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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Fernando Tordo Canta Estrela da Tarde | Vídeo



De há uns anos para cá, em cada dia cinco (5) de Maio é comemorado o "Dia da Língua Portuguesa e da Cultura entre os Países de Língua Portuguesa".
O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado nos oito países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Esta comemoração veio à memória por um "post" que vi do grande cantor e compositor Fernando Tordo, cuja obra eu muito admiro.
Tenho o prazer de colocar, aqui, esse "post" com uma das geniais composições da autoria da dupla Fernando Tordo e José Carlos Ary dos Santos, este poeta e declamador da língua portuguesa, que ficou mais conhecido pelas inúmeras letras que escreveu para canções.
Nunca é demais lembrar a genialidade do poeta Ary do Santos.

JOÃO


 Fernando Tordo partilhou uma ligação.

Hoje comemora-se o "Dia da Língua Portuguesa". Deixo aqui um grande poema de Ary dos Santos escrito para música de Fernando Tordo (tr)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

ESQUERDA.NET | José Mário Branco Homenageado na Casa da Música | ...De Certa Maneira | Concerto



Homenagem
A vida e obra de José Mário Branco
Músico, Compositor, Cantor



Fico contente com esta homenagem, muito merecida. Mas fico à espera que as homenagens continuem por todo o país.

José Mário Branco, um cantautor que ficará ligado, para sempre, 
ao antes, ao durante e ao pós 25 de Abril.

Uma voz que marcou a Revolução dos Cravos e uma voz da música de intervenção portuguesa.

Um dos expoentes máximos da música que é, também, a prova que 
"Resistir é Vencer".

JOÃO



José Mário Branco homenageado na Casa da Música

"De Certa Maneira, um concerto para José Mário Branco" é o título da homenagem que no dia 20 de junho vai unir vários artistas numa recriação em palco das obras do autor.
9 de Junho, 2014 - 12:31h

Cartaz do concerto de homenagem a José Mário Branco


JP Simões, Marfa, Guta Naki, Chullage, João Grosso, Coro dos Gambuzinos, Miguel Pedro e António Rafael (Mão Morta), Batida com Manuel Pinheiro (Diabo na Cruz) e AF Diaphra são os nomes confirmados para um concerto de homenagem na Casa da Música, no Porto.

A ideia deste concerto partiu de Rui Portulez e contará com um vídeo de abertura reunindo imagens inspiradas na carreira do músico, autor e compositor que tem marcado a música popular portuguesa ao longo das últimas cinco décadas.

Este concerto de homenagem pretende revisitar e reinterpretar obras marcantes da carreira de José Mário Branco na cidade onde nasceu. E já se sabe que o evento encerrará com João Grosso a ler o texto "FMI". Os bilhetes já estão à venda e custam 15 euros.


Artigos relacionados: 
  • Documentário “Mudar de Vida”, sobre a vida e obra de José Mário Branco

domingo, 1 de junho de 2014

André Rieu | And The Waltz Goes On | Sir Anthony Hopkins | Vídeo

Anthony Hopkins ouve pela primeira vez a Valsa que compôs há 50 anos

A reacção de Anthony Hopkins ao ouvir a sua valsa a ser tocada em público


And The Waltz Goes On é o título da valsa que Anthony Hopkins compôs há cinquenta anos. Antes de ser o actor mundialmente famoso que é, Anthony era músico – estudou piano durante a juventude e nunca deixou de o praticar e em 1986, lançou um disco intitulado Distant Star. Cinquenta anos depois e a pedido pessoal do actor ao violinista André Rieu, esta valsa foi apresentada pela primeira vez ao púbico e foi também ouvida pela primeira vez pelo actor.


André Rieu - And The Waltz Goes On

sábado, 12 de maio de 2012

Bernardo Sassetti [1970-2012] | Entrevista 2005 | Links |

Bernardo Sassetti em Lisboa, em 2005
Fotografia: Pedro Cunha


Bernardo Sassetti
Informação geral
Nome completoBernardo da Costa Sassetti Pais
Nascimento24 de Junho de 1970
OrigemLisboa
País Portugal
Data de morte10 de Maio de 2012 (41 anos)
OcupaçãoCompositor/Pianista
InstrumentosPiano
Bernardo da Costa Sassetti Pais, conhecido apenas por Bernardo Sassetti, (Lisboa, 24 de Junho de 1970 - Praia do Abano, Cascais, 10 de Maio de 2012)[1] foi um compositor e pianista português. Era bisneto de Sidónio Pais e sobrinho-neto de Luís de Freitas Branco.



