domingo, 4 de julho de 2010

Instituto Português de Oncologia de Lisboa | Folheto Informativo «O Sol e a Pele»

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa aposta na prevenção e divulga um Folheto Informativo «O Sol e a Pele», cujo objectivo é a divulgação à população para os perigos da exposição ao Sol e o alerta para os sinais, sintomas e, claro, informações e conselhos úteis para a prevenção de doenças da pele relacionadas com o Sol visto que o excesso de exposição ao Sol pode chegar a causar cancro de pele, sendo que o melanoma é o cancro de pele mais agressivo e, não detectado a tempo, mortal.
Por tudo isto convém que todos conheçamos ao detalhe esse Folheto Informativo «O Sol e a Pele» e o divulguemos pela família, amigos e contactos.

Vou deixar o folheto em imagens que terás que aumentar clicando 2 vezes sobre elas para que as consigas ver e ler capazmente.

JOÃO



Instituto Português de Oncologia de Lisboa
Rua Professor Lima Basto, 1099-023 Lisboa
Tel. geral: 217 229 800

As Crises do Capitalismo | Animação do Sociólogo David Harvey

O Sociólogo David Harvey questiona se não chegou já o tempo de deixarmos para trás o capitalismo e alharmos para uma nova ordem social que nos permita viver dentro de um sistema que realmente possa ser responsável, justo e humano.

Eu digo que se olharmos para as explicações neste filme animado, baseado numa palestra deste sociólogo, explicações muito claras sobre a sociedade capitalista e as suas consequências, temos que dar razão a David Harvey e fazermos algo que mude radicalmente o sistema em que vivemos. Este sistema não nos serve!

JOÃO
As crises do capitalismo
tvesquerda | 3 Julho 2010
Nesta animação, o sociólogo David Harvey explica a actual crise e desafia-nos a construir uma nova ordem social, mais justa e humana.

Escritor Jorge Luis Borges (1899-1986) | Poema «Os Justos»

Numa sociedade cada vez mais injusta, menos humana, num Mundo cada vez mais desigual, este poema continua actual, a precisar ser lido e que se medite sobre ele, pois tem uma mensagem bem didáctica, quando todos sabemos que quem tem valor são os senhores do dinheiro e dos negócios protegidos, da especulação, da corrupção, das benesses dos governos, e não os seres comuns que tudo o que fazem é para engordar as contas bancárias desses senhores.

Uma sociedade que dá valor aos seus trabalhadores, uma sociedade que corta na cultura, é uma sociedade que não quer salvar o Mundo!

Temos que dar valor à cultura que ajuda a preencher a vida daqueles que, trabalhando, às vezes só têm um conforto: as ARTES! São elas que alimentam a alma e tornam possível aguentar as agruras da vida.

Com os cortes na cultura, o nosso mundo não é nem pode ser JUSTO!

JOÃO


 Os Justos

Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.

Jorge Luis Borges, in "A Cifra"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral

Mesa Nacional do Bloco de Esquerda | Francisco Louçã: Governo Vive em Fantasia Orçamental"

Este Sábado, dia 3 de Julho, a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda reuniu e decidiu várias iniciativas para a luta contra a política de desemprego e austeridade, numa clara alternativa socialista contra a política deste Governo.

Fica a matéria que já saiu no Esquerda.Net sobre este tema.

JOÃO

Louçã: "Governo vive em fantasia orçamental"
No fim da reunião da Mesa Nacional bloquista, Francisco Louçã disse que o optimismo de Sócrates sobre o desemprego é desmentido pelos números do governo.
Artigo | 3 Julho, 2010 - 19:58
Foto Paulete Matos

Os comícios de verão do Bloco arrancam este domingo para apresentar a alternativa socialista contra a política de desemprego e austeridade.


