quarta-feira, 27 de abril de 2011

A COMUNA: Dos Abutres à Minhoca Fascista, da Luta Pela Liberdade, Contra o FMI, as SCUT...

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"O RESGATE A PORTUGAL"
Um depoimento de Juan Torrez López, da ATTAC,
                 para ver em nosso site.
Um artigo de Nádia Cantanhede
Que liberdade resta a um país submetido à decisão externa e submisso às decisões dos grandes senhores detentores, cada vez mais, de todos os recursos do país? Que liberdade possuímos nós, cidadãos? Parece-me que nos resta a liberdade de obediência, subserviência e sacrifício.
Um artigo de Victor Franco
O fascismo é uma minhoca ( não é? lá isso é)/ que se infiltra na maçã (não é? lá isso é)/ ou vem com botas cardadas/ ou com pezinhos de lã.

Um cartoon de Maria João Barbosa

Um artigo de Isabel Pires
Há quem diga para não se votar no dia 5 de Junho, há quem diga que deve haver um governo de coligação PS-PSD-CDS, há quem queira suspender a democracia por uns meses até estar tudo resolvido, há quem tenha medo da agitação social.


Um artigo de José Lopes

Para o elenco de actores desta comédia absurda que representam nas negociações do resgate financeiro, a encenação não tem naturalmente em linha de conta a realidade económica do país de mão estendida, em que o agravamento da dívida soberana, que tem de ter responsáveis, significa uma nova fase da crise.

Um artigo de José Castro
A razão parece óbvia: aceite a utilização do princípio do utilizador-pagador fora da área ambiental para a qual foi criado, está aberto caminho, do ponto de vista ideológico, para que toda a prestação pública, todos os serviços públicos, da saúde à educação, fiquem sujeitos ao pagamento pelos seus "utilizadores".




 

Daniel Oliveira: Antes Pelo Contrário | «Claro Que Diogo Leite Campos Não é Aldrabão»

Na rubrica de Daniel Oliveira, "Antes pelo Contrário", do Expresso, o artigo de ontem está fabulosamente bem elaborado de modo a não envergonhar um dos vice-presidentes do "novo" PSD, Diogo Leite Campos, mas a colocar a nu provocações que este senhor faz tocando na sensibilidade dos mais desfavorecidos da sociedade portuguesa.
Se leres este artigo, ficas a perceber que Daniel Oliveira é um cavalheiro, ao contrário do senhor que faz parte do título e tema deste artigo.
Para mim é evidente que os aldrabões são os que nos colocaram nesta pobreza confrangedora e não os que recebem subsídios ou abonos. São os que roubaram o país com fuga aos impostos, corrupção desavergonhada, os vencimentos principescos dos gestores públicos, as reformas douradas e, muitas vezes, multiplicadas por 2, 3 e 4... Enfim! Os que sendo desonestos e aproveitadores, desdenham, desconsideram e desonram os que estão sem emprego e sem pão...
Aldrabões!? Espertos?! Quais, afinal?!!!
Votem PSD, votem! E depois vão ver como vamos ficar...
JOÃO

Daniel Oliveira: Antes pelo contrário



Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 26 de abril de 2011

O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro. Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como "albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.

Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".

Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis. O direito ao bom nome vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em contrário, mentirosos. Como não insulto o senhor, fica apenas este facto: estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal. Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.

Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente fiscalista, por causa das suas duas reformas. Dizer que ele é "esperto" e que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa". Espertos são os pobres que ficam com os trocos. Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras. Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.

Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa dos pobres.

Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto "esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética aos "aldrabões" que recebem subsídios miseráveis. É mais ou menos como dizia o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia, pá.

Sobre os subsídios, Leite Campos disse: "O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões". Sobre as escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do vice-presidente do PSD.

Ricardo Araújo Pereira: «Partidos Nunca, Alcochete Jamais» | Boca do Inferno

Ricardo Araújo Pereira escreveu, neste artigo que te deixo:
«Fernando Nobre: "Vocês não prestam para nada. Em que é que eu posso ajudar-vos?"»