Ouvi ontem, pelas 14:00, na SIC Notícias. Inacreditável!
Ano negro para os seres especiais, em Portugal!
Estou, ainda, em choque! Dois anos mais do que o meu filho!
Um imenso lamento de todos nós que gostamos de cultura, que gostamos de artistas de grande qualidade e mérito...
Uma difícil aceitação... Não há palavras! Mas os amigos, alguns deles, fizeram questão de deixar frases com muitas palavras de elogio, de mágoa, de dor...
Estão aqui, neste artigo do Público.
http://lnk.ms/bnS1j
Deixo esta entrevista de Bernardo Sassetti ao Bodyspace.net, em Dezembro de 2005.
E uma bela entrevista com foto

Solidária com família, fãs e cultura portuguesa,
JOÃO


Entrevista Bernardo Sassetti
publicado em 14 Dez 2005 - 08:00


Um pouco mais de azul
Iniciou os seus estudos de piano clássico aos nove anos e agora, Bernardo Sassetti, é uma das figuras incontornáveis da música made in Portugal, mais concretamente do jazz. O pianista nascido em Lisboa em 1970 tem um currículo invejável, quer no que diz respeito a participações com grandes figuras nacionais e internacionais da música, quer na sua estreita relação com o cinema ou graças às inúmeras digressões realizadas um pouco por todo o mundo. Da sua extensa lista de marcos contam já discos como Nocturnos (em trio), Mário Laginha & Bernardo Sassetti (em duo) e Índigo (a solo). Ao aproximar-se o final de 2005, é apenas natural dizer-se que este foi mais um ano frutífero para Bernardo Sassetti: a juntar a Ascent (editado na Clean Feed), surge também a banda sonora do filme Alice, da sua autoria, dois dos muitos motivos de conversa desta entrevista que mistura propositadamente os sentimentos com a música, não fossem os discos de Bernardo Sassetti uma celebração da emoção.

O que recorda da altura em que começou a tocar piano? Em que altura sentiu que tocaria piano para o resto da sua vida?

É uma pergunta difícil... recordo-me que tinha algum talento para improvisar e que essa talvez fosse a principal dor de cabeça dos meus professores de piano clássico. Foi em 1992, 11 anos depois de ter começado os estudos de piano, quando me aventurei pela primeira vez em Londres. Foi também aí que comecei a perceber o significado da palavra humildade. Tocava todos os dias, tanto em público como em jam sessions organizadas pelos músicos com os quais me fui cruzando por lá. Londres foi, com toda a certeza, o ponto de viragem da minha carreira.

Desde essa altura até aos dias de hoje o rol de momentos importantes para si parece ser enorme. Que momentos destacaria de todos esses?

O convite de Paquito D’Rivera para tocar na United Nations Orchestra; a apresentação da 1.ª banda sonora ao vivo com orquestra (Maria do Mar de Leitão de Barros); o concerto no CCB a dúo com Mário Laginha; a apresentação na Culturgest do novo álbum Ascent; o concerto a três pianos com Mário Laginha e Pedro Burmester; e o momento mais importante de todos: o dia do nascimento da minha filha.

Sente Nocturno como um disco que teve um impacto especial junto do público? Sente-o como um disco especial da sua carreira?

Sinto que é um trabalho muito especial com o meu trio (Carlos Barretto e Alexandre Frazão), depois de estar quase 7 anos sem gravar em meu nome. É talvez o momento de viragem da minha carreira, ou melhor, aquele em que eu pensei “bom, agora já posso começar a fazer música!”.

Ascent, o seu novo disco, foi lançado a 1 de Outubro. Anunciou-o como o desafio mais pessoal da sua carreira. Como se manifestou esse sentimento mais pessoal na composição do disco?

Todo o trabalho foi visto como um todo desde que procurei os primeiros sons e o grande desafio foi atribuir a cada um dos intérpretes um lugar na música deste disco, como se de personagens de uma história fragmentada se tratasse. Os universos sonoros da música erudita e o discurso improvisado do jazz acompanham-me desde há muitos anos e esta foi talvez a primeira vez que os reuni num só disco. Foi também muito importante o trabalho do Nelson Carvalho no som; ele ajudou-me muito na produção e no desenho sonoro das transições de tema para tema.

