Eu tenho 63 anos e já pertenço ao grupo de pessoas da terceira idade. Tomo muitos medicamentos e tenho várias doenças crónicas, especialmente problemas da coluna vertebral, do foro cardiovascular e respiratório.
Pertenço, pois, a um grupo de risco em relação às alterações climatéricas bruscas.
Na Sexta-Feira saí cedo para uma consulta de rotina e, não estando à espera de uma baixa súbita de temperatura acompanhada por ventos fortes, fui mal agasalhada e fiquei imediatamente com a tensão arterial muito elevada e, à noite, já estava com problemas respiratórios agudos e muitas dores nos ossos e no peito, que tiveram o seu pico no Sábado e Domingo.
Como estou já em condições de fazer mais um post, venho deixar um alerta para aqueles que, como eu, acham que podem arriscar…
Não arrisques!
“O frio intenso e o vento podem ter efeitos nefastos sobre a saúde, sobretudo de pessoas idosas, crianças e sem-abrigo.”
Este é o tema do artigo da Direcção-Geral da Saúde, que te deixo.
Divulga!
JOÃO
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Proteja-se do frio
O frio intenso e o vento podem ter efeitos nefastos sobre a saúde, sobretudo de pessoas idosas, crianças e sem-abrigo.
Quais são os grupos de risco?
As pessoas idosas constituem um grupo especialmente vulnerável, quando apresentam deficiência do sistema termoregulador ou quando ficam sujeitas a uma agressão térmica muito intensa.
As pessoas idosas sofrem de diminuição da percepção do frio, menor capacidade de resposta cardiovascular e diminuição da massa muscular.
Pessoas com doenças crónicas, em especial doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes, doenças da tiroideia, perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo ou demência;
Pessoas que tomam certos medicamentos, como psicotrópicos ou anti-inflamatórios;
Pessoas com redução da mobilidade;
Pessoas com dificuldades na realização das actividades da vida diária;
Pessoas mais isoladas;
Pessoas em situação de exclusão social.
Não se esqueça de que:
O arrefecimento e o enregelamento podem ser responsáveis por lesões corporais graves ou muito graves, podendo vir a ser mortais;
Áreas fechadas, com lareiras e braseiras, constituem risco acrescido de incêndios e intoxicações pelo monóxido de carbono;
Em caso de mal-estar atribuível ao frio, deve consultar o médico.
Recomendações para vagas de frio intenso:
Utilizar roupa quente suplementar;
Cobrir a cabeça, utilizando chapéu ou gorro, proteger as mãos com luvas e utilizar calçado adequado para evitar perdas de calor;
Manter-se activo, fazendo pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos, para activar a circulação sanguínea;
Beber bebidas quentes e comer refeições quentes;
Tentar manter uma temperatura ambiente entre 20ºC e 21ºC;
Vedar bem as portas e janelas;
Manter-se atento aos avisos e recomendações das autoridades.
Para mais informações:
Data de publicação 28.9.2007