Louçã apresentou as iniciativas do Bloco para os próximos meses, com o início do ciclo de comícios de rua “para apresentar a alternativa socialista contra a política de desemprego e austeridade”. Para o dia 10 de Setembro ficou marcada uma “jornada nacional contra o desemprego". O objectivo é “mostrar que, no mesmo momento em que se discute o Orçamento do Estado e se tomam decisões sobre a vida económica para 2011, existe uma alternativa de esquerda”, afirmou o dirigente do Bloco.

“O Governo está a viver num período de fantasia orçamental. Quando olhamos para o próximo ano, é o Governo que nos vem desmentir as palavras do primeiro ministro. A situação que este ano é má, para o próximo ano será pior e haverá mais desemprego”, disse Francisco Louçã, comentando os dados do relatório de orientação orçamental entregue sexta feira no Parlamento. No entender do deputado bloquista, eles “acentuam a realidade grave que é o efeito recessivo provocado pelas medidas do próprio Governo”.

“O pacote PS/PSD, que atacou os salários e aumentou os impostos, produz uma recessão à vista no ano de 2011”, assinala Louçã. “Se há mais desemprego haverá mais custos para a sociedade e será difícil obter qualquer objetivo de controlo orçamental”, alertou.

“O primeiro ministro diz que é o único homem a puxar pelo país, percebemos agora que com a sua política está a puxar o país para baixo”, acrescentou ainda o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

O relatório de orientação da política orçamental veio rever em baixa as previsões do crescimento da economia feitas em Março, incluindo agora o efeito das medidas do PEC e do PEC 2, como os aumentos do IVA, IRS, IRC ou os cortes nos apoios sociais. O governo prevê colocar o défice nos 3% do PIB em 2012, mas nas contas de Teixeira dos Santos o crescimento da economia será menor que o previsto: 0,5% em 2011 (em vez dos 0,9% inicialmente previstos), 1,1% em 2011 e 1,7% em 2013. As novas previsões para o desemprego em 2011 ficam três décimas acima do que o governo dizia em Março, devendo chegar aos 10,1%.

Questionado pelos jornalistas na conferência de imprensa, Louçã rejeitou a proposta defendida por Passos Coelho para uma revisão da Constituição antes das eleições presidenciais. “A revisão constitucional do PSD é uma forma de vampirizar os recursos escassos num país que precisa de melhor saúde e educação, e de os tornar mais difíceis, mais caros e mais injustos”, acusou, acrescentando a oposição do Bloco a “qualquer limite constitucional à política orçamental” ou a “qualquer redução do pluralismo ou da proporcionalidade nas leis eleitorais”.

sábado, 3 de julho de 2010

Marcha Mundial de Mulheres no Fórum Social Europeu | Istambul | Almerinda Bento

Almerinda Bento fala, no vídeo, da Marcha Mundial das Mulheres, encontro europeu que juntou mais de 500 mulheres de 22 países, na véspera do Fórum Social Europeu.

JOÃO


Marcha Mundial das Mulheres (Istambul)
Almerinda Lopes Bento (UMAR) - 2010/06/30
beinternacionaleu | 3 de julho de 2010
Centenas de mulheres de mais de 20 países marcharam nas ruas de Istambul, onde se realiza o Fórum Social Europeu. Almerinda Bento, da UMAR, explica o objectivo desta marcha.

Noticia de Rebelión enviada por Maria João Baptista da Silva

Portada :: Europa
Aumentar tamaño del texto Disminuir tamaño del texto Partir el texto en columnas Ver como pdf 01-07-2010

Unión Europea amenaza con dictaduras militares



  Jose Durao Barroso, ex Primer Ministro de Portugal y actual Presidente de la Comisión Europea ha advertido a los sindicatos y movimientos populares de Europa que si no aceptan los paquetes neoliberales de austeridad, podrían instalarse dictaduras militares en España, Grecia y Portugal.

Barroso, el más alto funcionario del ejecutivo europeo, "nos traumatizó con una visión apocalíptica del colapso de democracias en Europa debido a su situación de endeudamiento", recuerda John Monks, Secretario General de la Confederación de Sindicatos de Europa (ETUC). Su mensaje "fue tajante: si no se implantan los paquetes de medidas de austeridad, en esos países podría desaparecer la democracia como la conocemos actualmente. No hay otra alternativa."