A autoria do álbum é atribuída ao Bernardo Sassetti Trio2. Como foi conciliar os dois trios e as suas vertentes clássica e jazzística?

Foi fácil porque a ideia das histórias que se cruzam ao longo da gravação e o lugar de cada instrumento foram imediatamente compreendidos pelos músicos que nela participam. Em termos de disponibilidade e entrega dos músicos só posso dizer o melhor, apesar de saber que todos temos muito trabalho nas nossas carreiras e será difícil conseguirmos conciliar sempre as nossas disponibilidades para futuras apresentações.

Ascent, o seu último disco, foi dedicado a José Álvaro Morais, cineasta com quem trabalhou em Quaresma. Qual o motivo concreto dessa dedicatória?

O tema “Ascent” é dedicado a José Álvaro, pois foi ele que me chamou a atenção para o silêncio na arte e, também, para a contenção no acto de escrever música para cinema. Recordo aqui uma frase inesquecível que ele me disse por telefone, várias vezes: “Bernardo, não te esqueças que em cada subida há sempre uma descida”. Por outro lado, todo o disco é uma homenagem ao cinema em geral, nomeadamente a um dos seus maiores segredos: a montagem. São as tais histórias abstractas das personagens que se vão cruzando ao longo da música e que sugerem a montagem de um filme através de pequenos fragmentos. Sempre pensei que, um dia, gostaria de realizar um filme; ainda não aconteceu, dificilmente acontecerá, mas este disco elogia a presença do cinema na minha vida.

Aprecia o cinema pelas imagens que poderão estar interligadas com a sua música, a relação entre dois mundos distintos? Aprecia a fusão de linguagens?

Gosto muito dessa ideia; acho mesmo que o futuro está na comunhão das várias formas de arte, visuais e auditivas. No cinema, aprecio o facto de ser um trabalho de constante colaboração, naturalmente condicionado pelas imagens e pela narrativa; tenho aprendido muito nesta área e, sobretudo, com cada um dos realizadores com quem trabalhei, no sentido de encontrar um lugar artístico que possa impulsionar as tensões e distensões de uma história.
© Rodrigo Amado

Compôs recentemente a banda sonora do filme Alice… Como foi? Imagino que tenha tomado contacto com o filme ou pelo menos com a história anteriormente... presumo que tenha procurado adequar a sua música ao filme. Foi fácil?

O trabalho com o realizador Marco Martins, nesta sua primeira longa-metragem, foi fascinante. Passámos longas horas a falar sobre o filme e debruçámo-nos muito sobre a psicologia das duas personagens principais. O que mais me interessa na música para cinema é exactamente a ideia de poder transmitir musicalmente tudo o que está por detrás das imagens, nomeadamente o interior das personagens. Este é um processo complicado e a sua gestão pode levar meses até conseguir alcançar resultados interessantes e que possam servir o filme. A representação musical dos vários estados de espírito de um ser humano, mais do que a música circunstancial, é o que mais me atrai neste meio de colaboração artística. Neste filme, comecei por dividir a música em três capítulos diferentes: o primeiro é a rotina do Mário à procura da filha desaparecida, a sua obsessão e as suas passagens pela cidade; o segundo é a esperança de encontrar Alice, as câmaras de filmar e os vídeos que visiona noite após noite; o terceiro e último capítulo representa o desespero, a solidão e a indiferença estampada no rosto de todos aqueles por quem Mário se cruza na rua. Em Alice todos os inputs musicais centram-se quase sempre no interior de um pai que nunca desiste, na reacção contrária da mãe e no vazio máximo causado pelo desaparecimento da sua filha. A composição da música, assim como a sua edição, devem muito à mestria no trabalho de som da Elsa Ferreira (edição) e do Branko Neskov (mistura). A meu ver, o som deste filme representa o silêncio interior de um pai vs. o som agressivo que o rodeia diariamente na cidade de Lisboa.

Em que filme sentiu que a relação entre os dois mundos estivesse melhor conseguida da sua parte?

Alice, como já se percebeu, é um filme muito especial para mim; também gosto muito do trabalho com Margarida Cardoso em A Costa dos Murmúrios, com Mário Barroso em O Milagre Segundo Salomé e, claro, com José Álvaro de Morais em Quaresma. São todos projectos muito diferentes.

Ascent tem também uma relação muito próxima com a fotografia. O que é que nos pode contar acerca disso?

