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segunda-feira, 7 de julho de 2014
Info ESQUERDA.NET | Dossier: Impunidade da Banca
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Dia Mundial do Teatro | 27 de Março
Gostei muito da imagem e da mensagem do Jornalista e Escritor, António Costa Santos.
Como AMO o teatro, desde menininha, partilho este seu "post" no Facebook, em agradecimento a tudo o que o TEATRO já me deu.
Viva o Teatro!!!
JOÃO
domingo, 19 de janeiro de 2014
OPINIÃO PÚBLICA | Nuno Melo Leva Uma Chapada de Luva Branca em Directo na SIC Notícias | Vídeo
Este vídeo, que te proponho que vejas e ouças com atenção, deixou-me completamente maravilhada.
O Eurodeputado eleito pelo CDS, Nuno Melo, ao ter participado no programa em directo, "Opinião Pública", na SIC Notícias, viu-se confrontado com uma interpelação frontal, sem papas na língua e dura, mas de forma calma e educada, por parte de um Gerente Comercial de Santarém, de 67 anos, com apenas a antiga 4.ª, "feita de pé descalço", que se tornou, desta forma, como que o porta-voz de um povo indignado e com perguntas muito pertinentes e bem colocadas.
Às vezes ouço o programa. Mas há temas que me deixam muito ansiosa e sinto-me mal. Tenho pena de não ter visto este para poder ouvir a resposta de Nuno Melo. Mas vou procurar ver se encontro, em vídeo, no site da SIC.
Não vou esquecer, porém, a conduta civilizada que este senhor, de seu nome José Latoeiro, teve e o acto de cidadania por ele realizado, com muita dignidade, contrastando com a Jornalista que, neste caso, e como eram várias questões e todas com justificação para serem colocadas, mesmo assim não conseguiu deixar de lhe cortar a palavra.
JOÃO
Nuno Melo leva uma chapada de luva branca em directo
na SIC Notícias
na SIC Notícias
«O Euro-deputado é "obrigado" a escutar
um dos mais arrepiantes retratos da sociedade portuguesa que alguma vez se ouviu.»
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
DN - Opinião: "Referendar o Horror" | Esquerda.Net: “Direitos Fundamentais Não Se Referendam”
"Os deputados do PSD decidiram na quarta-feira, em reunião, por maioria, votar a favor da proposta de referendo sobre coadoção e adoção de crianças por homossexuais e aplicar disciplina de voto sobre esta matéria."
Eu acho muito bem, em nome do superior interesse da criança.
Também vão arranjar emprego para todos os pais e mães, em nome do superior interesse da criança.
Vão aumentar o salário dos pais e mães, e reduzir o horário de trabalho, em nome do superior interesse da criança.
Criar condições para que todas tenham direito a cuidados de saúde de forma rápida e eficaz, em nome do superior interesse da criança.
Reduzir o numero de alunos por turma, em nome do superior interesse da criança.
Equipar as escolas com meios e técnicos especializados e suficientes, em nome do superior interesse da criança.
E também vão todos para o grande raio que os parta, em nome do superior interesse da criança.
Os deputados do PSD (e, por que não dizê-lo?, os do CDS) acabaram de prestar mais um péssimo serviço à Democracia e à imagem que as e os portugueses têm da Assembleia da República.
Um nojo.
Eu digo: Um nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo... (até o infinito)!
Em cima, dois "posts" no Facebook, a propósito da proposta e aprovação, por parte do PSD, de um referendo sobre co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo.
Na Esquerda.Net está um artigo, que não posso deixar de referir, sobre esta temática, que tem por título, “Direitos fundamentais não se referendam”, e que podes ler clicando AQUI.
Fica, também o artigo de Fernanda Câncio, no DN - OPINIÃO, que eu considero muito bom e importante para reflexão e partilha...
JOÃO
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Info EESQUERDA.NET |Gestor da Dívida Pública Ganha o Dobro do Primeiro-Ministro
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sábado, 20 de outubro de 2012
Manuel António Pina [1943-2012] | "Os Gatos", de Manuel António Pina | Blog "Tantos gatos! "
Sabugal 1943 - Porto 2012
Manuel António Pina
O Prémio Camões 2011
Escritor, Poeta, Advogado e Jornalista, Manuel António Pina morreu ontem, sexta-feira, dia 19 de Outubro de 2012, aos 68 anos de idade, após doença prolongada, na cidade do Porto, onde vivia desde os 17 anos e onde ele esperava morrer, como referiu em 2011 após ter vencido o Prémio Camões:
"O Porto assenta-me perfeitamente. Provavelmente é aqui que vou morrer e hei-de ficar a fazer parte da cidade fisicamente".