La burguesía europea plantea, en otras palabras, un ultimátum al movimiento obrero y popular: paguen sumisamente los costos de la crisis que el gran capital ha causado, o se los hacemos paga r por la vía de la bota militar. En lenguaje político: si ofrecen resistencia a la reducción de su nivel de vida pasaremos de la dictadura burguesa velada (democracia representativa) a la dictadura burguesa abierta.

La amenaza es real por varias razones. En primer lugar, por el status del emisor del mensaje. Barroso es el más alto funcionario del Estado regional europeo y, por lo mismo, el capo di capi visible de su clase política. En segundo lugar, por el status de los receptores del mensaje, la European Trade Union Confederation (ETUC). Finalmente, por el hecho, de que las dictaduras militares desaparecieron apenas hace unos treinta años de estos países. La dictadura falangista en España duró formalmente de 1936 hasta 1978; la última dictadura militar en Grecia (G. Papadopoulos) de 1967 hasta 1975 y la dictadura portuguesa de Salazar sobrevivió de 1932 hasta 1974. Reinstalar el terrorismo de Estado en la periferia sureña d e la Unión Europea ---sea en forma abierta como en Grecia en 1967 o en Honduras en el 2010, o en forma encubierta como en Colombia--- para proteger las disfuncionales relaciones de producción capitalistas y los intereses de los poderosos, no será ningún problema en un continente, cuya clase dominante inventó el fascismo, el falangismo y el nacionalsocialismo. Y en cuya cuna de modernidad, Francia, el gobierno (Pompidou-de Gaulle) rodeó el 29 de mayo de 1968 Paris con los tanques del Ejército francés, para romper el paro general de obreros y estudiantes, si fuese necesario.

La amenaza de usar la violencia del Estado contra la resistencia de los pobres se complementa con un reporte de Merrill Lynch-Capgemini que informa que los ricos del mundo se hicieron aún más ricos en la peor crisis capitalista mundial desde la Gran Depresión de los años treinta. El número de millonarios en el mundo subió el año pasado a diez millones (+ 17%), que juntos representan una riqueza to tal de 39 billones de dólares. De esos plutócratas, 2.87 millones viven en Estados Unidos; 1.65 millones en Japón; 861,000 en Alemania y 477,00 en China.

La lectura de ambas informaciones ---la advertencia de Barroso y el perverso aumento de la riqueza de los plutócratas en tiempos de severa crisis económica mundial--- no deja duda alguna sobre el carácter de clase del capitalismo que vivimos y sus sujetos principales, las grandes burguesías. Si fuera necesario volver a establecer campos de concentración para proteger las ganancias, como en los años treinta, esos sujetos volverían a establecerlas.

Para las mayorías y los intelectuales críticos la lección es igualmente clara. Es preciso emular la actitud del movimiento obrero e intelectual europeo de 1847. Cuando en 1847 quedó evidente que 1848 iba a ser un año de grandes convulsiones sociales y políticas, la vanguardia europea encargó a Marx y Engels redactar un Programa Regional de Acción, que orien tara a las mayorías en la defensa de sus legítimos intereses. Ese programa de alternativas estratégicas y medidas tácticas, fue el "Manifiesto Comunista".

Hoy día conocemos el Modo de Producción del Socialismo del Siglo XXI ---planeación democrática, valor de trabajo y principio de equivalencia--- y su superestructura política (Ueberbau), la democracia participativa. Lo que nos falta, a diferencia de 1847, son sindicatos e intelectuales con conciencia de clase y teoría crítica. Por eso, las mayorías europeas se encuentran sin defensas ante la amenaza "apocalíptica" del terrorismo de Estado burgués que su más alto funcionario acaba de lanzar.

Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.



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Francisco Louçã: Um Quinto é Deles | «os donos de Portugal (...) o poder económico»

Ficam umas notas de Francisco Louçã, no Facebook, sobre um estudo cujo assunto está em título.

