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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Info ESQUERDA.NET | Dossier: Impunidade da Banca

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Dossier: Impunidade da banca


A ganância dos banqueiros esteve na origem da crise financeira, mas passados seis anos são os contribuintes que continuam a pagar os estragos. A banca ficou impune e continua a ditar a sua lei aos Estados, que impõem a austeridade para conseguir uma das maiores transferências de que há memória dos rendimentos do trabalho para o capital. Dossier coordenado por Luís Branco.
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BES: Um tsunami que começa por uma zanga de família

Foram 145 anos do grupo bancário de todos os regimes que agora não sabe se consegue pagar as contas do próximo mês.
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Stiglitz, Renzi e a disputa no PS

Jorge Costa
Na falta de diferenças com a direita, os socialistas europeus consomem líderes.
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"Mandato de Durão foi de má memória para a Europa e Portugal"

Marisa Matias faz o balanço dos dez anos de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, um mandato marcado pela "destruição do Estado Social e de direitos que a UE tinha conquistado".
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Semedo acusa governo de partidarizar o BES

Coordenador do Bloco de Esquerda diz que governo e Banco de Portugal trocaram, no BES, "a família Espírito Santo pela família laranja do PSD" e critica "a confusão entre política, a finança e os negócios".
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Paulo Pena: "Separar política e banca seria de elementar bom senso"

Paulo Pena, jornalista e autor do livro "Jogos de Poder", falou ao esquerda.net sobre a responsabilidade dos bancos na crise dos últimos anos, as semelhanças entre os casos do BES e do BCP e o atual regime baseado na articulação entre o poder financeiro e político, "que subverte a política e também não é bom para a banca".
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Jovem palestiniano assassinado foi queimado vivo

Resultado preliminar da autópsia indica que Mohamad Abu Jedeir, de 16 anos, raptado e morto na terça-feira, ainda respirava quando foi queimado. Ministro palestiniano diz que "o rapaz foi queimado por dentro e por fora, possivelmente foi obrigado a beber carburante."
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7 de julho

"Mais Festa", secção não oficial, do Festival Internacional de Teatro de Setúbal

Inscrições e regulamento.
Setúbal, Teatro Estúdio Fontenova (Rua Doutor Sousa Gomes, 11).

Colóquio: "Emprego e empreendedorismo jovem"

Organização: AEP/CESAE.
Mais
informações.
Coimbra, Teatro da Cerca de São Bernardo, 9h30 - 13h.

Vigílias contra despedimento colectivo na Controlinveste

Mais informações.
Lisboa, Junto ao Edifício "Diário de Notícias" (Avenida da Liberdade, ao Marquês), 18h30. Porto, Junto ao Edifício "Jornal de Notícias" (Rua de Gonçalo Cristóvão), 18h30.

8 de julho

Lançamento do livro: "A dívida pública portuguesa", de João Cravinho

Apresentação de António Bagão Félix, Eduardo Paz Ferreira e Stuart Holland.
Ver
convite.
Lisboa, Livraria Buchholz – R Duque de Palmela 4, 18h30.

Apresentação do livro: "Política e Sociedade", de António Casimiro Ferreira

Apresentação de José Mouraz Lopes (presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses) e de Henrique Monteiro (jornalista).
Ver
convite.
Lisboa, CES Lisboa – Picoas Plaza R do Viriato 13 lj 117/118, 18h.

9 de julho

Documentários: "Fronteiras e Resistências", [Ciclo no âmbito do Colóquio Internacional "Epistemologias do Sul"]

Organização: Centro de Estudos Sociais/Projeto ALICE.
Mais
informações.
Coimbra, Teatro da Cerca de São Bernardo, 15h - 21h.

10 de julho

Coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, no programa Frente a Frente

Sic Notícias, 21h30..

11 de julho

Lançamento do livro: "Os fuzileiros de Goya", de Helena Belmonte

Ver evento no facebook.
Lisboa, espaço associativo MOB (Rua dos Anjos 12F), 21h.