Apesar de licenciado em Direito, na Universidade de Coimbra, exercia a advocacia, mas de forma graciosa e muito virada para a defesa de Associações ligadas à Cultura.
A sua profissão foi, sem dúvida, como Jornalista, nos vários ramos do jornalismo, tanto nos Jornais, como na Rádio e na Televisão.
Como escritor, tornou-o conhecido internacionalmente, especialmente na poesia.
Tem uma vasta obra que abrange a novelística, a dramaturgia e o ensaio. Entre os livros que publicou destacam-se:
"O Caminho de Casa" (1988), "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança" (1999), "A Noite" (2001), "Como se desenha uma casa" (2011) e "Todas as Palavras" (2012).
Recebeu o Prémio Camões em 2011 e é, sem dúvida, um dos poetas mais considerados da Língua Portuguesa.
Partiu! Tudo e todos têm um fim... Uns deixam mais saudades... Uns são seres únicos!...
Este homem partiu muito cedo, deixa muitas saudades e foi um dos meus seres únicos!Deixo, em jeito de homenagem, um fabuloso poema de um extraordinário homem que partiu cedo demais...Partiu! Tudo e todos têm um fim... Uns deixam mais saudades... Uns são seres únicos!...
Partilho-o de um Blog sobre Gatos, já que os gatos são uma das minhas paixões.
JOÃO
Do Blog "Tantos gatos!"
Tantos gatos!: Manuel António Pina 1943-2012
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012
Manuel António Pina 1943-2012
Há um deus único e secreto
em cada gato inconcretogovernando um mundo efémero
onde estamos de passagem
Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa
Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos
"Os gatos", de Manuel António Pina
(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011)
em cada gato inconcretogovernando um mundo efémero
onde estamos de passagem
Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa
Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos
"Os gatos", de Manuel António Pina
(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011)
Fotos: Clara Azevedo/CLICKLIGHT
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Morreu a Jornalista Margarida Marante [29 JUN 1959/5 OUT 2012] | Publico.pt
Sempre a achei uma óptima profissional e, se podia, não perdia nenhuma das suas entrevistas, nenhum dos debates que moderou...
Tenho pena que ela tenha sido vítima da inveja que existe como uma das características mais fortes dos portugueses.
Todos os que se destacam por serem muito bons e/ou muito bonitos, normalmente perdem com isso.
Sei que teve épocas difíceis e lamento que tenha partido tão nova.
Sinceramente, fiquei consternada, hoje.
Aos filhos vai a minha solidariedade.
JOÃO


sexta-feira, 25 de maio de 2012
Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Na Edição de 25 de Maio de 2012 | «O Inimigo Sobe a Parada: Nesta Edição Toda a Vida Privada do (AINDA) Ministro... (Estamos a Brincar: Publicámos Já Tudo Antes Que Ele Acabe Connosco)» | Na Rotativa: Algumas Frases Desta Edição
Podia Ter Acontecido!
Clica na imagem para a ampliares!
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Algumas Frases desta Edição - 25 de Maio de 2012
- NATO avisa que escudo anti-míssil não impede Relvas de dar tiros nos pés
- Álvaro tem um dos maiores ‘coisos’ da Europa
- Anderson Polga despede-se do Sporting com falha de marcação número 1 milhão
- Revisôres do INEMIGO adriram à gréve dos rvisores da CP pelo questa edissao pode ter errros otográficos inesprados
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WEHAVEKAOSINTHEGARDEN
Clica nesta link:
Clica na imagem para a ampliares!
Mais uma
"fabulástica" e surreal primeira página de "O Inimigo Público" com o seu humor
satírico, arrasador, cáustico, corrosivo e sempre em cima do
acontecimento, como é evidente pela imagem e legenda.
Triste
época a nossa! Alguns dos nossos governantes têm tanta falta de ética que até
dói!...
Podemos admitir que sejamos governados por pessoas com falta
de escrúpulos?!