Vale a pena leres o texto e veres, com atenção o gráfico que, ao clicares sobre a sua imagem 2 vezes, ele será aumentado a ponto de o conseguires perceber, analisar e, assim, veres a verdade pura e dura do poder económico do nosso país. É um estudo a não perdermos!

JOÃO


Notas de
Francisco Louçã
no Facebook

Francisco Louçã: Um quinto é deles
Ontem às 23:24
Com um grupo de colegas, estou a terminar um livro sobre os últimos cem anos da vida portuguesa, desde 1910 até 2010. O que investigamos são os donos de Portugal, a história dos negócios e das protecções que fizeram o poder económico.

Aqui está um dos resultados: neste gráfico tem o peso das cem maiores fortunas, contando só com os valores declarados em Bolsa, no conjunto do PIB:

(ver gráfico)

O que se verifica é que essas cem maiores fortunas (só essas) representam recentemente cerca de 20% do total do produto de dez milhões de pessoas. Um quinto de tudo o que fazemos é deles.

Em dois anos (depois de 2003 e em 2009) há uma descida, porque se trata de valores em Bolsa e nesses anos houve crise nos mercados financeiros. Mas, como se vê, recuperam depressa. E a tendência é que cresça sempre a concentração de riqueza. Os números falam por si.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ministra da Saúde: Ana Jorge Apela às Famílias para Fazerem Sopa em Casa

Devo dizer que fiquei pasmada com os conselhos da Ministra da Saúde às famílias Portuguesas porque ela se esqueceu de aconselhar quem já só come sopa, e desta sopa que vos deixo, no vídeo em baixo.

Ora vejam como muitas famílias portuguesas estão a se alimentar com a sua sopa!

E, para ouvires os sábios conselhos da Ministra Ana Jorge, clica AQUI.

JOÃO

«Façam sopa em casa», apela Ana Jorge
Hoje às 14:39

A ministra da Saúde apelou, esta sexta-feira, às famílias para aproveitarem a situação de crise e substituírem o "fast-food" por sopa, tornando, assim, a alimentação mais saudável e barata.

Apelo às crianças e famílias que aproveitem a necessidade de contenção para fazerem sopa em casa, por forma a não gastarem em 'fast-food' que, para além de fazer mal, é mais caro», disse Ana Jorge.

A ministra falava à margem de uma reunião do Hospital da Prelada, no Porto, sobre a obesidade.

A Sopa
Uma idosa prepara uma sopa... Até onde se pode fingir?
Data 25/06/2010 | Duração 00:01:49 | Sapo Vídeos

Miguel Portas | Cortar nas Pessoas Erradas | Cortes na Cultura Portuguesa

Miguel Portas, o Eurodeputado do BE no Parlamento Europeu, fala sobre os cortes a eito, feitos nos projectos culturais portugueses fazendo perigar postos de trabalho, criando vítimas em grupos de trabalho onde as pessoas não têm, sequer, direito a subsídios de desemprego, porquanto o Estado não vai responder pelas dívidas feitas em projectos culturais que já assinou e que já estão em processo de execução ou de conclusão e sem meios para se poderem concluir devido aos cortes...

Em entrevista à Antena 1, Miguel Portas deixa este recado à Ministra da Cultura, Grabriela Canavilhas: "Se não se consegue cumprir com o que se assinou com os artistas e com os meios culturais em Portugal, a única saída digna é a saída da Ministra".

É mais uma entrevista muito interessante de Miguel Portas que vale a pena ouvir e não perder.

JOÃO

Miguel Portas no programa "Conselho Superior"
Antena 1 - 2010/07/02
 
beinternacionaleu 2 de Julho de 2010
Cortar nas pessoas erradas

Se Não Aconteceu... Podia Ter Acontecido! 2 de Julho de 2010 | Frase do Dia

Se Não Aconteceu...
Podia Ter Acontecido!