Teatro/dança/vídeo/música/performance: BAILEnquanto – Um Convívio Imprevisto

Conceito e coordenação artística de Berta Teixeira. Com Eurico Lopes, Flávia Gusmão, João Vaz Silva, David Santos, Irina Sales Grade.
Mais
informações.
Coimbra, Pátio da Inquisição, 22h.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Dia Mundial do Teatro | 27 de Março




Gostei muito da imagem e da mensagem do Jornalista e Escritor, António Costa Santos.

Como AMO o teatro, desde menininha, partilho este seu "post" no Facebook, em agradecimento a tudo o que o TEATRO já me deu.

Viva o Teatro!!!

JOÃO



Viva o Dia Mundial do Teatro! Beijos, abraços e obrigados a todos os que há séculos e séculos nos entretêm, retratam, desassossegam e cultivam, actrizes e actores, encenadores e modistas, cenógrafos e maquinistas, dramaturgos e contra-regras, todos que se nos dão em 3D.


domingo, 19 de janeiro de 2014

OPINIÃO PÚBLICA | Nuno Melo Leva Uma Chapada de Luva Branca em Directo na SIC Notícias | Vídeo


Este vídeo, que te proponho que vejas e ouças com atenção, deixou-me completamente maravilhada.

O Eurodeputado eleito pelo CDS, Nuno Melo, ao ter participado no programa em directo, "Opinião Pública", na SIC Notícias, viu-se confrontado com uma interpelação frontal, sem papas na língua e dura, mas de forma calma e educada, por parte de um Gerente Comercial de Santarém, de 67 anos, com apenas a antiga 4.ª, "feita de pé descalço", que se tornou, desta forma, como que o porta-voz de um povo indignado e com perguntas muito pertinentes e bem colocadas.

Às vezes ouço o programa. Mas há temas que me deixam muito ansiosa e sinto-me mal. Tenho pena de não ter visto este para poder ouvir a resposta de Nuno Melo. Mas vou procurar ver se encontro, em vídeo, no site da SIC.

Não vou esquecer, porém, a conduta civilizada que este senhor, de seu nome José Latoeiro, teve e o acto de cidadania por ele realizado, com muita dignidade, contrastando com a Jornalista que, neste caso, e como eram várias questões e todas com justificação para serem colocadas, mesmo assim não conseguiu deixar de lhe cortar a palavra.

JOÃO
Nuno Melo leva uma chapada de luva branca em directo
na SIC Notícias

 

«O Euro-deputado é "obrigado" a escutar 
um dos mais arrepiantes retratos da sociedade portuguesa que alguma vez se ouviu.»

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DN - Opinião: "Referendar o Horror" | Esquerda.Net: “Direitos Fundamentais Não Se Referendam”




"Os deputados do PSD decidiram na quarta-feira, em reunião, por maioria, votar a favor da proposta de referendo sobre coadoção e adoção de crianças por homossexuais e aplicar disciplina de voto sobre esta matéria."

Eu acho muito bem, em nome do superior interesse da criança.
Também vão arranjar emprego para todos os pais e mães, em nome do superior interesse da criança.
Vão aumentar o salário dos pais e mães, e reduzir o horário de trabalho, em nome do superior interesse da criança.
Criar condições para que todas tenham direito a cuidados de saúde de forma rápida e eficaz, em nome do superior interesse da criança.
Reduzir o numero de alunos por turma, em nome do superior interesse da criança.
Equipar as escolas com meios e técnicos especializados e suficientes, em nome do superior interesse da criança.

E também vão todos para o grande raio que os parta, em nome do superior interesse da criança.

Os deputados do PSD (e, por que não dizê-lo?, os do CDS) acabaram de prestar mais um péssimo serviço à Democracia e à imagem que as e os portugueses têm da Assembleia da República.
Um nojo.


Eu digo: Um nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo, nojo... (até o infinito)!

Em cima, dois "posts" no Facebook, a propósito da proposta e aprovação, por parte do PSD, de um referendo sobre co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo.

Na Esquerda.Net está um artigo, que não posso deixar de referir, sobre esta temática, que tem por título, “Direitos fundamentais não se referendam”, e que podes ler clicando AQUI.

Fica, também o artigo de Fernanda Câncio, no DN - OPINIÃO, que eu considero muito bom e importante para reflexão e partilha...