A fotografia é uma forma de expressão que me acompanha diariamente; não sou fotógrafo profissional mas sinto que a minha dedicação às imagens fotográficas passa muito pela ideia de poder servir a música que componho, sendo por isso um assunto muito sério; nesse sentido, tenho já ideias muito precisas sobre os dois próximos projectos de gravação e sobre cada um dos seus universos visuais. Pode-se dizer que tenho fotografado imagens que inspiram a música composta, ou vice-versa.

Disse recentemente que hoje em dia preocupa-se mais com o silêncio do que propriamente com o som. De que forma é que isso se revela na sua música?

O silêncio tem-se revelado como uma necessidade absoluta, porque é através do meu silêncio interior que nascem as primeiras ideias. São poucos os músicos de jazz que exploram realmente (repito realmente) esta forma de expressão musical – que é também uma enorme fonte de energia e uma forma de expressão muito orgânica e com a qual me identifico muito. Gosto sobretudo de criar uma música suspensa, quase intemporal em que o tempo de cada nota não é, nem deve ser, um dado adquirido. Mais relevante ainda é a importância que dou às ressonâncias do interior do piano e à preocupação que tenho com o som das notas e dos acordes. Este é só o princípio do princípio; uma das próximas gravações o dirá com mais certezas.

Tem dois projectos em mão neste momento; um com o grupo portuense Drumming e o outro com a Orquestra do Algarve. Em que consistem estes dois projectos e em que ponto estão eles?

O projecto com o Drumming está em fase avançada de composição; entraremos muito brevemente em estúdio num estilo musical completamente diferente do último disco, baseado no universo da percussão. O concerto para dois pianos e orquestra, com o Mário Laginha e a Orquestra do Algarve, vai ser apresentado em Lagos, a 11 de Fevereiro de 2006.

O duo que mantém com Mário Laginha é algo especial para si? Quais são os projectos futuros para esse projecto?

Adoro tocar em duo com o Mário; aprendemos muito a tocar em conjunto e o respeito pelas composições e formas de interpretar é mútuo. Projecto, projectos, projectos... tocar, tocar, tocar e continuar a desenvolver uma cumplicidade que me parece única; pensamos gravar num futuro próximo.
© Rodrigo Amado

O que acha do trabalho de improvisadores portugueses como o Manuel Mota, Sei Miguel, Carlos Zíngaro, Ernesto Rodrigues e Rafael Toral? Sente alguma ligação com o trabalho deles?

De todos os que refere, conheço melhor o Carlos Zíngaro. Ele tem um trabalho notável de exploração tímbrica a par com uma enorme procura pessoal. Sente-se-lhe uma vivacidade imaginativa na exploração de cada tema no preciso momento em que este é executado. Gosto muito de o ouvir. Aprendo com a sua música e fico mais alerta!

Como vê a quantidade e qualidade da música jazz feita em Portugal nos dias de hoje em comparação com os tempos em que começou a tocar?

Existe muita malta nova a tocar bem. E, sobre isso, devo acrescentar que o Hot Clube de Portugal tem feito um trabalho notável na divulgação e ensino deste tipo de música. É também muito importante incentivar as novas gerações e empurrá-las lá para fora, onde os meios artísticos são mais completos... respirar novos ares é sempre bom! Penso que deviam existir mais infra-estruturas de apoio aos músicos em Portugal, salas de ensaio a preço simbólico e espaços de encontro para que os músicos possam desenvolver os seus trabalhos, individualmente ou em grupo.

O número de festivais de jazz em Portugal tem crescido bastante ultimamente. Acredita na sobrevivência e qualidade de todos eles?

Acredito que sobrevivam; só tenho pena que as presenças portuguesas sejam tão (tão tão) minoritárias, nomeadamente na reunião de músicos locais com músicos estrangeiros. Não me refiro a presenças minhas, a solo ou em grupo; aliás, não tenho quaisquer razões de queixa; refiro-me aos novos músicos, alguns dos quais com enorme talento, que deviam ser mais apoiados pelas entidades organizadoras dos principais festivais de jazz. De uma coisa tenho a certeza: não é difícil pensar em projectos interessantes, basta fazê-los com continuidade. Mas hoje, infelizmente, tudo remete para fins comerciais e receitas de bilheteira. A meu ver, e salvo raras excepções, os ingredientes deveriam ser outros, as propostas (a músicos e públicos) mais exigentes e as receitas poderiam ser repensadas – de forma a contribuir mais para o pequeno meio do jazz português. Coisas boas… não posso deixar de referir os excelentes momentos anuais que são A Festa do Jazz no São Luiz e o Festival de Jazz do Valado; aí sim, respira-se a ideia de “família do jazz” em Portugal.