Esta é a página de "O Inimigo Público" desta Sexta-Feira, dia 2 de Julho.

Uma primeira página com muitos temas, mas com a realidade principal: o regresso dos Portugueses ao país, ou seja, à realidade!... O futebol acabou e o "faz-de-conta", também!

Vamos enfrentar, sorrindo, mais uma nova crise no início de um novo mês.

JOÃO

Clica na imagem 2 vezes para a aumentares!
 
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Subornar árbitros vai ficar mais caro a partir de hoje
 devido à subida do IVA dos preservativos para 6%
João Henrique

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Manuel Alegre em Jantar Ontem com 16 Economistas: “Reduzir Direitos Sociais na Constituição é Subverter a Democracia”

"Que cada um faça desta campanha
um sinal de mudança e de renovação"

O candidato presidencial Manuel Alegre jantou, ontem, em Lisboa, com 16 conceituados economistas. O jantar serviu para uma e análise da situação económica nacional e mundial.
Fica uma matéria sobre o assunto em título, que saiu hoje no Esquerda.Net.
JOÃO
Alegre: “Reduzir direitos sociais na Constituição é subverter a democracia”
O candidato presidencial encontrou-se com vários economistas para analisar a situação económica nacional e mundial. Manuel Alegre considera que o programa de austeridade em curso na Europa é imposto pela direita liberal.
Artigo | 1 Julho, 2010 - 13:09

Manuel Alegre recusa uma revisão constitucional que diminua os direitos sociais dos portugueses e afirmou-o em declarações à imprensa, no final de um jantar que decorreu esta quarta-feira, em Lisboa, com 16 economistas, que analisaram a situação económica nacional e mundial.

Entre os economistas estavam os professores universitários Adelino Fortunato, António Carlos Santos (ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Elísio Estanque, João Caraça (director do Serviço Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian) e João Leão.

Participaram também no jantar o deputado socialista João Galamba, João Rodrigues (doutorando na Universidade de Manchester), o investigador José Castro Caldas, o deputado do Bloco de Esquerda José Guilherme Gusmão e os professores universitários José Reis (ex-secretário de Estado do Ensino Superior), Luís Nazaré, Manuel Caldeira Cabral, Manuel Ennes Ferreira, Miguel St Aubyn, Nuno Serra e Sandro Mendonça.

No final do encontro, Manuel Alegre disse que entre o grupo de economistas houve um debate plural, “mas com uma grande convergência".

"Há soluções para a crise, para Portugal e para a Europa, mas soluções que implicam uma grande reforma na Europa”.

Neste ponto, o candidato presidencial evidenciou a necessidade de avanços na coordenação económica europeia, maior regulação financeira e a criação de mecanismos de solidariedade.

Segundo Manuel Alegre, o dilema da União Europeia é o seguinte: "ou este programa organizado de austeridade imposto pela direita liberal europeia, que pode implicar um grande retrocesso civilizacional; ou a reforma de mais união, maior coordenação e mais consensos na União Europeia".

"Por trás desta crise há problemas de natureza política, cultural, ideológica e civilizacional. É isso que também está em jogo, quer na crise portuguesa, quer na crise europeia e mundial", sustentou.

Interrogado sobre a eventual perspectiva de uma maior flexibilização no mercado de trabalho em Portugal, Manuel Alegre salientou que as leis laborais já foram alteradas. “Aquilo que ouvi da parte do primeiro ministro e do ministro da pasta foi que essa alteração [nas leis laborais] já tinha sido feita. E não apoio essa alteração”, vincou.

Manuel Alegre afirmou depois que Portugal tem uma Constituição da República, sustentando que “um Presidente da República candidata-se para defender os princípios fundamentais” de ordem constitucional.

“A democracia não é apenas um conjunto de regras formais, mas também um conjunto de direitos e liberdades políticas, de direitos sociais, que na nossa Constituição estão consagrados como direitos humanos fundamentais. Rever a Constituição no sentido de alterar alguns desses direitos, nomeadamente no que se refere à escola pública, ao Serviço Nacional de Saúde ou à segurança social será não rever a Constituição, mas rever e subverter a democracia”, advertiu.