Boa!
JOÃO


Ricardo Araújo Pereira

Partidos nunca, Alcochete jamais
Vejam como são hipócritas os partidos! Vejam o modo como conseguiram apropriar-se daquela conversa tão bonita sobre cidadania! Vejam a rapidez com que arregimentaram esta espécie de Zita Seabra instantânea que sou eu! Malditos partidos! (A propósito, votem neste partido, para que, com a minha eleição, fique bem clara a perfídia dos seus dirigentes.)'
Ricardo Araújo Pereira
9:32 Quarta feira, 20 de Abr de 2011
Tal como Fernando Nobre previu, a sua decisão de aceitar um lugar numa lista partidária depois de ter dito que nunca aceitaria nada que tivesse a ver com a política partidária foi mal interpretada. A generalidade das pessoas, cuja capacidade hermenêutica é muito deficiente, interpretou o gesto como uma manifestação de incoerência de Fernando Nobre. Na verdade, trata-se de uma manifestação de incoerência dos partidos. O que está em causa não é Fernando Nobre ter dito categoricamente uma coisa e depois ter feito o contrário, o que está em causa é que, mais uma vez, um partido apoia uma pessoa que diz categoricamente uma coisa e depois faz o contrário. Depois de ter passado toda a campanha presidencial exprimindo a mais profunda repugnância pelos partidos, Nobre prepara-se agora para fazer o mesmo nas legislativas mas ao serviço de um partido. A candidatura como cabeça de lista do PSD por Lisboa aprofunda a crítica de Nobre aos partidos.
É mais um grito de denúncia da podridão do sistema partidário. É, no fundo, uma candidatura que brada: "Vejam como são hipócritas os partidos! Vejam o modo como conseguiram apropriar-se daquela conversa tão bonita sobre cidadania! Vejam a rapidez com que arregimentaram esta espécie de Zita Seabra instantânea que sou eu! Malditos partidos! (A propósito, votem neste partido, para que, com a minha eleição, fique bem clara a perfídia dos seus dirigentes.)" A sabedoria popular parece validar a escolha de Fernando Nobre. De facto, há um provérbio que diz "Não cuspas no prato em que comeste", mas não há qualquer ditado que recomende "Não comas no prato em que cuspiste", como Nobre se prepara para fazer. O povo desaconselha a ingratidão, mas sabe que a fome é negra.
Fernando Nobre apoiou Durão Barroso nas legislativas de 2002, Mário Soares nas presidenciais de 2006 e o Bloco de Esquerda nas europeias de 2009. É um homem que não gosta de partidos mas já apoiou quase todos, o que é cristão. De repente, Nobre deixou de apoiar partidos e passou a criticá-los.
E foi exactamente nessa altura que os partidos passaram a apoiá-lo a ele. Pode não ser um político, mas sabe muito de política. O ativista antipartidos aceita encabeçar uma lista do PSD numa altura em que até antigos presidentes do partido, como Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes, não aceitam.
É sempre assim: essa gente da política partidária está sempre pronta para ajudar os partidos não colaborando com eles. Deviam ter a coragem, a audácia e a rebeldia de dizer, como o dr. Fernando Nobre: "Vocês não prestam para nada. Em que é que eu posso ajudar-vos?"

terça-feira, 26 de abril de 2011

ESPAÇO PALMEIRAS | Abertura da Nova Livraria Palmeiras | Vídeo


De: | Criado: 25 de Abr de 2011

Abertura da Livraria Palmeiras

Sessão pública "Feminismos em Portugal",
com Manuela Tavares, João Oliveira, Sofia Roque e Ana Margarida Ferreira.

Moderação por Bruno Góis.

Lisboa, Sede do Bloco de Esquerda - Espaço Palmeiras
(R. da Palma, 268), 21h.

Inauguração da Livraria Palmeiras | Sessão de Apresentação do Livro de Manuela Tavares "Feminismos"

Reencaminho para conhecimento
JOÃO

Espaço Palmeiras 26/4 às 10:39
Caras amigas e caros amigos,

A inauguração da livraria é já amanhã, às 21h. Será para nós uma grande alegria partilhar convosco este momento dedicado aos feminismos.

Até amanhã,

Bruno Góis

Ver vídeo:
http://youtu.be/yYPvMBRQqBo (partilhem)

A sessão que inaugura a Livraria Palmeiras é dedicada à temática do livro de Manuela Tavares Feminismos (Texto/Leya, 2011). A apresentação da temática será feita pela autora e seguida de breves comentários das três jovens feministas com diferentes experiências e visões sobre o feminismo. A partir daí a conversa segue em ritmo de tertúlia, com perguntas e comentários do público.

Manuela Tavares, autora de Feminismos em Portugal (1947-2007) (Texto/Leya, 2011), investigadora no CEMRI, Doutora em Estudos sobre as Mulheres pela Universidade Aberta.