JOÃO



Referendar o horror - Opinião - DN


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Info EESQUERDA.NET |Gestor da Dívida Pública Ganha o Dobro do Primeiro-Ministro

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Gestor da dívida pública ganha o dobro do primeiro-ministro

Dias antes de Vítor Gaspar ter congelado as despesas da administração pública, o Governo fez outro despacho que permite ao jovem presidente do IGCP ganhar mais do dobro do salário de Passos Coelho. Os dois vogais da sua administração também ficam a ganhar mais que o salário fixado para o Presidente da República. A decisão teve o aval do CDS, que na oposição propunha impedir salários acima do PR.Ler mais.

Coordenadores bloquistas defendem renegociação da dívida em Bruxelas"

João Semedo e Catarina Martins reuniram esta quarta-feira com os eurodeputados da Esquerda Unitária (GUE/NGL) para propor uma resposta europeia diferente da que tem levado ao "colapso económico" dos países em dificuldades, tornando-os "escravos da dívida". Renegociar e anular parcialmente a dívida é a única forma de promover a economia com políticas de emprego, defendem.Ler mais.

"Governo decidiu fechar o país", diz reitor da Universidade de Lisboa

Sampaio da Nóvoa reagiu em comunicado ao despacho de congelamento das despesas da administração pública, assinado por Vítor Gaspar. "É assim que se resolvem os problemas de Portugal?", pergunta o reitor da Universidade de Lisboa. Ler mais.

"Se não tem jardins suspensos este Governo tem Relvas suspenso"

"O despacho de Vítor Gaspar é um acto ilegal e punitivo para castigar as instituições e o regime", e isso "não é passível de ser respeitado" em democracia, afirmou Luís Fazenda.Ver vídeo.

Depois de um líder carismático, o quê?

Immanuel Wallerstein
A maioria dos analistas parecem concordar que o sucessor escolhido por Hugo Chávez, Nicolás Maduro, vai vencer. A questão interessante é saber o que acontecerá depois.
Ler mais.

Dívidas alemãs à Grécia quase totalizam valor dos resgates

Peritos do Ministério das Finanças da Grécia elaboraram um relatório no qual concluem que as dívidas da Alemanha para com o povo grego, ainda não saldadas, ascendem a cerca de 162 mil milhões de euros, valor quase igual ao dos resgates da troika.Ler mais.

Colóquio sobre Jornalismo e Cidadania evoca João Mesquita

Três colóquios em Coimbra debatem facetas do jornalista e do cidadão empenhado que morreu em 2009 e que se destacou no jornalismo, no sindicalismo e na cidadania.Ler mais.



11 de abril

Evocação João Mesquita (1957-2009) – Jornalismo e Cidadania

Ver cartaz.
Jornalista e Jornalismo – Com José Pedro Castanheira (jornalista Expresso) e Fernando Paulouro (jornalista e escritor). Moderação de João figueira (Faculdade Letras – Universidade de Coimbra). Coimbra, Anfiteatro VI da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 14h às 23h.
Sindicalista e sindicalismo – Com Paulo Martins (jornalista do Jornal de Notícias) e Alfredo Maia (presidente do sindicato dos jornalistas). Moderação de Carlos Camponez (Faculdade Letras – Universidade de Coimbra)
Coimbra, Anfiteatro VI da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 15h45.
Cidadão e Cidadania – Pedro Martins Rodrigues (IST/Universidade Técnica de Lisboa), João Santana (professor, co autor do livro "Académica – Histórias do Futebol), José António Bandeirinha (FCT/Universidade de Coimbra) e Francisco Louçã (ISEG/Universidade Técnica de Lisboa). Moderação de Ana Teresa Peixinho (Faculdade de Letras/Universidade de Coimbra).
Coimbra, Casa da Escrita (Câmara Municipal de Coimbra – Departamento de Cultura – Rua João Jacinto), 21h.

Apresentação do livro: "Não vos rendais!", de Stephane Hessel

Com Belandina Vaz e Pedro Vieira.
Ver
evento no facebook.
Lisboa, espaço associativo
MOB (Tv da Queimada 33 – Bairro Alto), 21h30.