Os mitos dizem que a taciturnidade, a solidão e a noite são elementos essenciais para a escrita da música. Do que precisa Bernardo Sassetti para compor?

Os mitos são sábios e a noite é fértil... Para além de inspiração, só preciso de silêncio e de espaço mental para compor. Mesmo que não componha, posso ficar horas seguidas a olhar para o infinito. Também é bom saber que o telefone só muito raramente toca a altas horas da noite. Também gosto do vazio dos dias feriados em Lisboa...

André Gomes
andregomes@bodyspace.net

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Morreu Ontem o Maestro Pedro Osório [1939-2012]


Maestro Pedro Osório [1939-2012]


Uma grande perda para a cultura portuguesa!
Há cerca de dois meses, vi e ouvi Pedro Osório na televisão. Senti que ele estava no fim. Era tão visível a sua fragilidade... Sem saber que ele estava doente, ele pareceu-me marcado por um cancro... Fiquei comovida!
Eu adoro as diversas artes e muitos especialmente, a música, seja ela de que tipo for, de vários países e várias culturas - erudita, ligeira, popular, religiosa e folclórica -, desde que ela tenha qualidade. E não é preciso ser-se músico para reconhecer a qualidade da música. Era, pois, uma admiradora do trabalho de Pedro Osório!

O Maestro Pedro Osório, orquestrador, chefe de orquestra, director musical, compositor, foi co-fundador do Grupo Outubro e trabalhou com muitos dos bons artistas do panorama musical deste nosso Portugal. Destaco alguns dos meus queridos Carlos Paredes, Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Lúcia Moniz, Rui Veloso, Xutos e Pontapés, todos eles fazendo parte do melhor que Portugal tem.
Cheguei a conhecê-lo pessoalmente e é com emoção que vejo mais um dos grandes da cultura portuguesa partir.
JOÃO

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

José Niza (1938-2011) - Sete Vidas | Autobiografia


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JOSÉ NIZA
[1938-2011]


 

Autobiografia

José Niza (1938-2011) - Sete Vidas

Faleceu, sexta-feira aos 75 anos, o músico, em Lisboa, o músico, letrista, médico e ex-deputado socialista José Niza. Entre muitas outras canções foi o autor de E Depois do Adeus, tema interpretado por Paulo de Carvalho. Republicamos aqui a 'autobiografia' que escreveu para o JL