João Manuel de Oliveira, investigador na área dos Estudos de Género e Estudos Feministas (Universidade do Minho e University of London), Doutor em Psicologia Social pelo ISCTE.

Sofia Roque, mestranda em Filosofia Política na U.L., autora do prefácio do livro Feminismo e Marxismo. Entre Casamentos e Divórcios de Cinzia Arruzza.

Ana Margarida Ferreira, trabalha na APAV para um projeto da Victim Support Europe, membro da direcção da Aministia Internacional, licenciada em Direito (FDL-Univ. de Lisboa).

Moderador: Bruno Góis, responsável da Livraria Palmeiras, mestrando em Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior.

Artigo do Esquerda.Net: «25 de Abril: Desfile Juntou Milhares na Av. da Liberdade» | FOTOS



25 de Abril: desfile juntou milhares na Av. da Liberdade

A rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, voltou esta segunda-feira a ser o palco da concentração de milhares de pessoas para a realização do desfile de comemoração do 25 de Abril, este ano marcado pelas palavras de ordem anti-FMI. No Porto, centenas de pessoas homenagearam vítimas da PIDE.
 
Milhares de pessoas concentraram-se no Marquês de Pombal, em Lisboa, descendo depois a Avenida da Liberdade, para comemorar o 37.º aniversário da Revolução dos Cravos que teve então lugar a 25 de Abril de 1974.

Descendo a Avenida da Liberdade, o povo entoou palavras de ordem, sobretudo, contra o FMI, mas não esqueceu as críticas à governação das três últimas décadas, imputando aos partidos do governo responsabilidades pela crise que o país atravessa. E garantiram, cantando e erguendo bandeiras dos partidos de esquerda, dos sindicatos e também do país, que continuam a ser “muitos, muitos mil para continuar Abril”.

O presidente da Associação 25 de Abril declarou que a actual crise nacional tem origem numa "profunda degradação da prática democrática". O Coronel Vasco Lourenço, que discursava no final do desfile do 25 de Abril, afirmou que os portugueses estão "numa situação verdadeiramente dramática: a perda de confiança dos cidadãos nos seus dirigentes, é bem mais perniciosa do que a dívida pública!"

“Queremos aqui proclamar que o povo português, verdadeira e única fonte de soberania não concede a essa Assembleia da República (...) o poder de entregar a soberania nacional à ditadura dos mercados", disse ainda.

Um dos quatro rostos do Movimento 12 de Março, João Labrincha, esteve também na Av. da Liberdade para "celebrar" o espírito do 25 de Abril. "Estou aqui com todas estas pessoas a celebrar uma data representativa e o espírito que traduz que o caminho da democracia não se faz num dia", disse à Lusa.

João Labrincha, do movimento que continua a ser lembrado como “Geração à Rasca”, reafirmou a importância do 25 de Abril de 1974 para derrubar "um regime ditatorial", mas acrescentou que a democracia "é um processo que se faz no dia a dia e por todos". E manifestou satisfação por o protesto de 12 de Março ter eventualmente levado mais pessoas para as ruas, que "não pensavam nem faziam política".

"A política também se faz na rua mas não só. Mas é nas manifestações que podemos apresentar protestos e soluções, esta também é uma forma de participação", disse.

Também o movimento MaydayLisboa 2011, que organiza a manifestação de precários no 1.º de Maio, integrou o desfile comemorativo da Revolução de Abril, proclamando um “25 de Abril contra a precariedade”. “Com 37 anos de democracia estamos neste momento a viver um período em que os nossos direitos estão cada vez mais em xeque, seja pelos consensos governativos, seja pela troika da Banca, seja pela troika do FMI, FEEF e companhia”, lê-se na convocatória para esta manifestação publicada no blogue do movimento.

Centenas de pessoas homenagearam vítimas da PIDE no Porto

Centenas de pessoas concentraram-se junto ao antigo edifício da PIDE no Porto, em homenagem aos torturados e assassinados pela polícia política do regime derrubado pela revolução de 25 de Abril de 1974.

“É uma forma de manifestarmos que não esquecemos Abril e mostrar que este pais e este mundo não vão pelo caminho correcto”, afirmou José Carlos, da Associação José Afonso, que integra a organização das comemorações dos 37 anos da Revolução dos Cravos.
José Carlos considerou que “a comemoração é este ano particularmente importante, pela situação que está a ser imposta a Portugal”, numa alusão à crise financeira e ao pedido de ajuda externa feito pelo Governo no início do mês.