Sessão Pública: Defesa da Escola Pública

Com a presença do Deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda.
Caldas da Rainha, Auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, 21h30.

12 de abril

Inconformação 2013

Mais informações.
Porto, sede do Bloco no Porto (R Álvares Cabral, nº 77).

Lançamento do livro: Portugal, Uma sociedade de classes – Polarização social e vulnerabilidade

Organização: Renato Miguel do Carmo. Apresentação por António Firmino da Costa (ISCTE-IUL) e José Manuel Mendes (Universidade de Coimbra).
Ver
convite.
Lisboa, ISCTE-IUL – Auditório Silva Leal, Ala Autónoma, 18h.

13 de abril

Inconformação 2013

Mais informações.
Porto, sede do Bloco no Porto (R Álvares Cabral, nº 77).

Debate: "O Estado Social no Estado de Direito Democrático"

Organização: Congresso Democrático das Alternativas.
Ver mais
informações e evento no facebook.
Coimbra, Galeria Bar Santa Clara (junto ao Portugal dos Pequenitos – localização no
Google Maps), 14h.

Debate: "Vencer a crise com a Segurança Social"

Organização: Congresso Democrático das Alternativas.
Ver mais
informações.
Lisboa, Auditório do STEC Largo Machado de Assis, Lote A (junto à Av. Roma e ao metro Roma – localização no
Google Maps), 14h30.

Sessão Pública: Governo de Esquerda

Com Catarina Martins, Alice Brito, José Carlos Silva e João Santos.
Ver
cartaz.
Setúbal, Câmara Municipal – Sala Sessões Passos do Concelho (Pç do Bocage), 15h.

Livros das nossas vidas

Nesta sessão Eduarda Dionísio fala do livro "Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett.
Lisboa,
Casa da Achada, 16h.

Inauguração sede concelhia do Bloco no Barreiro

Com Catarina Martins e Mariana Aiveca.
Barreiro, Rua Miguel Bombarda, nº 3 D (entre a Portugal Telecom e a antiga loja do Militão), 18h.

Sessão Pública: "Em defesa do Hospital Público de Barcelos"

Com João Semedo (coordenador do Bloco de Esquerda), Miguel Costa Gomes (presidente da Câmara Municipal), Jorge Almeida (médico, membro da direção do SMN e dirigente da FNAM), Teresa Geraldes Bastos (enfermeira do HSMM – Barcelos) e Armando Caldas (médico do HSMM – Barcelos). Moderação de Pedro Vila Chã, jornalista do JN.
Ver
cartaz.
Barcelos, Auditório da Câmara Municipal, 21h30.

14 de abril

Inconformação 2013

Mais informações.
Porto, sede do Bloco no Porto (R Álvares Cabral, nº 77).

Mob Doc: "Pega de Caras", de J. Kossakowski

Um mergulho no universo arcaico das touradas.
Lisboa, espaço associativo
MOB (Tv da Queimada 33 – Bairro Alto), 21h30.


sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina [1943-2012] | "Os Gatos", de Manuel António Pina | Blog "Tantos gatos! "

Sabugal 1943 - Porto 2012

Manuel António Pina
O Prémio Camões 2011

Escritor, Poeta, Advogado e Jornalista, Manuel António Pina morreu ontem, sexta-feira, dia 19 de Outubro de 2012, aos 68 anos de idade, após doença prolongada, na cidade do Porto, onde vivia desde os 17 anos e onde ele esperava morrer, como referiu em 2011 após ter vencido o Prémio Camões
"O Porto assenta-me perfeitamente. Provavelmente é aqui que vou morrer e hei-de ficar a fazer parte da cidade fisicamente".
Apesar de licenciado em Direito, na Universidade de Coimbra, exercia a advocacia, mas de forma  graciosa e muito virada para a defesa de Associações ligadas à Cultura.
A sua profissão foi, sem dúvida, como Jornalista, nos vários ramos do jornalismo, tanto nos Jornais, como na Rádio e na Televisão.