Ficam, uma
vez mais, umas frases desta edição de "O Inimigo Público" da rubrica “Na
Rotativa”, para te aguçar o apetite a lê-las, on-line ou em papel, com os
respectivos textos que são sempre hilariantes.
JOÃO
sábado, 28 de abril de 2012
"MIGUEL" por Daniel Oliveira | No Arrastão
Deixo um texto belíssimo, de uma homenagem muito tocante, verdadeiramente comovente e bela por ser muito sentida, de um amigo do Miguel Portas, um camarada da esquerda grande, Daniel Oliveira.JOÃO
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
por Daniel Oliveira
Fica aqui o texto que publiquei, hoje, no "Expresso", sobre o Miguel. Pela intensa amizade e cumplicidade pessoal, política e profissional que com ele mantive, nos últimos 22 anos, falta-me o distanciamento que consegui ler noutros, em textos muito mais claros e relevantes sobre o que foi a vida e o percurso do Miguel. Tentei, mas não consegui. Uma espécie de anestesia não me deixa. Mas era obrigatório passar para o papel (era no papel que o Miguel se entendia) o imenso carinho que tinha, que tenho, que sempre hei de ter por este ruivo que mudou, em muitas coisas, talvez em muitas mais do que ele julgava, a minha vida. Sinto falta dele, e isso impede-me de escrever com clareza. Ficam as minhas desculpas por isso. Mas, mesmo assim, tenho de deixar escrito.

Nada tenho a escrever sobre política. O Miguel não me perdoaria isto. Deixar passar uma semana sem me entregar ao que sei fazer. As duas coisas a que me dediquei na vida – a política e o jornalismo – fiz ao lado dele, com ele. E para ele, por pior que tudo corresse, a escrita e a política não esperavam pelos nossos estados de alma. Nessa matéria, era implacável. Mas tinha, apesar disso, uma fome de vida como nunca vi em ninguém. E desconfiava de quem só vivia para grandes causas. Como podemos nós compreender o que devemos fazer pelos outros se nada sabemos deles? Como podemos nós lutar pelo outro se ele não for mais do que uma abstração? O Miguel gostava de pessoas antes de gostar de uma ideia.
Não, não me preparo para um panegírico. Panegíricos fazem-se a heróis. E o Miguel não era um herói. Não era uma estátua. Sim, foi detido com 15 anos pela PIDE. Sim, foi militante comunista quando era difícil. Sim, viveu sempre dividido entre a lealdade à sua “tribo” e o imperativo de não defender aquilo em que não podia acreditar. Mas, da sua coragem, o que mais importava era o desplante. Ter organizado os primeiros concertos em Lisboa quando isto era um deserto. Ter lançado um jornal e uma revista de esquerda quando isso era impensável. Ter-se mudado para o Alentejo e para a serra algarvia para trabalhar em desenvolvimento local quando o seu “estatuto” não o obrigaria. Ter voltado ao jornalismo, várias vezes, para nos oferecer maravilhosos documentários e livros. Ser, e isso era uma das nossas muitas cumplicidades, um incurável viajante. Os seus olhos terem continuado, até ao último dia, a brilhar com cada coisa nova que descobria, com cada coisa velha que defendia. Dos seus míticos ataques de fúria passarem com a mesma inesperada rapidez com que chegavam. Com as mulheres, com os lugares, com a política, com o trabalho, com tudo, o Miguel era intenso.
O Miguel era irremediavelmente humano em todos os seus defeitos e qualidade. Não faço um panegírico porque o Miguel não era apenas meu camarada. Não era sobretudo meu camarada. Era meu amigo. Com fraquezas, erros, injustiças. Como com todos os amigos, que não o são apenas por hábito, claro que me zanguei tantas vezes com o Miguel como ele se terá zangado comigo. Fizemos sempre as pazes sem uma palavra, apenas voltando porque tem de ser. O tempo permite que a amizade viva com o que não precisa de ser dito. E ao fim de 22 anos de um imenso carinho, mais de metade da minha vida, onde em cada momento me aparece o seu rosto, a sua voz, o seu riso estranho e o seu desvairado otimismo, os seus defeitos passaram a ser tão indispensáveis como as suas qualidades. Parte de mim.