José Niza
14:01 Sexta feira, 23 de Set de 2011
 

Sete vidas são as que vivi até agora. E 70 os anos que espero completar em Setembro próximo. Antes de percorrer convosco os sete caminhos desta saga de andarilho, deixem-me proclamar que estou agradecido à vida. A verdade é que a vida me correu bem, tive sorte, encontrei a mulher certa, tenho três filhos que só sabem dar alegria aos pais, tive até a felicidade de viver o 25 de Abril de 1974. Quase tudo o que me aconteceu não foram coisas que perseguisse, ou que correspondessem a projectos de vida.
À excepção da minha mulher e da opção pela Medicina, tudo o resto veio ter comigo, paulatinamente enriqueceu e comandando a minha vida. Nunca me passou pela cabeça ser deputado, ou director de programas da RTP, ou escrever cerca de 300 canções, ou estar dois anos numa guerra. Por tudo isto agradeço à vida o que me deu. Não tenho livro de reclamações a não ser para lutar pelos direitos dos pobres, dos humildes e para que haja mais justiça e solidariedade em Portugal.
Comecemos então pelo princípio. Em 16 de Setembro de 1938 fui nascer a Lisboa, na Maternidade Alfredo da Costa, mas rapidamente regressei a Portalegre onde o meu pai era engenheiro da Junta Autónoma das Estradas. Primeiro filho, primeiro neto e primeiro sobrinho de tias e tios solteiros, a minha chegada ao mundo fez de mim um pequeno príncipe. Cedo, muito cedo, me apaixonei pela vida no campo. A apanha da azeitona e dos figos. As vindimas, as ceifas e as debulhas em Campo Maior, na eira do meu avô, onde comia gaspacho fresquinho com os ganhões, nos dias tórridos de Agosto.
Aos 6 anos mudámo-nos para Santarém, onde fui matriculado na 1ª classe da escola do Salvador.
Aos 7 fiz o meu primeiro discurso político! D. Adélia, a minha professora, tinha-me escolhido para falar na inauguração da nova escola de S. Bento, onde botariam discurso as figuras gradas da política local. Convinha que um menino animasse a cerimónia. Li uma folhinha escrita pela professora (que a minha mãe guardou).
Saí-me bem, mas não fazia ideia do que tinha dito. Muitos anos depois a minha mãe mostrou-me a tal folhinha. Seria difícil tecer maiores elogios a Salazar! Depois foi o Liceu. No exame do 2º ano dispensei das provas orais. O único, entre mais de 1 200 alunos de todo o distrito.
O meu pai ofereceume uma linda bicicleta e eu lá ia pedalando à volta do Liceu, enquanto os outros faziam as orais.
Mais ou menos por essa altura, com uns 12 anos, fui a um baile no Clube de Santarém e conheci uma loirinha de olhos azuis, muito bonita e muito tímida. Mal sabíamos então o que aquele encontro iria significar nas nossas vidas. Aos 14 anos comecei a tocar guitarra, aprendendo por discos de 78 rotações de Artur Paredes.
Santarém tinha uma sólida e saudável tradição académica, naturalmente de matriz coimbrã. E foi por isso que escolhi Coimbra para estudar Medicina, uma das melhores opções da minha vida. Para além de Medicina aprendi coisas que moldaram a minha forma de ver as coisas, a democracia, e conheci amigos de uma geração até hoje não repetida.
Em 31 de Dezembro de 1960 o dia do assalto ao quartel de Beja o meu pai morreu inesperadamente.
Tive de suspender os estudos durante três anos para tratar dos negócios da casa. Foram tempos difíceis para os quais não estava preparado.
Em 1966 concluí o curso e três meses depois casei-me com a tal loirinha de olhos azuis, que entretanto se tinha transformado numa das mulheres mais bonitas que conheci.
Ficámos a residir em Coimbra onde nasceu a nossa primeira filha. Apaixonei-me pela Psiquiatria e fiz a tese de licenciatura sobre esquizofrenia.
Em 1969 fui mobilizado para a Guerra Colonial, em Angola, como alferes-médico.
Dois anos nas matas, muitas canções escritas e um alto louvor militar por actos médicos.
No regresso, em 1971, optei por ficar a residir em Lisboa. Trabalhava à tarde como director de produção da editora Arnaldo Trindade (Zeca, Adriano, Paulo de Carvalho, Mário Viegas, etc.) e de manhã no Hospital Miguel Bombarda.
O 25 de Abril foi um dia em que o tempo parou para que a felicidade durasse mais tempo. Soube entretanto que E depois do adeus tinha servido de senha musical para que Salgueiro Maia e os outros capitães de Abril saíssem dos quartéis.
Foram assim minhas as primeiras palavras dessa histórica noite. Filiei-me no PS de Santarém, sem qualquer propósito de ser candidato à Assembleia Constituinte e, muito menos, deputado eleito.