Como escritor, tornou-o conhecido internacionalmente, especialmente na poesia.
Tem uma vasta obra que abrange a novelística, a dramaturgia e o ensaio. Entre os livros que publicou destacam-se:
"O Caminho de Casa" (1988), "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança" (1999), "A Noite" (2001), "Como se desenha uma casa" (2011) e "Todas as Palavras" (2012).
Recebeu o Prémio Camões em 2011 e é, sem dúvida, um dos poetas mais considerados da Língua Portuguesa.
Partiu! Tudo e todos têm um fim... Uns deixam mais saudades... Uns são seres únicos!...
Este homem partiu muito cedo, deixa muitas saudades e foi um dos meus seres únicos!Deixo, em jeito de homenagem, um fabuloso poema de um extraordinário homem que partiu cedo demais...
Partilho-o de um Blog sobre Gatos, já que os gatos são uma das minhas paixões.
JOÃO


Do Blog "Tantos gatos!"



Tantos gatos!: Manuel António Pina 1943-2012

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012





Manuel António Pina 1943-2012




Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem


Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos



"Os gatos", de Manuel António Pina

(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011)
 

Fotos: Clara Azevedo/CLICKLIGHT

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Morreu a Jornalista Margarida Marante [29 JUN 1959/5 OUT 2012] | Publico.pt



Jornalista Margarida Marante

[29 Jun 1959/5 Out 2012]

Não sei se vou chocar muitos amigos de esquerda, mas eu gostava muito de ver os programas da Margarida Marante.
Sempre a achei uma óptima profissional e, se podia, não perdia nenhuma das suas entrevistas, nenhum dos debates que moderou...
Tenho pena que ela tenha sido vítima da inveja que existe como uma das características mais fortes dos portugueses.
Todos os que se destacam por serem muito bons e/ou muito bonitos, normalmente perdem com isso.
Sei que teve épocas difíceis e lamento que tenha partido tão nova.
Sinceramente, fiquei consternada, hoje.
Aos filhos vai a minha solidariedade.
JOÃO



Morreu Margarida Marante - Media - PUBLICO.PT

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido | Na Edição de 25 de Maio de 2012 | «O Inimigo Sobe a Parada: Nesta Edição Toda a Vida Privada do (AINDA) Ministro... (Estamos a Brincar: Publicámos Já Tudo Antes Que Ele Acabe Connosco)» | Na Rotativa: Algumas Frases Desta Edição

Se Não Aconteceu...
Podia Ter Acontecido!

 
Na Edição de 25 de Maio de 2012

Clica na imagem para a ampliares!
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Algumas Frases desta Edição - 25 de Maio de 2012
  • NATO avisa que escudo anti-míssil não impede Relvas de dar tiros nos pés
  • Álvaro tem um dos maiores ‘coisos’ da Europa
  • Anderson Polga despede-se do Sporting com falha de marcação número 1 milhão
  • Revisôres do INEMIGO adriram à gréve dos rvisores da CP pelo questa edissao pode ter errros otográficos inesprados
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WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

Clica nesta link:

Clica na imagem para a ampliares!

Mais uma "fabulástica" e surreal primeira página de "O Inimigo Público" com o seu humor satírico, arrasador, cáustico, corrosivo e sempre em cima do acontecimento, como é evidente pela imagem e legenda.
Triste época a nossa! Alguns dos nossos governantes têm tanta falta de ética que até dói!...
Podemos admitir que sejamos governados por pessoas com falta de escrúpulos?!
Ficam, uma vez mais, umas frases desta edição de "O Inimigo Público" da rubrica “Na Rotativa”, para te aguçar o apetite a lê-las, on-line ou em papel, com os respectivos textos que são sempre hilariantes.
JOÃO

sábado, 28 de abril de 2012

"MIGUEL" por Daniel Oliveira | No Arrastão

Deixo um texto belíssimo, de uma homenagem muito tocante, verdadeiramente comovente e bela por ser muito sentida, de um amigo do Miguel Portas, um camarada da esquerda grande, Daniel Oliveira.
JOÃO



Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
por Daniel Oliveira
Fica aqui o texto que publiquei, hoje, no "Expresso", sobre o Miguel. Pela intensa amizade e cumplicidade pessoal, política e profissional que com ele mantive, nos últimos 22 anos, falta-me o distanciamento que consegui ler noutros, em textos muito mais claros e relevantes sobre o que foi a vida e o percurso do Miguel. Tentei, mas não consegui. Uma espécie de anestesia não me deixa. Mas era obrigatório passar para o papel (era no papel que o Miguel se entendia) o imenso carinho que tinha, que tenho, que sempre hei de ter por este ruivo que mudou, em muitas coisas, talvez em muitas mais do que ele julgava, a minha vida. Sinto falta dele, e isso impede-me de escrever com clareza. Ficam as minhas desculpas por isso. Mas, mesmo assim, tenho de deixar escrito.