“Esperemos que o povo português abra os olhos e seja capaz de resistir à imposição que nos vem de fora e que está a esmagar o país”, acrescentou.

Em frente à antiga sede da PIDE, no Porto, Maria José Ribeiro lembrou as várias vezes que ali esteve presa e apelou, sobretudo aos jovens, para que continuem a lutar pelos ideais de Abril.

“Conquistamos o direito ao ensino, ao trabalho, a dignidade e temos de continuar a lutar, apesar das troikas, do FMI e de tudo que tem como objectivo desculpabilizar os autores da crise. Nós não podemos aceitar isso”, afirmou a resistente antifascista.

À concentração seguiu-se um desfile até à praça da Liberdade que contou com a participação de centenas de pessoas de várias associações, sindicatos e partidos.

Fundo Para Vítimas de Tortura Nasce no Espaço Europeu | Eurodeputados do BE, Miguel Portas e Rui Tavares, Lançaram o Projecto

Os Eurodeputados eleitos pelo Bloco de Esquerda estão a fazer um excelente trabalho!
Tenho muito orgulho neles!
JOÃO

Eurodeputados Miguel Portas e Rui Tavares lançaram o projecto,
dotado com um milhão de euros

Fundo para vítimas de tortura nasce no espaço europeu
Segunda, 25 Abril 2011 15:58

A Comissão de Orçamentos da UE comunicou o financiamento em um milhão de euros do Fundo para Vítimas de Tortura (FVT), um projecto piloto apresentado em 2010 por Miguel Portas (BE) e Rui Tavares (ind./BE). É relativamente pouco dinheiro, mas é muito importante para a segurança das comunidades e para a saúde mental de muitas vítimas, comentou RuiTavares.

No ano passado a UE confirmou a sua decisão de pôr termo ao financiamento dos centros de reabilitação sediados na União, com o argumento de que a rubrica orçamental relevante se enquadrava nos instrumentos para a acção externa. O FVT proposto por Portas e Tavares e agora aprovado teve como objectivo colmatar o paradoxo institucional.

O FVT é essencial porque, apesar de raramente se abordar o assunto, existem cidadãos europeus vítimas de tortura, cujas consequências, para além da própria saúde mental dos vitimados, se reflectem durante longos anos nas famílias e nas comunidades a que pertencem." Basta pensar nos torturados pelo salazarismo, pelo franquismo e pelas ditaduras de Leste, por exemplo", disse Rui Tavares.”

O dinheiro que será atribuído às ONGs que dirigem centros de reabilitação é fundamental para continuar a providenciar ajuda a estas vítimas, acrescentou Rui Tavares. "O próximo passo a alcançar será o de proporcionar que este financiamento vá para além do actual orçamento da UE e seja declarado permanente".”

Um concurso público para aceder ao financiamento do FVT, cuja gestão está sob a alçada da Direcção-Geral de Assuntos Internos, será lançado entre finais de Maio e princípios de Junho. A grande maioria das candidaturas deverá partir de 50 ONGs europeias membros do IRCT - International Rehabilitation Council for Torture Victims, uma organização que agrupa 140 instituições.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Milhares de Pessoas Marcham para Comemorar o 37.º Aniversário do 25 de Abril! | Lisboa e Porto

Lisboa, 25 de Abril 2011 – Foto de Miguel Manso
Em Lisboa, do Marquês de Pombal à Praça do Rossio, descendo a Av. da Liberdade, milhares de pessoas comemoraram o 37.º Aniversário do 25 de Abril - a memorável Revolução dos Cravos -, que nos deu a Liberdade e nos abriu o caminho para a Democracia.
Fica, também, a maravilhosa foto da homenagem no Porto.
Viva o 25 de Abril, sempre!
JOÃO


Desfile de homenagem aos resistentes antifascistas integrado nas comemorações do 25 de Abril de 1974, no Porto, 25 Abril 2011 - Foto de Estela Silva/LUSA

Comemoração do 37.º Aniversário do 25 de Abril | ABRIL, SOMOS NÓS! | Vídeos: Chico Buarque, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, José Afonso

Nas comemorações do Dia da Liberdade,
não podemos esquecer o que Portugal era e como era
no 24 de Abril e antes...


Em plena ditadura...

Véspera do 25 de Abril 1974,
a primeira senha para a revolução

Madrugada do 25 de Abril 1974,
segunda senha para a revolução


Depois do 25 de Abril...

 

25 de Abril 1974
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.