Já o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra José Reis, que foi porta-voz da reunião, identificou o desemprego como o maior problema existente em Portugal, importando para tal “valorizar os recursos que o país dispõe”.

“É preciso que a política económica não se limite a soluções que juntem recessão à recessão. É preciso colocar a questão da criação de riqueza, do crescimento económico e da promoção do emprego como prioridades essenciais”, advogou o ex-secretário de Estado socialista.

Para José Reis, são também necessários consensos políticos e sociais em Portugal, dizendo que uma candidatura presidencial pode ser a este nível “um elemento mobilizador”.
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Para veres o artigo anterir sobre Manuel Alegre, clica na hiperligação:

Alegre quer outra economia na Europa e em Portugal

Bloco de Esquerda Propôs Hoje Nova Política do Medicamento na Assembleia da República

Bloco de Esquerda propôs hoje nova política do medicamento no Parlamento. O Médico e deputado do BE, João Semedo, abriu e fechou o debate em que Bloco de Esquerda pretendia apresentar 6 (seis) medidas, através de diplomas legais, que permitiriam aos utentes poupar 285 milhões de euros e ao Estado 85 milhões de euros.
Num dia em que tudo aumentou por via directa da subida do IVA, entre outros, em que as famílias já desesperadas por não conseguirem colocar comida na mesa, os doentes não poderem comprar os medicamentos que lhes asseguram uma qualidade melhor de vida ou, mesmo, o seu prolongamento, os desempregados se vêem obrigados a roubar para comer se não têm quem os ajude, mais uma vez o PS dançou o tango com o PSD numa dança descarada e completamente canalha, chumbando todas as medidas que um governo socialista teria obrigação de abraçar, não fosse estar do lado dos interesses daqueles que lucram com as medidas contrárias propostas pelo BE, que vinham aliviar os utentes e permitir-lhes não passarem sem o tratamento a que deveriam ter direito.
Eu tive a acompanhar todo o debate parlamentar e a demagogia por parte dos parceiros do tango é tanta e tão descarada que só vos peço que ouçam estas intervenções do deputado João Semedo e meditem sobre quem está do lado dos cidadãos com dificuldades genuínas.
JOÃO

Intervenções do Deputado do Bloco de Esquerda na AR,
Dr. João Semedo (médico)
bloconoparlamento | 1 de Julho de 2010

"Fazemos este debate no dia em que 6 mil medicamentos aumentam o seu preço",
PARTE I
O deputado João Semedo faz a intervenção inicial no Agendamento Potestativo do Bloco de Esquerda sobre Política do Medicamento. Semedo refere-se à política do Governo nesta matéria, ainda por realizar, e às propostas legislativas do Bloco de Esquerda para este sector, que têm por objectivo reduzir a despesa do Estado e dos cidadãos [parte I].

"Fazemos este debate no dia em que 6 mil medicamentos aumentam o seu preço",
PARTE II
 
O deputado João Semedo faz a intervenção inicial no Agendamento Potestativo do Bloco de Esquerda sobre Política do Medicamento. Semedo refere-se à política do Governo nesta matéria, ainda por realizar, e às propostas legislativas do Bloco de Esquerda para este sector, que têm por objectivo reduzir a despesa do Estado e dos cidadãos [parte II].

 "Todas as promessas e objectivos do PS fracassaram"
O deputado João Semedo questiona as razões da utilização da Denominação Comum Internacional nalgumas situações e a utilização do nome comercial do medicamento noutras situações.

João Semedo encerra
Agendamento Potestativo sobre Política do Medicamento

O deputado João Semedo encerra o Agendamento Potestativo do Bloco de Esquerda sobre Política do Medicamento, referindo-se à responsabilidade dos diversos partidos nesta matéria e aos lucros da indústria farmacêutica.