Nada tenho a escrever sobre política. O Miguel não me perdoaria isto. Deixar passar uma semana sem me entregar ao que sei fazer. As duas coisas a que me dediquei na vida – a política e o jornalismo – fiz ao lado dele, com ele. E para ele, por pior que tudo corresse, a escrita e a política não esperavam pelos nossos estados de alma. Nessa matéria, era implacável. Mas tinha, apesar disso, uma fome de vida como nunca vi em ninguém. E desconfiava de quem só vivia para grandes causas. Como podemos nós compreender o que devemos fazer pelos outros se nada sabemos deles? Como podemos nós lutar pelo outro se ele não for mais do que uma abstração? O Miguel gostava de pessoas antes de gostar de uma ideia.

Não, não me preparo para um panegírico. Panegíricos fazem-se a heróis. E o Miguel não era um herói. Não era uma estátua. Sim, foi detido com 15 anos pela PIDE. Sim, foi militante comunista quando era difícil. Sim, viveu sempre dividido entre a lealdade à sua “tribo” e o imperativo de não defender aquilo em que não podia acreditar. Mas, da sua coragem, o que mais importava era o desplante. Ter organizado os primeiros concertos em Lisboa quando isto era um deserto. Ter lançado um jornal e uma revista de esquerda quando isso era impensável. Ter-se mudado para o Alentejo e para a serra algarvia para trabalhar em desenvolvimento local quando o seu “estatuto” não o obrigaria. Ter voltado ao jornalismo, várias vezes, para nos oferecer maravilhosos documentários e livros. Ser, e isso era uma das nossas muitas cumplicidades, um incurável viajante. Os seus olhos terem continuado, até ao último dia, a brilhar com cada coisa nova que descobria, com cada coisa velha que defendia. Dos seus míticos ataques de fúria passarem com a mesma inesperada rapidez com que chegavam. Com as mulheres, com os lugares, com a política, com o trabalho, com tudo, o Miguel era intenso.

O Miguel era irremediavelmente humano em todos os seus defeitos e qualidade. Não faço um panegírico porque o Miguel não era apenas meu camarada. Não era sobretudo meu camarada. Era meu amigo. Com fraquezas, erros, injustiças. Como com todos os amigos, que não o são apenas por hábito, claro que me zanguei tantas vezes com o Miguel como ele se terá zangado comigo. Fizemos sempre as pazes sem uma palavra, apenas voltando porque tem de ser. O tempo permite que a amizade viva com o que não precisa de ser dito. E ao fim de 22 anos de um imenso carinho, mais de metade da minha vida, onde em cada momento me aparece o seu rosto, a sua voz, o seu riso estranho e o seu desvairado otimismo, os seus defeitos passaram a ser tão indispensáveis como as suas qualidades. Parte de mim.

O Miguel morreu (custa escrever) indecentemente cedo. Cedo demais para toda a energia que tinha e que, até ao último minuto, nunca o abandonou. Cedo demais para todos, e éramos muitos, que dele dependiam, como se depende de uma casa que, mesmo com infiltrações, sempre foi a nossa. Mas uma coisa é certa: o Miguel teve uma vida cheia. E encheu as dos outros. E como ele não me perdoaria que não falasse de política, deixou a nossa muitíssimo mais pobre. Há pouca gente com a sua ousadia. Na política, mundo repleto de bonecos insufláveis, não há quase ninguém. Sim, talvez o País aguente todas as perdas. Talvez a esquerda supere esta. Para mim, para todos os seus amigos, é que é mais difícil tapar este buraco.

Publicado na edição de hoje do "Expresso"

in Blog "ARRASTÃO"