Sophia de Mello Breyner Andresen



A felicidade e admiração...

sábado, 23 de abril de 2011

Ontem Foi Dia da Terra | Foto do Dia de Ontem | Hoje é Dia da Terra | Ontem no Museu de Geologia em Nanjing

Celebrou-se ontem, dia 22 de Abril - e um pouco por todo o Mundo -, o Dia da Terra.
Este dia tem como objectivo criar acções e lançar alertas para a promoção de uma consciência desperta sobre nosso ambiente com a finalidade da preservação da Terra.
Portugal deixou passar este dia quase despercebido.
Temos uma responsabilidade imensa em proteger o nosso planeta.
Quando não se está em época de férias escolares, são as escolas as promotoras de actividades em volta do tema ambiente e ecologia.
Este ano, com toda a certeza, também a escola deve ter deixado esta data por celebrar.
JOÃO

PUBLICO.PT - Foto do Dia - 22/ABRIL/2011


Hoje é o Dia da Terra

Uma mulher e a sua filha tocam num modelo do núcleo da Terra, no Museu de Geologia em Nanjing, na província chinesa de Jiangsu. Hoje, o mundo celebra o Dia da Terra e lembra a necessidade de proteger o Ambiente.
Fotografia: Sean Yong/Reuters

Dia 25 de Abril | Feriado em Portugal | Sabes Porquê?

Para veres outros posts deste Blog sobre o 25 de Abril,
clica AQUI!

Nestes dias a RTP1 vai ter uma programação especial, muito boa e didáctica, também, para celebrar o 25 de Abril:
"Conta-me como foi", uma série que chega ao fim, mas que teve o objectivo de retratar, em forma de ficção, a vida e o país desde 1968 até à Revolução do 25 de Abril. 104 episódios de uma ficção muito perto da realidade, com muita informação sobre o país cinzento, oprimido e agrilhoado, que chega ao fim, mas que, para os que não viveram esses tempos, dá a ideia da importância das conquistas que tivemos depois da revolução do 25 de Abril, data que nunca podemos esquecer e que nos trouxe, para além da LIBERDADE, a conquista de eleições livres e regimes democráticos que, se não têm melhor desempenho, deve-se à falta que interesse do povo que não participa cívicamente nem vai exercer o direito e dever de cidadania através do VOTO que conquistou.
"Maior que o pensamento", uma série documental, em três episódios, sobre o genial e inesquecível José Afonso.
"Três Cantos", o espetáculo que foi um "encontro histórico" entre José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.
2 Filmes históricos, a não perder:
"Assalto ao Santa Maria", baseado na história verídica do assalto ao paquete "Santa Maria" em 1961;
"Capitães de Abril", baseado nos acontecimentos que precederam a revolução e os momentos históricos mais marcantes do 25 de Abril, numa legítima homenagem à memória de Salgueiro Maia e ao dia em que Portugal conquistou o caminho para a LIBERDADE.