Mas foi o que aconteceu.
Deixei em suspenso o Hospital e a Psiquiatria, convencido de que, uma vez aprovada a Constituição, para lá voltaria. Seria uma coisa de meses... Mas, afinal, foram muitos anos parlamentares, interrompidos por duas passagens pela área do tratamento das toxicodependências, uma delas de dez anos, e outras duas pela RTP, primeiro como director de programas e depois como membro da Administração. Em 2002 aposentei-me da função pública e adquiri um novo e excelente estatuto: nem horários, nem patrões.
O único cargo que actualmente exerço é o de presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores.
Televisão - Ser director de programas e administrador da RTP foram experiências exaltantes.
O poder e a responsabilidade de decidir que programas Portugal iria ver (ainda não existiam TV's privadas) era um grande peso diário sobre os meus ombros. Em 1977 não tinha qualquer experiência de televisão, mas tinha uma ideia de qual deveria ser o papel de uma televisão de serviço público. Desse período fi caram programas históricos como Gabriela a primeira telenovela apresentada em Portugal A visita da Cornélia e A Feira, programas culturais como Se bem me lembro, de Vitorino Nemésio, Música e Silêncio, de António Vitorino de Almeida, Melomania, de João de Freitas Branco. Ou, para os mais novos, Peço a Palavra, de Mário Viegas, Heidi ou Os Marretas.
Em 1978 fui obrigado a pedir a demissão quando percebi que estava em curso uma manobra para colocar na cúpula da RTP pessoas da confiança política e pessoal de Ramalho Eanes, então Presidente da República. Regressei em 1983.
E desses quase dois anos, ficaram séries como O Tal Canal, do Herman José, Palavras Ditas, do Mário Viegas, a telenovela Chuva na Areia, Viva a Cultura, do António Mega Ferreira, Jogos sem Fronteiras, o Concurso 1, 2, 3, do Carlos Cruz, Mátria, da Natália Correia, etc. Penso, no entanto, que o melhor que deixei na RTP foi a recuperação do seu arquivo, salvo de uma inundação (1978) e transferido, em três dias, para as instalações onde ainda hoje está.
Política - Tudo começou nos tempos de liceu. A insuportável Mocidade Portuguesa, os contínuos informadores da PIDE. Mas também, em contraponto, a quase clandestinidade conspirativa do Cine-Clube. Logo que cheguei a Coimbra tive o meu baptismo de fogo com uma carga da GNR, por causa de um protesto estudandil contra o decreto 40.900, que retirava autonomia à Universidade.
A PIDE inaugurou a minha ficha em 1961, ano em que muitas coisas decisivas aconteceram em Portugal. Em Coimbra a minha luta contra o regime foi sobretudo feita através da música, com José Afonso, Adriano, no Jazz, ou no teatro académico (CITAC) com música para peças que acabavam sempre proibidas.
Em 1974, o 25 de Abril inverteu finalmente a ordem anormal das coisas. A campanha eleitoral para a Constituinte foi a mais exaltante experiência política da minha vida. Cheguei a iniciar, com a Maria Barroso, um comício em Constância, às 3 da manhã! Estive 15 anos no Parlamento, presidi a várias comissões, apresentei algumas leis de minha iniciativa. Cumpri também dois mandatos no Conselho da Europa. Hoje olho para a Assembleia da República com algum desencanto: melhoraram as gravatas, mas rareiam as ideias.
Música - O meu bisavô José Niza foi um excelente compositor erudito e director de orquestra. O meu avô João Niza tocava flauta. E a minha mãe, piano. A música era uma espécie de oxigénio que se respirava lá em casa. Durante o Liceu comecei a aprender guitarra. Depois, em Coimbra, foi o fado, acompanhando Luiz Goes, Machado Soares, Zeca Afonso. Com o Zeca e o Adriano foram as baladas líricas e depois a canção de intervenção.
E ainda o Jazz. Como não sabia escrever música, só comecei a compôr quando apareceram os gravadores de cassetes. A maior parte das minhas cerca de 300 canções filas no final dos anos 60 e na década de 70, para vozes como Adriano, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, etc. Mais recentemente, para Mísia e Kátia Guerreiro.
Ganhei quatro Festivais RTP da Canção, um recorde que divido com Ary dos Santos. Um deles, com E depois do adeus, a primeira senha musical do 25 de Abril
PS. O José Carlos de Vasconcelos foi claro e taxativo - máximo 9.000 caracteres! Como já os gastei, não há mais papel para escrever sobre a Guerra Colonial, a Psiquiatria e outras vidas que vivi. Dommage.


