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domingo, 6 de maio de 2012

Hoje foi o Dia da Mãe 2012


Quado era pequena, aprendi que "Mãe é das palavras pequenas, a maior que o Mundo tem".
Parabéns a todas as mães e espero que tenham tido um dia feliz, cheio de amor.





JOÃO

sábado, 5 de maio de 2012

A MÃE | Helena Sacadura Cabral | Alta Definição


Maria João Baptista Silva
No Facebook
Sempre que posso, vejo o "Alta Definição". Hoje é um ESPECIAL!
É sobre a MÃE, penso. Porque a entrevista é feita à Helena Sacadura Cabral antes do Miguel Portas ter partido e tem apontamentos de filhos que falaram das suas mães.
Estou a escrever isto porque estou com o estômago apertado e a lágrima no olho.
Estava hoje, pela primeira vez, a conseguir olhar a vida de frente.
O Miguel faleceu e eu l...Levei um murro, tão forte, no estômago, que só ontem decidi não escrever sobre ele no Blog.
Por outro lado, o meu marido foi intervencionado no HGO e veio para casa, em regime de ambulatório. Na segunda-feira que ele saiu para tratamento, tudo se complicou e eu fui-me mais abaixo. Só hoje, também, ele está melhor e eu começo a respirar...
Adoro a Helena Sacadura Cabral. Sempre na TV ao longo dos anos, em entrevistas, crónicas, participações especiais, em programas semanais... lendo alguns dos seus livros... esta mulher que é das pessoas mais transparentes que conheço, verdadeira, extrovertida, jovem interiormente, tal como eu, sinto-a como se a conhecesse pessoalmente e privasse com ela de uma forma fraterna, como se de uma amiga íntima ou uma irmã muito chegada se tratasse.
Vou acabar e vou tomar um comprimido SOS pois já não aguento mais!
Dói gostar das pessoas e sentir que elas sofrem e não podermos fazer nada...
Um abraço muito fraterno, muito solidário a esta mãe extraordinária, uma autêntica mãe coragem, pois foi e é a mãe que todos nós gostaríamos de ter.
O Miguel Portas também foi e ainda é, para todos os efeitos, o filho que todas gostaríamos de ter.
Adoro o meu filho. Adoro a minha mãe. Amanhã é o dia da mãe! Ela tem sido, para todos os que eu conheço, a mãe que todos queriam ter. Para mim, que vivo preocupada com a minha mãe, com medo de a perder, o meu pai foi a mãe que eu adorei ter! A minha mãe sabe e compreende.
A Helena Sacadura Cabral está a falar dos filhos. Muito do Miguel...

Eu termino!
JOÃO

No Facebook
em 30 de Abril de 2012

terça-feira, 3 de maio de 2011

Foto do Dia | Mergulho Sagrado | Homenagem às Mães Que Já Partiram no Dia da Mãe

A tradição que eu conheço é que os devotos Hindus e Budistas de Matathirtha, em celebração do Dia da Mãe, levam ofertas e tomam o banho sagrado em nascentes de água, em memória das suas mães que já partiram.
Afinal também mergulham em tanques!
De facto, há diversos costumes entre diferentes locais, culturas e religiões.
E este costume é uma homenagem diferente, bonita e ternurenta daqueles que já as perderam as suas mães e as querem recordar e comemorar.
"Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso".
JOÃO
PUBLICO.PT - Foto do Dia - 03/Maio/2011
Mergulho sagrado
Uma devota prepara-se para dar um mergulho num tanque em Matathirtha, no Nepal. Os visitantes acreditam que se visitarem este local no dia da mãe, a sua alma irá descansar em paz.
Fotografia: Navesh Chitrakar/Reuters

domingo, 1 de maio de 2011

Feliz Dia da Mãe! | Vinicius de Moraes: «MINHA MÃE» |


      Minha Mãe
                                     Vinicius de Moraes

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.
Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.

Este poema foi extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 186.
Conheça a vida e a obra do autor em "
Biografias".

Releituras

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