai votar a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A sociedade tem que aceitar que não se justificava um referendo para se legislar sobre direitos fundamentais dos cidadãos, direitos de igualdade já consagrados na nossa constituição.
JOÃO
Carta a deputada(o)s sobre votação de casamento homossexual
05-Jan-2010

Cara Deputada e Caro Deputado,

A Proposta de Lei e os Projectos de Lei que estarão em debate no dia 8 versam sobre um "tema de consciência", o casamento homosexual, o qual não deveria estar sujeito a disciplina de voto em nenhuma bancada parlamentar. Mas mesmo onde a direcção do grupo parlamentar a impuser, há sempre a liberdade da declaração de voto.

Assim sugiro que pondere estas três perguntas antes de votar na sexta-feira:

1- Se uma sua filha (ou filho) se revelasse decididamente homosexual amá-la(o)-ia menos por isso?

2- Se a sua filha (ou filho) se apaixonasse por outra pessoa do mesmo sexo e quisesse com ela viver toda a vida e acompanhá-la nas alegrias e tristezas até que a morte a(o)s separe, acha que não devia ter esse(s) direito(s)?

3- Se a sua filha (ou filho) quisesse fazer uma festa de casamento, com a família e amigos, estaria com ela (ele) nessa festa?

Imagine, medite um pouco e vote, se possível, em consciência.

Nós, portugueses, estaremos atentos.

Saudações cordiais,

Paulo Trigo Pereira, Economista, Professor Universitário