Manuel Alegre: «Querem pôr os contribuintes a pagar de novo a crise»

"Que cada um faça desta campanha
um sinal de mudança e de renovação"

O candidato presidencial Manuel Alegre, como já tive a ocasião de comentar, partiu, dia 25 de Junho passado, para a estrada, tendo começado por Setúbal.
E é de algumas das declarações do próprio Manuel Alegre este vídeo que te deixo.

JOÃO

Alegre: "Querem pôr os contribuintes a pagar de novo a crise"
EsquerdaNet | 28 de Junho de 2010
O candidato presidencial esteve em Setúbal para discordar das restrições ao investimento público defendidas por Cavaco Silva e lembrar que os contribuintes já pagaram a factura do resgate dos bancos, os que agora engordam "à custa da compra da dívida soberana a taxas fabulosas". "A crise está a ser aproveitada para impor à Europa e aos países mais frágeis um plano de austeridade que trará consigo mais recessão e desemprego". Para Manuel Alegre, a alternativa à austeridade é a coesão económica e social de criação de emprego e mais solidariedade. 

Artigo de Carlos Santos: O NEGÓCIO DOS CHIPS



JULHO
2010






Por trás de uma decisão altamente polémica dos Governos Sócrates está sempre um grande negócio. É o caso da imposição da obrigatoriedade dos chips nos automóveis. As empresas que exploram o negócio das auto-estradas não precisarão mais de sistemas de cobrança da portagem, que envolvam trabalhadores. É só pôr um novo pórtico e garantir a sua manutenção. Depois será só um problema de transferência bancária. Quem passar por lá descontará automaticamente, se não o fizer terá um problema com a justiça. As empresas que explorarem as auto-estradas multiplicarão os seus lucros, ficando com o mealheiro activo por muitas décadas. Mas o negócio não fica por aqui. Durante um ano todas as pessoas que tiverem automóvel serão obrigadas a adquirir um chip. É a segunda vertente do empreendimento. Euromilhões durante um ano e depois um negócio de venda de chips para sempre.

Preparando a “eficaz mudança” o primeiro Governo Sócrates criou uma sociedade anónima de capitais públicos, a SIEV, agora garante a implementação do novo sistema, mais tarde poderá ser uma entidade reguladora e fiscalizadora. Sabe-se que só uma empresa terá o comércio por grosso dos chips (a Via Verde). Para os novos pórticos e a detecção dos identificadores electrónicos há um fabricante internacional, para fabricar os chips além dessa empresa (a norueguesa Q-Free), existem só mais duas. Um assessor do Secretário de Estado encarregue do processo foi nomeado para administrador da empresa de capitais públicos. Uns meses depois, o boy tornou-se administrador da Q-Free para Portugal, abandonando a assessoria e a empresa pública.

A instalação dos chips em todos os automóveis cria um big brother colossal, um sistema de vigilância que por mais controlos que tenha é um risco para a liberdade dos cidadãos. A Comissão Nacional de Protecção de Dados levantou objecções a um tal sistema, muitas pessoas alertaram para os perigos inerentes, os partidos da oposição votaram contra a decisão no parlamento, mas nada dissuadiu o executivo. O novo sistema empregará menos pessoas, provocará desemprego e a extinção de postos de trabalho. Mas nada comove e muito menos demove o Governo.

Este caso ilustra bem uma das piores vertentes dos Governo Sócrates: a promiscuidade completa entre público e privado. O uso dos poderes públicos para garantir negócios privados, por cima do interesse público e contra ele, é largamente responsável pela crise que vivemos e que este Governo só fez aumentar. Nos últimos dias a discussão aumentou em torno da imposição de portagens nas SCUT (que eram vias “Sem Custos para o Utilizador”). O Governo dispõe-se a tudo para as impor, O PSD durante muito tempo opôs-se, agora quer portagens em todas as SCUT e já se dispõe a discutir a obrigatoriedade do chip.

Para combater a crise há que defender o interesse público e lutar pela separação clara entre público e privado. É uma luta prolongada em confronto com PS e PSD.