Domingo - 24 de Abril:
21:00 MAIOR QUE O PENSAMENTO ESTREIA
22:00 CONTA-ME COMO FOI Programa Legendado no Teletexto. Consulte Pag. 188. Programa com áudio-descrição na Onda Média da
Antena 1
23:04 ASSALTO AO SANTA MARIA (FILME) ESTREIA
Segunda-Feira - 25 de Abril:
15:42 CAPITÃES DE ABRIL (FILME)
22:50 MAIOR QUE O PENSAMENTO ÚLTIMO
~~~~oo0oo~~~~
Não há razões para que haja, ainda, em Portugal,
uma pessoa que não saiba o porquê do
feriado no dia 25 de Abril!
Nem que alguns sejam saudosistas daquilo que não viveram!...
Temos que Conhecer, Amar, Comemorar e
Saudar o 25 de ABRIL, SEMPRE!!!

A COMUNA: Unidade à Esquerda, FMI e 25 Abril

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Sobre o carácter de classe do 25 Abril            
Artigo de Mário Tomé


Em cima de mais um aniversário do 25 de Abril temos a sorte de contar com um convidado que não sei se vai à manif ou ao jantar da A25A. Trata-se do FMI. Portanto gente de bem.
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ERA FMI
Artigo de Ricardo Martins

Bem-vindos à nova era FMI em Portugal. A gadanha fria e estridente da Troika vai começar a ceifar os bolsos dos trabalhadores e dos social e economicamente mais desprotegidos.
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FACTOS E FANTASIAS
Artigo de Luís Fazenda
1 - Há 7 anos atrás houve uma reunião entre as direcções de BE e PCP, a pedido do Bloco. Era secretário-geral do PCP o deputado Carlos Carvalhas que chefiou a delegação do seu partido.
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Duas Troikas: A exigência de 4 banqueiros mais um empresário
Artigo de Carlos Santos


4 banqueiros impuseram a troika externa ao país, o grupo Jerónimo Martins tratou de lançar o marketing da troika interna, composta por PS, PSD e CDS.
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Podia ser invevitável mas não é: são escolhas!
Artigo de Ana Cansado


O retrato actual de Portugal é uma imagem triste, um país de gente assustada e governantes autoritários. O governo demissionário do PS, apoiado pelo PSD e encorajado pelo Presidente da República, continua a assumir compromissos internacionais idênticos a outros já rejeitados pela Assembleia da República
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Artigo de Opinião de Carlos Santos: "Duas Troikas: A Exigência de 4 Banqueiros Mais Um Empresário" | Esquerda.Net


Um bom artigo de opinião de Carlos Santos, Dirigente do Bloco de Esquerda.
Importante o seu conteúdo. Vale a pena ler e pensar!...
JOÃO
Duas troikas: A exigência de 4 banqueiros mais um empresário

4 banqueiros impuseram a troika externa ao país, o grupo Jerónimo Martins tratou de lançar o marketing da troika interna, composta por PS, PSD e CDS.
Opiniao | 22 Abril, 2011 - 00:10
Por CARLOS SANTOS
Desde o 25 de Abril que não temos umas eleições assim. Vamos votar, mas o resultado já está decidido: teremos um programa único imposto pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo BCE. No entanto, no dia 5 de Junho o povo português votará e poderá recusar o diktat da troika do FMI.
E sabe-se também o que estas entidades “supra-nacionais” dizem e querem. Proclamam que os trabalhadores ganham de mais e querem impor-nos não só o PEC 4, mas novos cortes e em síntese: baixa de salários e privatizações aceleradas.
Tal como na Grécia e na Irlanda é um programa que não vai melhorar a situação do país, pelo contrário vai agravar e prolongar a crise económica e social. Não é um programa para cuidar do país, mas sim para impor a baixa dos salários (o aumento da exploração) e a entrega de bens e serviços públicos aos privados. É igualmente um programa destinado a garantir lucros elevados à banca nacional e europeia. No fundo, é um programa de pilhagem desenfreada, à boa maneira da tradição imperial e colonial das potências europeias e norte-americana, apoiado pelos “donos de Portugal”.
Chegámos aqui porque Sócrates seguiu uma política de facilitismo para com os poderosos e de cortes sobre a maioria, aprofundando a crise e a dívida. Perante uma forte dívida externa, os credores decidiram de repente impor unilateralmente uma subida brutal e galopante de juros.
No momento oportuno, os presidentes de BCP, BES, BPI e Santander-Totta reuniram e ditaram ao Governo a sentença, impondo publicamente o pedido de resgate.
Garantida a troika externa, foi organizado um manifesto a pedir uma troika interna: um compromisso entre o PR e “os principais partidos” para no imediato “assegurar a credibilidade externa” e que o futuro Governo seja apoiado por “uma maioria inequívoca”.
Sabe-se hoje (pelo Expresso de 16 de Abril) que esse manifesto foi decidido e escrito pelo presidente do Conselho de Administração do grupo Jerónimo Martins, mais um vogal do mesmo conselho e o presidente da fundação do mesmo grupo. Depois recrutaram Mário Soares para uma militância determinada na angariação das assinaturas.
Ou seja, 4 banqueiros impuseram a troika externa ao país, o grupo Jerónimo Martins tratou de lançar o marketing da troika interna, composta por PS, PSD e CDS, os tais “principais partidos”.
No dia 5 de Junho o povo português fará escolhas. Poderá submeter-se, como tem acontecido regularmente, aos ditames dos senhores do país e votar nas duas troikas. Mas pode também escolher romper com o costume e procurar outras soluções, começando por exigir uma rigorosa auditoria à fabulosa dívida externa pública e privada.
Portugal é um país pobre e pequeno, tem possibilidade de vencer as dificuldades com rigor e exigência, para o que é necessário, em primeiro lugar, recusar o esbanjamento e a sobre-exploração dos “donos de Portugal”.

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Sobre o autor

Carlos Santos
Dirigente do Bloco de Esquerda