O Miguel morreu (custa escrever) indecentemente cedo. Cedo demais para toda a energia que tinha e que, até ao último minuto, nunca o abandonou. Cedo demais para todos, e éramos muitos, que dele dependiam, como se depende de uma casa que, mesmo com infiltrações, sempre foi a nossa. Mas uma coisa é certa: o Miguel teve uma vida cheia. E encheu as dos outros. E como ele não me perdoaria que não falasse de política, deixou a nossa muitíssimo mais pobre. Há pouca gente com a sua ousadia. Na política, mundo repleto de bonecos insufláveis, não há quase ninguém. Sim, talvez o País aguente todas as perdas. Talvez a esquerda supere esta. Para mim, para todos os seus amigos, é que é mais difícil tapar este buraco.
Publicado na edição de hoje do "Expresso"
in Blog "ARRASTÃO"
Nada tenho a escrever sobre política. O Miguel não me perdoaria isto. Deixar passar uma semana sem me entregar ao que sei fazer. As duas coisas a que me dediquei na vida – a política e o jornalismo – fiz ao lado dele, com ele. E para ele, por pior que tudo corresse, a escrita e a política não esperavam pelos nossos estados de alma. Nessa matéria, era implacável. Mas tinha, apesar disso, uma fome de vida como nunca vi em ninguém. E desconfiava de quem só vivia para grandes causas. Como podemos nós compreender o que devemos fazer pelos outros se nada sabemos deles? Como podemos nós lutar pelo outro se ele não for mais do que uma abstração? O Miguel gostava de pessoas antes de gostar de uma ideia.
Não, não me preparo para um panegírico. Panegíricos fazem-se a heróis. E o Miguel não era um herói. Não era uma estátua. Sim, foi detido com 15 anos pela PIDE. Sim, foi militante comunista quando era difícil. Sim, viveu sempre dividido entre a lealdade à sua “tribo” e o imperativo de não defender aquilo em que não podia acreditar. Mas, da sua coragem, o que mais importava era o desplante. Ter organizado os primeiros concertos em Lisboa quando isto era um deserto. Ter lançado um jornal e uma revista de esquerda quando isso era impensável. Ter-se mudado para o Alentejo e para a serra algarvia para trabalhar em desenvolvimento local quando o seu “estatuto” não o obrigaria. Ter voltado ao jornalismo, várias vezes, para nos oferecer maravilhosos documentários e livros. Ser, e isso era uma das nossas muitas cumplicidades, um incurável viajante. Os seus olhos terem continuado, até ao último dia, a brilhar com cada coisa nova que descobria, com cada coisa velha que defendia. Dos seus míticos ataques de fúria passarem com a mesma inesperada rapidez com que chegavam. Com as mulheres, com os lugares, com a política, com o trabalho, com tudo, o Miguel era intenso.
O Miguel era irremediavelmente humano em todos os seus defeitos e qualidade. Não faço um panegírico porque o Miguel não era apenas meu camarada. Não era sobretudo meu camarada. Era meu amigo. Com fraquezas, erros, injustiças. Como com todos os amigos, que não o são apenas por hábito, claro que me zanguei tantas vezes com o Miguel como ele se terá zangado comigo. Fizemos sempre as pazes sem uma palavra, apenas voltando porque tem de ser. O tempo permite que a amizade viva com o que não precisa de ser dito. E ao fim de 22 anos de um imenso carinho, mais de metade da minha vida, onde em cada momento me aparece o seu rosto, a sua voz, o seu riso estranho e o seu desvairado otimismo, os seus defeitos passaram a ser tão indispensáveis como as suas qualidades. Parte de mim.
O Miguel morreu (custa escrever) indecentemente cedo. Cedo demais para toda a energia que tinha e que, até ao último minuto, nunca o abandonou. Cedo demais para todos, e éramos muitos, que dele dependiam, como se depende de uma casa que, mesmo com infiltrações, sempre foi a nossa. Mas uma coisa é certa: o Miguel teve uma vida cheia. E encheu as dos outros. E como ele não me perdoaria que não falasse de política, deixou a nossa muitíssimo mais pobre. Há pouca gente com a sua ousadia. Na política, mundo repleto de bonecos insufláveis, não há quase ninguém. Sim, talvez o País aguente todas as perdas. Talvez a esquerda supere esta. Para mim, para todos os seus amigos, é que é mais difícil tapar este buraco.
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