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Morreu José Niza | Músico, Letrista, Médico, Político | [1938-2011]


JOSÉ NIZA
[1938-2011]

Numa época em que as pessoas têm uma maior esperança de vida, foi com surpresa, para além do sentimento de perda e constrangimento que tomei conhecimento da morte de José Niza, um dos homens com ética em todos os campos, mas - gosto de realçar! -, sobretudo com ética na política. Foi um ser completo e brilhante nas áreas em que se movimentou: música, escrita, medicina, política...
Eu conheci José Niza e era uma grande admiradora dele. Foi deputado pelo PS e um verdadeiro socialista. Nunca esteve ao centro nem à direita no PS.
As suas obras, que devemos agradecer e honrar, ficarão para sempre.
JOÃO


Faleceu José Niza

Autor de "E Depois do Adeus", uma das músicas que serviu de senha ao 25 de Abril, foi compositor e produtor, deputado do PS e director de programas da RTP.


O compositor, produtor e militante socialista José Niza faleceu aos 75 anos em Santarém. Foi o autor de "E Depois do Adeus", canção escrita para a 12.ª edição do Festival RTP, que viria a servir de primeira senha à revolução de 25 de Abril de 1974.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Francisco Louçã: Mútuo Consentimento, de Sérgio Godinho | Notas no Facebook | Vídeo


40 Anos de Carreira!

A "Nota" de Francisco Louçã no Facebook diz, em poucas palavras, muito sobre a carreira, a obra e o novo album de Sérgio Godinho.
Eu poderia falar de Sérgio Godinho durante horas seguidas. Vi vários espectáculos seus ao vivo, a solo e com outros grandes artistas... Vibrei, dancei, chorei e ri. Fui muito feliz a vê-lo em palco! Aliás, Sérgio Godinho é um dos meus "Seres Únicos". Simplesmente, adoro-o! 

Eu vou deixar um vídeo com um pedacito de "Mútuo Consentimento".
É Sensacional! É Mágico!
Espero que gostes, como eu gostei!
JOÃO


Carregado por em 30 de Ago de 2011
Mútuo Consentimento (2011)

Notas de Francisco Louçã
no Facebook

Mútuo Consentimento, de Sérgio Godinho

por Francisco Louçã a Sábado, 10 de Setembro de 2011 às 0:38

 
Dizem que são quarenta anos de carreira. O disco não comemora, afirma simplesmente. Canções que perturbaram a crítica, que esperava mais fácil, mais continuista, mais ritmado ao passado. Mas o Sérgio Godinho é assim: a canção é como ele quer, e não ao sabor de hipotéticos isqueiros acendidos na noite de um concerto. Misturam pop e tem baterias fortes, foge ao ritmo embalado que podíamos esperar para condescendência com as nossas memórias. Que querem, é mesmo um disco novo e não revisão de matéria dada.

E são quarenta anos, sempre a inventar uma música nova. Devemos isso ao Sérgio Godinho, sem cortesia, de frente. É por isso que é um dos maiores músicos dos últimos anos e que inventou a música portuguesa.

http://www.youtube.com/watch?v=ngzUIdKI0xY&feature=related

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Facundo Cabral Assassinado [1937-2011] | Poeta, Compositor, Cantor | Vídeo


O cantor argentino Facundo Cabral faleceu, aos 74 anos de idade, na Guatemala, no passado Sábado, dia 9 de Julho.Homenageio, assim, humilde e sentidamente, Facundo Cabral, poeta, compositor assassinado por criminosos que têm medo dos intelectuais e da sua obra, quando ela repudia actos de governos totalitários.
Um artista parte, mas não morre. A sua arte perdura, SEMPRE!
JOÃO





Carregado por jasonmenanyc em 9 de Jul de 2011
By Jasonmena.net
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Não estás deprimido, estás distraído

Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

Cantor e Compositor Argentino

Van Gogh and Mozart "Masterpieces" | Obras de Arte | Vídeo


Vicente Van Gogh e Wolfgang Amadeus Mozart, duas das minhas figuras de referência - sendo Van Gogh um dos meus queridos "Seres Únicos" -, combinam muito bem neste vídeo que aqui deixo. São vários quadros e Van Gogh acompanhados com música de Mozart.
Van Gogh, pintor holandês, viveu no século XIX.
Mozard, compositor, instrumentista - piano, viola e violino -, professor de música e maestro austríaco, viveu no século XVIII.
Este é um vídeo muito "feliz" com um resultado extraordinário.
Bom para vermos e ouvirmos nestes dias de crise e de alma pesada...
Ficamos muito iluminados! De alma cheia!
JOÃO

Van Gogh and Mozart " Masterpieces"


Carregado por em 1 de Set de 2009
Paintings by Vincent van Gogh with music by Wolfgang Amadeus Mozart.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

MOMENTOS da VIDA de ANGÉLICO VIEIRA [1982-2011] | Vídeos



 
Angélico Vieira & Mãe - "Mama Africa"
Ao vivo em Monte Gordo
Carregado por em 4 de Jan de 2011
Angélico Vieira - "Namorada"
- "Dá-me Música" RTP -
Carregado por em 3 de Ago de 2009
Angélico Vieira - Gostasses de Mim (Videoclip)
Carregado por em 14 de Jul de 2009
Angélico - Bailarina (Videoclip)
Carregado por em 9 de Nov de 2008
Angélico Vieira - DELUXE | 20/09/08
Carregado por em 20 de Set de 2008